Entrar:
 Salvar
Compartilhe:
 Rating
09.02.2010

Richa e Alvaro devem se encontrar, em Brasília, com o presidente nacional da sigla, senador Sérgio Guerra

Depois de cancelar a reunião do Diretório Estadual que definiria o candidato do partido ao governo, o PSDB do Paraná agora espera até amanhã, por um acordo entre o prefeito de Curitiba, Beto Richa e o senador Alvaro Dias, mediado pela cúpula nacional tucana. Richa e Alvaro devem se encontrar, em Brasília, com o presidente nacional da sigla, senador Sérgio Guerra (PE).

Diante do risco de um racha, Guerra esteve na quarta-feira em Curitiba, e depois se reuniu na sexta-feira, em São Paulo, com os dois pré-candidatos. Foi nessa reunião na sexta que foi decidido o cancelamento da reunião do Diretório Estadual marcada para ontem.

Richa tem pressa na definição porque terá que renunciar ao cargo de prefeito até 3 de abril para disputar a eleição para o governo. Alvaro, ao contrário, tenta ganhar tempo na esperança de reverter a tendência favorável ao prefeito dentro do PSDB local.

Os dirigentes tucanos locais tentaram minimizar ontem o cancelamento da reunião, visto como vitória de Alvaro. “Não há razão para se ter a reunião se podemos ter um entendimento. Ela foi suspensa em função da perspectiva de um acordo”, disse o líder da bancada do PSDB na Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano. Ele negou, porém, que a decisão tenha confirmado a tese de uma intervenção da direção nacional. “O que há é uma intermediação para juntar as duas candidaturas em uma única. Alguém vai ter que sair fora”, alegou.

“Achamos prudente desmarcar. Que diferença faz tomar a decisão daqui uma semana, se podemos ter um entendimento?”, apontou o presidente estadual do PSDB, deputado Valdir Rossoni. “Não tem muito segredo. Não tem jeito de os dois serem candidatos (ao governo). Só pode um”, admitiu. (IS)

Fonte: Bem Paraná

postado por William, às 11:30

Compartilhe:
 Rating
09.02.2010

A comparação dos números dos governos Fernando Henrique e Lula, proposta pelo ex-presidente em artigo publicado no fim de semana , foi questionada por economistas ouvidos pelo GLOBO. Eles analisam que, além de assumirem estratégias diferentes na área econômica, os dois governos conviveram com contextos internos e externos distintos. Sob esse aspecto, alertam, é preciso levar em conta essas diferenças para não contaminar as análises.

Dados levantados pela ONG Contas Abertas, por exemplo, mostram que o governo Lula investiu 15% a mais que seu antecessor nos sete primeiros anos do governo. Incluindo os investimentos das estatais e da União entre 2003 e 2009, o número chega a R$ 436,4 bilhões (corrigidos pelo IGP-DI), aproveitando a calmaria econômica internacional do meio da década. Já entre 1995 e 2001, o volume foi de R$ 379,3 bilhões, período em que ocorreram as crises econômicas do México, da Rússia, dos chamados Tigres Asiáticos, do Brasil e da Argentina.

O governo Lula teve mais folga, mais espaço para investir, mas não investiu tudo o que podia devido à ingerência da máquina

Mas, numa outra comparação em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), os investimentos do tucano foram maiores que os do petista nos quatro primeiros anos de mandato. Apenas entre 2007 e 2009, com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o governo Lula ultrapassou o antecessor, registrando investimentos superiores a 2% do PIB, de acordo com o Contas Abertas.

O economista Raul Velloso lembra que Lula ampliou os investimentos devido à "bonança internacional" até a crise de 2008 e à manutenção de uma economia estabilizada. Mas, para ele, Lula é ineficiente no gasto, com uma baixa execução orçamentária. Exemplo dessa situação é que, em 2010, o governo terá R$ 50 bilhões dos chamados "restos a pagar" do ano passado, quase o mesmo valor de R$ 57 bilhões para investimentos no Orçamento da União para este ano.

- O governo Lula teve mais folga, mais espaço para investir, mas não investiu tudo o que podia devido à ingerência da máquina. Tem como gastar mais, mas tem menos eficiência - disse Velloso, lembrando que o governo tucano apertou os gastos da máquina para fazer frente às crises, enquanto o governo Lula inflou os gastos, principalmente as despesas de pessoal.

