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14.04.2009



photo by glow images


Tempos difíceis.
Eu enfrento
a minha última fronteira.

O algodão,
a acetona,
e as dez unhas vermelhas.

postado por Fabiana Motroni, às 04:27

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13.03.2009



14 de março: Dia Nacional da Poesia (Brasil)
21 de março: Dia Internacional da Poesia (Unesco)

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

      Vem passar o domingo na praça

      vai ter arte e amigos

      (e a entrada é de graça)

      Deixe de lado a preguiça

      e a prosa do dia a dia

      traz sua verve e a vontade

                                            de ouvir

                                                    e dizer 

                                                           poesia

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

  Sarau do Dia da Poesia 2009

     Data.........DOMINGO, DIA 15 DE MARÇO

     Horário....a partir das 18h

     Local........Espaço Cultural Alberico Rodrigues

     Praça  Benedito Calixto, 159 - Pinheiros

     Entrada Franca

     www.albericorodrigues.com.br


~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~                     

No próximo domingo, dia 15 de março, às 18 horas, o Espaço Cultural Alberico Rodrigues abre mais uma vez suas portas e seu coração para apoiar os artistas da cidade na missão liricamente árdua de plantar e colher poesia: vamos nos encontrar para celebrar o Dia da Poesia, comemorado nacionalmente todo dia 14 de março. 


Entre um verso e outro, o sarau vai lembrar o aniversário de nascimento do poeta Castro Alves - que inspirou a criação do Dia Nacional da Poesia - e prestar homenagem póstuma ao fotógrafo, jornalista e poeta Eduardo Barrox, também aniversariante, editor do Jornal da Praça Benedito Calixto e do Tablóide Café Literário.


Estarão presentes artistas, poetas, escritores, representantes de vários movimentos culturais da cidade de São Paulo, entre eles Alex Menezes, Ana Rüsche, Celso de Alencar, Cristina Camaleoa, Cesar Silveira, Débora Aligieri, Fabiana Motroni, Flávio Alberoni, Flávio Amoreira, Ivan Antunes, Jarder Cruz, Joel de Oliveira, José Roberto Xavier de Paiva, Ligia Piola, Lilian Alves, Marcelo Ribeiro, Maria Célia Ladeira, Rebecca Navarro, Rodolfo Coelho, Sandra Falcone, Ulisses de Freitas, Valdete Pereira e os poetas maloqueiristas Pedro Tostes, Caco Pontes e Berimba de Jesus, entre outros.


Direto da ponte-aérea, o ator e poeta Bayard Tonnelli também participa do encontro, trazendo um pouco da poesia carioca com seu recente livro Dzi'in'Verso.


E para podermos levar um pouco mais de poesia pra casa, o Espaço Cultural Alberico Rodrigues realizará uma venda especial de livros de vários poetas contemporâneos, com preços promocionais de R$ 4,99 e R$ 9,99.

 

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~


"Eu canto porque o instante existe

 e a minha vida está completa. 

Não sou alegre nem sou triste: sou poeta."

                                                   Cecília Meirelles


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postado por Fabiana Motroni, às 22:15

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09.03.2009

photo by John Lund

Não, isso não é o preâmbulo para outro rosário a ser desfiado diante das humanas hoje, nesse dia decretado para nos lembrar que seria preciso um dia para sermos lembradas...

Nada disso poderia ser mais equivocado. Afinal, um dos pares de cromossomos teve que se diferenciar diante da vontade de grandeza do homo sapiens que, muito complexo, não podia mais ficar brincando de meiose e mitose para garantir a sobrevivência da espécie. Além disso, nós existimos de fato e na lembrança, todos os dias: impossível não notar a presença da mulher ou do feminino no mundo.

Desculpem meninas, e meninos, mas todo dia eu procuro fazer poesia: hoje eu só quero fazer justiça.  Muita coisa aconteceu na história da humanidade que me faz entender porque a mulher – mesmo sendo em maior número que o homem (outra necessidade biológica) - virou politicamente uma minoria com direito a ganhar uma bolota no calendário. Bolota que, aliás, me lembra tiro ao alvo.  E aí me lembro porque – poesias e rosas a parte – eu não me sinto muito a vontade com o Dia Internacional da Mulher. 

