
A vitória do Brasil sobre os Estados Unidos foi melhor do que eu previa.
Um 3 a 0 ou 4 a 1, como até se esperava, não teria a mesma graça e a mesma importância da virada dificílima dessa tarde, noite em Johanesburgo.
Reverter uma situação complicada contra uma boa seleção (os americanos estão chegando..its true) mostra alguns aspectos importantes dessa seleção.
Deixo questões táticas em segundo plano.
O Brasil já definiu seu esquema de jogo e já ficou bem claro que as melhores performances do time de Dunga são quando a equipe se vê atacada e faz uso dos contra-ataques letais e velozes.
O que me despertou a vontade de escrever, visto que Seleção Brasileira não é um dos meus assuntos prediletos, é a identidade que Dunga deu á essa equipe.
O técnico, tão contestado por quase toda uma nação, criou um casca em volta de si e transferiu tal característica para o time.
O Brasil de Dunga é casca grossa.
É piegas demais falar em família, mas é o que esse grupo passa. Que tem maturidade e força suficiente para seguir seu caminho.
A Copa das Confederações serve de parâmetro para o Mundial do ano que vem?
Não muito.
Mas se somarmos o desempenho do Brasil, a força de reação do jogo de hoje com o desempenho da equipe nos jogos fora de casa pelas Eliminatórias, nos depararemos com uma seleção muito difícil de ser batida.
Dunga está no caminho.
Torçamos para que não perca a mão do negócio.
E como se não fosse suficiente, o primeiro e o último nome da escalação brasileira vivem momentos mágicos.
Julio César é, indiscutivelmente, o melhor goleiro do planeta.
E Luis Fabiano é o nome certo da camisa 9.
Não tem Ronaldo nem Adriano.
O Fabuloso tem jogado com TESÃO.
Justamente em uma época que se cobra demais esse tipo de postura dos jogadores da seleção.
O tesão de LF e a casca grossa de Dunga.
As duas principais fontes de energia do time brasileiro.
Gustavo Zupak
http://blogs.abril.com.br/gustavozupak