Entrar:
 Salvar
10.11.2009
 

O papel do escritor, referente à responsabilidade para consigo próprio e para com outros escritores, amigos ou não, poderia resumir-se a uma série de encontros sociais; apenas amigos compartilhando seu tempo, suas idéias e seus ideais. 

Não obstante, “estamos no mesmo barco” da profissão de escritor, romancista, contista, poeta, autor, enfim.   Essa prerrogativa nos coloca em terreno sensível, senão movediço mesmo, na minha opinião.  Como muitos profissionais, estamos juntos numa profissão não reconhecida, não regulamentada, de modo que nosso terreno é o da instabilidade financeira, pelo menos, àquela advinda de nossa atividade, para grande parte dos iniciantes.  Duplamente “rejeitados” pela sociedade – não, não estou exagerando – nos colocamos no difícil papel de detentores de um saber, até pouco tempo (recorrendo à história das religiões), sacralizado, o saber da escrita. 

Estamos em uma armadilha que nós mesmos criamos, o constante reinventar da própria vida (espírito, pensamento, ideal, lazer, esporte, hobby...) através da escrita.

 

 

postado por Divyamn, às 22:12

Compartilhe:
 Rating
10.11.2009

O papel do escritor referente à sua apresentação na sociedade (ou seja, após a publicação) poderia resumir-se, muito comodamente para ele, escritor, à atribuições estritamente profissionais e sociais.  Escrever é, e disso os americanos sabem muito bem, uma profissão como outra qualquer. 

Porém, há que se colocar que:

1º. Ninguém escreve impunemente.  Após o primeiro romance, coletânea de poesias, livro técnico, ou outro tipo de obra, o autor estará de frente para um abismo e de modo diverso do que a maioria das pessoas.  Haveria dois tipos de conduta, a ânsia por pular no abismo ou por afastar-se e salvar-se.  No caso do escritor, há uma terceira opção: criar asas e voar por sobre o abismo.  Na verdade, essa é a única opção.

2º. A responsabilidade para com seus leitores, sejam eles, 5 ou 6, ou 19 milhões é enorme.  Não uma responsabilidade de ordem interpretativa, pois a liberdade interpretativa (intentio lectoris) necessita ser preservada.  A responsabilidade a que me refiro é de ordem exemplar, diz respeito à sua conduta como ser humano crítico ou não, sociável ou não, acessível ou não.

3º. A participação social, política e de voz para aqueles a quem ele, escritor, “representaria” é inerentemente uma participação amplificada, daí decorre que não só a sua responsabilidade aumenta, mas também, a sua cognição e percepção do mundo aumentam exponencialmente ao mesmo tempo, pois Deus não nos põe provas que não possamos lidar.  Não somos (escritores) super-homens nem deuses e nem (muito menos) anjos, no entanto, nossa posição nos concede certos atributos que vem quando nos dispomos a escrever.  Atributos como percepção aguda do que está ocorrendo ou do que está por ocorrer muito antes do ocorrido, por exemplo.

Quando estamos dispostos a criar, imaginar mundos, fantasiar ficções, estamos tecendo uma urdidura com o imaginário, com o inconsciente coletivo de todos, inclusive o nosso, é óbvio e por essa razão mesma, estamos também abertos e vulneráveis.

postado por Divyamn, às 22:06

Compartilhe:
 Rating
04.11.2009

Chove como a chuva chove

 

Poesia se faz

com o coração

Poesia se faz

com o olhar

Poesia se faz

ao caminhar

Poesia se faz

num turbilhão

Poesia não é feita

Poesia se faz...

 

Mauricio Duarte (Divyamn)

postado por Divyamn, às 08:24

Compartilhe:
 Rating
02.11.2009

Conspiração Literária, de Mauricio Duarte, soma qualidade à literatura contemporânea brasileira

"A todos aqueles que julgarem podre nosso atual estado artístico contemporâneo, que fora os grandes gênios aqui e acolá, nada mais nos dá, senão uma constante necessidade de afastamento do mundo da arte, seja por não estarmos afinados com o significado das obras, seja por não estarmos "aptos a decodificar" o significante dessas obras. A todos que desejam uma literatura viva, uma literatura pulsante, para além do buraco negro de limites pré-moldados e gêneros pré-estabelecidos a que estamos, ou não, acostumados e que nos afasta do verdadeiro sentido de ler e escrever, a saber, viver e dar sentido à vida."

É com esta sinopse que o autor Mauricio Duarte descreve o seu livro, Conspiração Literária, lançado aqui no Clube de Autores.

Já de imediato, tanto pelo título quanto pela descrição, a obra chamou a atenção de todos aqui na administração do Clube. Não é novidade para ninguém que sempre levantamos a bandeira da literatura contemporânea como melhor forma de expressão dos tempos em que vivemos. Aliás, o nosso motivo de existência é justamente o de apoiar essas novas letras que surgem por todos os cantos do país - são os autores de hoje os que melhor conseguem, claro, retratar as felicidades e angústias típicas de tempos tão singulares quanto os nossos.

Ao longo de suas 153 páginas, Mauricio esbanja estilo e porte literário, deixando a sua marca como um daqueles escritores que, de fato, conseguem desenhar com letras os contornos das nossas vidas e esculpir as emoções típicas dos nossos tempos.

Quem quiser adquirir a obra, basta clicar aqui ou acessar o endereço http://clubedeautores.com.br/book/5819--Conspiracao_Literaria

 

 

resenha do blog:

http://blogs.abril.com.br/clubedeautores/2009/10/conspiracao-literaria-mauricio-duarte-soma-qualidade-literatura-contemporanea-brasileira.html

 

postado por Divyamn, às 13:07

Compartilhe:
 Rating
20.10.2009

A clássica frase que inspirou o vocalista

do The Doors, Jim Morrison:

"When the doors of perception are cleansed, man will see things as they truly are, infinite."

postado por Divyamn, às 19:38

Compartilhe:
 Rating
09.10.2009

Estigmata magística

 

Estigma meu,

fardo meu.

