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29.10.2008

Hoje vou fugir um pouco da linha técnica dos posts deste blog, e escrever de uma forma um pouco mais simples e sensata sobre um fato que ocorreu.

Ontem, estive presente na FAC (Faculdade Anhanguera Computacional) Campinas - Campus 3, ministrando uma palestra sobre "Qualidade do Software" para uma turma de aproximadamente 80 alunos. O convite veio da professora Patrícia Toro, para mostrar um overview da área de qualidade e acima de tudo, motivar as pessoas a atuarem nessa área tão importante e que tem apresentado forte crescimento nos últimos anos.

A palestra envolveu os seguintes pontos:
* um pouco sobre qualidade e qualidade do software;
* testes de software;
* CMMI;
* Six Sigma;
* PPQA.

Abordar temas como estes é algo extremamente difícil e complicado pois são assuntos muito técnicos, metodologias que requerem um conhecimento profundo para poder transmitir o conhecimento. A situação é ainda mais complicada, quando agrupamos todos esses itens e repassamos para uma turma em formação universitária e que na qual muitos ainda não encontram-se dentro de empresas em que atuem diretamente com TI.

A forma de expressão e de transmitir os conceitos, pode fazer com que a palestra beire entre o fantástico e o ridículo. Mas o intuito, é repassar o sentimento das pessoas quanto a área de qualidade.

Nos EUA e em muitos países da zona do euro, as áreas de qualidade do software são as mais bem pagas e conceituadas dentro das empresas, sejam elas consultorias, fábricas de sofftware ou para atendimento interno de suas estruturas. Esta é uma visão que DEVE mudar muito ainda nas organizações brasileiras.

O mercado brasileiro de software encontra-se em forte expansão nos últimos anos e, essa elevação somente será garantida e contínua se as empresas se adequaram aos modelos de qualidade destinados a área de TI. Com isso, ganharemos em competitividade e em credibilidade, tanto para clientes nacionais como internacionais.

Para que este objetivo seja alcançado, o primeiro passo que deve ser feito é de responsabilidade das instituições de ensino superior. Elas devem enquadrar em suas grades curriculares, matérias referentes a qualidade do software. Mesmo que o futuro profissional não exerça a função assim que finalizar a graduação, é importante que todos tenham conhecimento nesta área para poder entender melhor de toda a estrutura de desenvolvimento de software e acima de tudo, visualizar que as áreas de qualidadesão transparentes perante as entregas para o cliente.

Outra iniciativa que colabora muito para a expansão do surgimento de profissionais nesta área, refere-se aos planos de treinamentos e capacitação profissional entre as empresas de TI e as instituições universtárias. Um mecanismo simples, de custo baixo (pois os treinamentos na maioria das vezes são lecionados nas instalações da própria faculdade, facilitando assim o acesso para os alunos) e que garante o empenho, determinação e acima de tudo, previsão de sucesso e crescimento profissional na área em que está se tornando especializado.

Pessoalmente, acredito que uma carreira de sucesso junto a área de qualidade deve ser iniciada na área de testes. Atuando em projetos em que você irá garantir a qualidade do produto, você possui uma visualização melhor e mais ágil quanto as demais áreas, como a de processo. Ao longo dos primeiros anos, é muito importante conhecer especificamente sobre metodologias de testes, ferramentas e também, controle de gestão de defeitos. Um software com qualidade garantida terá todos os seus méritos voltados para a área de garantia da qualidade.

O acompanhamento dessa carreira pela instituição superior deve ser de muito perto, ou seja, ela deve "vigiar" o crescimento profissional do aluno pois para a própria faculdade, é extremamente vantajoso ter profissionais formados nessa área, o que irá garantir uma maior cartela de clientes com a conquista de novos mercados.

