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14.08.2009

Se eu tenho algum defeito é o fato de mirar o objetivo maior. Não importa o estágio em que eu esteja, eu quero o maior.


Por exemplo, após um tempo sem nadar, já estou focado em provas – de piscina, inclusive, algo inédito para mim. Até calça dessas tecnológicas eu estou pensando em adquirir.


Mas hoje pela manhã, ao acordar e adentrar no Twitter, vi o Gustavo Borges comentando sobre uma aluna de sua academia que fez a travessia do Canal da Mancha – são 33 km entre a Inglaterra e a França nadando.


Minhas minhoquinhas na cabeça se ouriçaram. “Que tal?”. É muito cedo para pensar em algo do tipo, mas não vejo motivos para não arriscar.


Logo perguntei a Gustavo Borges quanto tempo uma pessoa que tem uma boa base de natação precisa treinar para essa travessia.


Via Twitter, ele me respondeu. “Precisa treinar bastante, cara... tem que ser mais do que ‘de boa’, pois a travessia é muito dura. Acho que seis meses de treino”.


Se eu começar agora, pego o verão europeu do ano que vem.


Quem sabe, né?


Acho que 2010 vai ser difícil, mas como a meta é ir para a Europa em 2011, posso emendar algumas provas por lá. Essa pode ser uma!


O Campeão Voltou!

postado por Daniel Balsa, às 16:22

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13.08.2009

Brancada, negada, amarela, vermelhada, azulada... enfim, galera. Estou me empolgando rápido. Hoje ia fazer uma natação de reconhecimento. Eis que já fiz tiros para competir nos 50m e 100m peito de uma prova que vai ter no São Paulo Futebol Clube.

Vai ser no final do ano, mas quero me preparar desde já!


Assim como para o Meio Ironman e a Copa VO2 em novembro. Antes, quero fazer o Fast Triathlon no Pacaembu em setembro e a Meia Maratona de Campinas, em outubro!


O Campeão Voltou!


Estou longe de ser um campeão, mas esse cântico me motiva e é com ele que eu vou!


O Campeão Voltou!

postado por Daniel Balsa, às 22:03

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13.08.2009



Galera, estou voltando com meu blog. Abandonei vocês por um tempo, pois estava infeliz. Tentava retornar aos treinos, mas não conseguia dar sequência por uma série de motivos.

 

Continuo tentando, mas minha cabeça está totalmente voltada a conseguir. O problema são as doenças e lesões. Estou desde domingo sem treinar, pois comi algo estragado. Porém, hoje volto a nadar. Ai o bicho pega!!!

 

Vou aproveitar esse espaço para tecer alguns pitacos que acontecem no meu Twitter – www.twitter.com/danielbalsa.

 

Ontem eu falei com o ciclista italiano Jacopo Guarnieri, da Liquigas, equipe pela qual eu torço. Ele, que acabou de conquistar sua primeira vitória como profissional, não estará na Vuelta a España, terceira grande volta da temporada.

 

Em primeira mão ao blog Rumo ao Ironman, ele disse que correrá no GP Hamburg, na Eneco Tour (Volta da Bélgica-Holanda) e em algumas provas na Itália.

 

Boa sorte ao garoto e pra mim!

 

Como modéstia é meu forte, O Campeão Voltou! E digo isso para mim! Kkkkkkkkkk!

postado por Daniel Balsa, às 18:47

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17.06.2009

Sinto dizer, mas preciso admitir: estou desmotivado. Pronto, reconheci. Agora preciso analisar a situação e reverter o jogo. O primeiro passo foi admitir que o principal problema sou eu.

Mas é duro. Tem sido complicado. Uma picuinha atrás da outra, desde o dia 1º de março, quando, incrivelmente, a roda da minha bike quebrou. De lá pra cá, problemas pessoais, lesões seguidas e gripes intermináveis – inclusive, só voltei a escrever agora por estar acamado por conta de uma.

Só que vou virar esse jogo! Sim, não vou colocar o treino como obrigação, a princípio. Vou deixar as atividades como minha forma de diversão e vou encarar tais desta forma. O foco será nos benefícios de praticar esporte, de ser divertir e também para não ficar gordo.

Ontem mesmo fui peladar, depois de muito tempo. Foram 5 km de aquecimento, com um tiro de 10 km e dois de 6 km. No finalzinho do último, senti a falta de preparo, a queda de nível. Quebrei, cansei...

