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27.07.2009

Semana passada eu resolvi que já era hora de tentar mais uma vez fazer alguma coisa pela minha saúde física. Resolvi minha saúde mental trocando de emprego, mas o corpinho continuava sofrendo com meus poderes paranormais, que fazem com que eu consiga dialogar diariamente com os alimentos. De preferência os gordurosos, calóricos, proibidos para pessoas com um mínimo de consciência... Nunca entendi direito como alguém consegue resistir a um pastel, uma batata frita, um mousse de chocolate... enfim! Mas isso agora é passado.

Fui no site do vigilantes do peso. Resolvi que não ia gastar uma fortuna novamente em médicos para pegar receitas de medicamentos para emagrecer. Quero fazer dessa vez da forma tradicional: fechando a boca e aprendendo a comer. "Onde fica a reunião mais próxima? Que legal, pertinho do trabalho! " Anotei o endereço e fui lá.

Surpresa!!! O endereço era de um restaurante. Não é legal? Pegadinha pra gordinho. Não tive coragem de perguntar dentro do restaurante onde era a reunião do vigilantes do peso. Estava certa que o site estava com o endereço errado. Voltei pra casa com uma vontade enorme de comer um Big Mac.

No dia seguinte liguei para a central deles e descobri que o encontro semanal era lá mesmo. No segundo andar do restaurante, fechado para o público no horário da reunião, acontece o grande evento semanal. "Ok. Semana que vem eu vou lá". Imaginei ser meio bizarro sair da reunião e passar pelo meio de mesas com gente comendo tudo aquilo que você acabou de ouvir que está "proibido" para você. Mas a atendente me garantiu que não tinha problema algum e eu iria achar normal.

Foi hoje. Fui. A primeira sensação foi ficar super deprê. "Como eu cheguei até aqui? Porque diabos eu como tanto?" Depois veio a palestra e tive a sensação estranha de ter encontrado a pessoa mais irritantemente animada da face da terra palestrando. Uma ex-gordinha, como todas as orientadoras do vigilantes. Depois fiquei pasma vendo a quantidade de mulheres gordas ao meu redor, e imaginando em que estágio deprimente eu estou dentro daquele grupo. Por último eu resolvi deixar de ser metida e cair de cabeça nessa coisa de somar pontos e anotar tudo o que como para ver no que vai dar.  Mas o pior foi subir na balança mesmo... Ai... o caminho vai ser longo.

Depois conto como estou indo... :-)
   

postado por Red, às 23:50

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15.06.2009


Depois de uma longa pausa, de férias de mim mesma e dos meus pensamentos exagerados sobre tudo, finalmente encontrei uma saída. Encontrei força para mudar, me reinventar, recomeçar. Pedi demissão de um emprego onde já me encaminhava para comemorar (ou chorar) quase uma década de trabalho, para recomeçar em algo totalmente novo, uma empresa menor, um trabalho muito melhor! Finalmente cansei de ficar só reclamando e filosofando. Como é bom agir. Como é bom tomar a rédea do próprio destino e arriscar.

Não foi tão complicado quanto imaginei que fosse, mesmo não encontrando muito apoio dentre as pessoas mais próximas. Eu que sempre gostei de conversar com meus pais, com meu marido e amigos íntimos sobre decisões importantes, percebi que nesse exato momento ninguém sabia bem o que dizer. Mesmo quem te conhece a fundo não quer se comprometer e dizer "Vai lá! Arrisca! Muda logo! Pede demissão desse emprego em uma empresa enorme e conhecida para trabalhar nessa outra pequena que eu nunca ouvi falar! " :-) Compreensível... só eu poderia mesmo avaliar o risco de ficar doente por estar parada no tempo contra o risco de me atirar contra o novo. Mas eu não poderia mais esperar. Quando o convite formal veio eu não tinha outra resposta para dar a não ser um belo e sonoro sim. Sim, quero mudar! Sim, quero voltar a ter qualidade de vida! Sim, sim, sim.