Conclusão: motivar pessoas da área de TI é extremamente fundamental. Os problemas referentes a falta de recursos no mercado só será suprido com ações entre as organizações de TI e as instituições de ensino,nas busca de novos talentos. Em casos ainda mais específicos, como a área de qualidade, "garimpar" esses jovens talentos é fundamental.


postado por Rox, às 11:24

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22.10.2008

 
Mais da metade - 58,9% - das empresas brasileiras não têm planejamento de carreira para profissionais de tecnologia da informação. Esta foi a principal conclusão do estudo Perspectiva do Investimento no Profissional de TI, realizada pela MBI, de Roberto Mayer, para o instituto de educação em TI Exin.

Para Luciana Abreu, gerente regional do Exin no Brasil, os dados mostram que a área de TI não se preocupa com uma estratégia de desenvolvimento profissional, o que acontece em outras unidades dentro de uma mesma organização. A pesquisa também mostra que em 39% das empresas a maior parte do investimento na profissionalização da TI destina-se a treinamentos técnicos para suprir necessidades imediatas.

A pesquisa detectou um perfil do profissional de TI com boa qualificação no mercado nacional, em que 45% deles possuem pós-graduação em informática ou adminsitração e alto grau de experiência. A maioria - 65% - têm entre 11 e 30 anos de mercado, e 34,4% falam inglês fluente.

O estudo também mostra que 43,3% das empresas cujos profissionais foram entrevistados possuem CIOs; destes, 13,3% têm entre 11 e 30 anos de casa, mesmo tendo ocupado outras funções anteriormente, e 10,6% estão há cinco anos, no máximo. Luciana, do Exin, conclui que este cenário aponta um mercado que dá oportunidade para quem está há mais tempo na companhia.

A pesquisa foi feita com 180 profissionais de TI de cargos de média gerência e subordinados, entre agosto e setembro de 2008. Um terços dos respondentes atua em empresas da indústria de TI, e o restante na área de TI de empresas de diversos segmentos, com amostra de cobertura nacional. A margem de erro chega a 6,8%.
 
por IT Web

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Comentário:


O levantamento realizado pelo Exin não nos traz nenhuma novidade. O quadro apresentado é realmente o que acontece nas empresas de TI e que possuem segmentos internos; a realidade de que as organizações tecnológicas não possuem plano de carreiras.

Entre os pontos que acredito como sendo os principais responsáveis, podemos citar:

* a alta rotatividade: são raros os profissionais, principalmente aqueles que atuam no operacional ainda permanecerem por muito tempo dentro das empresas. No geral, eles passam em média poucos anos, pois propostas de salários maiores estão sempre vindo ao encontro, além do fato de que cada dia novas tecnologias surgem e o aprendizado deve ser imediato.

* imaturidade dos setores de RH e direção: os setores de RH das empresas de TI deixam a desejar quando há necessidade de criação de um plano de carreira. Os salários desajustados, o grande número de perfis de profissionais, o alto índice de rotatividade, os meios para avaliação dos profissionais podem ser considerados os maiores empecilhos para criação de um plano concreto. Quanto a gerência, na maior parte dos casos não adota essa estratégica de planejamento de carreira, em virtude do mercado de TI estar tão aquecido.

* descrédito do profissional: quando o plano existe, ele é considerado fraco e não gera grandes expectativas para o funcionário. Na maioria das vezes, os benefícios recebidos são baixos e podem fugir da necessidade real do empregado.

postado por Rox, às 22:37

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20.10.2008


Depois de mapeados e criados os projetos para as duas etapas iniciais do DMAIC (Define e Measure), passaremos para a próxima etapa que é a de análise dos dados, que foram medidos e extraídos dos processos e dos trabalhos executados, com base nos objetivos iniciais definidos durante o Define.

Um ponto extremamente importante que deve ser levado em consideração para a execução da análise, é avaliar se os dados medidos são do tipo contínuo ou discreto, e no caso das medidas levantadas, avaliar se os X medidos possuem as duas combinações, e com isso buscar a melhor combinação de acordo com os tipos de testes estatísticos a serem executados.