Confesso que parei por um instante somente para respirar. Sim, desci da bike e parei.

Claro, ainda um pouco gripado. Mas aquilo foi determinante para eu assumir que preciso virar o jogo. E se eu entro em algum desafio, vou para vencer!

postado por Daniel Balsa, às 12:33

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08.06.2009

Galera, arranjei um tempinho de nada. Serei breve, mas contarei o meu final de semana e esta segunda.

No sábado eu perdi o horário do treino. Estava muito cansado e não ouvi o despertador. Desmaiei de sono. Mas logo que abri o olho eu me levantei e corri para a USP. Daria tempo de fazer o treino de ciclismo, ao menos.

Eram 35 km, sendo 20 km mais rodados e 15 km mais forte. Comecei o treino com a Ana e fomos mais na boa, pois ela não estava muito bem – sentia-se cansada e não ia forçar. Um pedal constante em 30 km/h.

Depois que ela saiu, me senti bem em cima da bike. Muito bem e fui acelerando – mantendo 33, 34 km/h, mesmo com o vento que fazia na USP. No final, como não ia correr, resolvi sprintar. Vim os últimos 1.500 metros a mais de 45 km/h. Insano, mas adoro!

Domingão a galera não ia treinar, já que voltaram no Ironman agora. Então fui ao Hopi Hari me divertir. Isso me empolgou a voltar ao ritmo.

Um frio da moléstia, que não tirava ninguém da cama apenas para correr. E 5h35 lá estava eu, correndo. Estava há um bom tempo só pedalando e deixando a corrida para os sábado, então coloquei na cabeça que precisava fazer 6 km e depois eu volto ao “normal”.

Eis que me surpreendi. Corri com o ritmo de 5 min/km, o que é ótimo para mim.

Agora é seguir nessa toada. Que eu tenha forças para continuar...

postado por Daniel Balsa, às 18:29

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04.06.2009
Eu não consigo postar nada nisso aqui! Está tudo muito corrido, mas até que tenho treinado bem. Me desculpem! Quero ver se deixo as coisas em dia em breve!

postado por Daniel Balsa, às 16:13

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28.05.2009

Trabalho é obrigação e não tem jeito. Por causa dele, meus ombros estão muito inflamados e não treino desde sábado. Voltou neste final de semana. Mas, pelo visto, vou ter de domar a dor, pois ela ainda está muito forte.

O trabalho também não permite que eu escrevo aqui, mas estou vivo. Na quinta e no sábado passados eu treinei muito bem, inclusive. Quem me segue no Twitter (www.twitter.com/danielbalsa - mencione o blog que eu adicionou) sabe que estou vivo.

Na quinta, foi um treino mais rodado, tranquilo, sem maiores emoções, apenas para dar volume. Foram 40 km de bike, bem na boa. Já sábado foi mais pancada. Começou rodado e depois o ritmo foi aumentando, completando 45 km de bike.

Acabou? Nada disso. Depois foram 6 km mais paulera com dois tiros de 1 km correndo igual o Usain Bolt (nossa, que exagero!).

Tomara que as coisas agora se ajustem de vez. Que o frio não seja tão rigoroso, para que eu não desanime de acordar antes do sol raiar.

PS: não reclamo de trabalhar, pois é ele que permite comprar minhas coisas para treinar.

postado por Daniel Balsa, às 15:22

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20.05.2009

A correria do dia-a-dia nem me deixou escrever aqui ontem. Mas agora tive um tempinho e vou falar do treino de ontem.

Foram 40 km de ciclismo. O começo foi mais rodado, mas o ritmo aumentava até a última volta. Apesar de não estar em ritmo, eu suportei a atividade sem maiores problemas de fôlego.

Admito que fiquei no vácuo, mas não fiz isso por falta de fôlego. Juro! O que pegou foi minha tendinite na mão esquerda. Bem no pulso.

Estava muito complicado segurar no guidão, principalmente após 25 km. Tentei deixar minha mão de diversas posições e em vários locais – foram 5 pontos no guidão. Mas doía demais.

Avisei que ia parar, mas o Kim me disse que era importante eu fazer o volume, “mesmo que mais devagar”. O problema não era ir mais devagar, era segurar no guidão. Já que era para pedalar, que fosse no ritmo. E assim fui. Até o km 40.

