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27.04.2009
É com tristeza que comunico que as atividades deste blog serão encerradas.
Não quero me prolongar na despedida, afinal, elas nunca são alegres.
Aqui vivi momentos felizes, conheci pessoas extraordinárias, tive emoções fortes. Através deste blog ganhei várias amigas queridas, uma irmã de fé para toda a vida e fui muito acarinhada por todas as leitoras. Aqui vi nascer amores, amizades, paixões. Perdemos uma grande companheira, que após sua partida, não me furto em dizer, que a Lesbosfera perdeu parte de sua graça. À Sandrinha este blog é permanentemente dedicado.
Os momentos ruins foram tão poucos que tornaram-se irrisórios.
Tive leitores chatos e homofóbicos sim, mas que aqui não se estabeleceram.
Acho que a grande diferença do Queer Girls é que ele sempre
foi feito com muito amor e pouca pretensão.
Nunca quis seguidoras, implantar idéias ou
tornar isto um espelho da vaidade humana. Muito pelo contrário!
Sempre fui sincera, humilde e generosa com quem aqui estava.
Fui democrática, amiga e acolhedora.
Não fui nada além do que eu mesma.
Sou uma pessoa do bem e acho que esta foi a grande diferença do QG:
é um blog totalmente do bem!
Um ponto de encontro de mulheres lésbicas (e não-lésbicas).
Nunca discriminei aqui quem passou.
O Queer Girls foi feito como casa de mineiro:
"puxa uma cadeira, senta aí, vamos tomar um café e trocar uma prosa".
Porém, as coisas mudam na vida. E como mudam.
Para o nosso crescimento, eu acredito.
Mesmo os momentos dolorosos existem para nos ensinar.
Não para nos tornar amargas, prepotentes, duras e arrogantes.
Mas, para abaixarmos a cabeça, prestar atenção em nossos erros e acertos,
respirar fundo e ir adiante.
Eu sou uma "pollyanna" nata e vejo na crise oportunidade.
Mas, não é por viver um momento assim que o blog está se encerrando.
O blog fecha as suas portas por total falta de tempo. Segurei o quanto pude.
Fiz das tripas coração para estar ali, aqui e acolá.
Porém, quando a corda estica muito, ela tende a arrebentar.
Como amo esse espaço e a todas aqui, não quero que o Queer Girls chegue a esse ponto.

Eu não sumirei, nem desaparecerei.
O email continua funcionando para todas: queergirls.br@gmail.com

O Lesbosfera continua vivo na mão da Duda.
E quem sabe, eu não apareço por lá de vez em quando??

O importante é saber que tudo na vida é transitório.
A vida não nos dá a tão almejada segurança.
A segurança está dentro de cada uma de nós.
É sabio quem estrutura sua segurança interna e
caminha com ela pelos movimentos da vida.
Sendo assim, nada é tão definitivo.
Nada precisa ser tão taxativo ou apalavrado.
Pode ser que eu tenha um tempinho e
coloque o blog para funcionar com todo o gás, uma certa hora.
Sem promessas.

Sinto saudades de todas.

E como não poderia terminar este texto de forma diferente,
meu MUITO OBRIGADA!!!

É só isso que consigo falar.
Sempre, de coração, OBRIGADA!!

Pela troca, pelas amizades, pelo carinho e afeto, pelos risos, pelos toques, pelos elogios.

Este blog começou tímido e pequeno.
Vocês, as verdadeiras autoras deste espaço, é que foram ampliando a casa.

Mais uma vez, OBRIGADA!!

Com todo o meu amor,

Mari

postado por Mari, às 16:46

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23.04.2009
Aos queridos amigos....

Sei que estou em falta. Afastada. Mas, a vida nos leva para bailar em outras festas.
Não me esqueço de vocês!
Saudades!!


postado por Mari, às 19:44

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08.02.2009

Eu gosto de maquiagem. Confesso que não tenho o menor saco para usar maquiagem no dia a dia. Mas, em festinhas, eventos e tal, eu gosto! Até porque, a moça aqui, a beira dos 37 (no dia 11 de abril - anota na agenda!) já precisa dar uma cuidada básica no visual.

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É claro que usar maquiagem no verão carioca é um suplício. Contudo, os produtos se desenvolveram e hoje a gente pode encontrar qualquer coisa que resista aos 40 graus, a chuva, lágrimas, poluição, amassos, beijos na boca, etc.

Outro dia, precisei fazer um make up. Percebi que minha necessaire anda carente de produtos. Ontem, de brincadeira, entrei numa dessas lojas de maquiagem para todos os bolsos e saí uma Amy Winehouse.

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Pois bem, sou adepta do Black Eyerliner. Totalmente.

Como sou muito branca, de olhos grandes, cílios enormes e cabelos pretos, fico muito bem de Black Eyerliner. Para quem não sabe, black eyerliner é o uso de olhos pretos, com lápis, delineador, sombra esfumaçada no mesmo tom.

Algo assim:

(mas não tão exagerado, né?)

De noite, como manda o figurino retirei a maquiagem com demaquilantes. Da Nívea e da Neutrogena.

Aprendi, desde cedo, que dormir de maquiagem, nunca! Mesmo que chegue no bagaço, de madrugada, retiro a make up e tomo banho.