Entre as ferramentas disponíveis no mercado que podemos utilizar para gerarmos os gráficos e termos as fórmulas estatísticas, podemos citar o MS Excel e o Minitab. Fazendo uma comparação entre as duas ferramentas, o Minitab é uma muito mais poderosa, simples, mais fácil de usar e também possui uma quantidade maior de recursos. Já o Excel, peca um pouco na complexidade para geração das fórmulas (que o Minitab faz automaticamente) e no caso da versão 2003, algumas fórmulas básicas sequer podem ser formuladas.

De inicio, para verificar relacionamento entre as variáveis encontradas, podemos utilizar a técnica Scatter Plot. Esse é o melhor passo para analisar os dados graficamente. No caso em que os dados não estejam tão “claros”, (isso quer dizer que as informações coletadas não possuem um nível alto de confiança), podemos usar a técnica de correlação para decidir se o relacionamento existe, técnicas de regressão são usadas para contribuir neste momento através de fórmulas estatísticas.

Existindo correlação e definido os tipos de dados, os testes de hipótese provam estatisticamente a influência da causa (X) sobre o item a ser melhorado (Y) (lembrando que na primeira etapa definimos o nosso Y, ou seja, o item a ser melhorado e os X, são os problemas atuais e principais influências que resultam nos X que foram medidos). Dentre as técnicas podemos citar o ANOVA, 1 sample T, 2 sample T, Chi-square Test, 1 proportion, 2 proportion, entre outras.

Nestas técnicas, vamos avaliar superficialmente cada uma delas:

·         ANOVA: uma das melhores técnicas de teste de hipótese. A aplicação dela será em situações em que um X medido, possui três ou mais amostras iguais de um mesmo período.A geração do gráfico para análise, pode ser através de Box-plots que permitem uma visualização dos pontos, da mediana das amostras e também permite a identificação do outlier (ponto exclusivo que é ocasional de uma medida).

·         1 sample T: utlizado para comparar a média de uma única amostra de forma histórica. Você deve utilizá-la principalmente em um processo já estabilizado, para determinar se a média atendida está próxima da realidade. Para a geração dos gráficos que permitem fazermos a análise , o Pareto é uma das melhores opções de exibição.

·         2 sample T: utilizado para quando você possui duas amostras de um mesmo X, mas que foram medidos de forma diferentes (Exemplo: quantidade e tempo). Ele mostra a correlação entre os dados coletados e identifica a correlação entre os mesmos. Cabe definirmos o nível de confiança para a amostra (geralmente, o valor padrão utilizado é 95%). Os gráficos permitidos, são análises através de boxplots, plot individuais ou Pareto.

A interpretação do resultado é realizada através do “p-value” que representa a confiança (probabilidade) em aceitar ou rejeitar a hipótese nula.

No próximo, avaliaremos um pouco melhor ainda outros testes a serem feitos durante a etapa de análise.

postado por Rox, às 19:05

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13.10.2008

É extremamente complicado discutirmos a qualidade dos cursos técnicos existentes no Brasil, para a área de informática. Os cursos técnicos são conhecidos por serem a "porta de entrada" para quem quer ser um profissional na área de TI. Existem hoje no país, milhares de escolas profissionalizantes que oferecem os cursos para uma demanda crescente de alunos a cada ano. Contudo, as formas de avaliação desses cursos ainda não está totalmente clara.

Os cursos geralmente possuem objetivos voltados para a capacitação inicial dos alunos em algumas linguagens de programação de base sólida e com expansão do mercado, conhecimento de estrutura lógica de programação, banco de dados, internet e em alguns casos, matérias referentes a conteúdo de sistemas operacionais.

No geral, são cursos de 2 ou 3 anos, que buscam qualificar os alunos nos princípios básicos da área de informática, e na qual servirão de base para o processo de desenvolvimento universitário e para as atividades do mercado de trabalho.

