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10.11.2008



Passo pela posse
Pulso no que posso
Peço pra que passe
Posse que apetece
Passa pelo poço
Poço de impasse


Posse

Cai lágrima! No escuro
Oportuno escuro
Pode rolar no escuro
Prematuro escuro

Sai grito! No escuro
Oportuno escuro
Pode sair no escuro
Obscuro escuro

Vem medo! No escuro
Oportuno escuro
Pode vir no escuro
Seguro escuro

Voa riso! No escuro
Oportuno escuro
Pode voar no escuro
Supuro no escuro

Vai silêncio! No escuro
Oportuno escuro
Pode ir no escuro
Estruturo o escuro

Postado por Denise Lellis. Pediatra em São Paulo, membro da Sobrames Paulista e Dona do Blog de Pó a Poesia http://blogs.abril.com.br/lia

postado por Sobrames, às 13:00

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07.11.2008



Amor Infinito

O bom senso deseja loucura
A desordem, estrutura
O silêncio deseja o grito
O amor, o infinito
A alma deseja ser pura

A raiva deseja bravura
A vontade, abertura
O tédio deseja o agito
O amor, o infinito
A culpa deseja cura

O rancor deseja ternura
O remorso, a doçura
A rotina deseja o conflito
O amor, o infinito
Os olhos desejam procura

O erro deseja postura
A noite, aventura
O real deseja o mito
O amor, o infinito
A paixão deseja jura

O perfeito deseja fissura
A certeza, tontura
A paz deseja o conflito
O amor, o infinito
A regra deseja rotura

O puro deseja mistura
A tristeza, clausura
Tudo deseja o bonito
O amor o infinito
A poesia deseja soltura

Vai amor infinito
Dá à poesia soltura

Denise Lellis é Pediatra em São Paulo, membro titular da Sobrames Paulista e dona do blog De Pó a Poesia

postado por Sobrames, às 20:09

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23.10.2008
Subo à nau
Como quem
Nunca vai,
Nada tem;
Vivo mal,
Busco o Bem
E a Beleza.

Cruzado o portão do mar,
Certeza de águas incertas
Que a mente contempla inquieta,
Mas o coração em paz.

Parte a nau,
E eu também;
Vejo o cais,
Olho além;
Sinto o sal,
O desejo
E a certeza.

Vida nova em terra móvel,
Qual judeu após as pragas
E em lugar de dunas, vagas,
Mas buscando a mesma glória.

O meu barco
Anda lento:
Mal partiu
E eu já tento
Abarcar
Co'a visão
A grandeza

Esse ardor que me consome
Rogo a Deus nunca arrefeça,
E nunca minh'alma esqueça
O impulso que a fez mais nobre.

Sobre o mar,
Sob o vento;
Subo à gávea,
Tomo alento
Para dar
Corpo e mente
Às proezas.

Alma, que sonha com brio,
Da mesquinhez redimida,
Passar assim toda a vida:
A ver terras, e não navios. 

        
Mateus Deckers Leme é médico Pediatra de São Paulo

postado por Sobrames, às 17:32

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18.10.2008

 




JURAMENTO DE HIPÓCRATES

" Eu juro, por Apolo, médico, por Esculápio, Higeia e Panacea, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue: estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes.

Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva.

Conservarei imaculada minha vida e minha arte.

Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam.

Em toda a casa, aí entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução sobretudo longe dos prazeres do amor, com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados.

Àquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto.

Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça."

Hipócrates

postado por Sobrames, às 15:00

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18.10.2008


por: Roberto Caetano Miraglia

Gino estava viúvo havia dez anos. Marieta faleceu deixando Gino sob os cuidados das filhas.

Na parede da sala, próximo à porta de entrada de sua casa, Gino conservava o retrato de Marieta sempre limpo e brilhando. Ao sair para a rua, Gino se despedia de Marieta, e, ao chegar, olhava para o retrato e tirava o chapéu.

Certo dia, voltando de um passeio, Gino entrou em casa e, como sempre, tirou o chapéu para o retrato de Marieta. Mas... que surpresa! A foto... Marieta estava sorrindo para Gino!!

– Santo Dio! Marieta riu pra mim! - exclamou o assustado velhinho.

- Nicolina, Conchetta, vengo qui! - gritou Gino para suas filhas.

