Entrar:
 Salvar
18.07.2009
Que vergonha... que vergonha...
Logo completa cinco meses que não escrevo aqui neste blog! E não posso vir com a desculpa de que não tenho tempo para postar, pois o meu outro blog volta e meia está atualizado. Enfim, voltei para dizer que quero ressuscitar o intuito inicial deste blog, que é escrever somente sobre livros.

Semana que vem eu volto!


Prometo.

postado por Jorge do Prado, às 16:27

Compartilhe:
 Rating
25.02.2009

header_12

Recebi hoje um convite via e-mail para participar da Hora do Planeta, que é um ato simbólico já bastante difundido na Austrália, França, Estados Unidos e China. Trata-se somente de apagar as luzes durante uma hora, a Hora do Planeta.

No Brasil, somente Rio de Janeiro é que tem maior destaque. De acordo com o prefeito Eduardo Paes, serão desligadas as luzes do Cristo Redentor, Pão de Açúcar, Parque do Flamengo e Copacabana. Tem apoio de celebridades como Camila Pitanga e Reynaldo Gianecchini.

Para 2009, a Hora do Planeta tem data marcada em 28 de março, às 20h30min, com duração de uma hora. O objetivo é contar com mil cidades e o apoio de um bilhão de pessoas.

Que se cadastrar? Clique aqui!

Conhecer o projeto? É aqui.

rodape1_1


Disponível também em Sir Letras

postado por Jorge do Prado, às 18:59

Compartilhe:
 Rating
31.01.2009
#4 E o que eu tenho a ver com isso?

     E hoje termina mais uma promoção da Abril Digital, e que promoção! Foram muitos posts, imagens... deu para aprender um montão!
     Como vocês puderam ler logo abaixo, participei com três sofríveis postagens, que deram-me um trabalhão, mas foram muito bem-vindas. Sendo estudante de Letras e de Biblioteconomia, uma viagem para a Austrália seria a oportunidade perfeita para viver um inglês diferente, único.
     Espero que vocês tenham gostado de todo o material que surgiu com esta promoção. Aproveitem os downloads, a entrevista, entre em contato com a Vikki (ela é super simpática e festeira!)... enfim, divirtam-se com tudo o que foi publicado, não somente por mim, mas todos os outros concorrentes.
     Se eu for o vencedor, levarei comigo um diário, que servirá de fonte para informações concretas e detalhadas, para depois postar tudo aqui. E se eu não for, espero que quem o seja esteja lendo este post e faça o mesmo, pois seria interessante ler as experiências.

     Um abraço a todos e boa sorte a nós!


                                                                                                                                           



postado por Jorge do Prado, às 20:14

Compartilhe:
 Rating
31.01.2009

#3 Intercâmbio

     Encarar um intercâmbio na Austrália não é para poucos, pois conviver com o sotaque australiano e todos os neologismos que aparecem diariamente é uma tarefa árdua. Mas conviver com o nosso idioma também não é fácil. Prova disso é a entrevista que fiz com Victoria Maree Balanzategui, intercambista australiana que ficou na minha cidade. Por questões de curiosidade e observação, resolvi manter as respostas dela na íntegra (inclusive alguns acentos que ela omitiu), para que possamos fazer uma pequena análise dessa diferença de idiomas. Acompanhe:

1. Primeiro, quem é Viktoria Maree Balanzategui? Como era a sua vida antes do intercâmbio?

Tenho 18 anos, moro no cidade do Ingham, no estado Queensland no Australia. Tenho 2 irmãos. Javier, 23 e Sabin, 11 e 2 irmãs, Keziah, 20 e Petra, 14. Antes do meu intercâmbio eu morei com minha familia, eu graduado escola em Novembro 2007, eu deixei para o Brasil em Janeiro 2008. Mas quando vou chegar no Austrália, vou ser 4 semanas com minha familia e amigos em Ingham e depois vou mudar pra cidade do Brisbane de começar faculdade. Não sei que eu quero estudar ainda, mas acho design. 