Entretanto, quem pode dizer que o conteúdo lecionado é equivalente para atender as necessidades mínimas de mercado e, consolidar futuramente o jovem como promessa de desenvolvimento no mercado de trabalho?

Os cursos técnicos, geralmente presentes em instituições da rede privada de ensino, devem ser avaliados seguindo formas criteriosas estabelecidas pelo Ministério da Educação. Claro, as instituições para terem esses cursos em suas grades, devem seguir uma série de normas e regras a serem atendidas rigorosamente, para a garantia da implantação dos cursos. Mas mensurar a qualidade do que está sendo ensinado, ainda é um passo a ser dado, visto a falta de um controle mais rígido, que avalie de forma íntegra e profunda as matérias e conteúdos lecionados.

Hoje, algumas escolas possuem cursos tão bons e com infra-estrutura melhor do que muitas universidades, mas o preço que se pago também chega a valores assustadores. Outras instituições possuem menos recursos, e com preços mais baixos. Mas será que vale a pena?

A questão deve ser muito bem trabalhada e pensada. Quem não possui qualquer tipo de conhecimento na área de TI e pensa em ter nível superior na área e manter a linha de atuação, o curso técnico é extremamente válido desde que, atenda requisitos mínimos do mercado. Buscar formação diretamente em instituições de nível superior, pode acarretar problemas como o despreparo e até mesmo a decepção, pois imaginar que o conteúdo fosse diferente do esperado.

postado por Rox, às 22:59

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10.10.2008

Todos os dias, existem milhares de empresas de pequeno, médio, e grande porte, e dos mais diversos setores e segmentos da economia, que procuram estabelecer contratos de prestação de serviços com empresas de tecnologia na busca de soluções tecnológicas para melhorarem seus negócios, garantir a satisfação de seus clientes e acima de tudo, reduzir custos a médio e longo prazo em seus serviços executados.

Em muitas situações, o preço inicial que paga-se para terceirização da área de TI interna da empresa ou então, para solução dos principais entraves na utilização de sistemas internos que já não operam com a mesma eficiência e acabam prejudicando ainda mais os negócios, é um preço alto. O custo do desenvolvimento de software, requer várias etapas durante a sua elaboração e, tais etapas dependem da mão de obra de profissionais qualificados nas mais diversas áreas e tecnologias envolvidas.

Neste cenário, as empresas que buscarem conhecer o mercado diariamente, terão maior eficiência na parceria com novos clientes e acima de tudo, serão pioneiras em uma fatia de mercado onde pode não haver nenhum concorrente.

Mesmo em áreas onde existe certo domínio e um grande número de clientes para o fornecimento de serviços, a chamada "reciclagem tecnológica" é fundamental para a sobrevivência das organizações. Um exemplo disso, são fábricas de software que há pouco mais de 10 anos, atuavam em cima de desenvolvimento de sistemas em Delphi. Hoje, esta linguagem é considerada "ultrapassada", mas isso não quer dizer que ela seja menos importante. Durante o seu ápice, a quantidade de empresas que possuíam sistemas em Delphi era muito grande. E os fatores que levavam a isso, são resumidamente simples: interface amigável, custo baixo e desenvolvimento rápido do produto.

Até hoje, a mesma ainda é lecionada em alguns cursos técnicos ou está presente na grade curricular de muitas universidades. O Delphi, é base para o conhecimento lógico e de outras linguagens de programação.

As empresas de TI que investiram pesadamente na tecnologia, tiveram que passar por uma reciclagem natural depois de alguns anos e decidir se, iria-se manter na prestação de serviços com a tecnologia, ou partiria para uma nova área. Aquelas que decidiram por ficar, acabaram praticamente absorvendo toda a demanda do mercado, mas com um lucro muito baixo ao longo deste período. Já as que partiram para uma nova disputa, ou tiveram sucesso, ou fecharam suas portas.

