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14.11.2008


By: Duda


A música foi nosso cupido. Mais precisamente a "Canção para um grande amor" de Isabella Taviani. Gostávamos de assistí-la transformando o show em uma verdadeira peça teatral, ela não cantava apenas, ela mostrava o verdadeiro sentido da palavra interpretação, vivia a canção. Eu aproveitava sua voz serena, de tom baixo, pra me aproximar cada vez mais e me paralisar com aqueles olhos castanhos. Por diversas vezes, tentei decifrar o enigma que se escondia por trás daquele brilho. E tudo começou quando coloquei uma foto minha tocando violão no orkut, foi o que faltava para o começo dessa história:

- Olá! Você gosta de música?
- Ô! ( Achei que um simples "sim" ou "muito", não seria o bastante.)
- Pois é, Nietzsche estava certo quando disse que " Sem a música a vida seria um erro".
- Nietzsche acertou em muitos pontos. 

- Também gosto quando ele diz que: "Se Deus me quisesse de outra forma, Ele teria me feito de outra forma"

- Ué... Achei que essa fosse de Goethe.

-Que tal terminamos essa conversa pelo Messenger?

- Boa idéia!

Nos encontramos algumas vezes, e não dava outro assunto: MÚSICA! Falávamos de tudo que envolvesse música, da MPB dos anos 70 à Nova MPB, Tropicália, Jovem Guarda, Bossa, Clube da Esquina, sempre tivemos bom gosto, e se a música fosse boa, nós ouvíamos e depois discutíamos sobre a mesma. Fomos à shows, bares, festivais. Seguíamos alguns compositores com fidelidade, e onde estivesse Isabella, Ana, Bethânia, Vercilo, Marisa, Djavan, lá estávamos nós. Adorávamos as letras de Chico Buarque, contudo, não gostávamos da sua voz.
Sempre concordamos que o paulista, nasceu pra compor, não cantar. Nosso laço de amizade parecia crescer ao mesmo tempo em que surgiam novos cantores. O assunto nunca morria.
Tínhamos uma afinidade que ultrapassava a paixão musical. Gostávamos do que era bom, do que dava prazer. Coincidentemente sempre acabava em música.
O tempo passou, mais canções surgiram, as obrigações e relacionamentos distanciaram as conversas, os encontros, as críticas, opiniões. 
Dia desses o celular tocou,  a mesma voz baixa, calma, daquelas que se compreende sílaba por sílaba, parecia triste, inconsolada:

- Oi? Liguei o rádio e acabei de ouvir "Canção para um grande amor", lembrei de você.
- Ah foi? E se não tivesses escutado, jamais lembrarias?
- Não se engane! Essa música não sai da minha cabeça...

A mesma canção que legendava a foto com o violão naquele dia, agora se encarregava de nos reaproximar. 
Como se algo tivese faltando , como se quisesse nos lembrar que ainda havia assunto a ser discutido...

postado por Duda, às 11:57

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Comentários
postado por Mari
Dudinha,
Que romântico, amiga querida!!
Viajei juntinho!!
bjos e + beijos!!
(14/11/2008 17:19:36)
postado por
A música tem esse poder de fazer a gente viajar no tempo, pra pertinho de pessoas, lugares, sonhos... Um casal que não tem uma música não tem afinidade real.
Lindo.
(14/11/2008 22:18:34)
postado por Ana Ventura
Mari!!! obrigado pela visita no meu blog :)
sempre passo aqui tb para ler. Adoro! eu vou adicionar o "favoritos" acho que esqueçi de colocar...hehe estou tentando adicionar vc mas até agora não consegui...estranho. Vou tentar de novo :D
beijo grande!!
(16/11/2008 1:04:09)
postado por vivi
...Ai! Você em dona Duda.rsrs... Me fez ficar muito, mais muito mais pertinho daquela pessoa que tanto... penso quando ouço essa música... Lindo!!! Esse seu post. Flor vc está cada dia mais... mais... DEMAIS!!!Beijus.
(16/11/2008 9:05:29)
postado por Leni David
Adorei o post da Duda. Soltinho, sereno, terno, cheio de magia. E a música... ai ai, nem é bom falar! Me contento com um adjetivo: DIVINA!
Agora, Mari, quero agradecer a você pelo post dos comentários lá no "Acontece", que só vi hoje (passei uns dias com as filhotas em Salvador e, além disso, a plataforma da abril estava impraticável). Fiquei emocionada com a sua intervenção em meu favor. Confesso que é muito bom a gente se sentir gostada e, sobretudo, reconhecida. Obrigada, amiga, você é DEZ!
(17/11/2008 17:24:03)
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