(Ela se contradisse? Não, não! Nos países de língua inglesa, estar graduado equivale a estar formado no Ensino Médio. Observem também que a Viki ainda não sentiu a diferença com os artigos (o,a,os,as) e as desinências de gênero, que determinam se uma palavra é masculina ou feminina; o que não existe muito nas palavras em inglês.)


2. Ainda antes do intercâmbio, qual era sua visão sobre o Brasil, a cultura e o povo brasileiros?

Antes do meu intercambio eu sabia pouco sobre Brasil. Muito pessoas acharam tudo mundo no Brasil tem pela escura e cabelo escura. Generalmente quando pessoas acharam sobre Brasil eles acharam sobre praias, Rio de Janeiro, Cristo Redentor, Amazonia e macacos.

(Olhem só, mais uma influência do inglês no esforçado português da Viki: “generalmente”, que deveria ser “geralmente” e em inglês é “generally”. Explicado o aparecimento desta sílaba intrusa.)

3. E agora, o que mudou?

Tudo, porque eu moro no sul do Brasil. No sul do Brasil tem muito pessoas do Alemanha! Muito pessoas com pela branca e cabelo loiro. Tambem, é uma cidade perto do minha cidade aqui que tem Oktoberfest! Mas eu aprendi muito sobre Brasil, sobre a cultura! Eu experimentei a comida (como feijão, brigadeiro, churrasco, pão de queijo, pastel, pizza doce e mais!) e tambem a bebida (como guarana, caipirinha, cachaça). Tambem vi samba e capoeira, adoro as duas e quero aprender! Esse ano, viajei muito no Brasil, fui pra Amazonia, Nordeste do Brasil, Foz de Iguaçu, Minas Gerais e Floripa. Eu adoro o nordeste do Brasil, porque você pode ver a cultura do Brasil. Brasil é país bem bonita.

(Ainda algumas divergências com as desinências de gênero, mas para quem ficou um ano está muito bom!)


4. Você falava Português antes de vir para o Brasil, fala algum outro idioma também?

Não sabia nada do Portugues antes de ir pra Brasil. Mas eu sabia pequeno do italiano.

(E aqui a diferença na tradução. Algumas palavras no inglês têm duas traduções no português. Exemplo é a palavra “little”, que pode significar “pouco” ou “pequeno”.)


5. No dia 26 de janeiro você completará um ano no Brasil. Em todo este tempo, como ficou o seu português? Qual foi o seu maior problema para aprender o nosso idioma?

Eu falo Portugues agora, mas Portugues é uma lingua que é muito dificil.


6. Os seus principais amigos são outros intercambistas. Alguns são jovens que não têm o inglês como idioma nativo, mas tiveram que aprender e isso acarretou uma mistura enorme de sotaques. Esta mistura, influencia muito na conversa?

SIM! Porque sou australiana, muitos intercambistas tem problema com minha sotaque. Tambem as vezes os americanos vão usar palavras diferentes para os australianos. As vezes nos precisamos falar algumas palavras em portugues porque tudo mundo não entendem. Quando eu cheguei aqui tinha o sotaque do Australia muito forte, mas agora não, porque eu passei muito tempo com pessoas estrangeiros.

 

7. Como é a sua cidade, Ingham?

Minha cidade do Ingham, tem 17,000 pessoas. Ingham é situado bem norte no estado do Queensland. Eu vivo na costa, adoro praia! Generalmente minha cidade é muito calor! Minha cidade tem muito pessoas do Italia, tudo anos nos temos uma festa chamada 'The Australian/Italian Festival', tem musica do Italia, pessoas usam nativas roupas do Italia e comem muito comida do Italia. Ingham tem uma grande indústria agrícola do cana-de-açúcar. Minha família é proprietária de uma fazenda.
(Eis uma breve explicação deste sotaque tão forte: a colonização italiana.)