Mas a adrenalina foi alta e uma semana depois de sair eu peguei uma gripe linda, proporcional a todos os anos de insatisfação e inquietação acumulados. E ainda não estou 100% recuperada, quase 1 mês e meio depois. Mas estou feliz! Muito feliz, aliviada, cheia de energia como não ficava a muito tempo. Estou adorando as pessoas, os desafios, o respeito e principalmente a confiança depositada em mim por aqui.

Estou orgulhosa de mim mesma!  Já estava me sentindo um Dilbert de saias. Continuo fã dele, mas agora sou mais fã de mim...

postado por Red, às 19:20

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19.02.2009

 

Segundo o Wikipédia, "Paciência é uma virtude de manter um controle emocional equilibrado, sem perder a calma, ao longo do tempo. Consiste basicamente de tolerância a erros ou fatos indesejados. É a capacidade de suportar incômodos e dificuldades de toda ordem, de qualquer hora ou em qualquer lugar. É a capacidade de persistir em uma atividade difícil, tendo ação tranqüila e acreditando que você irá conseguir o que quer, de ser perseverante, de esperar o momento certo para certas atitudes, de aguardar em paz a compreensão que ainda não se tenha obtido , capacidade de ouvir alguém, com calma, com atenção, sem ter pressa, capacidade de se libertar da ansiedade. A tolerância e a paciência são fontes de apoio seguro nos quais podemos confiar. Ser paciente é ser educado, ser humanizado e saber agir com calma e com tolerância. A paciência também é uma caridade quando praticada nos relacionamentos interpessoais." Não é bonito? Mas com toda sinceridade que somente o anonimato da Internet me permite ter, ultimamente eu tenho uma vontade enorme de deixar essa virtude tão linda de lado e mandar todo mundo para o inferno. Passagem de ida, sem volta! 

Já me dei todas as desculpas possíveis, tentando explicar porque a minha tolerância anda tão baixa: TPM, noites mal dormidas, excesso de rotina...  Infelizmente estou chegando à conclusão que o mundo anda mesmo é muito lotado de gente sem noção. Sem noção do que é ter respeito pelo outro, sem noção de como é ruim não ser ouvido de verdade, sem noção do poder que as palavras possuem. Sempre fui uma pessoa de paciência infinita com tudo e com todos. Mas no mundo de hoje ser paciente não é virtude. É burrice. Todo mundo fala o que quer da forma que entende que deve, e pouco se importa se do outro lado alguém vai se sentir o ser humano mais imbecil da face da terra. Os grossos e arrogantes ficam aliviados. Os virtuosos lotam os consultórios médicos.  

Nesse mundo muito louco, onde o egoísmo é a característica mais comum entre as pessoas, a criatura paciente é quase um acessório esportivo. Um saco de areia para pancadas. É muita sorte os planos de saúde não conseguirem ainda identificar essa característica em seus clientes. As mensalidades iriam custar bem mais para esses.  

Não quero me transformar naquilo que não admiro. Jamais conseguiria ofender ou agredir verbalmente alguém sem me sentir um lixo completo. Penso muito no exemplo que quero dar aos meus filhos. Mas enquanto o Wikipédia não me ensina a fórmula para me libertar da ansiedade e ainda assim ser um ser paciente, preciso aprender a de vez em quando mandar um ou outro a merda mesmo.  

E para não dizerem que perdi toda poesia na vida, deixo esse "post desabafo" com uma letra do Lenine. Um dia ainda aprendo a transformar todo esse adubo em arte! 


Paciência
Composição: Lenine e Dudu Falcão
 
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

 
Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...
 

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...

A vida não pára!...
A vida é tão rara!...

postado por Red, às 15:37

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23.01.2009

Em tempos de fotografias digitais e memórias descartáveis, aconselhar alguém a guardar negativos parece um conselho da idade da pedra, não? Mas uma americana, aspirante a fotógrafa na década de 80, chamada Lisa Jack, guardou os seus. E recentemente mostrou ao mundo o que seria um leve esboço do que foi o atual homem mais poderoso do mundo quando tinha apenas 20 aninhos. Achou que a foto acima era de algum Jackson Five? Não queridos. O rapaz da foto é Barack Obama.