Para o cientista político da Universidade de Brasília (UnB) Leonardo Barreto, os dois governos tiveram orientações ideológicas diferentes, além da situação econômica internacional diferenciada:

- O governo Fernando Henrique teve o trabalho de estabilizar a economia e pegou uma série de crises econômicas que colocaram a economia em xeque. E o governo Lula passou por um período de prosperidade extraordinária. Os dois lados podem usar os números, e haverá uma guerra de números, o que é normal

Fonte: Globo Online

postado por William, às 10:30

Compartilhe:
 Rating
09.02.2010

Manobra política alguma nos dias que correm é mais desumana do que essa de lançar o vice-presidente da República José Alencar como candidato ao governo de Minas Gerais.

Ela tem a ver com a necessidade da campanha de Dilma Rousseff à sucessão de Lula de juntar PT e PMDB. Alencar pintou como o único nome capaz de realizar tal proeza.

O PT tem candidato à vaga do governador que disputa a liderança das pesquisas de intenção de voto - o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel.

E tem um aspirante à mesma vaga que eleitoralmente não pode ser subestimado - o atual ministro do Desenvolvimento Social Patrus Ananias.

A maioria do PT mineiro apóia a candidatura de Pimentel.

O candidato do PMDB a governador é forte - o ministro Hélio Costa, das Comunicações. Flerta com Aécio Neves (PSDB) e espera que Lula e Dilma tirem Pimentel e Patrus do seu caminho.

Como a tarefa se revela difícil, os pragmáticos do governo, à frente o próprio Lula, sacaram a jogada de estimular Alencar a concorrer ao governo.

A idéia original dele era a de se candidatar a uma das duas vagas ao Senado. Ganharia a eleição sem sair de dentro de casa, conforme admitem políticos de todos os partidos.

Alencar angariou o respeito dos brasileiros por exercer de forma impecável a função de vice-presidente. E virou unanimidade pela forma corajosa, desabrida e transparente com que enfrenta o câncer.

Parecia destinado à morte em breve, tal a agressividade da doença e o insucesso do seu tratamento.

De alguns poucos meses para cá, a doença foi contida e regrediu. Nem de longe isso significa ainda previsão de cura.

Alencar é um homem idoso. Mesmo que um dia os médicos o declarem curado, atravessará o resto dos seus anos sob rigorosos cuidados.

É de uma crueldade atroz empurrá-lo para a disputa de um cargo que exige muito do seu ocupante.

A família de Alencar é contra o que ele aparece aceitar com seu natural entusiasmo pela vida e por desafios.

Médicos que acompanham em Sáo Paulo o estado da saúde de Alencar observam que ele não deveria ser candidato ao governo.

Se ele contrariar o desejo da família e a opinião dos médicos, assistirá em seguida à vergonhosa batalha a ser travada nos bastidores dos partidos pelo lugar de vice em sua chapa. 

O PT avisou que o lugar é seu. Patrus saiu na frente e conversou com Alencar a respeito. Pimentel pode acabar como um dos coordenadores da campanha de Dilma.

O PMDB também o lugar de vice.

É isso o que Alencar merece?

Com a palavra, Lula e Dilma.

Fonte: Blog do Noblat
O Globo

postado por William, às 10:00

Compartilhe:
 Rating
09.02.2010

O senador Eduardo Suplicy (PT) afirmou que é pré-candidato ao governo de São Paulo. "Estou pronto", afirmou o senador, durante posse da nova diretoria do PT da cidade de São Paulo, que aconteceu na Câmara dos Vereadores nesta segunda-feira.

"Esta semana estarei enviando ao presidente do PT de SP, Edinho Silva, uma carta formal declarando a minha intenção de ser candidato", afirmou o senador.

Para ter a pré-candidatura homologada, Suplicy precisa da assinatura de 1% dos filiados do PT paulista. "Preciso de 2.970 assinaturas de filiados. No dia de hoje, já ultrapassei mais da metade", disse Suplicy.

O senador ainda criticou os institutos de pesquisas que não colocam seu nome na lista de candidatos nas sondagens ao governo paulista.

Para Suplicy, o PT precisa encontrar um nome de consenso. No evento de posse, a tônica entre os militantes petistas foi a de unidade em relação a candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à Presidência. Sobre a disputa estadual, nenhum dos oradores falou em um nome certo.

Com a presença de Suplicy na disputa, o partido tem seis nomes dispostos a concorrer em São Paulo. Os mais cotados são o senador Aloisio Mercandante e a ex-prefeita Marta Suplicy.