8. Você viajou bastante pelo Brasil, conheceu muitas pessoas e cidades. Alguma experiência que a marcou, que gostou muito?

Adorei viajar Brasil. Fui pra Amazônia com 70 intercambistas, nos ficamos 2 noites na cidade do Manaus e depois passamos 5 dias no barco no rio do Amazônia. Foi maravilhoso. Eu fiz amigos e terei lembranças desta viagem para sempre. Eu adorei Amazônia por que foi uma grande experiência viver no barco, pescar piranhas, nadar com golfinhos rosa, e de encontrar as pessoas que moram la. Tambem uma lembrança otimo tava quando fui pra Nordeste do Brasil. Fui com 40 intercambistas, nos fomos pra cidades como Rio de Janeiro, Porto Seguro, Itacare, Salvador, Recife, Vitoria, Natal, Fortaleza e Jericoacoara. Algumas coisas surpreendente que vi foram algumas das melhores praias no Brasil, como Copacabana, Ipanema e outros. Também conheci e Cristo Redentor, o maior estadio de futebol do Brasil, o pão de açúcar, a maior floresta tropical situada em uma cidade no mundo e algumas dos melhores trages do Carnaval. Minha cidade preferida tava Jericoacoara. É cidade bem linda!

9. Você tem somente mais alguns dias no Brasil, esta experiência deixará saudades? (Parece uma pergunta idiota não acha? É que quando conversei com a Viki naquela reunião do Rotary, perguntei se ela estava gostando de morar aqui e ela disse que não, era muito fria a nossa cidade. Será que depois de um ano mudou?)

Estou triste de voltar, porque esse ano estava o melhor ano em minha vida, eu sinto que aprendi muito sobre eu mesmo, encontrei pessoas que serão amigos por toda minha vida e também eu aprendi a difícil, mas linda língua Portuguesa. Estou feliz de ver minha familia e amigo de novo, mas quero algumas mais meses aqui no Brasil!

(É, acho que mudou...)

10. Deixe a sua mensagem para os leitores do Sir Letras!

Eu adoro seu país, e eu sei no futuro vou voltar, de visitar minha cidade aqui Rio Negrinho, e tambem de visitar minha estado preferido Bahia!
Eu espero voces vão visitar Australia, porque tambem é o país linda com gentes boas.

                    

No momento em que escrevo, Vik já encontra-se em sua cidade australiana, mas pretende voltar para o Brasil quando puder.
Quer conhecê-la? Aqui está o perfil dela no
Facebook e no Orkut.


postado por Jorge do Prado, às 15:34

Compartilhe:
 Rating
26.01.2009
#2 O sotaque dos aussies*   

     Agora que já sabemos um pouco da Austrália e chegamos à conclusão que ter um bom inglês é fundamental, irei abordar sobre o inglês da Austrália.

     Falado por muitas pessoas no mundo todo, o Inglês teve esta fama a partir da potência influenciadora dos Estados Unidos, que fundiu-se em outras culturas. É hoje requisito importantíssimo para ser contratado em muitas empresas do Brasil um Inglês, ao menos, intermediário. Estar atento às transformações idiomáticas também é fundamental e adequar-se a cada país e seu sotaque também o é.

     Principalmente por causa da colonização, cada país tem suas diferenças em relação a sotaques. O Brasil não tem o mesmo Português que do seu colonizador, Portugal. Agora é que as diferenças ortográficas farão uma aproximação, mas quando falamos de sotaque, não há acordo ortográfico para outorga-lo.

     É assim com o idioma Inglês. O idioma de Shakespeare teve suas bases no império britânico, com raízes no anglo saxão e latim. Com a expansão do império e a colonização em várias partes do mundo, o idioma aproveitou a carona.

