Entrar:
 Salvar
09.02.2010
OK, você venceu, BATATA FRITA!

Mais macunaímico que isso, só o próprio Mário de Andrade.


Entra ano e sai ano e eu não consigo cansar de ouvir as músicas dessa turma que colocou chopp, batata frita e bom-humor no rock brasileiro dos anos 80. Dá-lhe Blitz!

postado por Fabio Bézza, às 08:25

Compartilhe:
04.02.2010
O GRANDE ESPETÁCULO DA TERRA

O Circo de Soleil que me perdõe, assim como o Maracanã, lotado, gritando gol, ou uma abertura de Jogos Olímpicos, mas não tem espetáculo mais maravilhoso na imensidão deste Planeta Azul do que uma mulher tirando a roupa, bem de-va-gar.
A cada peça jogada pra fora da cama, a sensação de que um mundo melhor é possível, de que existe prazer nessa vida louca. Eis um gesto aparentemente simples, mas belo e grandioso. Nem carece ser uma Halle Barry, a natureza feminina já é uma tempestade, feliz e arrebatadora diga-se de passagem, quando provocada entre quatro paredes, ou sob a luz do luar que bate em seu corpo com a mesma luminosidade ao tocar na água do mar. Nos seios da mulher o mundo fica menos confuso, diria até,  mais claro, sereno como um pôr-do-sol. Entre as suas pernas não há depressão ou crise existencialista que resiste. No seu cangote, naquele momento de sussurro, a vida vira um gostoso traveling por mares nunca antes navegados. No seu bumbum está escrito o epílogo da alegria do homem, pois ali ele morre e renasce. Mesmo no final do show, depois de toda transpiração deixada no lençol, o espetáculo parece não ter fim, ou algum cueca de plantão sugere imagem mais linda do que levantar e ver uma linda garota estendida na cama. Eis um espetáculo, às vezes efêmero, às vezes duradouro, em outras sentimental, ou apenas carnal, mas, com certeza, sempre profundo.     

postado por Fabio Bézza, às 20:34

Compartilhe:
20.01.2010
ELE ACORDOU COM TUDO



No embalo do primeiro parágrafo do livro "A Metamorfose", de Franz Kafka, que conta a história de um homem que acorda transformado numa barata, o cantor e compositor Otto presenteou não só o seu público, mas também a MPB com este álbum autoral e bem acabado: "Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos". O CD saiu no segundo semestre do ano passado, mas só agora o dowload dele baixou aqui no meu computador. Li uma matéria sobre o Otto numa das últimas RollingStone e resolvi escutar. Trata-se de um ótimo trabalho deste talentoso pernambucano. Assim como Constantine, ele exorciza, sem dó, seus demônios em músicas como "Crua", soltando o verbo: "Dificilmente se arranca a lembrança/ Por isso da primeira vez dói/ Por isso não se esqueça : dói/ E ter que acreditar num caso sério e na melancolia que dizia/ Mas naquela noite que eu chamei você, fodia, fodia". Uma letra tanto lamentosa quanto pra chutar o balde. Uma música gostosa de escutar pela mistura de orquestra com instrumentos de percussão. Outro destaque é 6" Minutos", "Não precisa falar, nem saber de mim/ E até pra morrer/ Você tem que existir/ Nasceram flores num canto de um quarto escuro/ Mas eu te juro, são flores de um longo inverno." Estes versos são cantados em ressônancia de desabafo e sob uma densidade instrumental de arrepiar. Há também o clássico samba-canção "Naquela Mesa", belíssima música que Sérgio Bittencourt fez para o pai Jacob do Bandolin. Enfim, o melhor trabalho musical do Otto, um CD com dez belas faixas, com ótimos arranjos de cordas, sem falar nas ilustres participações de Julieta Venegas, Céu e Lirinha. Depois de seis anos sem um disco novo na praça, voltou à cena um tanto mais introspectivo, com estilo, peso, letras desconcertantes e canções recheadas de boa poesia, que carregam um grito de desespero que faz bem não só aos ouvidos, mas também à alma. Principalmente para quem, às vezes, frequentemente, ou atualmente como este blogueiro que vos escreve, se sente acordando de sonhos intranquilos, expurgando verdades doloridas que estavam guardadas lá no fundo...

postado por Fabio Bézza, às 11:33

Compartilhe:
11.01.2010
CALENDÁRIO 2010

Imbuído da maior fé de que este ano será tudo de bom, que eu consiga fazer tudo aquilo que eu gosto como escrever, viajar, andar de bicicleta, beber com os amigos e ouvir rock and roll, pensei num calendário inspirador, cujas imagens inspirem, embalem sonhos e realizações. Então, nada melhor do que aqueles que costumam ficar pregados nas paredes de borracharias e mecânicas estampados de beldades. O meu calendário seria mais ou menos assim, nem tanto pornográfico como o do borracheiro da esquina, mas bem inspirador.

