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03.10.2009
A linguagem da escrita como arte.
Como se expressar, comunicar, materializar o pensamento? Sob que formas transmitir a sua mensagem?
 A arte tem vários meios de ser mostrada e interpretada, é algo que precisa ser decifrado através da observação e reflexão. Hoje em dia a velocidade em que se dá o trânsito de informações faz com que o expressar artístico elimine etapas necessárias que caracterízam o que é. Tentar recuperar valores que existiam é um erro. Apesar de serem base insubstituíveis de todas as iniciativas no campo da criação. Por isso, procuramos sempre por inovações. Cada escritor, e artísta é único, por ter condições de transmitir e expressar seu ponto de vista de maneira que ninguém mais tem e conseguir fazer o observador, o apreciador compartilhar tudo o que sente e vê, como uma experiência sempre nova.
Processo de Criação.
Como dizem, nada se cria, tudo se transforma. Como ciclos ininterruptos originados junto com a evolução do intelecto humano. De uma humanidade sem memória. Quem se prevalece disso, são aqueles que lembram e trazem de volta novas formas de observar o que sempre maravilhou o olhar, até que fique saturado, e, novamente uma reação para que tudo se desenvolva conforme o sistema rege. Entender como funciona, de modo global as tendências e o modismo, como tudo é veloz ao surgir e decair, e o que virá em seguida, também poderemos observar, sem dúvida, aquilo que permanece, o que não muda ao longo dos anos e décadas, e séculos. Encontrar esse ponto requer uma sensibilidade. E porquê falar sobre tudo isso? O motivo de criar, é conhecer o que existe no mundo da arte e literatura, e saber observar com imparcialidade as expressões que surgem desde o passado e, principalmente na contemporâneidade.

postado por Luciana Waack, às 19:22

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22.09.2009

Daportifólio

Um espaço que valoriza sua produção, desenhistas e artistas, vale a pena conferir...

postado por Luciana Waack, às 12:48

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13.09.2009

William Bouguereau (1825-1905) é indiscutivelmente um dos maiores gênios da história artística. Ainda no século dezenove, a sua reputação e conquistas sem precedentes tenham sido submetidos a um assalto, difamatório desonesto, incansável e sistemático de imensas proporções. Seu nome foi atingida a partir de textos mais história e, quando incluídos foi apenas para cegamente, degradar e depreciar a ele e sua obra. No entanto, como veremos, foi ele que abriu sozinho academias francesas para as mulheres, e foi ele que foi indiscutivelmente o maior pintor da figura humana em toda a história da arte. Suas figuras ganham vida como nenhum artista anterior nunca antes ou desde então alcançados. Ele não era apenas o melhor na pintura, anatomia humana, o mais importante é que ele capturou as nuances sutis de personalidade e humor. Bouguereau chamou a almas e espíritos e foi seguidor de  Rembrandt. Rembrandt é dito ter capturado a alma do tempo. Bouguereau conseguiu captar a alma da juventude.

Temptation, 1880
Minneapolis Institute of Arts, Minnesota, USA

Visite a galeria, obras maravilhosas. 

Artrenewal

Com uma única imagem, o extraordinário, o fantástico e o sublime encarnados, que muitas vezes evocava um universo etéreo de beleza transcendente - um reino idealizado e cintilante do que a feiúra, a pobreza eo pessimismo foram banidos para sempre. Essas obras, que compensadas por outras, lembra os mais afortunados da sociedade a cuidarem dos jovens, os pobres e sofredores. As alturas inigualáveis de suas realizações artísticas foram  lendárias, no entanto, ele nunca estava satisfeito com seu trabalho. Sua busca pela perfeição levou-o a trabalhar incansavelmente, como se estivesse possuído, a obcessão pelo traço correto e aperfeiçoar suas técnicas, métodos e visões. Não antes que ele cheguasse em alguma nova altura celestial da maestria poética e técnica, como a maldição de Sísifo ao longo do século 19, iria recomeçar sua ascensão, como sempre pressionado para a diante e com o pesado fardo de seus ideais artísticos.


Le crepuscule [Twilight]
Oil on canvas, 1882
50 x 25 7/8 inches (127 x 66 cm)
Private collection

postado por Luciana Waack, às 10:40

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07.09.2009

10.000 A.C.

Sobre o filme:
Elenco: Camilla Belle, Steven Strait, Cliff Curtis, Omar Sharif, Tim Barlow, Suri van Sornsen, Reece Ritchie, Marco Khan, Mona Hammond, Mo Zinal, Joel Virgel, Joel Fry, Joe Vaz, Nathanael Baring.
Direção: Roland Emmerich
Gênero: Aventura
Distribuidora: Warner Bros.
Estreia: 07 de Março de 2008
Sinopse: 10.000 a.C. se passa em um período em que homens e feras pré-históricas lutavam pela sobrevivência na Terra e mostra as aventuras de D’Leh (Steven Strait), um jovem caçador que lidera um exército ao longo de um vasto e perigoso deserto. Enfrentando mamutes e tigres dente-de-sabre, ele segue caminho rumo a uma civilização perdida para salvar sua amada Evolet (Camilla Belle) das mãos de um maligno e poderoso guerreiro determinado a possuí-la. Dos mesmos produtores do filme Independence Day e The Day After Tomorrow, otimo filme.

Confira o Trailler:
http://www.youtube.com/watch?v=pxFxy2AHp9E


Livro

Baseado no Livro : As Digitais dos Deuses de Grahan Hancock

Autor de The Sign of the Seal, que chegou no topo dos mais vendidos na Europa e nos Estados Unidos, o jornalista Grahan Hancock está de volta com um livro polêmico. Em AS DIGITAIS DOS DEUSES, ele mostra que a origem da civilização foi há 15 mil anos, num lugar agora enterrado sob o gelo glacial antártico — e não há 5 mil anos, no deserto africano, como se supunha.