A matéria saiu em dezembro na revista Time e, ao invés de levantar polêmica, só aumentou o seu carisma. O presidente da maior potência mundial é POP. É charmoso também. Já era aos 20 anos e conseguiu se manter assim até hoje. Mesmo quem não curte política como eu não consegue ficar imune ao cara. E sua esposa, Michelle, não fica atrás. Como todo homem inteligente deve fazer, soube casar com alguém a altura dos seus planos.

Fábio Santos, na sua coluna do jornal Destak Rio, escreveu ontem uma frase que eu achei sensacional: "Há muito tempo não se via um casal presidencial que deixa transparecer que faz sexo um com o outro." É a mais pura verdade. As fotos dos dois dançando na cerimônia de posse parece cena de filme. A última vez que vi algo parecido foi em "Meu Querido Presidente" com Michael Douglas e Annette Bening. Ele olha para ela como se fosse a mulher mais linda do mundo. Mesmo pisando na calda do vestido diversas vezes durante a dança, o charme do casal é inegável. 


 

Eu confesso que apostei que na hora H, no cafofo secreto, de cara com a urna, o povo americano iria colocar para fora o seu racismo e votar no McCain. Achei que só veria presidente negro nos EUA em reprise dos episódios de 24 horas. Mas felizmente errei. Não tenho idéia se ele será realmente tudo o que esperam que ele seja e não me arrisco a fazer previsões sobre o futuro do mundo a partir de agora. Espero sinceramente que o povo americano tenha um pouco mais de maturidade para encarar a realidade do seu governo que o povo brasileiro teve ao eleger o Lula. Não existe milagre.

Com ou sem charme, Obama vai enfrentar uma pauleira daqui pra frente. Se conseguiu manter dentro de si parte do espírito rebelde que as fotos da Lisa mostram, o futuro do mundo pode não estar garantido, mas certamente ganhou um pouco mais de "soul".

     

postado por Red, às 13:24

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04.01.2009


Eu adoro Barbies. Não consigo explicar a minha fascinação por essa boneca, que aliás já é uma senhora de 50 anos. Quem me conhece não acredita muito, acha que não combina comigo. E segundo minha mãe, quando criança nem era mesmo tão ligada assim. Mas em algum momento da minha vida ela começou a fazer todo sentido. Barbie é mais que uma boneca. É um estilo de vida! Ela é poderosa, independente, bonita, sem limites. Tem tudo e mais um pouco. Pode ser bailarina, astronauta, socialite, atriz, cantora e até dona de casa, mas nunca perde a elegância e o estilo. Está sempre linda e pronta com um sorriso nos lábios e um olhar sedutor. Quem não gostaria de ser assim?

Eu não guardei nenhuma das minhas barbies de criança para a minha filha. Não me arrependo. Acho que brinquedos são para serem usados. Ela não daria tanto valor assim em brincar com uma boneca velha só porque foi minha. Não costumava guardar meus brinquedos nas caixas originais e adorava lavar os cabelos delas, o que naquela época significava condená-las a um penteado "bombril" para o resto da vida. Além disso, as Barbies de hoje são maravilhosas. Fico mais tentada do que a minha filha quando entro em uma loja de brinquedos. Quando encontro aquelas de colecionador então, fico louca! Pena que são muito muito caras. Tenho apenas uma, que ganhei de presente do meu marido. Ele é louco por brinquedos também e acho que foi o único até hoje que conseguiu entender isso em mim. Ele tem coleções de bonecos e brinquedos relacionados ao filme Guerra nas Estrelas. Nosso escritório está todo decorado com brinquedinhos proibidos para crianças!