Janeiro - Halle Berry




Fevereiro -
Como é mês de carnaval, nada mais apropriado do que uma passista na moldura da Viviane Araújo




Março - Camila Pitanga




Abril - Cléo Pires




Maio - Juliana Paes




Junho - Enquanto o bicho pega em Roland Garros... Dá-lhe Maria Sharapova, esta tenista russa é de tirar o folêgo.




Julho - Alisson Sttoke, atleta americana do salto com vara, a imagem mais bonita da última Olimpíada.





Agosto - Juliana Panikat, eis a grande graça do Pânico na TV.




Setembro - Selma Hayek, viva a revolução Mexicana!




Agosto - Natalie Portman, em alguma cena de strip do filme Closer




Outubro - Penélope Cruz, por ela eu até torceria pela Espanha na copa do Mundo




Novembro - Eva Mendes, veloz e furiosa.




Dezembro -
Sabrina Sato




Como um calendário bonito desse descolando da parede, espero que 2010 passe de maneira leve e serena igual a um solo de trompete do Chet Baker.



postado por Fabio Bézza, às 20:03

Compartilhe:
01.12.2009
A BEBIDA COMO SALVO-CONDUTO PARA DESBRAVAR A TERRA DIONISÍACA



Não pretendo fazer apologia ao álcool
, apenas quero dizer que acredito, obstinadamente, que a bebida quando bem ingerida, não como vício, mas como prazer, como uma espécie de virtude, é sinônimo de magia, de encantamento do espírito. Não acho que para a pessoa ficar legal tem que beber, tenho muitos amigos que não bebem e se divertem igual ou mais do que aqueles que enchem a cara. Como diz aquele funk carioca, "cada um no seu quadrado".  Todavia, penso que a cerveja, além daqueles destilados... é um dos grandes prazeres do mundo. Com umas a mais fica mais fácil rir da nossa própria desgraça, parece que tudo na vida vira uma ficção barata. Tinha um brother na faculdade que quando ia apesentar trabalhano na frente da sala, passava no bar e tomava uma dose de conhaque. Ele dizia que esse rito o ajudava a ter um bom desempenho, a falar bem na base de um estado anestésico, só assim para ele não ficar nervoso e ansioso. O inusitado é que tenho bebido pouco ultimamente, quase nada. Tempo atrás fui numa festa e não bebi, estava decidido a passar uma noite sem beber, me encontrava meio triste, meio cabisbaixo, meio baleado, meio merda, enfim, até tirei uma onda, mas não foi a mesma coisa, parece que faltou algo. Se eu tivesse bebido, mesmo me sentido meio um monte de coisa, talvez teria dado risada dos meus erros, dos meus problemas. Lá, a maioria das pessoas bem loucas, o salão respirava a cevada. Percebi que a bebida é um salvo-conduto para aqueles que desejam desbravar a terra dionísiaca, onde não há regras, na qual o destino é sempre um curta e nunca um longa-metragem, ainda com roteiro bem trash, tipo Tarantino. Na estrada dionisíaca há somente placas de contradições e desejos, e todos pesonagens são santos e demônios. Um brinde a Dionísio, deus do vinho e da farra. A divindade que, segundo o mito, se encantou ao sentir o aroma que exalava das jarras de vinho, e depois de ter virado o caneco se transformou num deus risonho e festivo.
_____________________________________________________

E hoje é aniversário da minha comadre, Leire. O Edinho, meu brother e marido dela me chamou pelo msn e disse para eu colar lá para comer um bolo.

Toda felicidade do mundo pra ela. Parabéns, Leire.
 

postado por Fabio Bézza, às 20:14

Compartilhe:
25.11.2009
EU, ELA E A CHUVA



Pensei nela ao longo da caminhada, a chuva caía com gosto de chopp, enquanto a minha mente viajava por outros céus, talvez um, ensolarado igual o dia em que nos conhcemos. Conforme andava, entre uma e outra esquina, alguns versos inacabados vinham na minha mente, mas logo se perdiam, imitando as gotas que se espedaçavam do céu formando poças d'água
. Sempre gostei de andar na chuvade sentir as gotas fazendo cócegas na minha pele, de ficar com a roupa encharcada, de olhar para o alto e ver a escuridão - o "céu negro, arco-íris de néon" como diz aquela música do Chico César - invadir a tarde. Também gosto de pensar nela, naquele sorriso bonito e potente, que parece ter sido feito com um milhão de volts. Mesmo sabendo que, dificilmente, ela pense em mim. Mas assim é o amor, incondicional, o avesso da razão, o botão que liberta os nossos anjos e demônios. Só ele mesmo para fazer um cara ficar horas olhando pela janela... As relações podem acabar, o fora é inevitável, o fim está fadado a acontecer assim como os dias e as noites. Mas o amor, quando é de verdade, nunca acaba, não se prede no horizonte por mais distante que os olhos estejam. O tempo mexe com a gente já diz o Belchior, talvez a chama não seja a mesma dos primeiros momentos, mas sempre vai existir uma fagulha prestes a ser incendiada. Continuo caminhando, totalmente ensopado, e a chuva parece ser a melhor tradução do que eu sinto por ela. A chuva, aliás, assim como ela, tem música, aroma e bonança. De repente o som do trovão corta o espaço, a imensidão e o meu coração. De repente a chuva se desfaz como o meu último romance. Agora, o sol volta a brilhar.    