     Estados Unidos, Porto Rico, Canadá, Índia, África do Sul, Escócia, Irlanda, Jamaica, Trinidad e Tobago, Guiana, Austrália... todos estes países tem como principal idioma o Inglês, alguns com mais algum inserido – caso do Canadá, que ainda tem o Francês. E todos estes países tem o “seu” Inglês próprio, que foi modificado ao passar dos anos em função de muitos fatores, desde a gastronomia até a influência de outros povos em seu processo colonizador.




     Os australianos são donos do sotaque mais forte do inglês. Não é para menos: são letras "engolidas", neologismos e contrações.
     Em abril do ano passado tive a oportunidade de conversar com a intercambista australiana que esteve aqui na minha cidade e foi bem complicado. Primeiro que ela falava muito rápido, com um sotaque parecendo "caipirão" e segundo que ela não entendia o meu inglês (que é britânico). Mas aos poucos, com muita lentidão, fomos nos entendendo.


Colocando em prática...

     Deu medo? Acha que não vai entender? Então está na hora de colocar em prática!
     No texto abaixo, Nicole Kidman fala sobre o sucesso e a produção do filme Moulin Rouge. Percebam as contrações que são usadas bastante. Detalhe: o sotaque de Nicole é do litoral australiano.

"When I got the role I just was absolutely floored. I was so excited to get a role where you actually get to have the possibility of doing something so unusual, working with Ewan McGregor, working with Baz, filming in Sydney. This extraordinary character, or what he was going to try and achieve with this character. And I just remember going “Oh! This is like such a gift.” And then the reality of playing it set in, ‘cause when we got to Sydney, it was like “Ok! Now we’re just going to do a readthrough.” But, with a readthrough on a musical, you’re not just reading lines you’ve got to sing and you’ve got to sing unaccompanied and you hope you’re in the right key and it’s very, very confronting and it leaves you feeling very exposed. But that’s what’s brilliant about Baz, is he actually pushes you early on in the piece so that, by the time you start to film, you’re so comfortable with what you’re doing, you’re ready to try anything and do anything. And Ewan and I sat down in sort of the first two days of the initial workshop, which was a two-week workshop in March and we just looked at each other and we said, “We have got to be willing to make complete and utter fools of ourserlves in front of each other, any time, and we also have to kind of help each other through this because it’s going go to be a long road and he’s going to really push us at times and we’re going to get frustrated and we’re going to feel that we’re no good and all of that stuff and let’s really be great mates. And it was like going back to drama school, ‘cause we had singing class, dance class, then we’d have coffee break, and then we’d be off to do improvisational stuff. I mean, and we all lived in this big house, Iona, which is in Darlinghurst in Sydney. They had all the other actors there. It was like… it was drama school!"

A belíssima Nicole Kidman



     Assim é fácil não? E se fosse para somente ouvir, saberia distinguir cada palavra?
     Clicando aqui você pode baixar entrevistas com Russel Crowe, alguns habitantes de regiões distintas da Austrália e para complementar, três entrevistas com algumas pessoas da Nova Zelândia. E clicando aqui, você pode baixar em áudio as mesmas entrevistas.



*Aussies: além do sotaque, quem for à Austrália precisa aprender os neologismos, pois surgem novos todos os dias. Aussies é o termo que eles se deram, equivalente a australians.
 
(as entrevistas e o áudio fazem parte da edição especial de dezembro de 2007 da revista Speak Up, da Editora Peixes)

                       

Termino a segunda postagem por aqui. Depois de ter conhecido um pouco sobre as oportunidades que a Austrália dispõe e agora alguns fundamentos do inglês único deles, para a próxima postagem está na hora de ler uma experiência.
Até mais!

postado por Jorge do Prado, às 16:52

Compartilhe:
 Rating
Páginas: [ 1 ] | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9
Termos e Condições | Política de privacidade | Fale conosco

Copyright © 2008, Abril Digital - Todos os direitos reservados