Não é só a mão que tem me incomodado, mas as costas também. Preciso de uma massagem bem pesada para deixar “as coisas no lugar”.

postado por Daniel Balsa, às 17:33

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18.05.2009

Agora é só me organizar no serviço. Se eu conseguir treinar tudo nessa semana, já volto a ter o condicionamento de antes. Esse final de semana foi de muito treino. Não deu para escrever. Até tentei, mas estou voltando ao “batente” e precisei descansar.

Foram dois dias de treinos longos – muito longos, visto que estava quase parado. Eu já vinha com dores nas costas e o corpo travado, talvez de treinar pouco, mas fui treinar.

No sábado, dia de 40 km de bike sem vácuo – pedalei lado-a-lado com a IronRô – com mais 3 tiros de 4 km de corrida. No ciclismo, fui no ritmo da Rose e nem me preocupei com a velocidade. Era um treino rodado e, como ela vai fazer o IronMan no final do mês, sabe qual é a intensidade certa.

Já na corrida, esqueci o relógio. Não faço nem ideia de como foram meus tempos, mas tentei aumentar o ritmo a cada série. Na última, até senti a fadiga na coxa. Não parei, fui até o fim. Se me estourasse, paciência. Ainda bem que nada aconteceu.

Não tenho ideia como foi meu tempo, mas vendo de fora, o Kim gostou do que eu fiz, então é mais um “ponto positivo”.

Para o domingo, nem cogitei andar de MTB. Tinha o treino coletivo da BKsports na Estradinha de Santos, no Riacho Grande, e para lá eu fui. Os encontrei na Rodovia Anchieta e fomos de comboio.

O bom de pedalar lá é que é perto, tranquilo e o asfalto é muito bom, mas minha primeira impressão na Estradinha não foi boa: minha roda quebrou no Simulado de Triathlon em 1º de Março e, ao meu ver, foi ai que a motivação baixou.

Desta vez eu queria que fosse diferente. Nem o frio – que fez no sábado também – desanimou. Coloquei uma blusa e pronto! Começamos o treino.

Não é um traçado muito fácil. Algumas subidas complicavam, apesar de logo ter uma descida. A planilha marcava 5 voltas por aquele traçado, o que daria 80 km. Comecei achando que seria muito, mas possível. Já tinha feito aquilo antes, apesar de não estar em ritmo de treino.

O problema é que eu nem me cansei muito, apesar do vento forte que soprava. O pior foram as dores nas costas. Já na segunda volta eu comecei a sentir. Fiz de tudo. Nas subidas eu levantava, nas descidas eu saía do selim... mas doía muito.

Continuei até onde deu. Parei com quatro voltas. Ótimo treino de 64 km. É um bom sinal!

Dei uma alongada para livrar a dores nas costas, que logo amenizaram. Eu comecei a sentir as coxas, mas isso é a falta de hábito.

Amanhã tem mais!

postado por Daniel Balsa, às 14:14

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15.05.2009

O trabalho está matando. E a tendência é piorar.

Acredito que vou conseguir me organizar para não perder treinos.

Quarta-feira não deu para treinar e quinta-feira eu não ia acordar tão cedo, mesmo trabalhando tão tarde. Então, pela primeira vez, corri no meu bairro.

Meu relógio tem um GPS que marca distância, então deu para fazer um circuito aleatório e respeitar o treino – 6 km na boa com mais 4 tiros de 1 km.

Gostei! Apesar das duras subidas e descidas ao redor da minha casa, gostei!

Preciso manter essa pegada, de treinar mesmo quando não der. Estou visando a Maratona de Punta del Este e o Meio Ironman de Pirassununga.

Em breve, mais informações de Punta del Este. Acho que vai rolar!

postado por Daniel Balsa, às 15:13

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12.05.2009

O tamanho Venti do café do Starbucks

Ontem eu não pude correr, pois tinha uma bateria de exames para fazer – Raio-X do tórax, ecocardiograma Doppler colorido, teste ergométrico e coleta de sangue. Tudo isso é necessário para quem treina. Isso foi motivador, pois fiz para os treinos, coisa que não faço desde terça passada, com a queda da Carla.

Hoje estava decidido a recomeçar minha jornada rumo ao meio Ironman. Foi o que fiz.

Dormi cedo ontem, deixei as roupas separadas, água, carboidrato, um pão...  tudo, tudo nos conformes!