postado por Fabio Bézza, às 14:32

Compartilhe:
18.11.2009
MANDA BALA GUERRILHA!

Foi com enorme prazer que eu escrevi um texto de apresentação do grupo Guerrilha. Lembro como se fosse hoje, o kléber, na época guitarrista da banda e brother meu, ligou pra mim e disse: "Fabião! A banda em que toco vai participar de um evento e precisa de um texto de apresentação, tem o dom de escrever, afinal, ter amigo jornalista é pra isso". Grande kléber, guitarrista e dos bons, hoje perdi um pouco o contato com ele, pois o sujeito foi pra Santa Catarina, espero vê-lo novamente, um dia quem sabe.
Então, naquela ocasião eu conheci os outros integrantes da banda e escrevi sobre eles. Acabei fazendo uma certa amizade com o Tiago, vocalista e professor de filosofia, figuraça. Esses dias ele baixou aqui em casa, me mostrou umas fotos de Machu Picchu e de outras andanças que ele fez. Conversamos sobre Platão (a essência precede a existência), Existencialismo (a existência precede a essência), rock and roll, viagens, mulheres, Escola de Frankfurt: Walter Benjamin e cia limitada. Também me avisou que o Guerrilha continua com a metralhadora verborrágica em ação, em breve sai outro CD, sem falar que há outros projetos culturais em andamento, enfim, os caras estão correndo atrás daquilo que eles gostam e sabem fazer: música. Toda sorte do mundo pra Guerrilha, vou postar o texto que eu escrevi na época. Se eu não estiver enganado, nesse evento que eles participaram até o IRA tocou. Esses garotos vão longe.

MÚSICA, CONSCIÊNCIA E ATITUDE


Desde 2003 tocando no circuito underground, nos botecos, subterrâneos, galpões abandonados, universidades, e garagens da paulicéia desvairada, além de marcar presença em diversas casas de shows da deslocada noite paulistana, como no Tribe House e Hangar 110. O grupo Guerrilha carrega na bagagem influências de bandas como: Ramones, Bad Religion, Living Collour, System of a Down, Rage Againist The Machine, Inocentes, Plebe Rude, entre outras do mesmo naipe. Mas, influências à parte, os caras absorvem várias vertentes musicais e tentam ir mais além. O quarteto formado por KBÇA (vocal), Kleber (guitarra), Punk (baixo) e André (bateria), percorre com desenvoltura pelas ressonâncias do grunge, punk rock, hard core, funk metal, new metal e rap, sempre com a busca interminável por uma convergência sonora “abrasileirada”, própria e autoral por parte dos integrantes. Em 2005, Guerrilha foi uma das revelações do Festival Novos Talentos, evento organizado pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, no qual em meio a mais de 500 artistas inscritos, conquistou o segundo lugar, o que lhes rendeu uma apresentação na TV Cultura. Na ocasião tocaram a música que leva o nome do grupo, eis um trecho: “Palavras que não podem ser faladas/ Regras que não devem ser burladas/ Normas que temos que obedecer/ Criadas e transgredidas por vocês!!”.Mas nem só de temáticas sociais falam as canções “interpretamos aquilo está ao nosso redor, sejam temas politizados, conflitos familiares, relações coletivas e estados emocionais pessoais,... a mídia, o moralismo... etc.” Atualmente, o grupo está de volta aos palcos, e em breve estarão com uma nova homepage (http://www.bandaguerrilha.cjb.net/) para divulgar o trabalho e deixar as músicas disponíveis para donwloads. Esses guerrilheiros, que em vez de pegarem em armas utilizam instrumentos musicais, procuram um espaço no cenário musical, e como grandes combatentes, não se preocupam de andarem sempre no meio-fio, na trincheira entre a vida e a arte.