Uma irresistível mistura de um trabalho de investigação histórica, ciência avançada e descobertas recentes, AS DIGITAIS DOS DEUSES revela o quanto temos que aprender sobre o nosso passado e o que ele pode revelar sobre o futuro. Hancock foi atrás dos raros traços sobreviventes dessa civilização perdida e que floresceu antes das grandes culturas egípcia e chinesa. Juntando as peças deste quebra-cabeça cujas peças estavam espalhadas por lugares tão díspares quanto a Antártica (onde foram, por exemplo, encontrados fósseis de palmeira), Egito e América, o pesquisador descobriu evidências de uma civilização tecnológica e culturalmente avançada.

Graham Hancock foi correspondente, na África, dos jornais The Economist e Sunday Times. Suas investigações sobre civilizações perdidas o transformaram em uma celebridade dessa área. Sobre o assunto, produziu ainda programas para a BBC (Inglaterra), CNN (EUA) e para a série National Geografic Explorer.

"Uma incrementada caça histórica de tirar o fôlego. Mas intrigante, divertida e vigorosa o suficiente para fazer você refletir." — Kirkus Review

"Hancock desafia a história ortodoxa com extraordinárias teorias...sua varredura através da história antiga é audaciosa." — Daily Mail

Onde comprar o livro: http://www.zura.com.br/Livros/Historia_e_Geografia/Digitais_dos_Deuses__As.html

postado por Luciana Waack, às 23:43

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05.09.2009
Enuma Elish


O Enuma Elish é um poema épico da antiga Babilônia sobre o mito da criação, escrito em sete tábuas de argila descobertas no século XIX, nas ruínas da biblioteca de Assurbanipal, em Ninive, próximo da atual cidade de Mossul no Iraque e data, provavelmente, do século XII a.C., podendo reflectir ideias anteriores, provenientes da civilização sumeriana. Era recitado no quarto dia do festival de ano novo da Babilônia. O nome Enuma Elish foi retirado das primeiras palavras do poema e significa Quando no alto.


Apesar do estado de degradação, de grande parte da 5ª tábua nunca ter sido recuperada e de divergências na tradução e interpretação, o texto está quase totalmente disponível.

Dadas as suas enormes semelhanças com a narração bíblica do Génesis, várias discussões têm surgido sobre qual das histórias é a original e qual é uma adaptação à religião em causa. Para a cultura babilónica, o Enuma Elish explica a origem do poder real, a sua natureza, a permanência da instituição e a sua legitimidade. A realeza humana e terrena tem a sua origem na realeza divina. A divindade continuará a ser o verdadeiro rei e também o modelo a imitar pelo rei terreno. A existência de um modelo divino impõe limites à realeza humana.

Conteúdo
O Enuma Elish consiste na superiorização de Marduk, Deus protector da cidade da Babilónia, sobre os restantes deuses da Mesopotâmia, mais particularmente sobre Tiamat. O texto é também uma alusão à constante luta entre a Ordem e o Caos, sendo que Marduk representa a luz e a ordem, e Tiamat representa a obscuridade e o caos.

Comparação com o livro da Gênesis
São várias as similiridades entre a história da criação no Enuma Elish e a história da criação no Livro do Génesis. O Génesis descreve seis dias de criação, seguido de um dia de descanso, enquanto que o Enuma Elish descreve a criação de seis deuses e um dia de descanso. Em ambos a criação é feita pela mesma ordem, começando na Luz e acabando no Homem. A deusa Tiamat é comparável ao Oceano no Génesis, sendo que a palavra hebraica para oceano tem a mesma raiz etimológica que Tiamat.

Estas semelhanças levaram a que muitos estudiosos tivessem chegado à conclusão que ou ambos os relatos partilham a mesma origem, ou então uma delas é uma versão transformada da outra.

Anunakis
Os mesopotâmicos, não somente possuíam um inexplicável conhecimento astronômico; eles também afirmavam a existência de planetas que somente a ciência contemporânea pôde reconhecer, como o longínquo Plutão, hoje destituído de seu status planetário; os miteriosos Urano e Saturno e o até hoje desconhecido porém procurado 12º planeta, este que os sumérios denominavam Nibiru. Ora, se os sumérios, há 6 mil anos, estavam corretos em relação aos nove planetas reconhecidos hoje porque não poderiam estar, igualmente corretos, em relação a Nibiru? Meditemos 
Ut’napishtim, o Noé da Suméria, resgata Gilgamesh do meio dos oceanos durante o Dilúvio provocado pelos Anunnaki. Há seis mil anos atrás, os Sumérios conheceram um planeta chamado Nibiru. Era o planeta de origem de um povo descrito pelos antigos como "raça de deuses". Os nativos de Nibiru visitaram a Terra no passado influenciando decisivamente a cultura humana. Artefatos e tabuletas cuneiformes de argila e pedra encontradas no Iraque referem-se claramente a um planeta de onde vieram viajantes cósmico.
Aos poucos, a pesquisa sobre Nibiru começa a aparecer, ainda que o planeta seja chamado por outros nomes, como Anunnaki e foram considerados deuses. A tradição conta que os Anunnaki possuíam "servos" que eram "seres andróides". Não eram seres vivos mas agiam como se fossem.

Tiamat



 Na maioria das vezes Tiamat é descrita como uma Serpente do Mar ou um Dragão mas nenhum texto foi encontrado nos quais contenham uma associação clara com essas criaturas.

No Enuma Elish sua descrição física contém, uma cauda (rabo), coxas, "partes baixas", abdômen, tórax, pescoço e cabeça, olhos, narinas, boca e lábios. E por dentro coração, artérias e sangue.

Contudo há uma etimologia semita que pode ajudar a explicar por que Tiamat é descrita como uma serpente. No mito fragmentado "Astarte e o Tributo do Mar" no inglês Astarte and the Tribute of the Sea, há uma menção de "Ta-yam-t" o que parece ser uma referência de uma serpente (*Ta - *Tan) marítima (*Yam). Se tal etimologia estiver correta irá explicar a conexão entre Tiamat e Lotan (Lo-tan, Leviathan)[1].