A mudança de estratégia e de foco organizacional nas empresas, em especial as de TI, requer um estudo muito avançado e detalhista, pois aventurar-se em um novo cenário pode representar um quadro de prejuízo muito grande para a corporação. A quem diga hoje, por exemplo, que a linguagem Java deve sumir dentro de alguns anos. Só para se ter uma idéia, quase que a totalidade das fábricas de software trabalham com margens entre 20 a 70% dos seus produtos sendo construídos em Java. Daí, pergunta-se: o que fazer se a linguagem perder mercado?

É relevante o fato também de que, as tecnologias cada vez mais tendem a aparecer e sumir depois de alguns anos. É o efeito chamado "Vitrine" ou "Crista da Onda". Talvez, o maior exemplo de uma tecnologia que nào saiu do mercado, e até hoje mantém-se firme em grandes empresas seja o COBOL. Os maiores bancos do mundo e do Brasil (Santander, BBVA, Itaú, Bradesco, etc) mantém até hoje, toda sua estrutura de sistema em cima do COBOL e de ambiente mainframe. Razão? Estabilidade e segurança.

Os servidores mainframes administrados pela IBM, possuem turnos de funcionários trabalhando em grades de 7x24x365 rodando para garantir a integridade, evitar qualquer tipo de problema ou queda. A "carinha" quem vemos nos caixas eletrônicos e terminais de acesso, são apenas "perfumarias" para embelezar o produto, mas todo processamento bancário ocorre no bom e velho COBOL. E este com certeza, irá perdurar por centenas de anos.

Pode-se aqui perguntar, se empresas como bancos ou outras que utilizam o COBOL, não pensam em mudar de estrutura. A resposta, é não. Inicialmente, o custo disso seria altíssimo e o risco dessa mudança, mesmo que seja feita em pequenas escalas, é algo inconcebível em caso de problemas. Imagine uma operaçào de crédito de alguns bilhões de dólares não ser efetuada por conta do travamento do sistema ou indisponibilidade? é uma perda sem precedentes. Os clientes, não vêem vantagem nisso e para as empresas de TI, é muito melhor manter o que está funcionando do que se arriscar por um caminho obscuro, e ter que arcar muito alto com isso.

Logo, os novos mercados devem ser explorados diariamente. Mas sempre com muita cautela, para que nada prejudique o bom andar da carroagem.






postado por Rox, às 08:00

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08.10.2008

A crise de crédtio do mercado imobiliário americano, parece não ter mais fim. Pior do que isso, ela já afeta outros setores de negócios dos EUA (como é o caso das seguradoras e bancos) de forma avassaladora e também, indiretamente em algumas áreas da economia mundial e consequentemente, das empresas de tecnologia.

Nas últimas semanas, temos acompanhado quedas constantes das ações em Wall Street e no índice NASDAQ, que é quem controla as ações especificamente das empresas de TI. Nos EUA, país onde o avanço tecnológico é mais evidente, a influência destes resultados tem interferido diretamente nos lucros das companhias e também, nos seus desempenhos de mercado e previsões de crescimento para 2009 e até mesmo 2010.

Esta instabilidade, traz a tona um outro agravante. A maior parte das maiores empresas de TI do mundo, tem berço nos EUA ou os seus consumidores são americanos. Com a crise, o consumo das pessoas tem diminuídos pois elas direcionam os seus custos não mais com artefatos de luxo em excesso, mas sim para as suas necessidades básicas eminentes. E se tem uma coisa no meio dessa caminho, são as ações. E em foco, as das empresas de TI.

Organizações como o Google, Yahoo, Microsoft, Dell, IBM e entre outras, sofrerão quedas nos seus lucros desde escalas mínimas, mas talvez compensadas em outros países do mundo na qual estejam passando por um momento de crescimento, até proporções gigantescas se forem especificamente voltadas para consumo interno. Como consequência disso, talvez pequenas e médias corporações que atuem em segmentos de mercado semelhante a das gigantes, podem decretar falência ou serem adquiridas por uma das tops de mercado.