Fui ao treino. Confesso que comecei com certo medo de pedalar, ainda mais que tinha feito uns ajustes na bike para ficar mais seguro no clip. Mas foram necessários poucos quilômetros para me adaptar.

O treino foi formado por 40 km. Sendo 5 km de giro leve, 15 km entre 32 e 33 km/h, mais 10 km entre 34 e 36 km/h e outra série com 5 km “socando a bota”, pra cima de 36 km/h. Depois era giro leve, para soltar, até 40 km.

Fizemos uma turminha bacana, com o Kim nela. Por isso o treino rendeu de média, bem progressivo. A primeira média bateu a casa dos 32 km/h, a segunda ficou em 34,2 km/h e a terceira em 36,6 km/h.

Mas, fora isso, me senti seguro no pelotão. O pessoal que estava nele estava bem tranquilo, já é macaco velho no ciclismo, então me senti seguro.

Melhor que isso: voltei a sentir prazer em pedalar. Cair faz parte! Se machucar também. Mas não só para quem pedala, isso é para todo mundo. Basta estar vivo, não é verdade?

Estou muito, muito feliz. Feliz até a tampa. Até a tampa de algum café Venti do Starbucks!

Quebrei mais uma barreira. E volto a fazer planos de treinos, provas e muito mais. Estou de olho, focado na minha planilha. Vou com tudo atrás dessas metas.

Quanto a Carla, ela saiu do coma induzido ontem, segunda-feira. Dizem os médicos que ela deve acordar entre hoje e amanhã, então será feita uma avaliação do ocorrido. Se Deus quiser, não vai ter nada e ela vai voltar à sua rotina.

postado por Daniel Balsa, às 11:44

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05.05.2009

O dia parecia ter começado bem para mim. Apesar de ter dormido pouco, acordei bem animado para treinar ciclismo.

Seria uma atividade individual, sem pelotão, mas daria para fazer em dupla. Fiz eu e o Verme. Seriam 5 km de aquecimento, dois tiros de 10 km bem fortes e três tiros de 4 km ainda mais fortes.

Pois bem, resolvemos que iríamos pedalar mais na boa, até para conversar um pouco. Ele estava cansado e eu voltando ao ciclismo. Eis que as primeiras séries estavam em 33 e 34 km/h. Mas estava fácil, tanto que conversando!

Fizemos o primeiro tiro e estávamos no meio do segundo. Vinha o Edson, a Ana, a Carla e a Yoon próximos. Passaram-nos na curva. Fiz uma brincadeira e ficamos um pouco ao lado... bem, o dia poderia ter acabado ali. Todo mundo descendo da bike e indo para suas casas...

Seguimos na raia da USP e, de repente, vi a Carla de lado, caindo. O impacto no chão foi seco. Ela nem se protegeu! Tive tempo de desviar e olha para ela, caída. “Foi sério”, pensei. Logo corri para pegar o celular – meu carro estava próximo. Fiquei nervoso, não sabia o número e entreguei ao Verme. O Edson prestou os primeiros atendimentos.

Fiquei ali, olhando, sem reação. Esperando a Carla acordar. O pessoal da equipe foi chegando e fui explicando o que eu achei daquilo. Olhem, não é a verdade, mas é o que eu vi. Eu não vi garrafinha e nem buraco à frente dela, assim como ela não se protegeu ao cair, não fez o natural que é colocar o braço à frente. Ela caiu seca, com o ombro e a cabeça ao chão. Acredito que ela tenha apagado em cima da bike. O motivo? Não sei. Não sou médico.

Todo mundo foi prestativo. Um pegou uma blusa, outro toalha, outro cobertor... a Carla abriu o olho, mas não voltava à consciência. Travou os dentes e tentava sair dali, de alguma forma, e soltava alguns gritos. Não falava seu nome, nem onde doía. Apenas respondia a estímulos, como abri o olho quando pediam e fazia um não com a cabeça. Menos mal.

A demora do resgate e o estado da Carla começaram a me deixar desesperado, angustiado. Não eram 7 horas da manhã, não havia transito em São Paulo. E também fazia tempo que ela estava ali e permanecia da mesma forma. A todo momento vinha a cena da queda na minha cabeça. Sei que existem riscos no esporte, assim como existem na vida em si, mas você nunca imagina que vai pedalar e volta numa ambulância, que pode ter um acidente.