Apesar do Enuma Elish descrever que Tiamat deu à luz dragões e serpentes, são incluídos entre eles uma grande lista de monstros como homens escorpiões e as sereias. Porém, nenhum texto diz que eles se parecem com a mãe ou se limitam a criaturas aquáticas.

Inicialmente, quando o mundo cultuava divindades femininas com suas várias faces, Tiamat era adorado como a mãe dos elementos. Tiamat foi responsável pela criação de tudo que existe. Os deuses eram seus filhos, netos e bisnetos.


A história de Tiamat  inicia-se com a Gênese, o  caos aquático. Apsu a água doce que origina rios e riachos, e Tiamat, o mar ou as águas salgadas (representada na forma de um dragão), combinam seus poderes para criar o universo e os Deuses. Os primeiros dois Deuses chamaram-se: Lachmu e Lachamu. A primeira prole se reproduziu e formou-se outra prole. Esses Deuses irritavam profundamente Apsu que convocou seu auxiliar Mummu e foram juntos a Tiamat, a quem disseram que a descendência de ambos deveria ser eliminada para que regressasse a tranqüilidade. Tiamat, entretanto, enfureceu-se rechaçou a idéia, pois embora estivesse perturbada com os ruídos dos deuses, os perdoava.

As crianças-Deuses acabam descobrindo que Apsu tinha plano de matá-las e enviam o Deus Ea para matá-lo primeiro.

Tiamat não apoiava os planos de Apsu de destruir seus filhos mas, diante da morte de seu esposo, passa a lutar contra eles. A Deusa encontra outro companheiro, Kingu, com quem gera vários monstros: serpentes de garras venenosas, homens-escorpiões, leões-demônios, monstros-tempestade, centauros e dragões voadores. Depois, partiu para a retaliação.

Antes designou Kingu como chefe de seu exército dizendo:

-"Exaltando-te na assembléia dos Deuses, eu te dou o poder para dirigir todos eles. Tu és magnífico e meu único esposo. Que os Anunnaki exaltem teu nome." Entregou-lhe então as Tábuas do Destino.

As crianças-Deuses temiam lutar contra Tiamat até que Marduk, filho de Ea, decidi lutar contra ela. O restante dos deuses rebentos prometeram a Marduk que, em caso de vitória, ele seria coroado como rei dos Deuses.

Marduk teceu uma rede e apanhou Kingu e todos os monstros. Ele os acorrentou e os atirou no Submundo. Partiu então para matar Tiamat. Primeiro Marduk cegou o dragão com seu disco mágico, possivelmente representado pelo próprio sol, pois o Deus era também um herói-solar. Depois feriu mortalmente Tiamat com uma lança, símbolo da vontade criativa e procriação. O herói teve ainda o auxílio dos sete ventos para destruir Tiamat. Com metade do corpo dela ele fez o céu, e com a outra metade a Terra. Tomou sua saliva e formou as nuvens e de seus olhos fez fluir o Tigre e o Eufrates. Finalmente de seus seios criou grandes montanhas.

Os humanos foram criados a partir do sangue de Kingu misturado com terra. Marduk, de posse das Tábuas do Destino, criou em seguida, uma habitação para os Deuses no céu, fixou as estrelas e regulou a duração do ano e fundou a cidade da Babilônia para que fosse sua residência terrestre.

Outros mitos, descrevem o processo de criação como um fluxo contínuo de energias originadas do sangue menstrual de Tiamat, armazenado no Mar Vermelho ou Tiamat, em árabe. Foi essa a razão pela qual, mesmo após a interpretação patriarcal do mito, na qual foi acrescentada a figura de Marduk, que teria matado Tiamat, o Dragão do Caos e criado o mundo com seu corpo, foi mantido na Babilônia, durante muito tempo, o calendário menstrual, celebrando os Abbats e nomeando os meses do ano de acordo com as fases da Lua.

postado por Luciana Waack, às 18:10

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29.08.2009

O Mito na Arte dos Gregos    



A procissão da noite é retratado neste fragmento de vaso. Em primeiro lugar aparece Nyx, a deusa da noite, com o braço levantado para evocar a escuridão. Atrás dela é a cabeça brilhante de Héspero a estrela da noite. Ele é seguido por Selene, deusa da lua, andar lado-Sadle em seu corcel. Suas formas ondulantes manto da lua crescente.
Na arte antiga  da grécia, Nyx   foi retratada como uma deusa com asa ou carruagem, por vezes, coroada com uma auréola de névoa escura.



Detalhe de Nyx, a deusa da noite, dirigindo sua carruagem pelo céu com Helios trazendo o sol nascente . Um véu de neblina de vapor desce de seu corpo e sua cabeça é coroado com a escuridão. A figura é rotulado  no vaso.
http://www.theoi.com/Gallery/T20.3.html

Informações Gerais sobre o Mito
A
deusa grega Nyx era a personificação da noite. Uma das melhores fontes de informação sobre aquela deusa provém da teogonia de Hesíodo. Muitas referências são feitas a Nyx naquele poema que descreve o nascimento dos deuses e deusas gregos. A explicação é simples. A Noite desempenhou um papel importante no mito como um dos primeiros seres a vir à existência.

Hesíodo afirma que a Noite era irmã do Caos, o que a torna uma das primeiras criaturas a emergir do vazio. Isso significa que Nyx era irmã de algumas das mais antigas divindades da mitologia grega, incluindo Érebo, Gaia e Tártaro. Dessas forças primordiais sobreveio o resto dos deuses e deusas gregas. E Nix era responsável por dar origem aos filhos divinos.

