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09.11.2009

              No meio de uma casa parada. Ou duma tarde parada. Onde nem os pernilongos resolvem incomodar os calcanhares dos humanos ( vi até um cachorro sendo mordido por eles). Meias, sapatos, nem pensar nesse calor fugaz. No máximo uma sandália para sentir meus dedos vivendo o calor da estação.

              Bem, fiquei mergulhado nas letras dessa criatura risonha. Que só em olhar para o rosto dela, você ri e fica rindo sem parar. Ele deve ter um poder sobrenatural que nem os deuses da nossa Grécia conseguiram desvendar. É como se tu fosse colocado num mundo no qual não é esse que habitamos.

               Bandidagem, fofocas, assassinatos, nem pensar. Como eu queria ouvir e ver em nossas tevês peças de crônicas sendo apresentadas. Não, não venha sonhar com  algo da idade da pedra. A tecnologia, os efeitos do que é mostrado aos nossos olhos que a terra há de comer, duram até os dias de hoje, e dão certo, por que mudar? Não, não.

               Falo dum cronista popularmente conhecido. Que nasceu em Itaparica e que me fez rir. 
               
          Leiam "A gente se acostuma a tudo"  do João Ubaldo Ribeiro. O prefácio desse maravilhoso livro de crônicas foi produzido pelo poeta e crítico literário, Ferreira Gullar .
  

postado por Marcos, às 22:22

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Comentários
postado por Hugo
E aí! Você é o Marcos daquele antigo blog "palavras de um mundo incerto", né? Eu sou do Rotineiro, não sei se lembra.. esse blog da abril é melhor? Curti seus ultimos posts, parabéns!
abraço!

http://rotineiroambulante.blogspot.com/
(10/11/2009 2:36:14)
postado por Kari
Tem uma crônica muito boa da Marina Colasanti, "Eu sei, mas não devia", que fala sobre isso.. Sobre nos acostumarmos até as coisas ruins...

"Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão. (...)"

Beijo
(15/11/2009 1:33:14)
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