A magia encanta,

reconta, reinventa,

narra, desnarra

violenta...

 

A magia

diz tudo

e a tudo molda

à vontade

e a bel-prazer

do magister...

 

A magia

é absoluta

se creres

no estigma...

se creres

na vontade desse fardo, eu

 

 

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

 

postado por Divyamn, às 16:09

Compartilhe:
 Rating
03.10.2009
Escrever traz, per si essa carga religiosa. E é verdadeira a questão a respeito do ser original, de que fala Vanessa, quer dizer, acontece comigo também, embora seja em momentos e na boca de personagens secundários, muitas vezes, enquanto -- esses personagens -- proferem verdades, as mais clichês possíveis; engraçado isso, não sei como explicar de outro modo, nesse momento... Quando numa poesia não é o mote principal, mas a pequena diluição de pensamento no meio do caminho do clímax que diz "o que eu sou"...

Não o detalhe, mas o "lugar-comum", o "clichê"... bom, que meu trabalho virasse pinguim de geladeira não seria de todo mau, embora pudesse ser um pinguim* especial, o pinguim inimigo do Batman, na série de história-em-quadrinhos, não seria ruim.


*
Embora o Pingüim, oponente do Batman, seja, a priori, um vilão, um mau elemento, quero reportar-me ao seu caráter de pessoa discriminada, pessoa excluída da sociedade, no caso, pela sua aparência grotesca e modos igualmente grotescos.

postado por Divyamn, às 13:33

Compartilhe:
 Rating
01.10.2009
Assine vc, também, poeta o Manifesto dos Poetas do Mundo:

http://www.poetasdelmundo.com/


http://www.poetasdelmundo.com/verManif_portugues.asp?ID_Manifiesto=129



MANIFESTO UNIVERSAL
DOS
POETAS DO MUNDO
 
  Poetas do Mundo, é chegada a hora exata para unir nossas forças na defesa da continuação da vida: somos guerreiros da paz e mensageiros dessa nova história para da humanidade. Somos os poetas da luz – veículo que nos conduz para levar o chamado de alerta de que não podemos nos furtar. Atravessamos a morte de um período degenerado das eras, e assistiremos o nascimento de uma NOVA ERA – para a qual, nós, os poetas, recebemos nossos dons, nossas missões e obrigações. A humanidade vive momentos decisivos de luta pela sobrevivência, mas ainda não acordou para o fato de estar caminhando rumo a um precipício, direto para a extinção. Urge que tomemos o leme e mudemos o caminho para a elevação coletiva, para que recuperemos o patrimônio da vida como dom universal e direito de todos.



Desde os mais remotos tempos que o homem pode recordar, é sabido que a existência humana depara-se com os desafios de viver e progredir, enfrentados com escolhas que trouxeram e trazem a degradação do ambiente natural. O homem fez disso um confronto, uma batalha e apenas se preocupou em vencer, como qualquer mercenário numa guerra, a qualquer preço, apenas assegurando para si a sobrevivência momentânea – sem pensar nos prejuízos que seriam deixados às gerações futuras, nem sequer nas conseqüências em curto prazo. E assim tem sido, a satisfação instantânea da necessidade de sobrevivência ou da ganância do homem tem gerado e lançado sobre todos, homens e mulheres, as mais terríveis catástrofes. O homem em seu afã de ser mais, de crescer e crescer sempre e desmedidamente, degrada o planeta até os limites da exaustão dos recursos naturais conhecidos, leva à extinção até o que nem chegamos a conhecer – num jogo de ambição que coloca em risco a existência do próprio homem como espécie.



Por este querer sempre MAIS, a humanidade não só esgota as riquezas materiais do planeta, como também os bens humanos, transformando um a um em desesperado e criminoso, a ponto de nos matarmos uns aos outros para sobreviver, ou para alcançar ascensão e glória... Ou simplesmente para dizer: SOU, e SOU MAIS que você... Assim como exaurimos o planeta dia após dia, consumindo os recursos naturais e humanos, ainda somos capazes de construir armas de destruição em massa, que podem levar ao extermínio da humanidade em poucas horas. Isso tudo num cenário em que a supremacia e o poder concentram-se sempre nas mesmas mãos, dos mesmos impérios, que não são capazes de sequer olhar pelos semelhantes que morrem na miséria, apesar de atingirem a riqueza absoluta. Se os Homens e Mulheres não mudarem de rumo, E AGORA, as próximas gerações terão sólidas razões para nos odiar. E é nossa esperança de que isso é possível, porque o caos moral, político [guerras infames], econômico [o ser humano transformado em bem, escravizado pelo dinheiro], tudo isso é manifestação do “PARTO DA HISTÓRIA” – assim como uma mulher quando dá a luz a um bebê tem em si muitas dores; a história mesma anuncia o nascimento de uma NOVA ERA.








1 – Diante desta azáfama pelo domínio absoluto, que nos levará inevitavelmente à autodestruição [se não for impedida]; diante de tamanha barbárie, muitos já acordaram no susto quanto ao destino cruel que a humanidade constrói para si mesmo. Ao tempo que outros abrem os olhos à luz da anunciação dos novos tempos, de que os Poetas do Mundo são também portadores e empreenderão por isso e para isso o caminho do protesto; e da construção de um novo amanhecer, do raiar da libertação definitiva do homem.