Nessa data,  no dia 8 de março de 1857, em Nova York, trabalhadores de uma fábrica, mais exatamente 129 mulheres trabalhadoras, fizeram uma greve para exigir a redução da carga horária de seu trabalho, que era então de 12 horas por dia. Era o tempo de um capitalismo recém-nascido, infantil - e de empregadores idem, que não satisfeitos em tirar da aristocracia seu poder, levaram junto sua vilania abençoada por Deus.  E nesse tempo, o ato de empregados exigindo direitos era algo inaceitável, que devia ser severamente punido com, por exemplo, a polícia perseguindo as 129 mulheres, que recuaram para dentro da fábrica, e seus empregadores botando fogo na fábrica com todas elas dentro.

Hoje, no mundo inteiro, é oficialmente comemorado (?) o Dia da Mulher, nos lembrando dessa data triste e de outra tristeza: nos relembra a morte criminosa de mulheres lutando por direitos justos para qualquer sexo, e, principalmente, no avisa da intolerância insistente do ser humano, de todos os sexos.  Na intenção de honrar a memória destas heroínas, pessoas corajosas que lutavam contra a injustiça, essa data acaba por ressaltar nossa capacidade de criar datas comemorativas para compensar a pequenice histórica de nossas almas, que, pior, é tão discutida e aceita seriamente como "natural".  Natural é que todos possam ser igualmente felizes, e igualmente respeitados pela sua condição básica.  De seres humanos?  Não, de seres vivos.  É a vida que nos faz dignos de respeito e amor.

Nesse mundo que persigo, não faz sentido que se comemore o dia de um tipo de alguém, pois seria tão nonsense como comemorar o dia de todos.  Nesse mundo que eu quero viver, se as pessoas abrem a porta para mim, ou seguram minha mão para eu sair do carro, é porque é bom ser gentil com o outro, e não simplesmente porque eu tenho um par de cromossomos diferentes.  O mundo no qual eu acredito é um mundo onde homens também recebem flores, pois eles também merecem ser amados, e seus feitos lembrados, e seus sacrifícios engrandecidos.  O mundo que quero ajudar a construir é uma sociedade onde mulheres também sabem ser perfeitas cavalheiras. Um mundo onde não existam pedestais é um lugar onde as pessoas podem andar sobre o mesmo chão, compartilhar a mesma vida e valores, e melhor: onde não vão cair de lugar nenhum. 

Afinal, nesse mundo nossas almas seriam tão maiores que calendários e intolerâncias, do que podes e não podes, que não haveria lugar para tanta gente num único pedestal: o planeta inteiro já estaria literalmente mais elevado. E no dia que o mundo for assim nós seremos tão mais livres - mulheres, homens e seres do sexo que bem quiserem – que esqueceremos de criar uma data comemorativa para fato tão feliz.  

Quando esse dia chegar, nossa folhinha estará muito ocupada com as lembranças dos dias que já vivemos, e nós, completamente entretidos com cada sonho que queremos realizar em cada um dos dias que ainda nos resta em nossos calendários...

postado por Fabiana Motroni, às 01:37

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20.01.2009

(ou porque minha verve está de férias...)


pôr do sol em Ipanema, photo by Fabi


Pois quis a vida 
que minha vida
desse uma pausa

umas f'érias
por justa causa

nesse momento
minha verdade
meu escrever
se submete
a esta cidade

à contemplação
da beleza
da tristeza
da realidade

e me recolho
à função outra 
de um poeta
a de catar lirismos
que o mar espalha na areia
e que a brisa traz
pela janela aberta

de aguardar
o que um pôr do sol
em ipanema
pode me fecundar
em poema

o brilho da água
o fogo da areia
a ventania

a alma 
que ferve na noite 
e flana no dia 
dessa musa
cosmopolita
linha e curva
absurda
mente
bonita
maravilhosa
ritmada
silenciosa
sinfonia

cidade
que já nasceu 
poesia

(para meu querido "rio" de "janeiro", aniversariante do dia...)

postado por Fabiana Motroni, às 04:45

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10.12.2008




Poema-comentário
by Semes

Eu não me importaria
de ser esquartejado com suas palavras 
contanto que eu fosse sepultado 
dentro de seu coração



