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10.03.2009

Queridos,

Faz já algum tempo que eu estava ansiosa por inaugurar mais uma nova fase no Idas  & Vindas... ;-)

Sempre acho engraçado pensar que comecei a escrever o Idas & Vindas por puro prazer e acabei criando um "monstro" - no bom sentido, claro...  É bem interessante notar o quanto as informações reunidas aqui já ajudaram muitos a planejar suas viagens, o que me deixa bastante feliz, mas também me dá uma noção da responsabilidade que isso representa.

Há cerca de 6 meses, quando recebi o convite para transferir o I&V para a Área VIP da Abril Digital, eu sabia que isso seria um desafio, principalmente por conta da reta final do doutorado - acreditem, não é nada fácil usar o pouco tempo de lazer que sobra fazendo justamente o que se faz praticamente o tempo todo, ou seja, escrever... Mas, sendo super hiper sincera, não foi apenas isso o que segurou o I&V nos últimos meses - a realidade é que eu falta da praticidade do Wordpress, das adoradas carinhas, dos comentários listados na coluna da direita... e acabei relegando o bloguito a um abandono nada merecido.

Foi então que um dia o I&V ganhou uma fada-madrinha... ;-) Eu tenho uma grande amiga, a Cláudia, que é diretora de marketing de um site bem importante - e ela me deu a idéia de investir em um domínio próprio para o I&V, onde eu pudesse usar a plataforma do Wordpress como antes, e também abrir um certo espaço para anunciantes. Troquei idéias com o Riq, o mentor-mor da minha aventura blogueira, que me disse que achava muito justo que o Idas & Vindas começasse a me render um dinheirinho...  Claro que o objetivo principal do I&V não é render dinheiro, e sim unir uma atividade prazerosa que faço no meu tempo livre com a ajuda que posso proporcionar a quem aporta por aqui - mas se daqui a alguns meses pudermos bancar um sorvete para cada uma vamos comemorar e muito! :D

De agora em diante, a Cláudia e eu temos um hobby comunitário - eu vou cuidar do conteúdo como sempre, mas passei a ela a parte técnica do novo Idas & Vindas. Em 17 anos de amizade já nos metemos juntas em várias roubadas, mas também em um montão de acertos - e tenho muitos motivos pra acreditar que esse vai ser um acerto e tanto!!! Resta apenas, então, abrir as portas de mais essa casa nova e todos vocês, e dizer que eu espero, de coração, que vocês se sintam mesmo em casa... ;-)

Migramos todo o conteúdo do Wordpress e da Abril para o novo endereço - incluindo os comentários do Wordpress, embora os da Abril tenham ficado de fora... Agora, o próximo passo será fechar os dois endereços antigos e passar a operar apenas na casa nova, o que vamos fazer o mais breve possível. O novo endereço do Idas & Vindas é http://www.idasevindas.com.br . Espero a visita de vocês por lá!!! ;-)

postado por Carla, às 23:52

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20.01.2009
Desde que estive em Buenos Aires pela primeira vez um dos meus pontos preferidos da cidade é o conjunto de parques e jardins conhecido como Bosques de Palermo. O Jardín Japonés e o Rosedal para mim são imbatíveis - o Jardín Botánico também agrada, mas perde na comparação com os outros parques. Uma visita que faltava no meu currículo era o Jardín Zoológico, e dessa vez eu resolvi ir conferir, em boa parte motivada pelo post da Emília!

A impressão foi das melhores. Desde a entrada eu vi um parque bastante bonito e bem cuidado. Não fiquei muito por lá, apenas dei uma volta para conferir os animais selvagens, sempre os meus favoritos. Só fiquei meio chateada que o urso polar não estava em exibição...



Também não consegui "convencer" esse pavão a me deixar fotografar a cauda aberta - tive que me contentar...



Em compensação, vi outros ursos...



... fotografei o banho de sol do tigre...



... vi os elefantes...



... e quase deixei passar a soneca do leão!



Saldo da brincadeira? O Jardín Zoológico é um passeio super agradável! Fomos em uma manhã de inverno, e depois partimos para um gostoso almoço em Palermo. Me pareceu uma ótima opção para quem viaja com crianças - vi várias por lá, se divertindo a valer!

postado por Carla, às 11:25

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22.11.2008
A cada vez que vou a Buenos Aires se torna mais difícil dar conta de tudo o que eu gostaria de fazer por lá... Parece contraditório, mas na verdade não é, não... O que ocorre é que, além de rever lugares que já visitei e onde gostaria de ir de novo, a cada nova viagem eu tenho uma lista de outros lugares que gostaria de experimentar. Na prática, isso significa que, enquanto eu não passar um mês inteirinho lá, vou continuar correndo atrás do prejuízo...