No caso do Brasil especificamente falando, os reflexos serão vistos nos preços dos produtos (como notebooks, que apesar de muitos serem produzidos na China, o preço do dólar tem sofrido altas estratosféricas diariamente) e também, nos setores de prestação de serviços. Muitos contratos de grandes corporações hoje, tem o dólar como moeda padrão para negociações, e com as altas diárias, negócios com utilização da moeda norte-americana correm o risco de serem cancelados ou em algumas situações, sequer fechados para início dos trabalhos.

Aquém desta situação, as empresas de TI do Brasil que possuem capital aberto na bolsa de valores, devem sofrer pouco, mas serão afetadas mesmo que de modo muito leve. Os investidores estão se resguardando da compra de ações e partindo para um porto mais seguro, e no momento atual este é o dólar. O lado bom disso tudo, é que se ações de grandes companhias começarem a sofrer certa desvalorização, será um ótimo momento para comprá-las enquanto estiverem em baixa.

Isso explica-se pelo fato de que, apesar da crise nos EUA e que pode gerar recessão econômica local e possivelmente mundial, as empresas de TI como um todo não arcarão com as mesmas consequências. Junto a isto, o mercado brasileiro de software hoje, é muito bem consolidado e concreto dentro de suas fronteiras, e mesmo com todos os problemas na maior potência do mundo, ele consegue se garantir internamente e sustentar as necessidades de nosso país.

Óbvio, que isso criação um problema em cascata, onde várias necessidades terão que ser atendidas e porventura, não teremos mão de obra nem knowhow para solucionar os problemas. E daí, espera-se que nessas situações as empresas americanas, mesmo que afetadas, saibam atender as solicitações sem serem prejudicadas pela crise.

postado por Rox, às 21:09

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06.10.2008

Durante as eleições municipais no último domingo, um tema que sempre é tratado em todos os mais de 5000 municípios do país é o Emprego.

Para as cidades que comportam pequenas, médias e grandes empresas da área de TI, é um peso eleitoral monstruoso se levarmos em conta os impostos pagos por elas, além dos rendimentos que trazem aos cofres públicos e claro, a geração de várias vagas em vários setores.

Contudo, cabe ressaltar que permitir a instalação de uma empresa de TI de grande porte em um município, requer muito mais do que apenas espaço físico para os prédios e benefícios fiscais. Por trás deste cenário, existe uma cobrança por mão-de-obra especializada e altamente qualificada e é neste ponto, que muitas cidades encontram-se despreparadas.

Para facilitar o entendimento, vamos analisar uma região que possui uma gama de empresas da área e com forte atuação nacional.

A RMC (Região Metropolitana de Campinas) possui várias empresas do ramo tecnológico, desde fábricas que atuam diretamente na linha de fabricação de celulares, a desenvolvimento de softwares para empresas de outros ramos, pesquisas tecnológicas e desenvolvimento voltados para a área de telecomunicações, call centers de atendimento a empresas telefônicas, setores de help desk a sistemas de grande porte, manutenção especializada a empresas do setor bancário, e por ai vai.

No mundo em que essas empresas devem atender, a especialização é um fator ponderante, pois requer desde conhecimentos técnicos avançados nas tecnologias empregadas, conhecimento de outras línguas e formação acadêmica em cursos relacionados. As cidades que compõem a RMC possuem hoje forte mecanismos para suprir essas necessidades, mas ainda há brechas que devem ser sanadas para contemplarmos um quadro mais estável.