Também estão na disputa o prefeito de Osasco, Emídio de Souza, o ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia e o ministro Fernando Haddad (Educação). Ainda existe a possibilidade do deputado Ciro Gomes (PSB) sair candidato pela aliança que apoia a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).

Na sexta-feira passada, Marta afirmou que irá apoiar de Mercadante. "Se o Mercadante tomar essa decisão, eu vou ser a primeira a sair na rua. Mas, é uma decisão difícil e pessoal. Ele é um quadro importante no Senado, que pode ajudar muito a Dilma [Rousseff]", disse a ex-prefeita.

Marta afirmou que tem a certeza que será candidata em outubro. "Sou um soldado do partido. Posso ser candidata ao Senado, ao governo ou à Câmara", disse a ex-prefeita, em festa de posse da nova diretoria do PT de Santo André (SP).

Segundo a ex-prefeita, se Ciro concorrer ao governo de São Paulo --possibilidade que ele mesmo descarta-- ela deve ser candidata à Câmara. Se o candidato for Mercadante, ela concorre ao Senado.

No evento desta segunda, o vereador de São Paulo Antônio Donato, novo presidente do diretório, criticou o governo José Serra (PSDB) e a administração Gilberto Kassab (DEM) por conta das enchentes. "Tudo que eles fizeram de ruim, eles vão fazer em dobro", afirmou o vereador. Para ele, é o momento do PT paulista radicalizar a oposição.

Fonte: Folha Online

postado por William, às 09:09

Compartilhe:
 Rating
08.02.2010

O presidente eleito do PT, José Eduardo Dutra, disse nesta sexta-feira que uma eventual candidatura do vice-presidente José Alencar (PRB) ao governo de Minas Gerais seria uma alternativa para unificar os pré-candidatos da base aliada governista que pretendem disputar o comando do Estado.

Dutra disse que Alencar será "aclamado" por todos os partidos --inclusive o PT-- se decidir disputar o governo de Minas. "Se o Zé Alencar colocar o nome para o governo, vai ser aclamado por todos os partidos. Eu não conversei com ele, mas há por enquanto dois pré-candidatos do PT e um do PMDB em Minas", afirmou.

Integrantes do PT negociam, nos bastidores, a candidatura de José Alencar ao governo de Minas como forma de superar os impasses dentro da base aliada no Estado. Alencar manifestou disposição em disputar uma cadeira no Senado, mas está reticente em relação ao governo diante de sua saúde --uma vez que enfrenta um tratamento contra o câncer.

Dutra disse que, antes do PT reivindicar do PMDB uma eventual retirada da pré-candidatura do ministro Hélio Costa (Comunicações) ao governo de Minas, tem que solucionar o impasse dentro do próprio partido. No PT, o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e o ex-prefeito Fernando Pimentel disputam nos bastidores a indicação da legenda para o governo estadual.

"Primeiro, temos que resolver as coisas em nosso quintal. Quando o Anastasia [vice-governador de Minas] sentar na cadeira de governador, temos que ver o impacto disso no eleitorado, mas é fundamental resolver a nossa cizânia", afirmou.

Antônio Anastasia (PSDB) é o candidato do governador Aécio Neves (PSDB) para sucedê-lo. Enquanto a oposição está fechada em torno do seu nome, na base governista as três pré-candidaturas provocaram um impasse para o governo federal. O PT negocia firmar aliança nacional com o PMDB, mas em diversos Estados esbarra em dificuldades para unificar as legendas. Mais aqui.

Fonte: Folha Online

postado por William, às 19:15

Compartilhe:
 Rating
08.02.2010

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso questionou nesta segunda-feira a capacidade de liderança da ministra da Casa Civil e presidenciável petista, Dilma Rousseff.

"Pode até vir a ser, mas por enquanto ela não é líder. Por enquanto, é reflexo de um líder", disse FHC na inauguração da Biblioteca de São Paulo. "O Serra já tem liderança e mostrou que faz. Na prefeitura, no Ministério da Saúde, no governo do Estado. Infelizmente, pela história da ministra Dilma, ela não teve essa oportunidade. Não estou condenando. Simplesmente estou dizendo que, para mim, Serra é competente, é um líder que inspira confiança. A outra, para mim, ainda não", reiterou.

Indagado se considerava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva um líder, o ex-presidente riu e respondeu: "Claro que sim, eu não sou bobo".

FHC afirmou ainda que Serra não tem que se declarar candidato ao Planalto neste momento. "O PSDB tem de se posicionar. Tem candidato. [Mas] O governador tem de esperar um pouco mais."  Mais aqui.