- Fala papà! Que aconteceu?

- Mio Dio! Tua mama riu pra mim!

- O quê ? Bebeu vinho, papà?

- Ma que? Ho visto com esses ólho que a terra há de comê!

- Papà, onde já se viu um retrato dá risada!?

- Ma, ho visto!

- Ma, viu a mama dá risada!? Como isso é possível, papà? Será que não foi um cisco no olho?

- Cassarola, ma que cisco que nada, ho visto Marieta ri pra mim! Deu até pra vê o dente de ouro que ela tinha no lugar do canino esquerdo!

- Papà, você viu a mama com um cachorro na boca?

- Chega, Nicolina! Basta Conchetta! Vocês não acredita no que io to falando! Deixa estar!

Gino foi para a cama ainda surpreso com o que havia visto, e muito bravo com suas filhas que não acreditavam na sua visão.

No dia seguinte, bem cedo, Gino resolveu sair, e, como de costume, se despediu do retrato.

Gino já estava na rua quando decidiu voltar e olhar de novo Marieta.

- Cáspita! Marieta balançou a cabeça!

- Nicolina!! Conchetta!! - gritou Gino.

- Ma que houve papà? - indagou Nicolina.

- Io não tô ouvindo nada, io tô vendo sua mãe balançar a cabeça!

- Papà, outra vez com estas visão? - criticou Conchetta.

- Ma será o Benedito!? Que voceis não acredita numa palavra que io falo? Marieta balançou a cabeça! É vero!

- Papà, com quantos anos o senhor tá? - perguntou Nicolina.

- Acho que com todos!

- Ma vá papà, responde sério!

- É sério! Io não me recordo! Só sei que faz tempo que io nasci na minha bela Itália. Acho que quando vim pro mundo, o Papa ainda era coroinha!

- Pois é papà! É problema de “umidade”!

- Ma que umidade?!

- “Uma idade” avançada!

- Nicolina, você tá debochando de tuo Papà! Ho visto tua mãe balançá a cabeça, e se voceis não acredita, io vô dá uma vorta! Arrivederci!

- Tchau, papà!

Gino foi se distrair um pouco para acalmar os nervos. Ninguém acreditava em uma só palavra do que dissera e isto o aborrecia muito.

A notícia de que Gino via o retrato de Marieta se mexendo havia se espalhado por todo o bairro do Cambuci. Em qualquer lugar que fosse, Gino era questionado sobre suas visões e acabava sendo alvo de brincadeira dos amigos.

- Ei! Gino! Sono io, Vitório! Como está, compadre?

- É, Vitório, io acho que tô ficando pazzo!

- Ma quê? Sei pazzo em dizer que está pazzo?

- Ma nó, Vitório! É que ninguém acredita que Marieta se mexe no retrato!

- E você, acredita?

- Ma, claro! Se io to falando que vi é perché vi!

- Intó, Gino, não seria aquelas coisa de “gato ou passarinho” que os médico fala?

- Ma que coisa é essa, Vitório?

- Uma tar de “mia ou pia”?!

- Nó, Vitório! Se io tivé alguma coisa nas vista, o remédio é uma cadeira!

- Cadeira? Pra quê, Gino?

- Pras vista cansada!

- É Gino, você gosta de brincá! Cadeira pra vista cansada! Essa é boa, compadre!

- Só brincando mesmo, compadre Vitório! Só brincando...

- Vá benne Gino! Ma non fica triste, vá! Se a Marieta, que Dio a tenha, tá se mexendo prá você é porque ela qué arguma coisa, você não acha?

- Ma, que coisa?

- Io non sapevo! Ma, da outra vez que ela se mexê, pergunta pra ela!

- Boa idéia, compadre! É isso mesmo que io vô fazê! Tchau compadre!

- Tchau, Gino! Se cuida! Io sei que você tem vista boa, mas da outra vez que sair na rua, coloca a ceroula por baixo das  calça e não por cima! Vá benne!?

Gino ficou esperançoso com a sugestão dada pelo compadre Vitório. Quem sabe se perguntando, Marieta responderia o porquê de tudo o que estava acontecendo.

Voltando para casa pela Rua Lavapés, fez o sinal da cruz quando avistou acima a Igreja Nossa Senhora da Glória e foi em direção ao Largo do Cambuci para chegar até a Rua José Bento pela Rua Independência.