Um dos fatores que pesa no momento atual, é que boa parte dos requisitados para atuação em projetos de TI acabam tendo suas alocações controladas por consultorias e trabalham em regime flexíveis, que permite contrato em tempos menores de atuação além de colaborar com a empresa em caso de desligamento. Isso faz com que muitas vezes, uma necessidade extrema para um projeto não seja suprida, pois os requisitos mínimos acabam não sendo atendidos nas cidades da região.

Logo, os municípios devem estar aptos a não só permitir a instalação das empresas, mas sim de providenciar formas educacionais que possam trazer soluções para essas situações. Universidades estaduais ou federais, são parte de um jogo estratégico na maioria das vezes, e que em milhares de casos, acabam servindo apenas para interesses políticos e pessoais, quando deveriam ser aplicados à sociedade em questão. As instituições privadas possuem uma dificuldade menor para a criação de faculdades com cursos da área tecnológica. Entretanto, um fator que ainda cai sobre elas é o fato dos custos para esses cursos serem altos e em muitas empresas, existe um certo "preconceito" em contratar profissionais de universidades particulares (é uma bobagem, mas existe).

Por fim, é importante que os novos prefeitos tenham em seus gabinetes planos atrativos para as empresas de tecnologia, pois é uma forma de trazer altos lucros para o município e caracterizá-lo no futuro, como sendo um possível pólo tecnológico. O governo de São Paulo tem almejado maneiras de facilitar a instalação das empresas no estado, reduzindo a carga tributária. No âmbito federal, alguns presidentes e diretores de empresas de TI ou que buscam investir no Brasil, tem conversado com o Governo Federal para facilitar financiamentos pelo BNDES que facilitem a construção de mais empresas.

Ou seja, o estado tem buscado fazer sua parte. Basta agora, aos novos prefeitos, quererem que suas cidades se preparem para um futuro promissor no que se refere a empregos na área tecnológica.

postado por Rox, às 23:43

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03.10.2008

Todos nós temos conhecimento que o desenvolvimento de projetos de software é uma tarefa árdua e extremamente difícil. Um sistema mal construído, pode gerar milhões de reais em prejuízos em poucas horas, dependendo do tamanho do cliente e do porte da operação suplantada.O primeiro registro de "bug" foi em 1945 quando a Oficial Naval Grace Murray Hopper, encontou uma traça dentro de um dos computadores da marinha americana. O fato de ter encontrado um "bug" (inseto em inglês) dentro de um computador que estava com mal funcionamento por conta dessa ocorrência, permitiu com que o termo se tornasse comum na área de desenvolvimento de software e associado a falhas durante a execução.

                   

Ao longo da história evolutiva do computador e do desenvolvimento de aplicativos, é muito comume totalmente normal encontrarmos situações na qual existiram, existem e ainda irão existir situações de problemas durante a realização de alguma tarefa em um determinado sistema. Mas em muitos desses casos, as consequências desses atos foram resultados de tragédias calamitosas que sacrificaram vidas humanas ou até mesmo prejudiciais ao meio ambiente. Um caso interessante, foi a explosão do ônibus espacial Columbia em 1986, quando alguns funcionários da própria NASA que haviam sido demitidos após o fracasso do projeto, declararam para a imprensa que o acidente aconteceu por conta de falhas no software na hora do lançamento, pois não tiveram testes suficientes no software.

Hoje no mercado existem centenas de empresas de tecnologia que atuam impreterivelmente com o desenvolvimento de softwares, e para satisfazer as necessidades do cliente de forma íntegra e válida, utilizam-se da criação de uma área específica para controle e qualidade do software. A área que cuida da qualidade é uma das mais críticas (e criticadas) quanto a análise do sistema e os erros encontrados na aplicação. No geral, os profissionais que atuam nessa área são considerados os "chatos" ou "dedo duros", pois apontam internamente aonde estão os erros do projeto, e muitas vezes acabam sendo mal interpretados e colocados em situações constrangedoras onde deixa-se o profissionalismo e acredita-se ser pessoal, mas não faz parte do escopo abordar essa discussão.