2 – Os Poetas do Mundo, não todos, somente os Poetas do Mundo – porque não são todos os poetas do mundo que estão dispostos a dizer: não sou, SOMOS. Nós, os que estamos dispostos a abandonar o ego que nos mata; nós que somos capazes de olhar com IGUALDADE, iniciamos a cavalgada coletiva através do mundo e colocamos a arte da Poesia a serviço da humanidade.



3 – Ser poeta não significa simplesmente escrever bonitas poesias, a POESIA não é mero objeto de decoração. Temos que VIVÊ-LA e vivê-la não significa somente senti-la, temos que praticá-la. E praticá-la é a missão, a obrigação e a competência de todos os dias para os Poetas do Mundo.



4 – Ser Poeta do Mundo é um desafio maior. Ser Poeta do Mundo é assumir este manifesto por essência; é avocar a defesa da vida, do amor, da diversidade, da liberdade. E ser capaz de bradar: dou minha vida para a VIDA, pois amo minha vida. Por isso dizemos BASTA de estupidez, BASTA de egos; que não contribuem para crescimento coletivo, nem pessoal. Nossa arte nasce a serviço da preservação da humanidade.



5 – Ser Poeta do Mundo é atravessar os meandros da natureza humana, em busca da perfeição e do crescimento lícito da vida, cada um buscando o máximo de suas capacidades e possibilidades. E é por isso que não seremos passivos diante dos crimes que se cometem diariamente sob discursos falsos de liberdade e direito. Levantemos nossas vozes como um raio de luz e façamos tremer os covardes; a palavra é a melhor arma, que amedronta os assassinos; a palavra estremece as mãos dos opressores e assim derruba os petrechos de morte que carregam consigo.



6 – Declaramos e doamos o valioso aporte – subsídios morais e sociais – dos poetas do mundo para o engrandecimento da humanidade. Daqueles que deixaram seus nomes marcados ao longo das eras, nos centenários livros da historia universal e na memória coletiva dos homens; como daqueles poetas anônimos, que passaram pela terra cumprindo suas missões legendárias através dos tempos. Cremos no valor que significaram estas majestosas contribuições em seus tempos, inclusive hoje. E vivemos uma época muito singular, onde toda a humanidade, em que se inclui os Poetas do Mundo do século XXI, e não queremos nos enraizar no passado tentando enxergar melhor o presente e o futuro. Os Poetas do Mundo deste século somos chamados a ser criativos, para sermos capazes de vibrar o grito atroante que se espera de nós frente ao descalabro que a humanidade impôs a si mesma ao longo das eras.



7 – Os Poetas do Mundo nos declaramos iguais – consagrados e menos conhecidos, famosos e anônimos, ricos e pobres, brancos e negros, mestiços e amarelos. Sempre e quando se situam neste lado da vida, empunhando as mesmas espadas para combater o que mata a vida, lutando corpo-a-corpo, ou ante a mesma barricada, para defender a JUSTIÇA [única para todos], a IGUALDADE [efetiva entre todos os habitantes da terra], a LIBERDADE [a verdadeira, não a dos discursos de instituições e arautos fraudulentos e corruptos] e o DIREITO dos povos de existir e viver em paz. Pois é apenas lutando por todos, que seremos cada um o vencedor. Não há vitória real na individualidade, no egoísmo, a vitória só é possível como uma conquista coletiva.



8 – Os Poetas do Mundo declaram todo espaço onde possam estar ou ser, como suas arenas de combate ao mal, sejam palácios ou cavernas perdidas, sejam os campos de trabalho onde se exploram os campesinos ou o fundo de uma mina onde se suga o sangue do mineiro. O Poeta do Mundo jamais se calará frente à dor de sequer um homem ou mulher, enquanto lhe houver fôlego. Porque o poeta não deixará de ir ao encontro de sua missão, levando a palavra, levando chuva sobre a terra, espetáculo de graça, beleza para os olhos dos homens e das mulheres. O Poeta será a luz que guiará os guerreiros, será o farol na escuridão da noite.



9 – Os Poetas do Mundo nos declaramos pacifistas, mas não covardes, nem passivos. Antimilitaristas, mas de nenhuma maneira ingênuos, mesmo que sentimentalistas por natureza, porque na expressão artística, a tinta da escrita é o sangue de nossas almas. Vivemos embriagados pelo encanto da arte, até a vertigem dolorosa da criação. Criação que terá sempre um objetivo: “APERFEIÇOAR A VIDA”, a nossa [individual], a de todos [coletivamente]. Somos pacifistas em busca da paz universal, mas sabemos que A PAZ não chega do nada, temos que ganhá-la, lutar por ela; por isso somos Guerreiros. E a PAZ não existirá se não for garantida a JUSTIÇA. A PAZ reinará a partir da justiça. Senão a única paz que teremos com os desmandos dos Impérios será PAZ DE CEMITÉRIO.



10 – Um Poeta do Mundo assume o dever de se aperfeiçoar sempre, crescer em humanidade, aceitando a pluralidade e a complexidade da existência. O Batalhão dos Poetas do Mundo é o espaço de luta para os que crêem ou não, ateus ou religiosos, justos ou equivocados, heterossexuais, bissexuais ou homossexuais, TODOS movidos e alimentados pelo e para o AMOR nobre. Poetas do Mundo é a fileira em que se reúnem os guerreiros de outrora e os combatentes modernos, militantes do BEM e da lealdade. Onde trazemos a grande revelação que pode unir o mundo, correntes por correntes, num grupamento de poetas repartidores de esperança e sorrisos, para a luta que dura desde a aurora dos tempos.