Durante o percurso, tendo em vista que a notícia havia se espalhado, a criançada brincava com o bom velhinho:

- Seu Gino, Seu Gino, bateu a cabeça e ficou ouvindo o sino!

- Mais respeito, seus moleque! - esbravejava Gino.

E a molecada continuava cantando os versinhos de provocação:

- Seu Gino, Seu Gino, onde está Dona Marieta?

 Acho que está dentro do retrato, fazendo um monte de careta!

Chegando em casa, Gino se dirigiu ao retrato e logo foi dizendo:

- Marieta, Marieta, o que você quer?

Depois de um pequeno silêncio, ouviu-se:

- Dinheiro pra fazê as compra no armazém!!!

- O quê?! - exclamou o assustado velhinho.

- É papà! Eu preciso comprá umas vinte lâmpida e me esfregá bastante!

- Mio Dio, Nicolina, que susto! Você não tá vendo que io tô falando com sua mama? E pra quê você precisa de vinte lâmpida pra se esfregá?

- Porque o médico-torpedista do hospital disse que pra eu me curá das dor nas costa eu preciso tomá muito banho de luz!  Capisce?

- San Genaro! Quanta ingnorância! Onde já se viu uma coisa dessa!

Os dias foram passando e Gino vendo Marieta se mexer no retrato. Ora piscava, ora sorria, ora balançava  a cabeça. E ninguém acreditava em suas visões.

O bom velhinho já nem ligava mais se as pessoas davam crédito à sua palavra, pois o que realmente importava era saber que Marieta lhe mandava sinais.

Nicolina e Conchetta estavam pensando em levar Gino ao médico. Os amigos foram aos poucos se afastando, porque imaginavam que estava esclerosando, principalmente quando ele vestia a ceroula por cima da calça!

O tempo, implacável, foi passando, até que um dia o coraçãozinho de Gino parou e ele foi ao encontro de sua querida Marieta.

Para homenagearem seu pai, Nicolina e Conchetta colocaram o retrato de Gino ao lado do retrato de Marieta, próximo à porta de entrada da casa, e todos que passavam pelos retratos faziam reverência, como culto ao amor eterno daquele casal.

Depois do demorado velório, Gino foi enterrado no Cemitério da Vila Mariana, cercado de muita tristeza e principalmente de muito remorso das duas filhas, que sempre caçoavam do pai por suas fantasias.

Nicolina e Conchetta voltaram para casa tristes e cabisbaixas, abriram a porta da sala, olharam para o retrato do pai e falaram:

- Descurpe, papà, se nóis te chateou! Ma é difícil acreditá que a mama se mexeu, capisce? Num dá pra engoli que retrato pisca e dá risada! O senhor não acha? - disse Nicolina.

- É papà, o senhor e a mama faiz farta! - Disse Conchetta chorando.

- Vá benne, a vida continua, Conchetta. Vamo dormi que amanhã é outro dia!

- Tá certo, Nicolina. Vamo  em frente que atrais vem gente!

As duas olharam para os retratos e disseram:

- Buona notte papà! Buona notte mama!

- Buona notte! - ouviu-se ao longe.

- O quê?! Você falou arguma coisa, Nicolina?

- Io? Io nó! Já até tirei os dente de cima pra dormi!

- Nó, ma eu ouvi falá buona notte!

- Ma, eu também!

- Será que foi o papà?

- Sei pazza! Retrato não fala!

- Ma falô!

- Será???

****
Apresentado na 217ª Pizza Literária - 16.10.2008

postado por Sobrames, às 10:46

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18.10.2008



Por: Aida Lúcia Pullin Dal Sasso Begliomini

   

Na hora em que os ponteiros se unem,

Em que o sol se deita no horizonte,

Em que as primeiras luzes se acendem

Em que o coração acelera descompassadamente

 

Na hora  em que a penumbra espreita na esquina

Em que o retorno inevitável acontece,

Em que os amigos se despedem

Em que o ocaso vira caso,

 

Na hora em que o jantar começa a ser servido,

Em que os amantes se encontram,

Em que as borbulhas do champanhe extravasam a tulipa

Em que uma boca vermelha marca o guardanapo

   

Na hora  em que os sentimentos explodem, 

Em que a vida é só  felicidade,

Em que os namorados se encantam,

Em que os caminhos se cruzam

 

Na hora  em que os sons se calam,

Em que o delírio se esparrama

Em que a atriz beija e se desnuda,

Em que o telefone toca desesperadamente,

 

Na hora em que a sensibilidade vence a razão,

Em que  olhos se cruzam e sussurram,

Em que corpos se entrelacem,

 

Na hora em que as velas mostram  só os contornos

Em que a musica toca distante,  

Na hora em que o tempo não mais importa .