A minha "coleção", literalmente única, de UMA boneca, possui a maravilhosa vintage "Happy go Lightly" (foto abaixo). Essa, por motivos óbvios, está na caixa e não pretende sair de lá até que as pequenas mãozinhas cheias de chocolate e gorduras que habitam esse lar possam entender que certos brinquedos devem ser tratados com um pouco mais de respeito. Ela é séria, rostinho modelo 1959, com cabelos vermelhos - é claro!!
                                                            
                                        

Eu já passei pela fase de me preocupar se essas bonecas iriam influenciar negativamente a minha filha, colocando na mente dela um modelo irreal de beleza e magreza. Existem vários artigos sobre o assunto, sites, blogs e todo tipo de manifestos irados, tentando convencer pais que brincar com elas levará suas filhas a uma adolescencia anoréxica, fútil e perturbada. Enquanto feministas e trombeteiros do apocalipse gritam por aí, a Mattel continua se reinventando e calando a boca de todo mundo. Barbie não é mais apenas uma socialite rica e desocupada. Ela tem profissão! Qual você quer? Médica, Veterinária, Professora? Com peitos grandes ou pequenos? Loira, Morena, Negra, Asiática? Quer comprar uma baratinha de R$17,00 ou uma colecionável de muitos mil reais? Barbie é o que você quer, pode ou deveria poder ser. Ela e todas as amigas, sobrinhas e amigos em torno dela. Kellys e Kens são sempre muito bem vindos para surfar, tomar um café, viver uma aventura em um castelo medieval ou simplesmente não fazer nada. Não é incrível? Sinceramente, agora que sou mãe vejo que as crianças são muito mais espertas e inteligentes do que se imagina. Elas sabem separar perfeitamente o que é fantasia e brincadeira da realidade. Se a Barbie é um modelo errado de boneca, qual seria a certa? Uma que mostrasse uma mulher feia, cansada, cheia de estrias e barriguda? Ou então uma "Corporate bitch" vestindo um tediante tailleur bege? Não, muito obrigada. Deixa ela brincar de ser diva enquanto pode! Se não me traumatizou, não deve ser tão fatal assim. 

 
Antes de surgir a Barbie no Brasil, a Susi reinava entre as meninas. Tinha roupinhas, acessórios, etc... Mas não tinha nenhum glamour. Era uma boneca simples, e, porque não dizer, absolutamente sem graça! Até hoje eu não entendo porque a Estrela insiste em fazer a Susi com aquela carinha séria, quase triste. Alguém tem alguma Susi sorrindo? Ela parece estar sempre meio entediada. A Estrela recentemente relançou a boneca. Quando soube da notícia fiquei super feliz. Mas quando vi que ela continuava tristinha, sem glamour, desanimei. Cheguei a comprar uma para a minha filha, mas ela não se encantou nem um pouco. Achou feia... fazer o que? Acho que a Estrela deveria chamar algumas crianças para opinar sobre os brinquedos antes de gastar tanto dinheiro em marketing para não mudar nada!

Barbie x Susi - Anos 80        
Foto acima do Almanaque dos anos 80, mostrando a Barbie e a Susi naquela década. Ao lado a Susi de hoje, "remodelada"!

Enfim, tudo isso para dizer que nesse natal eu queria ter ganho uma Barbie e não ganhei! sniff sniff... Vou ter que me contentar em brincar com as que a minha filha ganhou. A maioria delas tem asas, o que já não é lá grande coisa para mim. Prefiro as Divas, maravilhosas, totalmente não politicamente corretas! Barbie Cher, Barbie Versace! Fazer o que? Sonho é sonho...
;-)

postado por Red, às 00:53

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21.12.2008


Recebi o convite do César do Natureza em Foco! Muito bom poder refletir, fazer planos, colocar no papel o que a gente mais quer num futuro próximo. Aqui, colocar no Blog!

As regrinhas desse são:

-Listas as 5 coisas que você mais quer em 2009. Podem ser coisas materiais, espirituais, podem ser coisas para você ou para o mundo. 
 
-Convidar 5 amigos para participar. Não esqueça de colocar essa imagem no seu post, assim como o link de quem te chamou para a brincadeira.

A minha listinha simples é a seguinte:

1) Em primeiro lugar, é claro, estão meus filhotes lindos. Quero saúde, MUITA SAÚDE, para eles. Com eles bem, eu já estou 90% no paraíso.

