No meio de uma casa parada. Ou duma tarde parada. Onde nem os pernilongos resolvem incomodar os calcanhares dos humanos ( vi até um cachorro sendo mordido por eles). Meias, sapatos, nem pensar nesse calor fugaz. No máximo uma sandália para sentir meus dedos vivendo o calor da estação.
Bem, fiquei mergulhado nas letras dessa criatura risonha. Que só em olhar para o rosto dela, você ri e fica rindo sem parar. Ele deve ter um poder sobrenatural que nem os deuses da nossa Grécia conseguiram desvendar. É como se tu fosse colocado num mundo no qual não é esse que habitamos.
Bandidagem, fofocas, assassinatos, nem pensar. Como eu queria ouvir e ver em nossas tevês peças de crônicas sendo apresentadas. Não, não venha sonhar com algo da idade da pedra. A tecnologia, os efeitos do que é mostrado aos nossos olhos que a terra há de comer, duram até os dias de hoje, e dão certo, por que mudar? Não, não.
Falo dum cronista popularmente conhecido. Que nasceu em Itaparica e que me fez rir.
Leiam "A gente se acostuma a tudo" do João Ubaldo Ribeiro. O prefácio desse maravilhoso livro de crônicas foi produzido pelo poeta e crítico literário, Ferreira Gullar .