Em termos de restaurantes, então, a situação se complica muitíssimo!!! Eu não tenho o hábito de almoçar E jantar - costumo almoçar OU jantar. Se almoço normalmente, à noite faço apenas um lanche; caso tenha planos para o jantar, procuro um almoço mais levinho. Mas Buenos Aires é o paraíso dos restaurantes deliciosos a preços bem acessíveis - o que se traduz em mais uma razão para passar muitos e muitos dias por lá de modo a poder experimentar um a cada dia...

Boa parte dos restaurantes mais recomendados da cidade se concentra em Palermo, um bairro que eu, particularmente, não aprecio. Mesmo assim, não deixo de ir até lá, nem que seja uma única vez a cada passagem pela cidade, para conferir ao menos um restaurante. Gostaria muito de ter bastante disposição para voltar ao bairro várias vezes e experimentar vários - mas confesso que me dá uma preguiça daquelas, e acabo ficando por outras paragens mesmo, como a minha velha e amada Recoleta...

Dessa última vez, o meu eleito para a experimentação foi o Social Paraiso, uma dica antiga da Sylvia e dos Destemperados. O restaurante é uma ótima pedida para o almoço, e eu aproveitei que estava pelos Bosques de Palermo para ir conferir.





As fotos acima foram retiradas do Guia Oleo, o melhor guia de restaurantes de Buenos Aires. Pelo site dá pra escolher um restaurante pelo tipo de culinária, pela localização, pelo preço, enfim, é uma tremenda ajuda para o turista faminto... ;-) Claro que o turista brazuca não pode deixar de conferir também as dicas dos Destemperados para Buenos Aires...

Nosso almoço foi fabuloso - pedimos uma entradinha leve e um belo prato de massa. Os sorrentinos estavam deliciosos...





Uma outra dica que fui conferir foi a Brasserie Petanque, em San Telmo. Essa também não tinha como dar errado - foi uma dica do Riq, testada e aprovada não só pela Emília e pelo Marc, mas também pelo Alexandre e pela Graziella. (Aliás, a Emília escreveu um post sobre o restaurante, como convidada do Brincando de Chef - vale conferir!) E como confiamos no bom gosto dessa turma, a Mari e eu combinamos que o nosso almoço após a Feira de San Telmo seria lá.



Nós três (a Tia Célia também estava lá, claro!) passamos momentos super gostosos - o almoço estava ótimo, o vinho, uma delícia, e já estávamos antecipando uma degustação de sobremesas daquelas... ;-)







Boa parte das nossas refeições, entretanto, foram feitas em alguns lugares favoritos que sempre deixam saudades - um desses é o La Caballeriza de Puerto Madero, onde nós três tivemos um encontro memorável com a Majô e a Bia. Aliás, a Majô fez lá no Filigrana uma cobertura espetacular dos encontros deliciosos que aconteceram naqueles dias que passamos em Buenos Aires em julho - é só clicar para garantir a diversão!



Sempre que vou ao La Caballeriza acabo pedindo o mesmo prato - não é falta de criatividade, não! É saudade mesmo - é nisso que dá ir a um restaurante uma única vez por ano!!! Peço o maravilhoso bife de lomo - não sou muito fã do bife de chorizo, acho o lomo mais macio e saboroso - acompanhado das deliciosas papas provenzales, as batatinhas com ervas finas da foto...

No mesmo dia (vejam só que comilança!) fomos tomar o chá da tarde no L'Orangerie do Hotel Alvear. A Majô fez um post completíssimo sobre o hotel também, com fotos lindas.





Ah, que saudade dos maravilhosos sanduichinhos de pan de miga... E dos docinhos, então!!! (Pena que esqueci de fotografar as trufas!!!)



Um restaurante básico, mas bem localizado e que muito me agrada é o La Strada, na Recoleta. Fica bem atrás do cemitério, bem próximo à entrada do Village Recoleta. É um restaurante despretensioso, mas que tem pizzas e massas super gostosas, e um atendimento muito rápido e atencioso, ou seja, uma pausa perfeita para um almoço rápido entre um passeio e outro, ou para um jantarzinho perto de casa - para quem, como eu, gosta de se hospedar na Recoleta e tem preguiça de ir a Palermo...



Meu prato favorito é um penne mediterráneo, com molho de tomate e legumes - levíssimo e saboroso!