Poema-resposta
por Fabi

Ele me conheceu na poesia
e foi poeta 
e insistiu

Ele me estranhou no dia-a-dia
e foi sincero
e desistiu

Esquartejou minha fé
na nossa capacidade
de ver o essencial
sem os olhos
(e principalmente sem eles)

Sepultou minha certeza
de que palavras
realmente tenham o poder
de nos revelar de longe
e de fazer 
um amor distante
florescer

Mas resta 
o resto da vida
e a capacidade de ver
que mesmo no desencontro
eu encontro 
a velha poesia
e um novo saber

(para Semes, com carinho)




postado por Fabiana Motroni, às 22:47

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30.11.2008


palco vazio, show intimidade lô borges, foto by fabi

essa vila
nessa vida
de meio tom
e eu nessa sala
sem som

alma vazia
nesse futon
não sei se é noite ou dia
nem sei se é bom
tanto silêncio
e só o tempo
a me fazer companhia

e não falo do interstício
desse conceito lírico
do silêncio essencial
aquele sem o qual
uma nota musical
jamais seria percebida

falo do silêncio vazio
da ausência que apequena
onde não há saudade
nem sede, nem fome serena
nem o instinto ancestral 
de proteger uma mina
de pedra elemental
de uma alma menina
com quilate de saber o que é
de querer ser amiga e mulher
que acompanha e ilumina

é o som do palco escuro
e a luz nos instrumentos
é apenas para alertar
que a música já foi embora

(e que pelo menos, por hora, ela não pretende voltar...)

postado por Fabiana Motroni, às 23:21

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29.11.2008

símbolo original "gentileza gera gentileza"
adaptado por Paulo de Loyola e Fabiana Motroni


Para quem comete escrituras como eu e se dispõe a mostrá-las para o mundo, umas das coisas mais gostosas da internet é a interação viva, é poder escrever e receber escritos de volta.  

Para mim, o espaço do comentário é muito mais do que um lugar para receber um elogio: é uma folha em branco onde um novo poema pode ser escrito, por alguém que às vezes nem sabia que sabia poemar, ou que não tinha tido a chance, ou a inspiração, de deixar de ser apenas um leitor e se tornar um escritor, apenas naquele momento, quem sabe pra sempre, mas transformando um simples comentário numa pequena e pessoal criação literária.  

É isso que eu acredito que significa fazer poesia: você coloca as palavras no mundo e elas se espalham, vão livres, dão frutos, fazem sua própria magia.  São sementes para outras poesias.

oi fabi

lendo seu blog aqui... rsss

mesmo? a que devo essa honra?

é uma honra pra mim

vc é muito gentil

e seus comentarios sao sempre poesia

adoro

obrigado...

rsss

coisas novas e boas, heim...?

gostou?

gostei

vou ter que voltar com mais calma...

que bom...deixa um comentario no que vc gostou

gosto de ler com calma.. reler

verdade...eu tambem...saboreando ne

adoro as coisas que escreve

mesmo?

é sempre bom ouvir os porques dos nossos pares

você é poeta tambem, quero conhecer o seu porque

eu te enxergo no que escreve

que legal isso

e o que voce ve?

Vejo uma pessoa sensível, amorosa, delicada

voce é muito gentil...

mas sinto que isso tudo tá meio guardado aí dentro, esperando que alguém mereça

mas tem um pouco de espelho nisso, não acha? pois sinto que voce é assim tambem...

e eu vejo voce fazendo poesia assim...voce devia escrever isso la pra mim...que me enxerga no que eu escrevo...isso é poesia, é legal colocar num comentario

colocarei

talvez por eu ser um pouco assim é que as suas poesias me toquem

eu sei....é legal quando isso acontece

isso que vc falou de guardado, é por ai mesmo...bem, não tão guardado, pelo menos já viraram poesia né

rsss

Não sei se guardados, mas sem dono, talvez...

hehehe

faz sentido

as vezes poesia tem dono...que é meu muso, minha inspiração

mas, de verdade, poesia não tem dono...ela tem vida própria, tem destino

isso...às vezes ela não do muso...ela é do mundo

verdade...mais poesia

E muita chuva por aí?

não...só friozinho

aqui não pára de chover...