2) Posso repetir? Novamente, quero saúde, MUITA SAÚDE, para mim, meu marido, meus pais, minha irmã, sobrinha, enfim, toda família. Cara, não consigo imaginar presente melhor do que estar bem de saúde. Desculpem a falta de criatividade, mas desejo é desejo e não se discute! :-)

3) Coragem para mudar. Quem acompanha esse blog sabe do que estou falando. Esse processo já começou em 2008 mas ainda tem um longo caminho pela frente. Espero uma grande virada no ano que vem. Quem sabe?

4) Aprender a lidar com dinheiro. Eu NECESSITO tomar vergonha na cara e aprender a economizar. Quero aprender a controlar o meu dinheiro e não o meu dinheiro me controlar. Chega de cheque especial no ano que vem.

5) Escrever o roteiro do filme encomendado pela Mônica. Maiores detalhes, não posso dar. É um projeto maravilhoso que a louca me convidou para fazer e eu, é claro, estou louca para começar. Vou me organizar e vai sair em 2009. Quando tiver maiores detalhes, é claro, todos vocês saberão.


Ai ai... tantas outras coisas que eu quero fazer... mas são só 5. Fico por aqui por enquanto.

Meus convidados são:

Rafael do "Saudades de Mim" - http://www.saudades-de-mim.blogspot.com - (PS: EU CONVIDEI VOCÊ PARA DUAS BRINCADEIRAS. NO POST ANTERIOR TEM OUTRA)
Débora Dezerto do "Mais Terrestre dos Pedestres" - http://dezertocomz.blogspot.com/ - (PS: EU CONVIDEI VOCÊ PARA DUAS BRINCADEIRAS TAMBÉM. NO POST ANTERIOR TEM A OUTRA)
Jonas do Fonografia - http://blogs.abril.com.br/fonografia
Vanessa do Pérolas de Mulher - http://blogs.abril.com.br/perolasdemulher
João do Caláu, Fenomenal e João Putnik - http://blogs.abril.com.br/calaufenomenal

BJKS!

postado por Red, às 16:39

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21.12.2008

Recebi o convite para participar da brincadeira da Mari do Queer! Super obrigada, lindinha! Achei o maior barato.

A tarefa foi a seguinte:

1. Agarrar o livro mais próximo.

2. Abrir na página 161.

3. Procurar a 5ª frase completa.

4. Colocar a frase no blog.

5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro!!! Utilizar mesmo o livro que estiver mais próximo.

6. Passar a 5 pessoas.

Bem, quando li a mensagem da Mari estava no trabalho. Foi injusto me fazer pegar o mais próximo porque seria algo detestável, técnico ou, no mínimo, alguma coisa que eu não estaria lendo. Se eu estivesse no banheiro da minha casa, uma bula de remédios seria mais interessante. Não rolou! Quando cheguei em casa peguei o livro que estou degustando a algum tempo, em pequenas doses, juntamente com outras coisas que teimo em ler em paralelo para não terminar nenhuma!!! Tem sido assim nos últimos anos, principalmente depois que tive minha primeira filha. Leio muitos livros infantis com ela ultimamente e adoraria colocar uma frase do livro "A menina das estrelas"  do Ziraldo na brincadeira. Só tem um problema. O livro tem 96 páginas e não 161. :-)

O meu livro de cabeceira, com foto para mostrar o local predileto dele, é um livro da Martha Medeiros chamado Non-Stop. Juro que é pura coincidência ser justo um livro dela, de quem sou ultra mega fã. Para quem não viu o meu primeiro post nesse blog da Abril, o Procurando Orgasmos surgiu a partir de uma crônica dela.  O Non-Stop reune textos que ela escreveu entre 1999 e 2001. Essas crônicas do cotidiano relidas quase 8 anos depois dão um charme extra a coisa.

Então vamos lá:

1. Agarrar o livro mais próximo.

Foi o mais próximo do meu local preferido: minha cama. O livro repousa sobre a minha mesinha de cabeceira, e, entre uma mamadeira e outra, leio uma crônica antes de dormir.