Nyx deu origem a um número de crias. Algumas dessas crianças da Noite eram Éris (a Discórdia ou Altercação), as moiras (Cloto, Lachesis e Atropos), Nêmesis, a ética, as queres, a miséria,os sonhos e os irmão gêmeos Hypnos (Deus do sono) e Thanatos (Deus da morte). Conquanto esses seres nasceram de deusas isoladas, sem um pai, Nyx também teve filhos do deus Erebus. Dele, a divindade deu à luz Éter, o ar e Hemera, o Dia.

Em sua Teogonia, Hesíodo também descreve a residência proibida da Noite:

Lá também está a melancólica casa da Noite;

nuvens pálidas a envolvem na escuridão; Antes delas, Atlas se porta, ereto, e sobre sua cabeça, com seus braços incansáveis, sustenta firmemente o amplo céu, onde a Noite e o Dia cruzam um patamar de bronze e então aproximam-se um do outro


'

Nyx é uma deusa primordial, nascida do Caos, sendo segunda mais velha filha deste. Nyx foi a segunda criatura a emergir do vazio. Isso significa que Nyx era irmã de algumas das mais antigas deidades do mito grego, incluindo Erebo (a Escuridão), Gaia (a mãe Terra) e Tártaro (Trevas abismais) e Eros (o amor da criação). Dessas forças primordiais sobreveio o resto dos deuses e deusas gregas.

Nyx foi responsável por dar origem a muitos filhos divinos. Personificava a noite como divindade feminina. Uma das melhores fontes sobre esta deusa provém da Teogonia de Hesíodo. Muitas referências são feitas a Nyx nesse poema que descreve o nascimento dos deuses e deusas gregos. E explicação é simples. Nyx desempenhou um papel importante no mito como um dos primeiros seres a vir à existência. Na tradição Órfica, todo universo e demais Deuses primais nasceram do Ovo Cósmico de Nyx.

Nyx, cuja raiz é o indo-europeu - Trevas superficiais ou A Noite. Habita o extremo Ocidente, além do país dos Cimérios, enquanto Érebo personifica as trevas subterrâneas e superiores ao manto da Escuridão eterna, superiores supremas.

Nyx percorre o céu, coberta por um manto negro, sobre um carro puxado por quatro cavalos negros e sempre acompanhada das Queres. Certos poetas a consideram como mãe de Urano e de Gaia; Hesíodo dá-lhe um lugar entre os filhos do Caos com o posto de Mãe dos Deuses, porque sempre se acreditou que a Nyx e Erebo haviam precedido a todas as coisas. Nyx é a patrona das feiticeiras e bruxas, é a Deusa dos segredos e mistérios noturnos, rainha dos astros da noite. Homero se refere a Nyx com o epíteto "A domadora dos Homens e dos Deuses", demonstrando como os outros Deuses respeitavam-na e temiam esta poderosíssima deidade.


La Nuit  1883(William Adolphe Bourgureau)

    Nyx, assim como Hades, possuía um capuz que a tornava invisível a todos. assistindo assim ao universo sem ser notada. Foi Nyx que colocou Helios entre seus filhos (Hemera, Eter e Hespérides); quando os outros Titãs tentaram assassinar Helios. Zeus tem um enorme respeito e temível pavor da Deusa da Noite, Nix. Os filhos de Nyx são a Hierarquia em poder para os Deuses, sua maioria são divindades que habita o mundo subterrâneo e representam forças indomáveis e que nenhum outro Deus poderia conter. Em uma versão, as Erínias seriam filhas de Nyx (Ésquilo), Nyx era cultuada por bruxas e feiticeiras, que acreditavam que ela dava fertilidade a terra para brotar ervas encantadas, e também se acreditava que Nix tinha total controle sobre vida e morte, tanto de homens como de Deuses.

Nyx aparece ora como uma deusa benéfica que simboliza a beleza da noite (semelhante a Leto) e ora como cruel deidade Tartárea, que profere maldições e castiga com terror noturno (Hecate e Astéria). Nyx é também uma Deusa da Morte, a primeira rainha do mundo das Trevas. e Nyx também tinha dons proféticos, e foi ela quem criou a arma que Gaia entregou a Crono para destronar Urano. Nyx conhecia o segredo da imortalidade dos Deuses podendo tirá-la e transformar um Deus em mortal, como ela fez com Crono apos este ser destronado por Zeus.

Desposou Érebo, seu irmão, de quem teve o Éter (luz celestial) e Hemera (Dia). Mas sozinha, sem se unir a nenhuma outra divindade, procriara o inevitável e inflexível Moros (as Sortes), Kera (destina o tipo de morte o destino do homem em seus momentos finais), a Tânatos (Morte), Hypnos (o Sono), Oniro (a legião dos Sonhos), Momo (escarnio), Oizos (miséria), as Hespérides (Tarde), guardadoras dos pomos de ouro, as desapiedadas Moiras (Deusas do destino), a divina Nêmesis (Deusa da retribuição), Apate (engano,fraude), Filotes (amizade) , Geras (velhice) Éris (Discórdia) Limos (a fome), Ftono (inveja), Ênio (Belona, deusa da carnificina) Lissa (a loucura) e Caronte o barqueiro do rio Aqueronte do mundo dos mortos (que transporta as almas dos mortos entre o mundo dos vivos para o mundo dos mortos - o Rio Aqueronte na verdade era o Deus Erebo que foi precipitado em rio sinistro de Hades como forma de castigo por Erebo ter apoiado os Titãs contra os Olimpos, Nix o castigou) a fronteira dos dois mundos; em resumo, tudo quanto havia de doloroso na vida passava por ser obra de Nix, a maior parte dos outros descendentes de Nix nada mais são que conceitos e abstrações personificados; sua importância nos mitos é muito variável.