postado por Fabio Bézza, às 21:30

Compartilhe:
15.11.2009
ESTA NOITE TEVE SOL



Ontem a noite estava agradável, em certa altura suspeito que até o vi o sol da meia-noite
. Mas é claro que esta visão foi por causa das cervejas que eu bebi, afinal, eu não estava nas planícies do Canadá, nem no Norte da Sibéria, ou em algum lugar da circuferência terrestre onde ocorre este fenômeno, numa latitude acima de 66° 33'39 N ou S, além do círuculo polar ártico. Nada disso, a minha estrada ainda não chegou tão lontge assim. Eu estava voltando a pé pra casa, depois de ter passado: tarde, noite e começo da madrugada bebendo e fazendo farra com os amigos. Quando cruzei  a última esquina dei de cara com uma luminosidade estupidamente bonita. Agora, se era o sol da-meia noite ou a luz do poste, ou epifanias etílicas de um jovem bebum? Alguns detalhes não são tão importantes. O que vale mesmo são os momentos em que encaramos a vida com fantasia, em que trocamos estrelas por chope, a luta armada pela pista de dança. Como é bom desfrutar de cenários deslumbrantes, a exemplo da noite de ontem, ainda mais, bem acompanhado. Vários amigos reunidos no terraço de um brother, alguns dançando, outros beijando, outros bebendo, outros conversando, outros fazendo de tudo, e a noite convidando para seguir com ela até o fim, até o raiar do dia. E, mesmo sabendo que ela é frágil e efêmera, talvez por isso mesmo, não consigo recusar o convite dela, ainda mais quando a lua está toda envolvente como uma mulher de peitos bonitos e indecentes. Já disse aqui no blog, que há noites sem fim, ontem foi uma dessas.

postado por Fabio Bézza, às 12:32

Compartilhe:
09.11.2009
50 ANOS DE ASTERIX



Saiu ontem no Caderno 2 do Estadão uma matéria e alguns artigos sobre os 50 anos do Asterix. Aliás, o Estadão de domingo em relação a parte de cultura é muito bom. Como as histórias se passavam na época do Império Romano, foi por meio do Asterix e Obelix que comecei a gostar de história. Lembro que na minha mão, nos tempos da velha infância, caiu alguns exemplares das aventuras desse clássico personagem. Gostava de ver o Obelix, um tipo de fiel escudeiro do Asterix, indo pra cima dos romanos. Hoje, tenho poucos exemplares em casa, só guardei alguns de recordação, assim como fiz com o Homem-Aranha, o Wolwerine, o Batman e outros que eu venerava. É claro que como sou um sujeito de hábitos americanos
, viciado em Coca-Cola, blues e rock and roll, tenho poucos gibis do Asterix, comparando aos heróis da Marvel. Mas da mesma maneira que sou fã do Stang Lee, criador da maioria desses heróis, também admiro o talento dos criadores desses guerreiros gauleses, os quadrinistas, René Goscinny e Albert Uderzo. Como bem escreveu o Jotabê Medeiros no Estadão: "Asterix e Obelix celebram uma era de opulência do trivial e de despreocupação com a autoridade constituída. São guerreiros da desobediência civil. Afinal, gauleses bárbaros que são, vivem num paraíso original, numa revolucionária (porque "primitiva") existência comunitária. Brigam muito, mas tudo sempre termina em banquete, javalis e vinho..." Parabéns a este símbolo de resistência, não só  francesa, mas universal.

postado por Fabio Bézza, às 14:39

Compartilhe:
06.11.2009
LEMBRANÇAS DE UM CARNAVAL

Teve um carnaval que eu e o meu amigo Zóião dormimos na calçada, ambos, totalmente bêbados, acordamos com aquela cara de cachorro de caiu da mudança.
Este foi apenas um dos episódios malucos. Os quatro dias de folia, em Promissão, no interior de São Paulo, foram marcantes. Não lembro exatamente em que ano foi. Quando cheguei em casa, lembro que liguei o computador, instalei aquele programa de barulho de máquina de escrever e fiz um texto sobre a viagem. Em seguida mandei para todos os amigos, o pessoal gostou, principalmente o Zóião que diz que até decorou o texto. Então, como recordar é viver, vou postá-lo aqui no meu blog. Hoje, lendo ele novamente, tirando dos arquivos, vejo que é um texto ingênuo, de um cara que quis por meio das palavras eternizar um momento especial com os amigos, só isso. Não escrevi na intenção de publicar um artigo para uma revista, não teve intenção financeira, como acontece no dia-a-dia profissional do jornalista. Escrevi como aquela criança que na volta às aulas a professora pede: "Faça uma redação sobre como foi as suas férias". Sinto orgulho de mim quando percebo que a inocência ainda é uma possibilidade na minha vida, me faz bem sentir que sou um cara sensível a escrita, apaixonado ao ato de escrever. Ainda tenho muito que melhorar, muito que aprender, mas sei que a evolução leva tempo, enquanto isto, soretudo, escrever pra mim siginifica: ter esperança, viver, respirar, amar, refletir e seguir em frente. Eis o texto que mandei para o e-amil dos amigos:

Carnaval em Promissão

 