2. Abrir na página 161.

E lá se encontra a crônica entitulada "Uma Odisséia na estrada". Não vou dar detalhes sobre o assunto para dar vontade de irem comprar e ler. Mas, segundo o editor "o texto “Uma odisséia na estrada” aborda o livro Os autonautas da cosmopista, que Julio Cortazar e sua esposa publicaram após uma curiosa viagem de Kombi entre Paris e Marselha na qual a escritora conclama seus leitores a trilharem eles também sua própria odisséia."

3. Procurar a 5ª frase completa.

"O Objetivo era justamente não chegar, e sim permanecer na estrada." - sugestivo, não?

4. Colocar a frase no blog.

Tá aí! Para melhorar, coloco foto dele.



5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro!!! Utilizar mesmo o livro que estiver mais próximo.

Já expliquei o que aconteceu. Tô perdoada?

6. Passar a 5 pessoas.

Escolhi gente de fora dos blogs da abril também, pode? :-) Como não tinha nada na regra, agora já foi! São os seguintes:

Rafael do "Saudades de Mim" - http://www.saudades-de-mim.blogspot.com
Débora Dezerto do "Mais Terrestre dos Pedestres" - http://dezertocomz.blogspot.com/
César Andrade do "A Natureza em foco" - http://blogs.abril.com.br/clickando
Maitri do "Viajando na Maionese" - http://blogs.abril.com.br/viajandonamaionese
Felipe do "Blog do Felipe" - http://blogs.abril.com.br/blogdofelipe

UFA! Saiu.... Agora só falta fazer o post com os meus desejos de 2009, a convite do César! :-)

BJKS!



postado por Red, às 15:00

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12.12.2008

Vi essa frase engraçadinha escrito na lataria de uma kombi do Hortifruti. Giz branco sobre uma berinjela roxa. Não sei se o motorista estava ciente ou não da fofoca. Normalmente os homens são um tanto sensíveis a esse tipo de assunto e acredito que, se soubesse, teria apagado.

São muitos os nomes para aquele que perde a exclusividade do ser amado: Corno, Chifrudo, Traído, Enganado... Tenho certeza de que para cada estado do país deva ter uma lista enorme de apelidos carinhosos. Quem souber nomes diferentes, pode contribuir nos comentários. Mas o que sempre me impressiona é a forma como homens e mulheres reagem ao fato. Homens traídos são babacas, incompetentes que provavelmente não fizeram o dever de casa direito. Mulheres traídas são vítimas, coitadinhas que investiram tudo em um relacionamento com um homem perverso, cruel. Deve ser por isso que as mulheres são muito mais inclinadas a perdoar uma traição do que os homens. Para elas é um ato nobre, de superação da dor, de apoio a família. Para um homem, aceitar uma traição é quase que uma condenação eterna. Motivo de piadas até a morte pelos amigos. Corno manso. A pressão é enorme.

Me dá um baita nervoso esse comportamento feminino com relação a traição dos homens. Por mais que digam que um relacionamento não acaba com uma traição, apenas com o fim do amor, não dá para me ver dormindo com alguém em quem não confio. Até hoje só consegui me envolver em relacionamentos monogâmicos. Três é definitivamente demais pra mim. E posso falar tranquila sobre isso porque já fui traída. Ou corna, como preferir chamar. Nem o meu amor enorme pela minha filha linda fez com que eu conseguisse superar aquilo. Não desce. Acho que foi o único evento na minha vida que me fez perder o apetite de verdade. E olha que uma gordinha como eu não consegue um efeito colateral como esse muito fácil. Resolvi encarar, ver como era a vida sozinha. Foi foda, mas sobrevivi. Tenho uma amiga que disse que teve que ir para a análise por minha causa. Ela estava morrendo de raiva do meu ex-marido e todas as vezes que eu falava sobre o assunto fazendo alguma piada ela queria me matar. Eu posso até ser corna, mas mal humorada JAMAIS!