Algumas vezes, a exemplo de Hades, cujo nome evitava-se de pronunciar, dão a Nix nomes gregos de Eufrone e Eulalia, isto é, - Mãe do bom conselho. Há quem marque o seu império ao norte do Ponto-Euxino, no país dos Cimérios; mas a situação geralmente aceita é na parte da Espanha, - a Esméria, na região do poente, perto das colunas de Hércules, limites do mundo conhecido dos antigos. Quase todos os povos da Itália viam Nyx ora com um manto volante, recamado de estrelas, por cima de sua cabeça, ou com um outro manto azul e archote derrubado, ora representada por uma mulher nua, com longas asas de morcego e um fanal na mão. Representam-na também coroada de papoulas e envolta num grande manto negro, estrelado. Na mitologia grega a papoula era relacionada a Hipnos, o deus do sono, pai de Morpheu e filho de Nyx -que a tinha como planta favorita e, por isso, era representado com os frutos desta planta na mão. Há também uma relação entre a papoula e a deusa Nix. Deusa da Noite, filha do Caos, é na verdade a mais antiga das divindades. Freqüentemente, ela é representada coroada de papoulas e envolta num grande manto negro e estrelado. Às vezes num carro arrastado por cavalos pretos ou por dois mochos, e a deusa cobre a cabeça com um vasto véu semeado de estrelas e com uma lua minguante na testa ou como brincos.

Muito freqüentemente colocam-na no mundo subterrâneo, entre o Hypnos e Tânatos, seus dois filhos. Algumas vezes um menino precede-a, empunhando uma tocha, - símbolo do crepúsculo. Os romanos não a punham em carro, e representavam-na ociosa e sempre adormecida. É muito rica em todas as potencialidades de existência, mas entrar em Nix é regressar ao indeterminado, onde se misturam pesadelos, íncubos, súcubos e monstros. Símbolo do inconsciente, é no Hypnos de Nix que aquele se libera.

Hemera e as Hespérides nasceram para ajudar Nix a não se cansar, assim nasceu o ciclo diário, Hemera tras o dia (relaciona com Eos que traz a aurora e Helios o Sol) ; as Hespérides trazem a tarde, (relaciona com Selene do luar) e Nyx traz a absoluta Noite, todas estas deidades em conjunto conduzem a dança das Horas; complementando estes ciclos temos outros Deuses de outras linhagens, como as Horas que representam ciclos mensais e anuais; Leto e Hécate que recebem o legado de Nyx como deidade da noite. As moiras, filhas de Nix (Cloto, Laquesis e Atropo); são outra continuidade dos poderes gigantescos de Nyx do negro véu...

 



Nix nos Quadrinhos
Nix e o mundo de Sandman



    Nos livros de Neil Gaiman referentes ao personagem Sandman (ou Morfeus), aparecem inúmeras referências aos filhos da noite, como sendo perpétuos. Os perpétuos são: Sonho (Sandman), Desejo, Destino, Desespero, Delirium, Morte e Destruição. Os perpétuos seriam, inclusive, superiores aos deuses e passaram a existir antes deles. Tal referência pode ser tomada da mitologia greco-romana de que a noite foi um dos primeiros seres a existir (sendo filha do Caos e Érebo segundo algumas versões ou o primeiro ser, que deu à luz Fanes), sendo assim, seus filhos (os perpétuos no caso) seriam anteriores aos próprios deuses. Alguns dos perpétuos são claramente referências aos filhos da noite, como o Destino, Sonho, Desespero e a Morte. Porem outros como fazem referências mais sutis, como Delirum (sendo uma personagem referente a Momo) e Desejo (sendo muito ligado a Discordia)



E na música o vídeo da Madona, retrata a imagem idealizada da deusa Nix
Vídeo Madona

    Toda criação em arte ou literatura é a transformação de uma idéia já concebida, apenas reavivada por quem sabe observar, os autores destas obras, artistas sejam em quaisquer formas de expressão, como podemos observar,  utilizaram de seu talento transpondo para a atualidade ainda mantendo os aspetos da mitologia. Creio que a única coisa realmente original foram os primeiros registros das primeiras expressões, que não são as primeiras, mas idéias de vivências construídas através do tempo e repassadas, o que chamamos de consciente coletivo. Esses personagens não teriam a força que tem se não houvesse a identificação de seu significado inserido no consciente de todos nós trazidos de geração em geração através do tempo de existência da humanidade.

postado por Luciana Waack, às 21:15

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22.08.2009


Et in Arcadian Ego

1637-39 - Óleo sobre tela, 185 x 121 cm - Museu do Louvre, Paris

Sobre a palavra Arcádian 

Curiosamente o nome Arcádia deriva de arkades, que significa “povo do urso”. O urso era um animal sagrado na antiga Arcádia, a base de cultos e rituais. Ao que parece, quanto mais pesquisamos, mais intrigados ficamos, uma história nos leva a outra, como se fossem uma única lenda, realmente é bastante curioso quando começamos a estudar e a nos questionar, que lendas tão bem imaginadas e escritas foram essas que têm uma ligação tão sólida entre elas. Chegamos à conclusão de que não são de forma alguma totalmente imaginárias, mas simbólicas, mascarando algum fato histórico concreto.

Sobre a Obra

«Et em Arcadian ego" é uma frase cunhada por Virgílio e utilizados no século 17. Feito na Itália, retratando o sentimento humanista : Mesmo em Arcadia I (acima) encontro de um túmulo. Ou seja, mesmo a idéia evasiva de morte, na cena pastoral de Arcadia não é um refúgio de morte. A expressão característica em pinturas a partir desse momento, inscrito no monumento em cantaria, especialmente um túmulo, que fica em meio uma cena campestre.
A primeira representação do tema, Guercino (imagem abaixo)(Galleria Corsini, Roma), mostra dois pastores próximos inesperadamente após um crânio, o típico elemento moral - que gravado em uma peça de alvenaria com a pequena menção «Et in Arcadian ego".