Quase meia hora depois, o resgate chega. Então eu fico assustado. A médica da ambulância fez uma observação e soltou a seguinte frase: “vamos levá-la. Vamos colocá-la já na maca. As fraturas pouco importam, mas o estado neurológico dela me preocupa”. Era grave. Uma de nós estava indo ao hospital ao invés de fazer o natural, que é voltar pra casa e seguir sua rotina.

Eu treino por diversão. Adoro competir, mas prefiro me divertir. Os treinos são minha válvula de escape. É quando eu me sinto imortal, sinto que posso voar, que tenho poderes sobrenaturais. Ainda não sei o que fazer, nem o que pensar. Nesse feriado eu caí duas vezes. Me levantei e continuei a pedalar. Não quero nem pensar que isso pode acontecer comigo... mas é o risco que corre quem está vivo.

O dia está sendo bem tenso para mim. O acidente rendeu um coágulo na Carla e um traumatismo craniano, segundo eu falei com o Renato, que tem mantido contatos constantes com o pessoal. Confesso que não tenho força para ligar para mais ninguém e perguntar da Carla. Deixei uma mensagem de texto para o Kim, o Mestre, nosso treinador e dono da equipe. Disse a ele que estou rezando pela Carla, mas sei que o dia dele está bem pesado e peço que Deus também olhe por ele, para que o Kim se mantenha firme nessa. “Estamos juntos, amigo”.

Confio que vai dar tudo certo! O ciclismo é pródigo em histórias de superação. A maior de todas é a de Lance Armstrong, que sobreviveu a um câncer que diziam ser terminal. E ele está aí! Um dos maiores de todos os tempos.

Espero que esta seja mais uma história de superação! Vamos fazer uma corrente positiva por ela, ok? Conto com vocês!

Estamos contigo, Carla!

postado por Daniel Balsa, às 16:58

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04.05.2009

Está complicada minha volta com tudo à rotina de treinos, mas está indo aos poucos.

Recuperado da gripe – não suína, graças a Deus –, fui pedalar na sexta-feira na trilha da Mata da Câmara, em São Roque.

Era um trajeto de 4 km, muito técnico. Totalmente single-track, com muitas pedras, troncos, descidas, subidas muito íngremes e tombos. Pouca gente não caiu e eu não fui uma dessas.

Caí logo na primeira volta. Uma bobagem em uma descida. Bati forte a barriga no guidão, o que me deixou enjoado, e o joelho, inchando pra caramba. Dei uma respirada e continuei.

Mountain bike é muito divertido. Mesmo com os rolas, todo mundo saí rindo. E não tem aquela de quem está mais forte, pois quem tá junto, tá junto. Não tem essa de cada um fazer o seu e quem estiver mais forte vai cantar de galo.

Dei apenas duas voltas no percurso por lá, mas foram intensas. É um treino altamente técnico e quero retornar. Gostei muito! A Ana fez sua primeira trilha e achou “irado”, com aquele sotaque bem carioca.

No sábado eu não pude treinar, pois a chefinha casou. Uma cerimônia muito especial, como classifiquei. A melhor que pude presenciar. Desejo muitas felicidades ao casal, Alê e Leo.

Já no domingo, com o joelho inchado, cheio de hematomas pelo corpo, me poupei para a corrida desta segunda. Mas a corrida nem chegou perto da planilha. As dores me brecaram. Sem velocidade, preferi correr com minha mãe. Pude conversar bastante com ela. Mas corri. Melhor do que nada.

Amanhã tem treino individual de ciclismo. Espero estar lá!

postado por Daniel Balsa, às 18:11

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02.05.2009

São 15 anos de saudades. São 15 anos que minhas manhãs de domingo não são mais as mesmas. São frias, geladas. Não são mais tão alegres quanto eram na época em que eu era um menino, que acordava cedo simplesmente para ficar à frente da TV.

Na época, não tinha dimensão do que me atraia para fazer aquilo. Hoje, pensando bem, até tenho certa noção. Assistir às corridas alimentava minha esperança. Lá, havia um brasileiro – o maior deles. Um brasileiro que chegou ao topo, passando as dificuldades de se chegar lá. Um brasileiro, como eu, que tinha obstinação por ser o melhor e dizia que qualquer um poderia chegar onde ele estava. Bastava querer.

Acho que era aquilo que me fazia acordar cedo. Acordava todos os dias em busca de ser o melhor.