A linha de tempo do desenvolvimento de um software, sempre passa por altos e baixos durante as diferentes fases necessárias para sua concepção. Contudo, mesmo as melhores práticas de desenvolvimento de código fonte, metodologias de controle de processo, estrutura de desempenho operacional e entre outras opções, não garantem plenamente que quando o sistema for disponibilizado para homologação no cliente, tudo irá ocorrer como esperado. Deveria. E pode. A questão crucial é que por trás de todo este cenário existe uma equipe formada por profissionais e que deveriam (sim, no passado mesmo) estabelecer suas atividades de forma criteriosa sob as plataformas existentes de processo. De modo geral, essa etapa do projeto é  extremamente crítica e altamente estressante, pois nessa situação o relacionamento entre a fornecedora e o cliente será definido para projetos futuros.

Em muitas situações, os membros envolvidos para a área de qualidade são imaginados como sendo profissionais que possuem habilidades sobrenaturais, como "telepatia", "adivinhação" ou "previsão do futuro". Durante as etapas em que os membros da equipe da qualidade são envolvidos, é extremamente importante que todos possuam conhecimento das regras de negócios do projeto e acim de tudo, dasolução do cliente que está sendo elaborada para verificar se a mesma é condizente com a realidade do cliente.

Junto a estrutura de testes que avalia especificamente o produto gerado no final, temos também uma área que é exclusiva para processo. Geralment, essa área é conhecida como PPQA (Process and Product Quality Assurance). Um exemplo bem simples para entender melhor a diferença entre as duas áreas de qualidade envolvidas em um projeto.

Imagine uma receita de bolo. Ela possui vários ingredientes que devem ser utilizados e um modo de preparo a ser executado. Logo, uma pessoa usa e receita com base nos ingredientes informados e nos procedimentos para poder fazer o bolo.

Vejamos agora o que cada área irá conferir:
PPQA
1) Todos ingredientes foram utilizados?
2) Os procedimentos foram seguidos conforme informado?
3) O tempo informado para o bolo ficar pronto foi seguido corretamente?
4) O recheio foi feito após o bolo ter ido para o forno?

Testes (não do software, mas do bolo)
1) O bolo possui o sabor estipulado pela receita?
2) O bolo foi feito na assadeira estipulada?
3) A cobertura do bolo é a mesma informada na receita?

OU seja, a área de PPQA avalia se o processo está sendo seguido corretamente, já a área de testes verifica se o bolo saiu conforme o esperado.

Estas áreas trabalham conjuntamente, e são extremamente importantes para manter a estrutura do projeto "dentro dos trilhos". Se ambas etapas forem seguidas adequadamente, teremos controle das atividades e principalmente estaremos garantindo a qualidade do produto.

 

postado por Rox, às 16:44

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30.09.2008
Ufaaa!!!!!!

Essa é a melhor expressão para definir uma semana de auditoria de SCAMPI B para recertificação do CMMI.
Entrevistas, discussões, documentos, auditorias, pastas, impressões, e tudo o que se imaginar que possa ser feito ou utilizado.

Acabou. Agora que venha o SCAMPI A e eu terei uma centena de atividades para fazer. Normal.

Mas enquanto isso, voltamos para nossa casa e para o inestimável conforto do blog, com novos assuntos e retomada de alguns assuntos, como por exemplo:

* CMMI
* Área de Qualidade do Software
* Mercado de TI
* Empresas de TI e o relacionamento com seus profissionais
* Tecnologia e a humanidade

Entre outros temas. É muita coisa pra postar. Mas vamos lá que não podemos perder tempo e o blog não pode parar.

Amanhã de manhã, já tem post de qualidade do software. Grande momento!!!




postado por Rox, às 23:11

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23.09.2008
Pessoal,

Devido a auditoria do CMMI esta semana, será difícil efetuar postagens.

Tenham paciência.

postado por Rox, às 21:25

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