Apresentado na 217ª Pizza Literária - 16.10.2008

postado por Sobrames, às 10:32

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18.10.2008



por: José Jucovsky

 

Da antiga grega trajetória

Grandiosas epopéias são contadas,

Poéticos cantos de eterna glória

Em sonoras liras encantadas!...

 

Poemas de lendas e divindades

Pináculos de combates gloriosos

Cantarolados de cidade em cidade

Exaltando guerreiros corajosos!

 

O rapto de Helena consumado

Transforma-se em lutas renitentes

Gregos e troianos exaltados

Empunhando espadas reluzentes!

 

Em inóspita adversidade

A prudente destreza se repetia

Ao sabor da Minerva sagacidade

O “Cavalo de Pau” acontecia!

 

A “Guerra de Tróia” em narrativa

Por nove anos permanece

Ocorrendo glória e fama inventiva

Favorecendo às gregas preces.

                                                         

Após a guerra, com a ajuda divina

O lendário Ulisses se lança ao mar

Com coragem e mística sina

Tenta ao seu lar retornar...

 

Retido por vagas nebulosas

Por sereias e ciclópicas figuras,

Em dramáticas lutas milagrosas,

Vivencia incríveis aventuras.

 

Venerando o seu amor distante

Penélope em diuturna atividade

Tecia um símbolo fascinante:

O histórico mito da fidelidade!

 

Ulisses vinte anos ausente

Consegue a Ilha de Ítaca chegar

Comandando a morte dos pretendentes
Que queriam Penélope desposar.  

Apresentado na 217ª Pizza Literária - 16.10.2008                      

postado por Sobrames, às 10:23

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18.10.2008
No último dia 16 de outubro, na Pizzaria Bonde Paulista, aconteceu mais uma Pizza Literária da Sobrames-SP, a de número 217. Os vinte e seis participantes passaram algumas horas agradáveis, saboreando deliciosas pizzas e apreciando prosa e poesia da melhor qualidade. Estiveram presentes pela primeira vez o casal Leda Maria e Luiz Augusto de Almeida, as mais novas "aquisições" da regional de São Paulo.
Destaque ainda para a visita da colega sobramista da regional Pernambuco, Maria de Fátima Calife, que apresentou poesia de sua autoria, com glosa de Paulo Camelo, presidente da Sobrames-PE.
Uma noite muito agradável, onde foram apresentados 15 trabalhos literários em prosa e verso, que  podem ser apreciados neste blog.
 Atentos às apresentações              
1 e 2 - Atentos às apresentações / 3. Leda e Luiz / 4. Fátima Calife

postado por Sobrames, às 09:54

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16.10.2008


Melhor pra mim.
Manhã é sempre coisa nova
E eu serei sempre assim.

Por Marcos Gimenes Salun

postado por Sobrames, às 21:31

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15.10.2008

Brindemos!
Ao muito que nos resta
do pouco que ainda temos.

Por Marcos Gimenes Salun


postado por Sobrames, às 21:29

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14.10.2008


Alma fêmea,
Rugindo,
Sinal de perigo.


Pos Marcos Gimenes Salun

postado por Sobrames, às 21:29

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13.10.2008


Lugar dos olhos
Canto das verdades
Que fazem verter.

postado por Sobrames, às 22:00

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12.10.2008


Um cálice,
Tinto, seco,
Dizendo cale-se.

Por Marcos Gimenes Salun

postado por Sobrames, às 21:00

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11.10.2008



esse ato eterno
de penitenciar
as faltas de cada um .

Por Marcos Gimenes Salun

postado por Sobrames, às 21:23

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10.10.2008



Rugas
Fugas
de quê?

Por Marcos Gimenes Salun

postado por Sobrames, às 21:19

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Pablo Picasso

"A Arte é uma forma de mentir para poder, assim, chegar até a verdade."

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