A maior lembrança que tenho de Ayrton Senna foi uma carta que ele me enviou, respondendo a uma que enviei a ele. Contei a ele que tinha um sonho. Ele disse que meu sonho iria se realizar, bastava eu querer. Sonhar e ir atrás. É o que eu faço todos os dias, até hoje. Mesmo 15 anos depois.

O Senna alcançou seus sonhos. Chegou ao nirvana. Foi o maior de todos. Ele surpreendeu o mundo, mas nunca ele mesmo. Ele sabia que chegaria lá.

Como chegou na vitória do GP Brasil de 1991. Eu era um garoto de 6 anos e assistia a corrida com meu pai, no antigo apartamento na Miguel Estéfano. Chovia em São Paulo, muito forte. Senna, com apenas uma marcha, estava à frente. Só que a Williams vinha atrás, inteira, completa, mais rápida.

Meu pai dizia que não daria, que era impossível alguém correr com apenas uma marcha, quanto mais ganhar.

O papo do meu pai me deixava triste. “Será que ele não sabe que estamos falando do Senna?”. Eu acreditava naquilo que ele me falou, que era difícil alguém correr com apenas uma marcha. Mas não estávamos falando de alguém. Estávamos falando dele, de Senna. Um brasileiro que tinha o sonho de ganhar o GP do Brasil pela primeira vez. Que bateu na trave por sete vezes. Não seria na aquele 24 de março, dias após seu aniversário, que ele deixaria de realizar seu sonho.

Apesar de tudo, eu tinha a certeza de que ele ia ganhar. Nunca duvidei. Ele disse antes da corrida que ia com tudo atrás da vitória, que era um sonho para ele. Ayrton foi a pessoa mais próxima de personificar a vitória.

E ele conseguiu. Contra tudo e contra todos. Mal conseguia ficar em pé após tanto esforço.

Cada gota de suor valia mais que um pote de ouro naquele instante. Cada gota de suor fez com que ele realizasse um sonho. Ouro você pode comprar, mas todos os sonhos você pode realizar?

São 15 anos de muitas saudades. Até então, aquele 1º de maio de 1994 foi o primeiro dia mais triste da minha vida. Um dia que começou com uma noite mal dormida, muito estranha, e que terminou da pior forma possível.

Ainda hoje, custo a acreditar que aquilo foi verdade. Sinto Ayrton Senna muito presente, vivo no meu coração. Como, simplesmente, um acidente tirou a vida de uma pessoa que me ensinou que querer é poder e que os sonhos podem se tornar realidade?

Aquele dia, muitas vezes, parece que foi ontem. Aquele silêncio das ruas, diferente da euforia de quando Ayrton ganhava, me ensurdeceu.

A notícia da morte de Senna foi a única que, por triste coincidência, acompanhei. Minha família inteira na sala, enquanto eu rezava no meu quarto, frente a um adesivo comemorativo do seu tricampeonato mundial para que ele ficasse bem. Minha fé diz que Ayrton Senna está muito bem neste momento.

Os dias seguintes foram tristes. Não conseguia estudar, não conseguia comer. Só assistia vídeos de corridas, imaginando que elas, um dia, pudessem ocorrer ao vivo novamente.

Revendo uma matéria que a Globo fez comigo, há 15 anos, eu dizia: “O Senna eu vejo do meu lado. É uma pessoa que nunca vai morrer, para mim”. É meu sentimento até hoje.

Se choro, é de saudades. Peço desculpas. Eu só tenho que agradecer ao Ayrton pelas corridas que assisti – sou afortunado de ter visto uma pessoalmente –, mas, principalmente, por tudo que ele deixou, todo o seu ensinamento.

Sonhar é preciso. E sei que posso realizar meus sonhos e os venho realizando a cada dia.

Obrigado, Ayrton. Descanse em paz, meu eterno amigo.

postado por Daniel Balsa, às 00:45

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28.04.2009

Galera, meu post de hoje é sobre o Troféu Brasil, que disputei no domingo. Foi meu segundo triathlon na distância olímpica. Essa semana vou voltar a treinar só na sexta. Estou gripado – não é suína, fiquem tranquilos. Vou aproveitar para descansar, ver filmes, dormir até mais tarde... curtir um pouco e depois vou arregaçar!