Mas a sobremesa é daquelas que agradam aos chocólatras - uma degustação de quatro tipos de chocolate... Me dá água na boca só de lembrar!



Como esses, há muitos outros restaurantes deliciosos em Buenos Aires - é uma terra maravilhosa para aqueles que apreciam a boa mesa!

Fica uma dica importante: é bacana conferir dicas alheias, mas é ainda mais bacana arriscar novos lugares e ter dicas para passar aos outros!!! Se vocês quiserem compartilhar as de vocês comigo, eu não só agradeço como vou procurar rapidinho uma desculpa para voltar a Buenos Aires e testá-las!!! ;-)

postado por Carla, às 17:21

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02.10.2008
Viajar é uma das minhas maiores paixões; a outra é a literatura. Eu sou uma daquelas criaturas privilegiadas que consegue trabalhar no que ama - e que, embora não seja de jeito nenhum uma viciada em trabalho, nas férias não precisa esquecer que o trabalho existe...

Em todos os lugares onde vou eu gosto de visitar as livrarias. (Bom, também gosto de visitar supermercados...) Prefiro, claro, quando eu sei falar a língua do país, senão o processo todo de entrar, xeretar e comprar vira uma grande frustração. Mas eu gostei mesmo assim de entrar em livrarias na França (quando não sabia falar francês) e na Itália (e continuo não sabendo italiano...). Me divirto em todas - seja num sebo de proporções monumentais como a Strand de Nova York ou em livrarias meio assépticas como uma Barnes & Noble da vida...

Mas de todas as livrarias em que já entrei, a minha favorita é a El Ateneo Grand Splendid de Buenos Aires. Não é apenas pelos livros - muitas outras livrarias, mesmo em Buenos Aires, tem uma oferta melhor e preços mais atraentes. É pelo espetáculo mesmo!!! A Grand Splendid foi montada em um antigo teatro, e lá todo o cenário colabora para tornar a experiência de visitar uma livraria algo fora do comum.



O teatro ficou sem uso por vários anos e a iniciativa de inaugurar a livraria ali foi uma excelente saída para resgatar um prédio histórico belíssimo. Essa saída foi usada para resgatar vários outros prédios de Buenos Aires, que normalmente se transformam em shopping centers: as Galerías Pacífico, o Patio Bullrich, o Shopping Abasto, as Terrazas do Buenos Aires Design Center... Vale a pena visitar cada um deles, mesmo para quem não curte as compras em si, mas para procurar os detalhes que lembram que ali funcionava um outro tipo de negócio em outras épocas... O maior charme da Ateneo para mim está em nos lembrar todo o tempo que estamos em um teatro tanto quanto estamos em uma livraria - o passado e o presente acontecem juntos ali.



O trabalho de restauração foi primoroso - balcões, camarotes e frisas agora abrigam livros e leitores.



Mas o ponto mais fascinante da livraria é o palco. Não foi uma idéia genial instalar um café no palco? E dar o nome a esse café de Café Impresso também não é fantástico? (Uma vez eu já falei de uma crônica do João Paulo Cuenca sobre o palco da Ateneo - clique aqui.)





Pois foi no Café Impresso que resolvemos fazer uma happy hour um dia. Por volta das 18:00 h, todos os dias, há música ao vivo. Nesse dia, fizemos um lanche delicioso ao som de um belo piano. E, detalhe: embora os turistas apareçam aos bandos na Ateneo ao longo do dia inteiro, poucos se dão ao luxo de curtir a música sem pressa - a maior parte do público é mesmo local.



E, diga-se de passagem, eu me ressinto um pouquinho dessa história da Ateneo ter virado ponto turístico... Onde já se viu, alguém se sentir obrigado a visitar uma livraria? As pessoas entram, olham ao redor, batem o ponto, riscam o item da listinha, dão meia-volta e depois vão dizer que não viram nada de mais... Não acho visita obrigatória, não - a Ateneo é para os apaixonados!



Lanchamos um chazinho com tostados mixtos e empanadas. A música é de graça, sem couvert artístico. A conta foi cerca de 23 pesos por pessoa.

A Librería Ateneo Grand Splendid fica na Avenida Santa Fe, 1860. As estações de metrô mais próximas são a Pueyrredón e a Callao, ambas da linha D.

postado por Carla, às 17:29

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14.09.2008
Ano passado, quando tinha acabado de voltar do périplo pelo Uruguai, com direito a uma esticada em Buenos Aires, eu fiz um apanhado geral das minhas experiências com shows de tango - entre hollywoodianos, tradicionais, inovadores e teatrais, eu achava que tinha provado de tudo um pouco...