Não me perguntem como, mas naquele momento eu sabia que tudo ia passar e se resolver. Iria doer, mas um dia ia passar. Morri de medo sem saber o que seria criar um bebê sozinha, mas estava decidida a defender os direitos dela de ter um pai. Não um pai-figurante de marido. Somente um pai. E acho que me saí bem nessa. O relacionamento marido mulher acabou, mas ele sempre foi um pai presente e carinhoso na vida da minha filha. Somos amigos hoje, sem falsidades. Jamais me arrependi da minha decisão.

Quando comecei a namorar o meu atual marido que a ficha caiu. Eu também tive culpa no fim daquele relacionamento anterior. Tínhamos planos diversos juntos, éramos quase que uma empresa em fase de planejamento. Mas não tinha mais paixão. O tesão passava longe. Não tinha a menor consciência disso até me apaixonar novamente. O medo tomou conta por um tempo, medo de me machucar, de cair de cabeça e ser traída de novo. Mas certas coisas a gente não controla. E quando pinta a paixão tudo se resolve.

Não entendam com isso que coloco a mão no fogo por alguém nesse casamento atual, porque não coloco mesmo. As tentações estão por aí para qualquer um. Não sou a mulher maravilha. No fundo, no fundo, com a sinceridade de quem já passou bastante da idade de idealizar o homem e o casamento ideal, espero desse relacionamento coisas bem simples. Peço perdão pela sinceridade, mas a listinha bem básica é a seguinte:

1)Sexo. Esse é indispensável em um casamento. O mundo pode cair, mas o interesse mútuo e outras cositas más jamais!

2)Diálogo. Diálogo aberto sobre tudo, sempre. Sonhos, desejos, planos, fantasias, qualquer coisa! Se houver censura em um relacionamento ele sufoca e acaba.

3)Respeito. Isso inclui não fazer piadinhas sem graça comigo, me usar para se exibir para os amigos, falar mal de mim pelas costas. Tenho horror a homens que fazem pouco caso das mulheres quando não estão juntos.

4)Apoio. Quando eu estiver por baixo, quero alguém que me ajude a levantar. Quando ele estiver por baixo, quero que deixe que eu o ajude também. Braços dados.

5)Carinho. E aí vale tanto o físico quanto o emocional. Casais devem se tocar, andar de mãos dadas, se beijar mesmo fora da cama. Devem namorar. O carinho emocional é lembrar dos sentimentos do outro antes de falar algo que possa magoar. Elogiar sempre. Prestar atenção nos detalhes.

Com tudo isso, acho que reduz bastante as chances de alguém aparecer para estragar a festa. Mas como nada é garantido nessa vida, e quem morre de véspera é peru, já não perco mais meu tempo pensando nessas coisas. Só quando uma kombi decorada do Horifruti aparece do meu lado.

postado por Red, às 22:00

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29.11.2008

Quer aplicar na bolsa?



A foto acima é de um amigo meu que, ironicamente, vive a algum tempo de aplicar o próprio dinheiro na bolsa. O touro fica de plantão em pleno Wall Street, coração de NY, para que turistas como ele possam rir da própria tragédia financeira.

Todo mundo precisa de dinheiro. Infelizmente não dá para pagar o condomínio com um sorriso, a luz e o gás com um tapinha nas costas e aperto de mão. O mundo é globalizado e É capitalista. Não tem mais nenhuma grande potência com um sistema diferente para equilibrar o jogo. Você pode fugir? Pode. Devem ter várias comunidades isoladas nesse mundo que plantam a própria comida, fazem suas roupas, criam as próprias regras... Mas quem tá a fim de ir? Eu não estou.

Fiquei um tempão rindo da foto. Achei super simbólica. Como a gente cria um monte de compromissos mensais para se amarrar e ficar escravo do dinheiro!! Uma bela parte deles não é importante de verdade. Mas identificar quais as que podemos nos livrar é difícil. Tentamos agarrar o touro. A sensação é a representada pelo meu amigo na foto. Enfiamos a cabeça no rabo do bicho. Você não vê mais nada, fica literalmente na merda, não para a máquina e corre o pior dos riscos: perder o humor. Aí é o fim. Para tudo!