11 – E mesmo que o homem torpe busque um terceiro para impor suas culpas ou atribuir responsabilidade por sua salvação; nossa é que cada qual assuma sua essência, seu próprio espírito, sem ter que acusar outrem para calar a voz de sua culpa pelos seus erros e derrotas, nem para depender da verdade alheia para se salvar. Nossa esperança é alcançarmos, através da palavra, o acender do verbo nos corações de cada um, para o verso das montanhas, para a noite sigilosa da alma; assumindo e ascendendo os dons guardados no invólucro cuidadoso do ventre da natureza, até ver o anunciado amanhecer, em que cada um acrisolará sua alma com amor, movido pelas palavras. A Poesia é do mundo - e nós somos da Poesia.



Poeta do Mundo,

Una-se a esta batalha pela existência humana!

Pela continuidade da VIDA!








Ariasmanzo [Luis Arias Manzo]

[Secretário-Geral]

Santiago de Chile, dezembro de 2005




Tradução: Marcia Motta

Revisão:Luciano Wallimann Wolff [[Cônsul de Nova Andradina]

postado por Divyamn, às 08:56

Compartilhe:
 Rating
22.09.2009

Uma túia

Tua túia

Túia tua

Atua

Essa é uma

Túia

É uma

Túia

Túia?

Toma que é túia

Tua

Mauricio Duarte (Divyamn Anuraghi)

postado por Divyamn, às 20:21

Compartilhe:
 Rating
19.09.2009
Pílulas e remedinho

-- Quem é vc para decidir o que é melhor para outra pessoa?  
-- Um escritor, um autor, alguém que possui a autorização para esse exercício de profissão.
-- Como assim?
-- Eu estudei para esse fim.
-- Com que poder de vontade, quer dizer..., com que interesse?
-- Pelos poderes a mim investidos, posso.
-- E a contrapartida?
-- Humildemente, peço que seja meu leitor fiel.
-- Para sempre?
-- Obviamente.
-- Vc é uma máquina?
-- Claro.  
-- Somos todos máquinas?
-- ... error 404

postado por Divyamn, às 07:02

Compartilhe:
 Rating
16.09.2009
O que três borboletas fariam se vissem uma garrafa com o conteúdo escorrendo no sentido inverso da lei da gravidade?  Nada?  Dizem que três cabeças pensam melhor do que uma.  Nesse caso... bom, deixa prá lá...
O nome dessa pintura com pastel seco em papel é: Borboletas e gravidade zero.  Tive um modelo a meu dispor (uma borboleta olho de boi que veio até o quintal da casa dos meus pais) e pude pintá-la sem maiores contratempos.  Confiram o resultado:


postado por Divyamn, às 17:29

Compartilhe:
 Rating
14.09.2009





Disponível também em versão e-book colorido (para leitura em tela):
Anti-arte: Experimentos em artes visuais e poemas conspiracionais.

Anti-arte é o resultado de intenso processo individual e fluido de descoberta artística. Experimentos em anti-arte e poemas conspiracionais de Mauricio Duarte (Divyamn Anuraghi) compõem o livro, que traz o selo do questionamento existencial num mundo de imagens -- (36) trinta e seis no total -- nas quais a apreciação é só começo de uma viagem rumo à uma maior compreensão das "inadequações" da contemporaneidade.




http://www.thebizmo.com/user/store/mauricio

postado por Divyamn, às 11:13

Compartilhe:
 Rating
13.09.2009


Carta 14 do Tarot Iniciático - Armadilhas



Armadilha


Mau lobo.
Lobo do lobo.
Homem do homem?!?
Lobo do homem?

A mata?
O lobo guará?
Foi embora.
Foi tudo embora.

Só restou o lobo.
O lobo e o bobo.
O bobo e o lobo.
Lobotomia.

postado por Divyamn, às 08:18

Compartilhe:
 Rating
10.09.2009
Correndo o risco de ser repetitivo, coloco questões a respeito de meu livro novamente, agora em forma de notícia:


Lançado novo livro de Mauricio Duarte

O artesão das materialidades, como foi chamado numa das suas exposições virtuais, Mauricio Duarte lança seu novo livro: Anti-arte - experimentos em artes visuais e poemas conspiracionais.  Toda a carga hermético-grotesca da anti-arte do autor (pseudo ready mades fotografados, experimentos em computação gráfica e poesia) vem atestar a boa qualidade do trabalho do artista (ou anti-artista) visual. São trinta e seis obras nas quais Divyamn Anuraghi, como também é conhecido, mostra como vê a contemporaneidade; em um ritmo de sátira.  É conferir para concordar, ou discordar, indiferença será bem difícil no caso do autor em questão.


http://clubedeautores.com.br/book/4593--Antiarte

postado por Divyamn, às 20:49

Compartilhe:
 Rating
09.09.2009
Tertium Organum

Fiquei sabendo, por um amigo, deste conhecimento esotérico e psicológico.
Posto o texto, donde partiu meu primeiro contato com o assunto:

Com o maior prazer abordo a questão.

 

O Tertium Organum é a lógica transcendente, superior à usual. É uma lógica compreendida apenas por pessoas cuja consciência possui amplitude e profundidade suficientes para abarcá-la.

 

Quando a consciência é condicionada pelo funcionamento egóico tal como o conhecemos, não compreenderá a coerência da lógica superior e a tomará por absurda.

 

A apreensão do Tertium Organum principia pela via endoperceptiva. Quando colocamos atenção cuidadosa em nossos processos internos, gradativamente vamos desenvolvendo mais e mais uma modalidade de inteligência especificamente relacionada a eles.

 

Ao aprendermos a nos mover livremente no campo da investigação interior, nossa inteligência se modifica e assume um funcionamento muito distinto do usual. Entretanto, do ponto de vista daqueles que ainda tem os processos cognitivos encerrados no ego, teremos nos transformado em indivíduos loucos.