Na madrugada cinzenta do sábado nos lançamos na estrada com destino a Promissão. Nossa trupe de artistas mambembes desta vez era composta por Niltinho, Lú Canela, Daniela, Jé, Té Sonêca, Jardel, Zóião Berinjela, Baiano, Renato Godzila, Rê, Zê, Carla e eu, o escriba da turma que vai tentar contar todos os detalhes possíveis dos nossos alegres dias desse Feriado Carnavalesco. Como foi um feriadão prolongado vou ter que abusar dos parágrafos, das virgulas e das descrições. Quem não tiver paciência para ler tudo não precisa ficar constrangido porque eu não ligo, sei que textos longos escritos por amadores podem se tornar enfadonhos. O meu objetivo é apenas deixar registrado mais uma de nossas viagens.      

 

1º Dia

 

Depois de um dia pra lá de cansativo, seis horas de viagens, quase ninguém tinha dormido na noite anterior, o dia todo bebendo, tomando banho no rio, andando de barco, alguns deslizando nas águas cristalinas do Rio Tietê com uma pranchinha puxada pelo barco, escutando as merdas do e do Zoião, a maioria não queria ir para Sabino pular carnaval no sábado à noite, outros não tinham nenhuma condição.

 

vomitava no quarto, o mortão do dormia no sofá, a alegava cansaço e se estirava no colchão, Baiano roncava em um dos carros, a Carla só ia se alguma das meninas fosse, Niltinho e o preferiam pescar um pouquinho na noite e depois descansar.   

 

Só havia cinco pessoas dispostas a irem para farra logo na primeira noite de folia: Jé, Zoião, Jardel, Renato e eu, nós estávamos famintos por uma folia, queríamos cair entre serpentinas sensuais e garotas com rostos infinitamente graciosos, quem sabe poderia rolar um feito sexual de ejaculações fantásticas pra lá de mirabolantes com alguma colombina.

 

Movidos por esse desejo dionisíaco, decidimos enfrentar 50 km de estrada até Sabino, abastecidos com uma garrafa de vodka, uma de Coca-Cola e algumas brejas. Demoramos 1 hora para chegar na folia, deixamos para trás bois, corujas e uma estrada esburacada.

 

Quando aportamos na entrada da cidade e avistamos a arena onde rolava o carnaval, Renato parou o carro no acostamento todos desceram e começaram a pular e gritar. Zoião ajoelhou na estrada e esbravejou: "Chegamos Caralho!" Jé dava socos no ar e gritava: "Esta noite vamos quebrar tudo!"

 

Atiramos nossos copos de cachaça contra a lua e caímos no meio da massa pulando carnaval. muito, muito, muito chapado tirou a camisa e a transformou num laço, toda menina que passava na sua frente jogava a camisa e a trazia para perto, depois de várias laçadas, acabou se dando mal, laçou não apenas uma garota como também o seu namorado. Quase arrumou a maior confusão, o cara foi pra cima dele, eu e o Renato entramos na frente, e na base do “deixa pra lá”, foi sem querer o que o brother fez, o cara queimou o chão. O prejudicado acabou sendo o Renato que na pequena confusão acabou levando um cruzado no rosto, mas ainda bem que o murro foi amortecido por suas bochechas de almôndegas.

 

Zoião tirava o néctar dos lábios de uma garota que segundo o Jardel era a cara do Tião Macalé. Se liga Renato a mina que o Zoião tá beijando, é zoada parece aquele cara da televisão que falava NOJENTO.           

 

Em certa altura no meio da folia nos perdemos um dos outros. Eu e o Zoião fomos para um lado, Jardel e Renato para outro e o sumiu no meio dos confetes dourados.

 

Zoião e eu entorpecidos de vodka saímos cambaleando do Carnaval, a rua estava deserta, havia apenas grilos e urtigas, achamos o carro, ninguém ainda tinha chegado, deitamos na calçada e dormimos como indigentes do lado do carro esperando os companheiros.

Enquanto isso Jé esbarrou na saída com Jardel e o Renato e ficou  contente em encontrá-los. Seus filhos da puta pensei que vocês tinham ido embora e me deixado no veneno.

Cadê o Zoião e o Bezerra? perguntou Jardel.

Devem estar esperando no carro, disse o Renato

Então vamos embora caralho, disse o Jé.

 

Quando nos encontramos estávamos todos bêbados dando risada um dos outros. Zarpamos de Sabino com a intenção de chegarmos em Promissão, nos perdemos e fomos parar numa cidade chamada Lins. O Renato parou o carro e disse. Querem saber de uma coisa não tenho condições de dirigir, estamos perdidos, vamos parar por aqui quando o dia clarear nós pegamos o caminho da roça.   