Estou organizando a minha cabeça nesse final de ano para começar a simplificar a minha vida. Quero menos! Menos contas, menos aborrecimentos, menos juros, menos cheque especial, menos rugas de preocupação... De mais em 2009 só criatividade, amigos, amor, paz e muito, mas muito HUMOR!

Em homenagem a minha promessa antecipada de ano novo acima e a minha amiga Mônica por ter aberto a minha caixinha de Pandora, iniciei o meu grupo no Pin fotos para quem quiser registrar flagras do Rio com o celular. Os profissionais daqui que me perdoem pois sou péssima fotógrafa e preciso de um aparelho com uma câmera melhor. Mas eu me empolguei e resolvi tentar. Porque não? É divertido e é de graça? Tô dentro.

 

postado por Red, às 13:25

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24.11.2008

Ontem foi meu aniversário! (Aviso logo que eu adoro receber parabéns, mesmo que atrasado!) Normalmente eu organizo alguma festinha, mas esse ano não rolou. Não tirei o escopião do bolso e a comemoração ficou bem íntima. Aliás, super ultra íntima. Combinei com o meu marido que queria de aniversário um jantarzinho a dois, sem crianças, e passar a noite fora de casa. Dizem que levar a esposa para o motel é brega, mas eu não estou nem aí. Além de fazer um flashback dos tempos de namoro, o que queria muito mesmo era dormir... sem crianças chorando com fome de manhã cedo, sem o telefone tocando com a família inteira desejando feliz aniversário antes das 10 da manhã, sem compromisso com nada. Minha santa sogra (vou acender uma vela para ela essa semana sem falta para agradecer o presentão que me deu) se encarregou de entreter as crianças na noite de sábado e no domigão de manhã. Foi bom demais. Jantamos com calma num restaurante Tailandês que eu amo, sem precisar levar ninguém no banheiro justo na hora em que a comida chega. Passamos a noite sem pressa, sem medo de ninguém bater na porta, sem hora para dormir nem acordar. Tem gente que até curte sexo com uma certa dose de adrenalina -"será que alguém vai me pegar". Mas quando esse alguém é um dos seus filhos isso não é tão legal.

Como é importante a gente se dar um presente de vez em quando! Parece brincadeira, mas quando se tem filhos o tempo passa rápido demais. No sábado de manhã que me dei conta que já não fazia as unhas a 3 semanas, que precisava pintar o cabelo, depilar, virar gente de novo. Deixei o maridão de babá (abusei bastante de todo mundo esse final de semana) e passei um bom tempo recuperando a minha imagem no salão. Ganhei um spa no pé de presente da minha manicure que achou que eu já tinha trocado ela por outra, uma hidratação no cabelo da colorista que também reclamou que eu tinha sumido, fofoquei sobre as celebridades de Caras com a depiladora... Compromissos ultra importantes que não posso ficar tanto tempo sem fazer. Me senti uma dondoca. Os homens jamais saberão o prazer de sair de um salão se sentindo "faxinada"! É uma terapia completa. Nem fiquei filosofando tanto sobre o fato de ter ficado mais velha, o que ocorre todo ano invariavelmente. Não estou mais velha esse ano. Resolvi que de agora em diante ficarei apenas mais valiosa, experiente, sábia. Mais mulher! Velha ficam as outras. Não eu!

Idade é apenas um número. Eu não sou a minha idade. Tenho 10 anos quanto brinco com a minha filha, 70 quando passo a noite em claro com um deles doente, 100 quando sou obrigada a fazer coisas que não gosto, 15 quando descubro alguma paixão nova, 25 quando fico a sós com o meu marido como nesse final de semana. Para a minha mãe que tem mais de 60, 36 é ainda super nova. Para a minha prima de 14, muito velha. Para o meu marido de 36 ... bem... eu naõ sei o que ele acha e nem vou perguntar. Mas é bom que ache MARAVILHOSO!!! :-))

postado por Red, às 15:48

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