Mas, antes, quero agradecer ao pessoal da BKsports, tanto atletas quanto treinadores, pela companhia nos treinos. Não posso esquecer da minha irmã, do meu pai e da Gabi, que foram meus companheiros de prova. Sem a presença de você, teria abandonado a disputa.

Abaixo, um e-mail que enviei ao Kim. Depois a resposta dele.

Kim,

Estou lhe enviando algumas impressões sobre a prova de ontem. Espero que você possa analisá-las. Sim, vou ser chato hoje, mas preciso contar isso.

Bem, te digo que os últimos dias foram muito movimentados para mim. O mundo tem corrido a uma velocidade que ainda não atingi, mas preciso chegar nesse ritmo. Treinar tem sido difícil para mim, principalmente bike, pois é mais cedo. Nesse feriado eu consegui colocar os treinos em dia, mas o decorrer da semana foi complicado.

Pois bem, o fato de não ter conseguido treinar direito nos últimos dias me desestimulou para essa prova. Se o Núbio viesse com a oferta de me ressarcir e não fazer a prova, eu teria aceitado até a hora do hino nacional. Estava um pouco desligado, sem muita expectativa. Não me sentindo muito bem. Sem falar que a prova da USP é dura, com a natação pesada, o ciclismo travado e as subidas da corrida que matam.

Então resolvi encarar a prova ao “sabor do corpo”. O que eu tivesse para fazer, eu iria fazer. Pensei pelo lado positivo: meu melhor short na USP havia sido 1h34min e estava bem treinado, em ritmo. Claro, hoje meu nível é maior, mas usei isso como base. 3h08min não seria bom, num contexto geral, mas aceitável.

A natação foi bem difícil. A água pesada e havia muita gente na largada. A galera ficou encaixotada mesmo, não teve jeito. Preferi fazer uma natação mais conservadora do que perder energia brigando no tapa.

Sai para o pedal e o vento estava pegando. Eu ia pela politécnica a uns 29, 30 km/h e voltava a 37, 38 km/h. No a favor dava para fazer alguma coisa, mas precisava fazer muita força no contra. As subidas do pedal dão uma quebrada. Na primeira volta eu fui mais conservador e na segunda eu quis arriscar um pouco mais, mas a última subida da química foi foda... mas suportei. Uma coisa que me deu ânimo foi ver um cara ser punido pegando meu vácuo. Percebi que tinha alguém em situação pior que a minha... rsrsrs.

Na corrida, fiz o que dava. Logo na saída, senti uma dor no tendão do pé direito. Pensei que este não é meu ano esportivo, mas não desanimei. Achei meu ritmo e fui. Era para terminar, né? Já estava lá mesmo...

Fiz em 3h00min04s. Fiquei satisfeito, pois o percurso foi bem duro, muito difícil. Comparo essa prova com o Internacional de Santos, quando estava bem treinado, apesar das férias, eu vinha em um mês de muito treino para entrar em forma. Desta vez, eu “fiz por fazer” e fiz um tempo aceitável. Gostei. Me motivou... fiz algo que não esperava, me superei. Sei que tenho potencial para baixar esse tempo e tem a próxima oportunidade é em agosto. Até lá, vou ter muito treino para baixar essa marca!

Voltei pra casa e falava só de bike, de corrida, de natação...

Nem me lembrei de colocar a gripe como possível desculpa, pois ela só pegou mesmo na corrida. Hoje estou gripadaço, mas fiz a prova. Agora é treinar e chumbar em Pirassununga. Está longe, mas existem milhões de provas nesse período para eu arrepiar!!!

Valeu Kim!

Abraços!

Daniel

Resposta do Kim

Grande Daniel!!!

Qualquer um no seu lugar não teria ido ou teria desistido, porque desistir é fácil, o difícil é ir lá e fazer a prova!!
Gostei da atitude!

Vc já mencionou o momento que não é dos melhores, mas vc foi lá e fez a prova dentro das condições que o teu corpo te permitia e isso que temos que fazer, afinal somos amadores. Sempre queremos melhorar nossos tempos, mas nem sempre é possível, e quando isso acontece temos que ter a humildade de fazer o que da pra fazer, sem inventar, e sem desistir, saber superar as adversidades, e foi o que vc fez!  Parabéns!! Que bom que serviu de motivação para as próximas, afinal temos muitas provas no ano pela frente, e muitos e muitos outros anos e provas!!!

Abs,

Kim Cordeiro

postado por Daniel Balsa, às 14:20

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