 

2º Dia

 

Acordamos numa sinistra rua de Lins, o sol já refletia nos vidros do carro, um cheiro de cachaça perfumava o nosso ar, estávamos todos de ressaca, o Jardel já havia lavado a calçado com o seu vomito.

 

Partimos para Promissão, quando lá chegamos ninguém lembrava o caminho para chegar até o rancho, à bateria do celular do Renato tinha acabado, ninguém sabia de cor o telefone do pessoal que estava no rancho. A única solução era encontrar a casa do Manivela, pai do Niltinho, e perguntar para ele como fazia pra chegar até o rancho.

 

Ficamos rondando a cidade por cerca de três horas, abordávamos  todas as pessoas da cidade e perguntávamos.

Conhece o Manivela, um senhor baixinho, engraçado que fala pra bastante, usa peruca...

Ninguém o conhecia até que um senhor careca que aparecia o Buda disse, Eu sei quem é, é só pegar a terceira Quadra a direita, seguir reto que vocês vão encontrar. Dito e feito, nós ainda íamos passar reto, de repente o Jardel grita, É Aqui, é aqui. Saltamos do carro e lá estava o Manivela. Ele fez um mapa todo detalhado, nos levou até o começo da estrada que vai pro Rancho, e mesmo assim ainda conseguimos nos perder.

 

Rodamos por mais 2 horas no meio da estrada de terra, invadimos fazendas pensando que era trechos de estrada, passamos por intermináveis campos verdejantes, em um certo momento entramos literalmente no meio do pasto com meia dúzia de bois e o Renato ainda dizia. “Dá licença!” o nervoso retrucava “Que licença que nada mete a buzina que ele sai da frente”. Exaustos, com as bundas quadradas, a gasolina por um fio, paramos na frente de um canavial e pegamos algumas canas.

 

Quando tudo parecia estar perdido encontramos um motoqueiro, que explicou direitinho onde estávamos e o que precisávamos fazer para chegar no rancho.

 

Finalmente, chegamos lá por volta do meio-dia, Niltinho tirou um barato da nossa cara, o estava preocupado. Explicamos para todos o motivo da demora. O importante é que estávamos de volta e tudo estava normalizado outra vez.

 

Uma coisa é certa, Jé, Zoião, Jardel, Renato e eu jamais vamos esquecer essa manhã de domingo na qual descobrimos que a razão perde a importância quando começa a loucura.


postado por Fabio Bézza, às 12:07

Compartilhe:
05.11.2009
PARECE SER BOM



Li no blog do Marcelo Rubens Paiva sobre este filme, Carmo (Hit The Road), parece ser bom. Gosto desse estilo de filme de estrada, de personagens desajustados, fadados a algum tipo de autodestruição, colocados na margem de algum contexto. Enfim, acho muito legal esse tipo de narrativa, de roteiro, chamado de road movie. Este filme tem uma produção globalizada: Brasil, Espanha e Polônia. A trilha sonora tem Zéca Baleiro e Cesária Évora, aliás, esta é outra informação que me deixou com mais vontade de assistir. Como ele já passou nesta edição da Mostra de Cinema de São Paulo. Agora, tenho que esperar a estreia no circuito comercial. No youtube já tem o trailer. Como já disse, parece ser bom.

 

postado por Fabio Bézza, às 12:22

Compartilhe:
04.11.2009
CAZUZA, AMOR, SERENIDADE E HÁBITOS SAUDÁVEIS

"Eu sei que é demais mijar na janela/ gritando por Deus e berrando o nome dela
/ e o mundo todo tem que saber/ que ela errou/ que eu errei/ e então eu declarei guerra/ paz na terra só pra quem tem coragem/ quem perde no amor faz papel de covarde/ faz bobagem". Esta letra é muito louca, parceria do Cazuza com o Lobão. Álias, o Cazuza era muito bom para fazer letras sobre o amor, disso ele entendia, sabia retratar este tal sentimento de maneira peculiar, com todas as suas loucuras e aspirações. Cá entre nós, não é qualquer mortal que tem o dom de compor versos nesse naipe: "Não pode ver que no meu mundo/ um troço qualquer morreu/ um corte lento e profundo entre você e eu". Tenho escutado muito Cazuza ultimamente, coloquei várias músicas dele no meu MP3, enquanto faço uma caminhada pela manhã. Putz! Eu nem havia comentado por aqui, ultimamente eu ando correndo no Horto Florestal, acordo e vou pra lá tirar um pouco de cerveja da cintura, só depois começo a trabalhar. Ando com uns hábitos bem saudáveis, de vez em quando eu tenho umas fases de atleta. Tempo atrás estava fazendo Kung Fu, fiquei uns 5 meses, mas aí eu parei do nada, embora eu tenha gostado, um dia volto a praticar com maior dedicação, e olha que eu já ia aprender o kati do bêbado. Já pensou? Lutando, defendendo-se com movimentos de um pinguço.  Mas voltando ao assunto das letras do Cazuza, eis uma coisa que eu gostaria de ter a manha, esta serenidade para falar de amor por meio de versos que beiram o delírio. Afinal, a loucura é a nossa lúcidez, não é Dom Quixote? Outro cara que tinha o talento para tratar de tal assunto era o Vinícius de Morais: "Eu te peço perdão por te amar de repente/ embora o meu amor/ seja uma velha canção nos teus ouvidos". Certa vez conheci uma garota, ela estava muito triste, disse pra mim que havia perdido uma irmã, me contou que ela morreu de depressão, tudo por causa do fim de um noivado de três anos. Ficou sem vontade de comer, de viver, acabou adoecendo... Fiquei com essa história na cabeça, achando um absurdo alguém ficar assim por causa de outra pessoa. Como cantava o Cazuza: "o amor feito um abraço curto para não sufocar". Mas às vezes é difícil controlar esta dosagem, deve ser complicado ter esta serenidade para desviar do precipício. É um lance meio sem explicação, como diria o pensamento do filósofo Descartes, existem coisas que não tem uma resposta clara e destinta, o amor com certeza é uma dessas.