Fonte: Folha Online

postado por William, às 18:12

Compartilhe:
 Rating
08.02.2010
O governo saiu ontem em bloco para responder as críticas feitas pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso à estratégia do Palácio do Planalto para tentar vencer as eleições de outubro. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata à corrida presidencial, reconheceu que o governo tucano deu contribuições ao País, mas indicou que não deixará de fazer comparações entre o que foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu antecessor. "Não estou desmerecendo ninguém, estou dizendo que nosso caminho é melhor", disse.

Em artigo publicado ontem no Estado, Fernando Henrique afirmou que Lula, levado por "momentos de euforia", está inventando inimigos e enunciando inverdades. O ex-presidente lamentou que o sucessor tenha se deixando contaminar por "impulsos tão toscos" e mostrou disposição para entrar no embate das realizações de cada governo, polarização defendida por Lula. "Se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa." Mais aqui.

Fonte: Estadão

postado por William, às 13:10

Compartilhe:
 Rating
08.02.2010

A despeito da recondução de Michel Temer ao comando partidário, o PMDB do Rio Grande do Sul continua torcendo o nariz para Dilma Rousseff.

 O triunfo de Temer, a um passo de virar candidato a vice na chapa de Dilma, animou o PT a tentar atrair para o seu projeto o PMDB gaúcho.

Ouça-se o que diz o líder de Lula na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP):

 “Queremos que o PMDB do Brasil inteiro apoie a Dilma. Se for assim, no Rio Grande do Sul, ela terá dois palanques: de Tarso Genro e de [José] Fogaça”.

Nos próximos dias, o assédio a Fogaça (na foto), prefeito pemedebê de Porto Alegre, vai aumentar. Mas são mínimas as chances de êxito da pressão.

 Presidente do diretório do PMDB na capital gaúcha, o deputado estadual Fernando Záchia, falou sobre o tema numa entrevista ao repórter João Guedes.

Vai abaixo a parte final da conversa:

– Sem candidatura própria, o PMDB gaúcho vai seguir a tendência de apoiar Dilma?
O PMDB nacional está muito confortável em apoiar Dilma. Problema teremos aqui porque Fogaça vai ter um palanque divergente de Tarso Genro. Teríamos dificuldade em defender o projeto nacional do PT e, ao mesmo tempo, tomar porrada do PT aqui.
– Não haverá apoio a Dilma?
Ficaria completamente contraditório. No máximo, vão querer deixar aqui o PMDB solto, mas como participar de um processo eleitoral sem discutir a Presidência? O PMDB gaúcho e dos Estados dissidentes devem ter a possibilidade de defender outra candidatura.
– A candidatura de Serra?
Eu queria defender a do PMDB. Mas, dentro desse quadro, que não é finalizado, ainda acho que a do Serra é muito mais simpática que a da Dilma.
– Há possibilidade de adotar uma posição neutra?
A neutralidade não cabe. Acho que temos de ter posição contrária à manifestação do PMDB nacional. Se o cenário for esse, com Ciro, Dilma e Serra, que nos deem alternativa. A maioria do PMDB gaúcho vai defender a alternativa do Serra.

Afora o Rio Grande do Sul, a dissidência anti-Dilma se estende, por ora, ao PMDB de outros quatro Estados: São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Pernambuco.

 As chances de os dissidentes arrancarem o PMDB nacional do colo de Dilma são mínimas, praticamente inexistentes.

O poder de fogo da turma do contra foi exibido na convenção do último sábado (6). Revelou-se irrisório. Foram esmigalhados pelo blocão reunido ao redor de Temer e de tudo o que ele representa.

 A legislação eleitoral não impede que os diretórios insurretos adotem nos Estados posição divergente da que será aprovada na convenção nacional.

Na hipótese de obter o apoio dos pemedebês revoltosos, Serra auferirá dividendos relativos. Ganhará palanques vistosos em praças importantes.

 Mas o palanque que interessa, o eletrônico, irá para Dilma. Referendada a aliança com Dilma, o tempo de rádio e de TV do PMDB servirá de vitrine para a candidata de Lula.

Fonte: Blog Josias de Souza

postado por William, às 12:12

Compartilhe:
 Rating
07.02.2010
Beyoncé rebola, troca de figurino 10 vezes e agradece o amor do público de Floripa.
“Estou feliz de estar no Brasil pela primeira vez. Vocês mandaram mensagens no Twitter e aqui estou. Obrigada pelo amor de vocês”, agradeceu.