 

A origem desse equívoco está na incompatibilidade dos modos de percepção. A consciência alterada por meio de disciplinas psíquicas especiais passa a ver o mundo de modo completamente incomum e a acessar processos cuja inteligência usual concebe como inexistentes. Como inteligência e percepção se aliam, as afirmações fundamentadas no Tertium Organum costumam parecer muito esquisitas e impossíveis.

 

À medida em que trilhamos a senda do desenvolvimento psíquico-cognitivo, podemos passar por crises no convívio social justamente por essa incompatibilidade de visões de mundo. Grof explica muito bem isso.

 

Às vezes, o choque entre idiossincrassias pode ser violento. Em tais casos, a pessoa superior em cognição  deve buscar compreender as inferiores, uma vez que estas não tem a capacidade de compreendê-la. É nesse sentido que os cristãos primitivos perdoavam as agressões que sofriam e não em um sentido pietista como geralmente se pensa. 

(AAAHHH!!!...agora entendi!)(N.T.)

 

Nem todas as percepções incomuns podem ser reveladas. Apenas as compreensíveis ao entendimento médio devem ser compartilhadas. A infração desse princípio pode trazer conseqüências indesejáveis tais como a internação em hospitais psiquiátricos, perseguições e, em alguns casos, atentados contra a integridade física. Tudo isso porque os modos muito estranhos de inteligência  perturbam concepções de realidade solidamente estabelecidas e ativam elementos hostis no inconsciente coletivo.

 

Há, na natureza, infinitos processos externos e internos que se dão completamente fora do campo da consciência do homem ocidental contemporâneo. Esses processos ultrapassam sua inteligência e apenas podem ser apreendidos por um tipo de inteligência superior, o qual se fundamenta em uma lógica igualmente superior: o Tertium Organum.

 

Por isso não podemos ridicularizar os povos antigos, primitivos e orientais por suas concepções de realidade. Embora em tais culturas exista o charlatanismo e a mentira, há também preciosos caminhos de experimentação do transcendente. 

 

Espero ter ajudado.

 

Cleber


 



 

  

 


 


 

 






postado por Divyamn, às 01:12

Compartilhe:
 Rating
08.09.2009
Aos meus leitores de sempre e aos que começaram agora, a todos, enfim, venho informar que publico meu 7o. (sétimo) livro (olha só, sete livros!!!!!!) pelo Clube de autores.  A experiência de editar essa publicação me levou fundo no que eu chamo de catarse do designer; quando ele (o designer gráfico) nem sente mais que está fazendo design.  Por obra e graça de Deus e por meus desconhecimentos de software novos (que passei a usar agora), tive de refazer a edição várias vezes.  Acredito que, no fim, ficou razoável para bom, em termos de design e excelente em termos de conteúdo.  Sem mais delongas, apresento um breve resumo do livro e o link para a página onde é possível adquiri-lo:

Anti-arte
Experimentos em artes visuais e poemas conspiracionais

Anti-arte é o resultado de intenso processo individual e fluido de descoberta artística. Experimentos em anti-arte e poemas conspiracionais de Mauricio Duarte (Divyamn Anuraghi) compõem o livro, que traz o selo do questionamento existencial num mundo de imagens -- (36) trinta e seis no total -- nas quais a apreciação é só começo de uma viagem rumo à uma maior compreensão das "inadequações" da contemporaneidade.


http://clubedeautores.com.br/book/4593--Antiarte

postado por Divyamn, às 01:24

Compartilhe:
 Rating
06.09.2009
Desertos, miragens e oásis


O que seria um deserto nesse atual estado de coisas em literatura a que somos submetidos todos os dias?  O próprio estado de coisas?  É certo.  
O que seriam miragens?
São os livros de ocasião que não tem fim nem começo.  Os oásis?  Existem aqui e acolá, como promessas.  Realizadas algumas.  Grande parte não passa disso, promessas.
No deserto sem fim das letras esculhambadas e das palavras aviltadas, a flor do Lácio tenta alçar vôos.  Unificada, terá maiores chances de consegui-lo?  Perguntas que assolam minha mente enquanto vislumbro mais uma miragem: seria real aquele best-seller? 
No fim, há de existir um oásis.  Na paz de espírito, em Deus. É certo.

postado por Divyamn, às 17:35

Compartilhe:
 Rating
05.09.2009

Cultura Brasileira e Camelos


Camelos podem ir e vir grandes distâncias sem o consumo de água. Assim nos foi ensinado. Assim somos nós; as distâncias são os espaços que nos separam de nossa emancipação como seres humanos pensantes e não ovelhas sendo tosquiadas ou bois no matadouro. A água são os livros, substância vital que carrega todos os componentes da vida, origem da vida. Estaria eu exagerando? Afinal as livrarias das grandes cidades contam-se às dezenas -- senão em número maior – megastores de livros na internet são numerosas. Há oferta e oferta boa; não é preço salgado não.

A questão é: qual livro você comprará? Qual merecerá sua atenção durante um mês, uma semana, uma quinzena, um dia? Quando digo que não há opções, atualmente, para quem gosta de qualidade razoável em literatura contemporânea, seria um exagero? Por certo, por certo.

Pois me explique o vazio de pensamento que nos assola. Somos o que lemos, o que assistimos, o que ouvimos. A opção?