 

    Nas mãos de Poussin, que fez duas versões no sentido foi gradualmente modificado. Pastores são vistos antes de uma tumba decifrar a inscrição com um ar de melancolia curiosidade. O crânio não é mais significativo ou foi omitido. As palavras agora parecem implicar um epitáfio sobre a pessoa - talvez uma pastora - que jaz na tumba: «Também eu, uma vez vivi em Arcádia", uma alteração no sentido de que algo vai a gramática do original latino. Nesta versão todo sentimento de surpresa foi removida, e em vez disso, os pastores estão dispostos em atitudes de contemplação em torno do túmulo no campo. O artista tem perdido todo o interesse no que diz a história, e tem-se concentrado em uma cena totalmente estática. Não é tido prazer em superfície e textura, bem como o conjunto é duro e frio, com apenas os valores das poses e formas esculturais. A outra versão do tema por Poussin está em Chatsworth. (imagem abaixo)


    Segundo Judith Bernstock, uma biógrafa de Poussin, em seus relatórios nos quais a maioria dos historiadores concordam, que Poussin e Guercino provavelmente viam em comum a pintura com a frase 'et em arcadia ego' durante a sua estada em Veneza, em Março de 1624. Isso supõe que a pintura de Guercino feita ainda no arredores de Bolonha. No entanto, outros afirmam que Urbano VIII, um escritor de versos elegíaco, comprou-o logo após a sua adesão em 1623, e Poussin que pode ter visto ele em Roma, em uma coleção Barberini. Que outra fonte, em vez de Rospigliosi poderia ter sido a fonte de conhecimento de Poussin e Guercino? Ele pode ter sido bom amigo de Poussin, Marino. Este poeta estava em contacto com Lodovico Carracci, com quem mais tarde estudou com Guercino. Marino foi apadrinhado por Cosimo II de Medici, e como lemos acima, foi Lorenzo de Médici, que tinha criado o "Pastorinhos de Arcadia" primeiramente. Foi Medici, que encomendou a pintura de Guercino com o nome  'Apollo esfola Marsyas »em 1618.


    É evidente a partir desta pintura (ver acima), que mais tarde a pintura 'Et em arcadia ego" foi um estudo. Este tema da Apollo esfola Marsyas foi uma alegoria clássica de uma metáfora do sacrifício de Cristo.

    O segredo de Poussin pode ter sido lançado mão na posse em alusão por Abbé Louis Fouquet. A carta que Abbe escreveu a seu irmão, é muitas vezes pensado para constituir uma "prova" de algumas relações misteriosas de Poussin. Abbe Louis escreveu a Nicolas Fouquet, em Abril de 1656 (que foi Superintendente de Finanças no tribunal de Louis XIV.) A passagem de uma das cartas, o que muitas vezes é reproduzida foi:

"Ele [Poussin] falou certas coisas, com a facilidade que vou ser capaz de explicar-lhe em pormenor - coisas que lhe dará, através de Monsieur Poussin, vantagens que mesmo reis teriam grandes esforços para chamar a partir dele, e que Segundo ele, é possível que ninguém nunca vai descobrir nos séculos vindouros. E o que é mais, estas são coisas tão difíceis de descobrir que agora nada nesta terra pode provar da melhor fortuna nem ser os seus iguais. "

    Porque o "Pastorinhos de Arcadia" é tão misterioso, e talvez relacionado com Rennes Le Chateau, e porque os pastores estão contemplando um túmulo - este poderia ser o denominador comum nas três pinturas juntas? É o segredo que os pastores estão a contemplar, é a verdade que está sendo escondido? E que tem a ver com um túmulo, e sua inscrição? E o ocupante desse túmulo? Uma mulher?
     A inscrição 'et em arcadia ego ...' talvez reforça a idéia de mortalidade, destino e hora como em 'A Dança para a Música do Tempo ".
     Panofsky (crítico de arte) traduziu o lema "et em arcadia ego ...", tal como: "eu ainda estou morto em Arcadia ', Arcadia sendo uma espécie de belo Idílio Virgiliano, onde após a morte, todos nós gostaríamos de estar. No entanto, Panofsky é um dos mais modernos tradutores da inscrição do túmulo . Penso que temos de voltar no tempo, volta para aqueles que foram contemporâneos com Poussin, e que, portanto, poderia ter tido uma idéia melhor do significado do lema, e que na verdade pode ter conhecido como Poussin destinam-nos a ler e compreender esta inscrição.

fonte de pesquisa: http://www.rennesalchemist.com/time-and-truth.html

postado por Luciana Waack, às 22:33

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17.08.2009


com ilustrações de Luciana Waack

postado por Luciana Waack, às 10:49

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05.08.2009

   
 O dragão foi uma criatura de mitos e lendas ao longo dos séculos por todo o mundo. Em seu livro, View Over Atlantis (1969), John Michell diz, "Em todos os continentes do mundo, principalmente o dragão representa o princípio da fecundidade. A criação da terra eo aparecimento da vida surge como resultado de uma combinação de elementos. A primeira célula viva, nasceu fora da terra, fertilizado do céu pelo vento e pela água. A partir desta união de yin e yang nasceu a semente que produziu o dragão. Todo ano ocorre o mesmo processo ".

    Pode parecer estranho falar de yin e yang, por isso, obviamente, Oriental terminologia, quando se fala sobre a vida ea lenda celta. Embora os termos podem ser oriundos do Oriente, os conceitos não são tão unívoca. Michell observou a forma como a antiga prática de Feng Shui na China contribuiu para a harmonia da paisagem e do povo. Ele também observou que geomancy havia sido praticado na antiga Grã-Bretanha. Quando um antigo celtas e, especialmente, druidas, teria sondagem do terreno para qualquer actividade (ou seja, construção, festa festas, etc) que fala da lei da terra. Hoje nós usamos o mesmo prazo, embora tenha um relacionado, mas significado diferente. Hoje, quando falamos da "lei da terra", muitas vezes, imagina exatamente como as colinas ou a forma de como o rio flui de um modo mais concreto do conceito de como a terra se estabelece efetivamente e fisicamente se parece.