pois é

E no sul tambem

vou ver as crianças

adorei a conversa

como sempre

beijos




símbolo original "gentileza gera gentileza"
adaptado por Paulo de Loyola e Fabiana Motroni



Te enxergo no que escreve
de José Ricardo Oliveira

mãos percorrendo espaços
palavras preenchendo vazios
sentimentos procurando espelho
caneta e papel guiados pela sua insônia
noite de amor sobre a escrivaninha
desejos dentro de fronhas
sonhos do lado de fora da janela
gotas de chuva querendo entrar

alma é vidro
corpo é pedra
coração é tijolo
poesia é argamassa

te enxergo no que escreve


 

postado por Fabiana Motroni, às 23:49

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26.11.2008


fundo de palco, show intimidade lô borges, photo by fabi 


slow
blog
slow blogging todo dia
slow
poetry
slow
poesia

é olhar o todo
e saborear
por pedaço
é ter sempre
tempo
pro descanso
de um abraço
 
é sentir o suficiente, mesmo muito
é chorar o bastante, mesmo contida
é criar o que é seu, mesmo escondida
é pensar em algo, mesmo vazia

é viver plenamente
e só um pouco
a cada dia


postado por Fabiana Motroni, às 12:14

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17.11.2008

 
eu descompasso
eu desconheço
seu próximo passo
te amo tanto
mas te incomodo
se amo menos
eu me afogo
possivelmente
estou errando
por ser intensa
e transbordando
 
a noite é triste
e a lua insiste
em ficar cheia
e eu vazia
depois dos plenos
noventa dias
por isso entenda
o meu dilema
a minha dor
vale um poema
às vezes o amor
tem fuso horário
hoje o meu tempo
é solitário

mas mesmo assim
ainda te quero
com meu sentir
estacionário
ainda te espero
e te desejo
outro feliz 
aniversário

p.s.: 
a poesia é pra sempre
mas esse post é temporário
dura o tempo de ajuste
do fuso horário do meu amor
o poema é uma fórmula mágica
e pode se desmanchar
basta o comentário certo
pra tristeza desencantar
mas se quando você voltar
o post estiver aqui ainda
seja gentil comigo
sua ternura será benvida...



 

postado por Fabiana Motroni, às 00:42

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16.11.2008




photo by Fabi

Minha saudade é assim
eu te sinto
todo de novo
em cada pedaço de mim


postado por Fabiana Motroni, às 05:46

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26.10.2008
 

photo by Herborg Pedersen

Quero ouvir suas mãos me dizendo eu te amo
não se espante comigo
eu sou assim
 
Quero ouvir suas mãos me dizendo eu te amo
quando eu sorrio e você olha pra mim
 
Quero ouví-las quando me toca
e como me toca bem
quero sentir elas dizendo
o quanto me quer também
 
Quero ouvir suas mãos afinadas 
conversando com o violão
namorá-las atentamente
enquanto tecem uma nova canção
 
E quero ouvir suas mãos cantando
e espalhando por aí a toada
dos contos do seu coração
das cores da sua estrada
 
Quero ouvir suas mãos me contando
os seus sonhos,
os seus freios,
sua alma de ponta a ponta
quero ouví-las segredando
o que nem mesmo você
se dá conta
 
Das suas mãos eu quero ouvir tudo
nada precisam calar
nem um pensar mais escuro
ou um intento de desamar
 
Pouco importa o que elas digam
ou em que tempo
contanto que suas mãos me façam
ouvir
você por dentro
 
Quando quiser me dizer eu te amo
e suas mãos estiverem cansadas
não tenha dúvidas nem pudores
 
Quando suas mãos não puderem falar
diga a elas que me mande flores


postado por Fabiana Motroni, às 23:27

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14.09.2008






















photo by Kim Zumwalt


As linhas dos seus dedos
são partitura
tocam na minha pele
o mesmo som de tessitura
da chuva que cai lá fora
e que me molha também

Não durmo tão bem
agora
que confessamos que sono bom
é movido a passarinhos
e ao barulho da chuva que cai

Meu corpo não abandono mais
na cama
sem você e tudo mais que você ama

A chuva lá fora me lembra
tanto pra te contar
das noites sem dormir que tive
que por não dormir não sonhava
que podia te encontrar
para então dormir em paz
finalmente
e novamente sonhar
contigo
e ao seu lado
comigo