Arte objetiva! Ou... aos camelos...

postado por Divyamn, às 08:20

Compartilhe:
 Rating
04.09.2009
Literatura e pintura



Do que é feita a sua vida?  Mais de uma vez me fiz essa pergunta.  A resposta vinha, quase sempre, relacionada às artes gráficas, às artes visuais.  Desenhar, pintar, ilustrar.  Hoje, ao me perguntar o mesmo, a resposta vem devagar -- aquela resposta antiga ainda vem e acredito continuará vindo pelo resto dos meus dias, mas não há mais a mesma urgência em responder a pergunta como havia anteriormente -- pois a pergunta pode "pairar sob o vento" para ser devidamente apreciada.  De que é feita a sua vida?  De Deus? Da palavra?  Escrever.  Escrever traz sentido à vida, dá sentido às coisas, às situações.  Não numa relação direta, claro.  Numa relação paralela, indireta, que é a única ajuda que podemos dar a alguém ou mesmo a nós próprios, em determinadas situações.  
Do que é feita à sua vida?

postado por Divyamn, às 03:15

Compartilhe:
 Rating
03.09.2009
Literatura sob demanda: distribuição


Em que pode alterar a face da literatura contemporânea, o estabelecimento de editoras e sites de livros sob demanda?  Perguntará o leitor cético já acostumado com "novidades" que nada trazem além de blá blá blá.   A esses respondo que altera em bastante fatores, dentre eles, a distribuição.  O que preocupa boa parte dos editores e livreiros -- por conseguinte ou primordialmente -- escritores, romancistas, poetas, designers da escrita, enfim, hoje, é a chamada distribuição.  Quando minhas opiniões e pensamentos aproximavam-se dos pensamentos e opinões libertárias, a primeira coisa que fiz, foi montar uma banca de livros libertários e alternativos para exposição e venda de publicações desse gênero de ciência social.  Hoje, não tenho tais preocupações nem opiniões, muito menos pensamentos dessa natureza e o que me levou a mudar -- tão radicalmente de idéia -- são motivos religiosos e de espiritualidade que nada tem a ver com a questão acima.  Dito isso, posso colocar que o mercado de livros atual é escasso, embora pareça amplo e vasto -- categorias que podem ser vistas apenas ao que eu chamaria de sub-literatura de auto-ajuda ou aos best-sellers, juízo de valor que considero, pois escrevo literatura -- haja vista que nem um só dia se passa sem que um livro seja total ou parcialmente editado no Brasil e nem um só dia se passa sem que alguém deixe de lê-lo por motivos vários, dentre eles, o preço, a preguiça, o não costume de lidar com literatura e... a distribuição.  "Livrarias!", gritará o desesperado autor em busca de leitores.  "Precisamos de livrarias!" Como a arte imita a vida, podemos citar a música de Caetano Veloso, Livros e dizer "encher as prateleiras de mais confusão" -- que o leitor entusiasmado com a literatura contemporânea não me crucifique por essa frase, pois refiro-me apenas ao objeto livro, quando muito bem poderia estar me referindo ao conteúdo e à forma do que foi escrito -- não logrará êxito, senão por simbolismos de pouca monta e viagens do ego de cada autor.
Por esse motivo -- e por outros que não me vem à cabeça no momento -- convido a todos à nova literatura contemporânea que desponta nos sites e editoras de livros sob demanda.

postado por Divyamn, às 08:17

Compartilhe:
 Rating
02.09.2009

Verdades em arte


Quando uma identidade visual/assinatura visual é projetada, temos duas opções básicas a recorrer: Passamos a um figurativo ou passamos a um significado que é apreendido pelo leitor/internauta/consumidor. Do mesmo modo (ou em similitude) seria o trabalho de um pintor ao se deparar com a sua tela (ou com o papel, no meu caso pois só pinto em papel). A partir daí segue o que mandar a sua musa inspiradora que para alguns consistirá de 99% de suor e 1% de inspiração.

Por qual razão temos estas duas vertentes?  São direcionamentos que ensejamos em nossas obras.  Direcionamento que estando correto engendrará numa obra prima ou coisa próxima disso.  Há que se ater, desse modo, ao direcionamento correto, seja qual for a vertente escolhida, abstrato ou figurativo, pois sem ele estaremos próximos do desastre.

No nosso atual sistema de compra e venda de arte, as galerias selecionam as melhores obras e os melhores artistas para reprodução e/ou exposição e apesar de parecermos ridículos tocaremos na mesma tecla: a qualidade do que se faz hoje não chega aos pés do que se fazia na Idade Média por um Bosch, para citar um exemplo. Por que afirmo com tal ênfase essa questão? Porque a questão de boa/má qualidade não reside numa quantificação, mas numa averiguação: A arte objetiva foi esquecida pelo grande público e a culpa maior é da mídia e de uma sistemática destruição de tudo o que é belo em arte desde a Revolução Industrial até nossa atualidade. Quem está por trás dessa destruição? Não cabe a mim, nesse momento, ensejar tal discussão. Ouso, no entanto, afirmar que os artistas que hoje nos presenteiam com seus dotes não são nem sombra dos antigos pintores, escultores, atores, escritores, mímicos do passado. Digo isso, não para louvar um passado remoto que não volta jamais. Digo para despertar consciência naqueles que tem a responsabilidade da educação artística no mundo: professores, arte educadores, oficineiros de arte, entre outros necessitam, não só, dessa consciência, mas também de todo arsenal metodológico e espiritual para o aperfeiçoamento de sua cátedra.  Nem receberam esse arsenal quando foi seu tempo de direito nem seriam (por isso mesmo) capazes de passar adiante um conhecimento que não dispõem.  O que fazer? Empurra-se o problema para as futuras gerações?  Ou chegamos a conclusão que o sistema do qual fazemos parte não serve ao que se propõe e partimos para outra sistemática no ensino de arte?

