Bobby Enriquez, apesar do nome, não era latino e sim Filipino. Entra no blog porque no álbum tem Tom Jobim (Meditação). Facilitou a minha vida pois eu iria utilizar um artifício qualquer, ou dizer que Bobby tem um pé em Porto Rico... e vai ver tem mesmo: ninguém tem sobrenome Enriquez impunemente.
Opinião - o estilo do precocemente falecido pianista filipino BOBBY ENRIQUEZ foi nitidamente influenciado pelo grande ART TATUM: improvisos com muitas notas, tocadas rapidamente em toda a extensão do piano. Bobby Enriquez toca com "raça". Usualmente as harmonias originais são preservadas, porque o "wild man" não tinha tempo para sutilezas harmônicas nem re-harmonizações. A "levada" da mão esquerda lembra muito a de ERROL GARNER. Em tempo: isso não é crítica mas, tão somente a constatação das nítidas influências de dois grandes pianistas, nos quais Bobby Enriquez, sem dúvida, se inspirou para forjar sua própria maneira de tocar. O repertório não podia ser melhor, recheado de grandes temas de jazz assinados por gente do calibre de Dizzy Gillespie, Charlie Parker, Fats Waller, Toots Thielemans, etc. E - de quebra - o nosso "maestro soberano".
(*)HOLIDAY FOR STRINGS: essa música de David Rose, composta por volta de 1955, tem seqüências harmônicas e modulações inovadoras, que vieram a ser muito utilizadas na bossa-nova. A melodia lembra Pixinguinha. A primeira parte da música lembra muito a da segunda parte de CARINHOSO. É uma peça complexa e muito rica, tanto harmônica quanto melódicamente. Texto de Carlos Braga.
PERSONNEL:
Bobby Enriquez, piano
Isso Fukui, bass
Shinji Mori, drums
TRACKS/FAIXAS:
1. Killer Joe
2. Airegin
3. After Hours
4. Meditation
5. Misty
6. Groovin’ High
7. Ain’t Misbehavin’ / Honeysuckle Rose
8. Holiday For Strings
9. Donna Lee
10. Bluesette
11. Confirmation
12. Del Sasser
13. Could It Be Magic
14. Softly, As In A Morning Sunrise
15. Scrapple From The Apple
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