postado por Fabio Bézza, às 11:20

Compartilhe:
29.10.2009
A INGLATERRA DEVE SER MUITO LOUCA

Até o século XVIII era uma terra de criadores de ovelhas, mas depois descobriram enormes jazidas de minério de ferro. Foi lá que mais tarde ocorrereu a primeira revolução industrial do mundo. Depois com uma poderosíssima indústria naval se tranformou na rainha dos mares. No século passado, entre os anos 60 e 70 foi o paraíso da contra cultura, da onda hippie. Mas porquê eu estou falando sobre isto,
é que eu estou lendo uns livros de história, estou bem nas páginas que falam da história da velha Inglaterra, terra dos Beatles, The Clash, Morrissey, Lord Byron, Charles Dickens e Virginia Woolf. Lugar onde Karl Marx estudou e morreu. Quem sabe um dia eu faço uma trip por lá. Recentemente, troquei algumas palavras e uns passos de forró com uma bonita garota inglesa, na Ilha Grande, Rio de Janeiro. Ela comentou que é muito bom tomar cerveja quente no inverno, que a cerveja quente lá é muito gostosa. Imagino que deve ser muito louco passar uma noite fria bebendo nessas pubs. Gosto da música do Billy Bragg chamada "A New England", já até comentei sobre ela aqui no blog, tem um trecho que diz mais ou menos assim: "Não quero mudar o mundo/ Eu não estou procurando uma nova Inglaterra/ Só estou procurando uma namorda". Muito boa essa canção, levada só na guitarra. Gostei da simpátia e dos olhos verdes dessa garota. Gosto de escutar os Beatles no meu MP3. Gostei de ler o livro "Verdes Vales do fim do Mundo", do Antônio Bivar, no qual ele fala, sobretudo, de como Londres foi fundamental para os jovens no começo dos anos 70, além de testemunhar um festival de rock, na Ilha de Wight, com Jim Morrison e Hendrix. É fato que a polícia inglesa, recentemente, foi estúpida ao matar, por nada, o brasileiro Jean Charles, mas violência, abuso de poder, tem em todo o lugar, infelizmente. O mundo está contaminado por atitudes patéticas e trágicos acontecimentos. Enfim, penso que a Inglaterra é muito louca. Com certeza gostarei de dar um rolê pela terra da rainha.  

postado por Fabio Bézza, às 14:23

Compartilhe:
28.10.2009

ÚLTIMO ROMANCE - LOS HERMANOS

EU GOSTO DESTA LETRA

"Eu encontrei-a quando não quis
Mais procurar o meu amor
E quanto levou foi pra eu merecer
Antes de um mês
Eu já não sei
E até quem me vê
Lendo jornal
Na fila do pão
Sabe que eu te encontrei
E ninguém dirá
Que é tarde demais
Que é tão diferente assim
Do nosso amor
A gente é quem sabe, pequena
Ah vai!
Me diz o que é o sufoco
Que eu te mostro alguém
A fim de te acompanhar
E se o caso for de ir à praia
Eu levo essa casa numa sacola
Eu encontrei-a e quis duvidar
Tanto clichê
Deve não ser
Você me falou
Pra eu não me preocupar
Ter fé e ver coragem no amor
E só de te ver
Eu penso em trocar
A minha TV num jeito de te levar
A qualquer lugar que você queira
E ir onde o vento for
Que pra nós dois
Sair de casa já é se aventurar
Ah vai!
Me diz o que é o sossego
Que eu te mostro alguém
A fim de te acompanhar
E se o tempo for te levar
Eu sigo essa hora
Pego carona
Pra te acompanhar"

Los Hermanos é uma das melhores bandas brasileiras dos últimos tempos, os caras tocam num estilo tão criativo que não se enquadram em nenhum rótulo. Pena que os barbudos deram um tempo, espero que não demorem muito, e voltem a fazer shows. Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante são dois grandes compositores, fazem letras bonitas, que emocionam sem cair em clichês e no lugar-comum, como essa "Último Romance", que tem uma letra de forte carga poética e fluência natural ao mesmo tempo, sem refrãos pegajosos.

postado por Fabio Bézza, às 19:53

Compartilhe:
27.10.2009
POUSO ALEGRE: AMIGOS, NATUREZA, FAMÍLIA, LEMBRANÇAS E SONHOS.