Esse ano descobri que estava redondamente enganada... É verdade que eu tinha provado várias pitadas de tango, e que sempre procurava locais que fossem bem diferentes uns dos outros, para não ter aquela impressão de estar vendo coisas repetidas. Nunca tive a pretensão da "autenticidade" - êta palavrinha perigosa! A mim sempre bastou um espetáculo de bom gosto, artístico e bem produzido. Mas foi só quando conheci o Bar Sur que eu descobri o quanto um "show" de tango pode ser intimista, poderoso e absolutamente divertido, tudo ao mesmo tempo. Eu disse "show"? Não, o Bar Sur é uma festa!!!

A dica não é minha, nem é nova. Quem eu ouvi falar no Bar Sur pela primeira vez foi o Riq, desde os primórdios do Viaje na Viagem. Sempre que alguém perguntava onde ir ver tango em Buenos Aires, ele disparava: "Bar Sur!"

Foto: http://www.invirser.com.ar/buenosairescentre/travelinfo.htm

                Uma janela do Bar Sur (fonte)

O Bar Sur é a casa de tango mais antiga de Buenos Aires. Fica em San Telmo, na esquina da Balcarce com a Estados Unidos, um recanto muito pitoresco que nos transporta imediatamente ao passado. Mas quem vai ao Bar Sur esperando assistir a mais um show de tango se surpreende, porque nada lá lembra os shows que se pode ver em outras casas... No Bar Sur não há, por exemplo, o básico: um palco! Os músicos - três apenas, perfeitos - ocupam o fundo do salão.



As mesas ficam dispostas nas laterais - uma fileira ocupa a parede e a outra a frente do bar. Os bailarinos dançam no espaço (exíguo, sim, mas suficiente) entre as mesas:



E o resultado dessa receita para o desastre... é a mais absoluta perfeição!!! Inacreditável...

O espetáculo é ininterrupto, ao longo de todo o período de funcionamento da casa, ou seja, das 20:00 às 02:00 h, todos os dias. Não sei se é necessário, mas eu acho aconselhável fazer reservas, pois o salão não comporta mais do que umas 10 mesas - o que significa que, em dias de lotação esgotada, o público deve consistir em umas 20 pessoas ou pouco mais... No dia em que fomos, o público era pequeno mas eclético: eu e a minha tia Célia; duas moças de São Paulo, a
Solange e a Cristina; um casal inglês; e uma família espanhola, de Málaga - com uma menininha de uns 8 anos de idade que se divertiu a valer, cantando e dançando até altas horas!



Ah, sim, é importante dizer que o espetáculo é participativo. Isso significa que não faltam oportunidades para o respeitável público revelar seus talentos artísticos (ou nem tanto...) As cantoras oferecem o microfone sempre que a música é mais conhecida, e mesmo os mais tímidos acabam entrando na brincadeira.





Sempre que um número de dança termina, os bailarinos (que são, todos, também professores de dança) convidam as pessoas para dançar. Eu achei uma delícia: cantei, dancei, depois cantei de novo, dancei de novo, já estava até achando que iam me oferecer um emprego... ;-)



Foi a noite de tango mais divertida da minha vida. Foi também uma das mais caras - o show em si está na média de preço, 180 pesos. Mas o item mais barato do cardápio, uma garrafinha de água mineral, custa 20 pesos. Uma garrafa de vinho simplesinho, tipo um Los Alamos, sai a 90 pesos. É caríssimo, sem dúvida. Mas quem vai por acaso reclama? De jeito nenhum!!! Digo e repito: é o preço da exclusividade. Não vejo outro modo de sustentar um show de tanta qualidade com um público tão limitado a não ser com preços altos. E digo mais: eu pagaria tudo de novo, valeu cada centavo! :-D



Lá mesmo eu decidi: não quero mais experimentar outro show. Provavelmente vou virar freqüentadora assídua do Bar Sur, vou voltar todas as vezes em que for a Buenos Aires. E agora que tomei o gostinho, umas aulinhas de tango viriam bem a calhar... (Mais um item pra minha listinha de coisas a fazer quando terminar o doutorado!!!)

Para ler um pouco mais sobre o Bar Sur, clique aqui:

- Viaje na Viagem (Viaje Aqui): nessa enquete surgiram várias outras sugestões, mas o Bar Sur continua imbatível;

- A Turista Acidental: a Emília também se divertiu muitíssimo passando uma noite no Bar Sur;

- Vem Comigo: o Breno B. foi outro que aprovou!

postado por Carla, às 21:11

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