    Mas, para os antigos celtas, a lei da terra significava a forma como a magia ou forças cósmicas fluia através da terra e como a afeta, ou como as forças se comportam. Os celtas acreditavam que dragões eram criaturas do mundo paralelo e seu poder e presença afetava a lei da terra. Os lugares associados com o dragão lendario, o centro nervoso da fertilidade sazonal, aparecem sempre de forma a coincidir com lugares sagrados da antiguidade, acrescenta Michell.

    O caminho dos dragões, como chamava, foi fundamental para o fluxo de energia ou lei da terra. . Se havia um local que o dragão atravessou muitas vezes, um local onde as estradas se encontravam era como um local onde o dragão iria parar para descansar, torna-se um local de maior potência. Stonehenge é considerado um desses lugares. Além disso, alguns acreditam que a Cruz Celta, cercada por um círculo é um símbolo da travessia dessas linhas e de que forma o círculo da vida deve ser centrado sobre esse poder.


    Com a introdução do Cristianismo para os Celtas veio uma mudança no papel dos dragões. Algumas pessoas ainda acreditam que não há dragões na mitologia celta quando chegou até o idioma Inglês, principalmente porque não há registro das mesmas, no mundo celta até então. No entanto, é mais provável que simplesmente não havia registro escrito da sua existência, as histórias Celtas sobreviveram por tradição oral. A súbita aparição de dragões quando os cristãos invadiram pode ser facilmente explicado pelo esforço meticuloso que os cristãos deram a registros escritos.

    A Igreja Apostólica foi muito boa em aproveitar as lendas locais e convicções e se utilizaram em benefício próprio. Vejamos, por exemplo, a história de São Jorge. Aqui, o grande poder do Dragão está ativada para o poder do diabo. Tradicional simbolismo que prende São Jorge com o Dragão (Satanás) para salvar a donzela (Cristianismo). É também muito conveniente que o símbolo Celta foi o Dragão.

    Hoje, o dragão é continuamente popular entre os celtas tradicionalistas dos costumes antigos, especialmente na história escrita e artefatos, e não devemos esquecer que dragões nunca saíram do estilo para o galês, pois é a sua bandeira, que exibe com orgulho o Dragão Vermelho e os seus lema que se lê : Y Ddraig Goch Ddyry Cychwyn, O Dragão Vermelho Segue o Caminho.

 

DewiDewi: Deus celta que era representado pelo Dragão Vermelho que se tornou no emblema de Gales.

 


Vale a pena conferir...

Outra pesquisa publicada sobre o Mito do Dragão:

http://www.abrem.org.br/mitodragao.pdf

Outros links:


postado por Luciana Waack, às 17:53

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03.08.2009

Descoberta arqueológica feita em março de 2006:

http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI915470-EI1728,00-Alemaes+encontram+estatuas+de+deusa+egipcia.html

 

 

Uma equipe de arqueólogos alemães encontrou 17 novas estátuas em tamanho natural da deusa Sekhmet no templo de Amenofis III, em Luxor, no sul do Egito, anunciou neste domingo o ministro da Cultura, Faruk Hosni. 

    
O grupo de arqueólogos "descobriu as estátuas da deusa da guerra com cabeça de leoa ao lado do local onde na semana passada foram encontradas outras seis imagens, no templo do faraó Amenofis III, na margem oeste do Nilo", acrescentou Hosni em um comunicado recebido pela AFP .
"As estátuas de granito negro medem entre 1,70 e 1,80 metro. Representam a deusa da guerra sentada em um trono e trazendo em sua mão a chave da vida", declarou o secretário-geral do Conselho Superior de Antigüidades Egípcias, Zahi Hawaas.
Várias inscrições estão gravadas em ambos os lados do trono, com os diferentes nomes do faraó Amenofis III, acrescentou."As estátuas, que foram descobertas em um fosso com três metros de profundidade e oito metros de diâmetro, estão sendo retiradas da terra para serem restauradas", informou Hawass.
Estas figuras se somam a outras trinta que representam Sekhmet e datam da XVIII dinastia (de 1580 a 1314 antes de Cristo), descobertas no ano passado neste templo.Sekhmet aparece representada com corpo de mulher e cabeça de leoa coroada com o disco solar. A Deusa, cujo nome significa "a poderosa", podia provocar doenças, mas também tinha o poder da cura. O templo de Amenofis III é o maior construído na parte ocidental de Luxor.



Mitologia:
Uma mulher com cabeça de leoa, encimada pelo disco solar,
 representava a deusa Sekhmet, a qual simbolizava o calor e os poderes destrutivos do Sol e protegia o faraó em sua tumba. Era respeitada como aquela que traz a destruição para os inimigos de Rá Embora fosse uma leoa sanguinária, também operava curas e tinha um frágil corpo de moça, como se pode ver nessas fotos. Era a deusa cruel da guerra e das batalhas e tanto causava quanto curava epidemias, sendo a patrona dos médicos. Essa divindade feroz era adorada na cidade de Mênfis, onde formava a tríade menfita juntamente com Pthah
 seu esposo, e Neferten, seu filho. Às vezes era fundida a Bastet, a deusa gata, e muitas vezes era identificada com Mut a esposa de Amon.


 

Sua juba — dizem os textos — era cheia de chamas, sua espinha dorsal tinha a cor do sangue, seu rosto brilhava como o sol... o deserto ficava envolto em poeira, quando sua cauda o varria...

    
Dados Históricos:

    Durante o reinado de Amenófis III (c. 1391 a 1353) foram esculpidas numerosas estátuas dessa deusa. Tantas, que hoje em dia todos os museus de egiptologia do mundo conservam pelo menos um exemplar de tais peças. Embora sejam todas oriundas da mesma pedreira, variam por suas dimensões, por seu grau de acabamento e pelo aspecto de suas máscaras leoninas. Apresentada sentada ou em pé, do tamanho de um ser humano ou bem maior, têm sempre o disco solar sobre a cabeça e geralmente trazem na mão o sinal da vida, ou seja, a cruz ansata (ankh).