Outra coisa que sei é que produtos caros nem sempre são os melhores para a minha pele. Lancôme, Mac, Shiseido são marcas ótimas, porém, não acessíveis ao meu bolso. Adoro também a Biotherm e seus produtos refrescantes para o corpo. Como a grana anda curta e o mundo em crise, assumo que compro produtos de todas as marcas. Até desta aqui, que tem um rímel incolor de ótima fixação e sem cheiro.

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Hoje, acordei um urso panda. Com manchas avermelhadas em torno dos olhos. Achei que tivesse sido a maquiagem. Resolvi investigar e vi que o demaquilante para os olhos da Nívea está com a validade vencida. Mergulhei no Google e li a respeito dos perigos de usar cosméticos fora do prazo de validade. Compartilho com vocês os links ( Revista Saúde / Julia Petit / O Globo ). A questão não é tão banal assim e pode trazer sérias consequências. Portanto, antes de usar qualquer coisa no rosto, não custa conferir a validade. Caso não tenha nenhum produto para tirar a maquiagem, nada melhor que água e sabão neutro.

Aprendi a lição!

Photobucket

postado por Mari, às 16:37

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12.01.2009
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Sem planejamento algum, resolvi que transformaria o mês de Janeiro, apesas das férias, em um mês de trabalho.

Empurrando questões, resolvi tirar o mês para colocar a vida em dia. Sabe aquelas coisinhas importantes que vamos adiando um dia após o outro? Resolvi que começaria o ano ajustando a vida. O mês de férias virou um período exaustivo em que estou renovando a carteira de motorista, tirando segunda via da identidade e visitando todas as categorias médicas. Desde a dermatologista até o endocrinologista, passando pela ginecologista, o clínico geral e oftalmologista. Sem falar na finalização do tratamento dentário.

Para piorar, tudo isso sendo feito no calor nababesco e irritante do verão carioca. Não é novidade que odeio calor!!

Mas, Mari, nem um mergulhinho na praia? Não!

O tratamento de pele não permite. Isso é resultado dos 36 anos e do cuidado exigido para quem já tem mais sardas do que pele!

São sacrifícios que fazemos pela nossa saúde.

Por isso tudo, o blog anda em meia marcha e assim vai continuar. Estou tão fincada no concreto que não me sobra vontade para pensar. Quando paro, quero ler, ir ao cinema, esvaziar a cabeça nem que seja vendo os últimos capítulos da novela. Nada de computador, escritas e informação.

Acho que mesmo de férias, estou precisando de férias!!

Por isso, desculpe a lentidão nas postagens. Mas, a blogueira precisa se cuidar para blogar sempre!

Um beijo!


Photobucket

postado por Mari, às 14:25

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09.01.2009
   Por: Duda  


  É como reza o velho ditado popular: Quem é vivo, sempre aparece. Mas não some voluntariamente. Depois dessa     loucura que é o final de ano, da correria no trabalho e do descanso merecido depois da marotona pra comprar os presentes da família, eis que a nossa máquina musical ressurge repleta de saudade. 
E pra que serve a saudade senão pra nos certificar de que não podemos nos distanciar do que ou de quem gostamos? É certo que ela aproxima, revive, relembra, porém pior que a saudade do que passou é a saudade do que nunca foi, do que ainda não aconteceu. Não se trata somente da falta do que poderia ter sido ou do anseio do que ainda pode ser. A saudade sempre surge completa, nunca pela metade.
 Há também o imenso desejo de quem está perto e ao mesmo tempo longe. Ela nos sufoca, nos direciona à um mundo  de recordações e esperanças.

 E como não falar do nosso assunto favorito? Existe algo que consiga revestir  a saudade mais do que a música?

  Quem nunca pensou em alguém ou relembrou algum momento depois de ouvir aquela canção? Dizem que a saudade se camufla em muitas melodias mas a verdade é que ela está explícita em cada nota ouvida. Navegando nas ondas musicais, muitas vezes pensamos em afugentar a dor da saudade,  tentativa sem sucesso. Percebemos que nem sempre a saudade fica só na falta, na ausência. Por isso existe aquele sorriso no canto da boca ao revivermos a alegria de uma viagem, a festa com os amigos, a canção predileta que tocou no rádio inesperadamente. 
Sentir saudade pode ser bom, nessa hora podemos lembrar que não nos recusamos a viver aquele momento, nos faz sentir novamente  o prazer que a memória nos permite revivificar.

A saudade cruel nos arranca lágrimas, nos faz ver o vazio antes preenchido pelo ente que partiu, ao mesmo tempo, nos conforta quando a mente traz os abraços,as alegrias, as experiências, os bons momentos vividos ao lado desta mesma pessoa.
O melhor de tudo é saber que também existe a saudade que podemos matar, daquelas em que nos afastamos mas que nunca sai de dentro de nós. Daquilo que nasceu pra estar sempre conosco, do que realmente não queremos nos livrar. Foi essa mesma saudade que me fez voltar aqui, no lugar onde as palavras intepretam os sentimentos, no espaço onde a saudade soa como música aos meus ouvidos. 

Enfim, sabemos que a saudade não é vilã, nem a mocinha, mas é sem dúvida, a grande protagonista.

postado por Duda, às 01:27

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"Como mulher eu não possuo país. Como mulher, meu país é o mundo todo."[Virginia Woolf]

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