 

postado por Divyamn, às 07:57

Compartilhe:
 Rating
01.09.2009


Conhecimento e desconhecimento



Por pura ignorância (afinal, não sou cigano) devo parar essa explanação a respeito do Tarot Iniciático. Também não sou tarólogo e o leitor poderia bem me dar um puxão de orelhas e dizer: “Escuta aqui, o que está fazendo da sua vida?” A questão é que, como pretenso artista visionário que sou (onde artista visionário refere-se à uma especificidade dentro da pintura de realismo fantástico ou do surrealismo para uma definição bem rasteira) não posso me ater ao conhecimento que a sociedade me lega e ficar satisfeito, baixar a cabeça e dizer amém. Estaria eu, sendo leviano com a própria tradição dos que me precederam se assim o fizesse, pois estes conseguiram alcançar níveis em arte nunca antes imaginados a partir de experiências visionárias.

Alcançar um décimo que seja do que foi conseguido é tarefa árdua para o inciante e passei os últimos 16 anos da minha vida me devotando a pesquisar o que nem sabia que existia com essa finalidade. Sete anos de estudos acadêmicos na Escola de Belas Artes e nove de trabalho e pesquisa não-formal em sua maioria.

Ao me perguntares sobre a validade desse esforço, diria que faria tudo novamente e de novo, e de novo e de novo, haja vista que não há limites para o que alguém possa aprender quando tem consciência dos limites que a sociedade lhe impõe e se ater a esses limites ou não, é o toque de mestre que cada um dá a sua própria vida.

postado por Divyamn, às 01:54

Compartilhe:
 Rating
31.08.2009

Início arquetípico do Tarot


Iniciando pela carta 10, as transformações, seguimos adiante três casas e chegamos à carta 14, as armadilhas. Três cartas atrás e teremos a 6, os ventos. Tudo é mudança, transformação, modificação, nesse conjunto de cartas. A razão desse início é de que, necessariamente, é preciso uma mudança no modo de viver do ser humano e da humanidade, como um todo, para adentrar a era de Aquário. A pena pelo fracasso é a morte do ser humano como raça; o prêmio pelo sucesso é a conquista de novos planos de êxtase espiritual e degraus na escalada cósmica. Em Cristo, temos o templo do Espírito Santo, somos Templo do Espírito Santo, somos corpo e sangue purificados.

O Tarot Iniciático é associado às forças da Natureza. Os elementais (gnomos e duendes, ondinas, silfos e salamandras) são seres mágicos que habitam essas forças primitivas – terra, água, ar e fogo – e que podem ser percebidos nos rituais do Oriente. A imagem do Cristo cigano é louvada todos os anos na Espanha durante a Paixão (até onde este blogueiro saiba) e a partir da imagem e semelhança de Deus podemos chegar, iniciando com a carta 10, na carta 1, o mensageiro.

Esta carta traz bons auspícios e nos indica que a concretização de nossos projetos está a caminho. Sigamos em frente na confiança de que, em Deus, nada é impossível.

postado por Divyamn, às 02:13

Compartilhe:
 Rating
30.08.2009


O Tarot iniciático


O Tarot iniciático veio dos ciganos e pouco se sabe, além disso, sobre sua origem.

Os arquétipos ,como conhecemos ou do pouco que conhecemos a respeito do assunto (muito há a ser pesquisado pela antropologia do imaginário, por uma metodologia artística iconográfica, entre outros ramos do conhecimento) nos remetem à sonhos, ansiedades e imaginários primevos. Tais sonhos são compartilhados pelo imaginário coletivo de hoje e de todos os tempos, daí serem chamados arquétipos. Preocupação nossa é a de estabelecer conexões ricas em abordagens imagísticas relevantes para o homem como ser consciente e ser único na criação; desse modo o estudo do imaginário iconográfico coletivo torna-se fundamental para quem, busca tal interação com essas forças.

Nesse sentido, faço-me os seguintes questionamentos:

A conversa entre os arquétipos estaria para o tarot inciático assim como o jogo estaria para o tabuleiro de xadrez ao nível dos imaginários? Quando alguém diz cartas do Tarot, imediatamente nosso cabedal de imagens nos levam à práticas divinatórias, de adivinhação, o que nos leva a supor um diálogo entre quem joga as cartas e tais forças para relatar ao consulente o seu destino, entre outras coisas. É o que acontece e de que modo se dá essa conversa será tema de nossos próximos posts.

O óbvio é que nos afigura o maior desafio quando temos diante de nós a perspectiva do maravilhar-se perante a realidade.


postado por Divyamn, às 02:27

Compartilhe:
 Rating
29.08.2009
*com "de outros pontos" quero reportar-me aos conceitos dos quais se cercam a metafísica e que giram em torno desse, o qual não há o que dizer, pois é incogniscível.

postado por Divyamn, às 06:35

Compartilhe:
 Rating
29.08.2009
Deleuze e a lógica do sentido

Em que lugar está a realização plena de cada pessoa, de cada ente, de cada indivíduo?  Em Deus, ora.  A relatividade desse conceito residiria em séculos e séculos de mau uso das palavras, Deus, Brahma, Universo, Divindade e assim por diante.  Desse ponto pacífico (ou de outros pontos*, que desse podemos extrair "apenas" libertação) podemos gerir um ponto crítico como metafísica das palavras (mais adequado seria filologia mesmo) e daí vir com as palavras-valise de Lewis Carroll: furiante - fumante furioso.  Ou ainda, os jogos de palavras com "Morcegos comem gatos ou gatos comem morcegos?"
Seria um mero jogo de palavras: Obra de arte?  Obra-prima?  Obra primeira, primeva, primordial, aquilo que está para o início assim como o início está para o final.  Alfa e Ômega.  Estamos de novo em Deus e Jesus.
Do que é feito esse "jogo"?  Ocorre que não é acidental estarmos nesse início de século 21 em meio a tantas destruições: Do meio ambiente, da civilização como conhecemos, da família, da estrutura social antiga.  Essa destruição relaciona-se diretamente ou indiretamente (não sei o que é pior ou o que seria pior) ao desamor pela cultura, pela arte, pela literatura, pela palavra bem escrita, enfim.  Um desamor que traz consigo a inconsciência.  Qual seria o lugar da plena realização de alguém num mundo onde a realização plena perdeu o sentido?  Sentido das palavras.  Lógica do sentido.  Deleuze.  Ninguém foi tão fundo quanto Gilles Deleuze nesse espaço.  Em que lugar?