Simpática, interagiu com os fãs, arriscou um ‘vamos lá’ em português, perguntou e repetiu o nome de um deles e passou por um corredor tocando as mãos de vários outros.

Neste video 2:08 minutos, no segundo 55 você conferi o momento em que a musa perguntou o nome de um fã e repetiu o nome levando a galera ao delirio.

Mas quem estava longe também teve atenção da cantora. “Vocês aí de trás são os que mais se divertem”, disse.

postado por William, às 16:26

Compartilhe:
 Rating
07.02.2010
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito piada com a situação, a oposição não acha a menor graça, mas juristas ouvidos pelo Estado são praticamente unânimes na avaliação de que o petista exagera na promoção de sua candidata, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. A maioria reconhece, porém, que é difícil a fundamentação jurídica de antecipação da campanha eleitoral e aposta em uma tendência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de continuar a considerar improcedentes as denúncias encaminhadas até agora por PSDB, DEM e PPS contra Lula e Dilma. O tribunal argumenta que há falta de provas ou não é possível vincular os fatos denunciados à disputa eleitoral. Mais aqui.

postado por William, às 13:56

Compartilhe:
 Rating
07.02.2010
O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária, distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que se a oposição ganhar será o caos. Por trás dessas bravatas está o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. Houve quem dissesse “o Estado sou eu”. Lula dirá, o Brasil sou eu! Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.

Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?

A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês...). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições. Como desconstruir o inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo.

Na campanha haverá um mote – o governo do PSDB foi “neoliberal” – e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social. Os dados dizem outra coisa. Mas os dados, ora os dados... O que conta é repetir a versão conveniente. Há três semanas Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da lei de responsabilidade fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobras, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal. Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões e, junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado. Esqueceu-se dos investimentos do programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao país. Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no país.

Esqueceu-se de que o país pagou um custo alto por anos de “bravata” do PT e dele próprio. Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI – com aval de Lula, diga-se – para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte. Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.

Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto “neoliberalismo” peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista. Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras, citado por Adriano Pires, no Brasil Econômico de 13/1/2010. “Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobras produzia 600 mil barris por dia e tinha 6 milhões de barris de reservas. Dez anos depois, produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela”.

O outro alvo da distorção petista refere-se à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia. Os fatos são diferentes: com o Real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo. De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.

Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa-Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram em um município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para Estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo. O Bolsa-Escola atingiu cerca de 5 milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outras 6 milhões, já com o nome de Bolsa-Família, englobando em uma só bolsa os programas anteriores.

É mentira, portanto, dizer que o PSDB “não olhou para o social”. Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel à realidade; o programa da aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa “Toda Criança na Escola” trouxe para o Ensino Fundamental quase 100% das crianças de sete a 14 anos. Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje a mais de 3 milhões de idosos e deficientes (em 1996, eram apenas 300 mil).

Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.

Fernando Henrique Cardoso

Ex-presidente da República



Resumo tirado do Blog Josias de Souza
FHC passa a empilhar os fatos que, segundo afirma, Lula esqueceu de mencionar:

1. “Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da lei de responsabilidade fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobras...”

Uma Petrobras “que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal”.

2
. “Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões” e da Caixa Econômica, libertada da “politicagem”.

 3. “Esqueceu-se dos investimentos do Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras”.

4. “Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro”: democratização do acesso à internet e aos celulares:

 5. Esqueceu-se “do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal”.

 6. Esqueceu-se “de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada”.

7. “Esqueceu-se de que o país pagou um custo alto por anos de ‘bravata’ do PT” e do próprio Lula. Menciona o “temor que tomou conta dos mercados em 2002”.

postado por William, às 05:55

Compartilhe:
 Rating
Compartilhe:
 Rating
06.02.2010



Fonte: Bolg do Josias de Souza

postado por William, às 17:51

Compartilhe:
 Rating
06.02.2010


Fonte: O Povo

postado por William, às 17:09

Compartilhe:
 Rating
Páginas: [ 1 ] | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 >>
Meu perfil
Siga-me
Twitter
Sobre o blog
» Avaliação

» Visitas (142713)

» Posts (827)

» Comentários (139)

» Fãs (6)

» Criar widget deste blog

Gostou deste blog?
Busca no blog
Arquivo de posts
ABR
MAI
JUN
JUL
AGO
SET
OUT
NOV
DEZ
Termos e Condições | Política de privacidade | Fale conosco

Copyright © 2008, Abril Digital - Todos os direitos reservados