E você
que nem dormido direito tem
por motivo outro
me fala rouco
um dorme bem

Não há boa noite tão perfeito
quanto esse sorriso bonito
que dorme no rosto contigo
e aquece o meu peito

Por isso essa alegria
de te entregar num poema
o que a coragem pequena
me calou um outro dia
quando a parede cor de aurora
marcou sua pele e em mim
aquela pergunta doce
que só te respondo agora:
sou sim

Sou mulher nessa alma de menina
sou menina nesse corpo se quiser
e sou totalmente sua
e só sua
mulher

Encerro a minha escritura
que lá fora já nasce o dia:
sempre que dormir sem você
quero te acordar
com poesia


p.s.: Boletim extraordinário, meterológico e literário:

a chuva ainda cai lá fora
persistente
e molha a vida
insistente
e rega a flor desse amor por você

que me brota e me faz renascer


postado por Fabiana Motroni, às 07:30

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18.08.2008























photo by Chip Forelli


Foi preciso um eclipse
para a lua cheia
iluminar meu caminho

a longa estrada de ventania

Foi preciso uma noite
para que um dia sem você
não tivesse música

nem alegria

Foi preciso inspiração
para a primeira vez
saber que já era hora

Foi preciso sabedoria
para te ver e te querer
e deixá-lo ir embora

Pra ser feliz é preciso pouco,
mas é preciso:
de uns olhos verde mel,
dos seus cabelos sem gel
e seu sorriso

E para que no final
esses versos vertam em vida nova
o que hoje é só poesia
preciso de um violão
um canto no seu coração
e você, quando der, todo dia.


postado por Fabiana Motroni, às 05:18

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13.08.2008


Tá, não é minha, mas é (muita, muita) poesia.

Ouvi hoje e pensei: adoro, vou ter que postar no meu blog, paciência...

Encontros, reconhecimentos e conversas que nunca acabam e ficam pra hoje: é a minha vida. Da série "bem que eu podia ter escrito isso...", com vocês, Nando Reis:





Estranho seria se eu não me apaixonasse por você
o sal viria doce para os novos lábios
Colombo procurou as índias mas a terra avistou em você
o som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário

Estranho é gostar tanto do seu all star azul
estranho é pensar que o bairro das laranjeiras
satisfeito sorri quando chego ali e entro no elevador
aperto o 12 que é o seu andar não vejo a hora de te encontrar
e continuar aquela conversa
que não terminamos ontem ficou pra hoje

Estranho mas já me sinto como um velho amigo seu
seu all star azul combina com o meu preto de cano alto
se o homem já pisou na lua, como eu ainda não tenho seu endereço
o tom que eu canto as minhas músicas para a tua voz parece exato

Estranho é gostar tanto do seu all star azul
estranho é pensar que o bairro das laranjeiras
satisfeito sorri quando chego ali e entro no elevador
aperto o 12 que é o seu andar não vejo a hora de te encontrar
e continuar aquela conversa
que não terminamos ontem ficou pra laranjeiras
satisfeito sorri quando chego ali e entro no elevador
aperto o 12 que é o seu andar não vejo a hora de te encontrar
e continuar aquela conversa
que não terminamos ontem, ficou pra hoje...



postado por Fabiana Motroni, às 02:35

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09.08.2008

























photo by Marcelo Larrosa


pensei que o dia havia raiado
lá fora, pois dentro da gente
o sol já nasceu, já se pôs,
e já nasceu novamente

os passarinhos cantam na paulista
(existem passarinhos na paulista)

eles me cobrem como em conto de fadas,
segurando as pontas do lençol
edredon também porque faz frio:
na paulista, eles usam cachecol

durmo finalmente
ninada por uma nascente
com cheiro de poesia:

só me acorde se for noite
e tiver musica do lô
e a sua companhia

(ao querido chatonildo)

postado por Fabiana Motroni, às 06:24

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Um olhar cítrico...

Sou post novo no blog do imaginário. Tenho um olhar meio cítrico e esse espelho que me reflete sobre o tudo que eu posso ser: do desejo que me acalma, do afeto que me ultrapassa, e que é começo e fim...de todo poder que a palavra procura e encontra em mim

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