Fonte de informação:  http://www.fascinioegito.sh06.com/leoa.htm

 

postado por Luciana Waack, às 12:17

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01.08.2009

    Temos nossas feras interiores, Laura tem mais do que isso, é algo em sua presença mortal. Na china do século XIX ela e sua família se envolvem em uma trama política e intefere através da justiça que está acima dos homens na trajetória de todos que a encontram.

O Beijo do Leopardo - Autora: Luciana Waack


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postado por Luciana Waack, às 19:25

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30.07.2009

retrato pintor Caravaggio

    Michelangelo Merisi da Caravaggio
1571-1610 (Pintor do Barroco Italiano)

    O homem concreto, apessoa humana é um corpo, é seu corpo e não apenas tem um corpo. O corpo é um meio entre os demais, parte integrante do ambiente natural, é ele que é o intermediário imediato entre o homem e a natureza. (Mouunier, 1947) .

    A obra de arte possui a mesma estrutura como substrato para o psico-social-histórico: se de um lado temos a sua materialidade concreta-suporte, tela, tinta, massa, palco, vibrações- que determina a sua emergência como obra, de outro ela possui um campo polissêmico, semântico, significante, textual, sua interpretação, contemplação, participação do "outro", seu caráter estético e sua realização simbólica.

pintura

Nem coisa nem consciência nua, minha corporeidade é o que pensa, que fala, que sente e percebe. Dotado de reversibilidade, é o substrato (na ótica da Antropologia Personalizada) da pessoa. O caráter reversível e sensível da corporeidade e a sua susceptibilidade ao tempo, sua transitoriedade, podem ser experienciados neste quadro "Repouso no Egito" (1590): uma imagem sacral dessacralizada e humanizada, no seu jogo tensionalde luz e sombra, Maria acalenta a pequena criança (a força feminina e jovial que engendra o novo e preocupada com o futuro) enquanto José (já marcado pelo tempo) segura a partitura para o anjo que o fascina. O anjo que toca o violino (o sublime da música) está de costas, deixando ver, entre as asas negras e o pano que envolve sua cintura, a sinuosidade de seu corpo, sua sensualidade luminosa, aérea e sedutora. O divino encarnado, feito carne, graciosa carne. "Amante carne que resiste e cede, cede e resiste" (Bachelard, 1989). Misto de divindade e sedução. Presentificação do impresentificável .



    Omnia Vincit Amor - 1603 (que significa "O amor conquista tudo",  mostra, um cupido romano, com asas negras de águia, semi-sentado e em baixo de o que parece ser uma pequena mesa. Espalhadas ao redor são os emblemas de todos os esforços - violino e alaúde, armaduras, grinalda, esquadro e compasso, caneta e manuscrito, louro, e um globo zodiacal, emaranhadas e espezinhados sob os pés do cupido. A pintura ilustra uma frase de Virgílio, Omnia vincit amor et nos cedamus amori ( "O amor conquista tudo, deixe-nos todos os rendimentos para o amor!"). Um musical manuscrito no chão mostra um grande "V". Daí que tenha sido sugerido também que a imagem é uma referência ao código das realizações de Vincenzo Giustiniani : a sua família decidiu Quíos genoveses até a ilha da captura pelos turcos), em 1622, daí a grinalda; a cultivada Marchese também escreveu sobre a música ea pintura ( caneta, manuscritos e instrumentos musicais), foi construir um imponente palácio novo (geométricas instrumentos), estudou astronomia (esfera astral), e foi elogiado pela sua proeza militar (armaduras). A simbologia, portanto, detém a possível leitura: Vincenzo conquista tudo. Giustiniani é dito ter estimado que precede todas as outras obras, na sua colecção.  O Cupido de Caravaggio é altamente individual, charmoso, mas não em todas as belezas idealizadas, todos os dentes tortos e sorriso: poderia até reconhecer ele na rua. O choque na pintura de Caravaggio, além da iluminação e do contraste dramático e a clareza fotográfica , é a mistura do alegórico e do real, neste sentido.

    Só a homossexualidade e o caráter intempestivo do artista não explicariam este desafio à sua época. Seguindo as lições do mestre Bachelard, poderíamos dizer que Caravaggio registra na obra Repouso no Egito a força dos quatro elementos em sua imaginação: a terra lavradora e marceneira no animal e em José, a água materna e cálida em Maria, o ar e a luz no próprio anjo com suas melodias. Onde estaria o fogo que nos consome e nos leva? Nos cabelos do pincel de Caravaggio ou no olhar de quem vê a obra? Ou, como acredito aqui, em ambos? 
    Nesta obra e na anterior observamos a junção do mundano e do divino, desmistificado para a condição humana, como objeto catalisador de mudanças, e sinalizador de conceitos contidos no dia a dia de todos nós e como agimos, transmutando tendências e fazendo parte de um conjunto vivo, em movimento constante, não importando a natureza a que provém, mas a que move sempre a um estado de compreensão e equilíbrio mais integral do ser.
 
    A teoria e a prática tormam Caravaggio o primeiro pintor maldito da era moderna, aquele que não falava mais idioma pictórico seu contemporâneo, mas a linguagem futura da arte. Pelas mãos do amigo e protetor Del Monte, freqüenta ambientes cultos e refinados. Mas é capaz de abandonar uma recepção aristocrática para confraternizar com a pequena burguesia ou ou a ralé que se reúne nas 1022 tavernas romanas, comendo bem e barato, fumando e discutinbdo ruidosamente até alta madrugada. Liga-se por amizade ao criador do Marinismo, o poeta Marino, do qual diverge em estilo e em gosto. Mas não reconhece regras invioláveis, e testemunha toda a violência de seu tempo: as lutas religiosas da Contra-Reforma, as execuções públicas de parridas como Beatrice Cenci, decaptada, ou de heréticos como Girodino Bruno, queimado vivo. É uma violência que também está em seu sangue e lhe arma ciladas arriscadas.

postado por Luciana Waack, às 10:10

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29.07.2009

postado por Luciana Waack, às 13:03

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