Há catorze anos eu conheço esta linda cidade encravada no encantador Sul de Minas Gerais. Eu tinha dezessete anos quando fui pra lá a primeira vez, foi amor à primeira vista. Em Pouso Alegre eu passei os meus melhores carnavais. No pátio da rodoviária, local onde os próprios moradores consideram perigoso pular carnaval, já que é de graça, literalmente na rua, e acabava tendo alguns assaltos - até crime já ocorreu lá - eu costumava me perder entre confetes, beijos e serpentinas. Lembro de uma vez, que a música do momento era "Rapunzel" da Daniela Mercury. Meu Deus! Como eu bebi nessas quatro noites, aliás, acredito que comecei a gostar de beber nesse carnaval, até então, eu só ficava na Coca-Cola e no cheese-salada. Consequentemente, como aprendi a beber, também comecei a dançar, ou melhor, a dar uma de dançarino, até então, eu sempre era o idiota que ficava de braços cruzados, enquanto os outros caras iam grudar nas meninas. 
Ah Pouso Alegre! No teu chão aprendi a ser um pouco mais desencanado. Quantos anúncios de pôr-do-sol na praça central, quantos porres, quantas aventuras, quantos balanços de rede na antiga casa do Marinho, o primo que a vida me apresentou. De lá pra cá, os meus olhos sempre pedem a sua paisagem verdejante, cheia de serras, ranchos e mais ranchos. O meu coração, frequentemente, solicita a presença dos grandes amigos e amigas que eu tenho por aí. Os meus ouvidos clamam pelo barulho das suas cachoeiras.
Por isso, por livre e espontânea saudade, joguei três cuecas na mochila, uma bermuda, duas camisetas, um livro do Bukowski para ir lendo no ônibus e, assim, fui passar esse último final de semana no teu solo. Valeu Marinho! Obrigado Gisele!  Não existe sofá melhor para dormir do que o de vocês. Marcela, cachaceira, é muito bom beber com você, parece que a noite nunca tem fim. Beijão , dançar com você é uma das maravilhas do mundo. Renata, Barbara, Stela, Val, Higor, Márcia... agradeço a todos pelo carinho. Em janeiro tô aí de novo, espero encontrar todos debaixo de alguma cachoeira, vamos deitar em alguma pedra e ficar paquerando o azul do céu. E, se no final da tarde o céu escurecer, não vamos correr da chuva, vamos ficar deitado na grama. Eu, às vezes brincando, às vezes sério, às vezes sonhando, digo que quero envelhecer em alguma casinha branca, no pé de alguma serra mineira, mais ou menos como diz aquela música do Sérgio Reis: "Fiz uma casinha branca pra nós dois morar..." 
Não é à toa que me apresento como: paulistano de nascimento, pernambucano por DNA e mineiro por simpátia. Obrigado Pouso Alegre! Obrigado Minas Gerais! Quando eu morrer, por favor, enterrem o meu coração em alguma de suas serras. 

FOTOS DE UM FINAL DE SEMANA MINEIRO





Belas corredeiras



Altas gatas: Renata, Marcela, Jú e Barbara



Xote coladinho



Eu e a minha priminha Natali, o úncio defeito dela é ser são-paulina



Sentados à mesa de um quiosque, tomando umas, colocando a prosa em dia, tomando banho de cachoeira, tocando violão. Valeu Marinho! Valeu Gisele! Até mais André, Até mais Eliene. Foi prazer conhecê-los. Que outras tardes de sábado sejam como essa.

postado por Fabio Bézza, às 21:40

Compartilhe:
Páginas: [ 1 ] | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 >>
Meu perfil

Fabio Bézza

+ Perfil detalhado

Sobre o blog

» Visitas (62028)

» Posts (163)

» Comentários (98)

» Fãs (1)

» Colaboradores (0)

Arquivo de posts
ABR
MAI
JUN
JUL
AGO
SET
OUT
NOV
DEZ
Blogs favoritos
RSS
RSS
Busca no blog
Termos e Condições | Política de privacidade | Fale conosco

Copyright © 2008, Abril Digital - Todos os direitos reservados