postado por Divyamn, às 06:25

Compartilhe:
 Rating
28.08.2009

Páginas da internet, rolos de papiro e Idade Média




Não, William Blake não foi medieval.  No entanto, sendo vivo hoje, William Blake ouviria The Doors ou leria Aldous Huxley?  Certamente.  Leria com o critério e com o juízo daqueles moralistas que se prendem às regras do bom costume e da boa norma?  Com certeza não.  Blake tinha na veia o fervor religioso, embora fosse lúcido e "antenado" o bastante ( sabia de antemão que a beleza e o divino estão um para o outro como a mão e a luva) para saber que as regras e leis do divino não se coadunam com falsidade e moralismos.  E tinha consciência o bastante para verificar por si mesmo (e não de segunda mão) que os acordados tem um mundo em comum, enquanto os que dormem estão, cada um, em seus próprios mundos.
E daí?
Daí que nada do que se faz hoje em literatura e artes (e que a mídia promove com ardor) possui encanto e beleza bastantes para suplantar o que se fez nessas áreas na Idade Média, por exemplo, quando da invenção das Universidades, para citar um ponto crítico.  Não recorro a tais elucubrações históricas ou de historiografia para traçar uma viagem ou um retorno à "Idade das Trevas".  A beleza vista a partir da contemporaneidade não chega aos pés do que foi realizado noutras épocas. 
E não venham dizer que as novas invenções tecnológicas são o máximo em beleza por si mesmas.  A paixão futurista pela máquina não me apetece. Viver é de cada um.  Se me aprouvem viver na Idade Média, que eu viva na Idade Média.  Só não venham dizer que não existiam pergaminhos e rolos de papiro na Idade Média.

postado por Divyamn, às 06:45

Compartilhe:
 Rating
27.08.2009

Colecionadores e a contemporaneidade


O ato em si de colecionar não ocorre por motivos fúteis.  Há um fundo musical nesse ato (seria Night and Day de Cole Porter? ou Eu sei que vou te amar cantado por João Gilberto?) que só pode ser uma trilha romântica.  Aquele que coleciona deseja eternizar o momento que subjaz em todo encontro com o objeto amado.  Só que, o objeto passa a não importar quando esse momento configura-se revelador para quem coleciona.  Seja artes visuais, artes plásticas, livros raros, livros comuns, tampinhas de garrafa de refrigerante, o objeto colecionado pouco importa.  A emoção envolvida no ato ocorre, a um só tempo, de modo criterioso, pois o valor comercial, embora importante, não é seu fim.  
Artistas fazem arte, colecionadores e apreciadores consomem arte e desse modo o mercado evolui.  Também assim, evolui nossa espiritualidade?  Qual seria a relação entre o momento e a emoção trazida por esse momento?

Que espécie de emoções estaríamos proporcionando com momentos fúteis e banais disponibilizados pela mídia?  Seriam sentimentos e emoções relacionadas à bondade, ao altruísmo, à fortaleza?  Uma coleção, por mais boba e/ou desimportante que seja, traz consigo emoções altivas e inerentes à quem deseja ou possui sentimentos nobres.  Seria uma inversão de valores dizer que colecionar é um ato egoísta?  Pois bem.  Nem é importante o ato em si (sem consciência tudo que fizermos é errado aos olhos de Deus), nem é importante dizer ou deixar de dizer qualquer coisa a respeito desse ato(sem consciência tudo o que dissermos é errado aos olhos de Deus, repito).

postado por Divyamn, às 09:15

Compartilhe:
 Rating
26.08.2009
O que faz de um escritor, um escritor?


O conceito de belo ou de ética, moral e bondade em alguém (escritor) depende de um lampejo filosófico ou de dogma religioso?  Ou depende, numa acepção última de um conjunto de características de personalidade cultivadas e/ou adquiridas ao longo do tempo de vida?  Em sendo verdade que dependa do seu cárater ou falta de caráter, em instância última, poder-se-ia dizer que todo o conhecimento, todo a leitura, todo o aprendizado de alguém (escritor) não tem repercussão nem ressonância em seu trabalho de escrita; salvo seja verificada a condição de que a sua personalidade seja uma personalidade interessante, uma personalidade de que alguém queira acercar-se, que seja alguém (não necessariamente escritor) vivo, que tenha uma vida, na ampla acepção da palavra vida e não um arremedo de contemporaneidades instântaneas prémoldadas e préprogramadas as quais lidamos todo dia. 

A bondade e o gosto pelo belo, pelo ético, pela moral devem ser cultivados?  Ou experimentados?
Cabe a nós (escritores ou não) respondermos a pergunta.

postado por Divyamn, às 12:52

Compartilhe:
 Rating
25.08.2009

A nova literatura brasileira

Embora não tenha uma opinião formada a respeito da nova literatura do Brasil; tenho para mim que, a multiculturalidade e a pluridiversidade são a ordem do dia. 
Percebo, apesar disso, que pensando em qualidade no sentido de bem, no sentido de estabelecimento de valores humanos, éticos, espirituais deixamos muito a desejar.  Temos a liberdade de escolha e, fomos nós mesmos quem construímos essa liberdade; a questão é: o que fizemos ou o que faremos com essa liberdade.

postado por Divyamn, às 14:10

Compartilhe:
 Rating
Termos e Condições | Política de privacidade | Fale conosco

Copyright © 2008, Abril Digital - Todos os direitos reservados