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02.02.2010
Entre as muitas expectativas que o mercado tem para o ano de 2010 quando se fala na busca por lucratividade das redes sociais, poucas aparecem com tanta força quanto os social games. Você certamente já recebeu convites para dar uma surra em alguém via Mafia Wars ou ficou sabendo de algum amigo que teve uma ótima safra de milho via Colheita Feliz.

Mas o que você certamente não sabe é que a cultura dos jogos já tomou conta até mesmo das crianças, que aos milhares estão se cadastrando nos universos disponibilizados por corporações dedicadas ao desenvolvimento de tais plataformas.
 
Como diria o viralzinho, "aí sim, fomos surpreendidos novamente". Foi assim que me senti quando meu filho - de nove anos - pediu para que eu pagasse a assinatura de um tal Club Penguin, do qual ele fazia parte há pelo menos um mês e meio. "E para que eu possa me transformar em um ninja do fogo", disse-me ele.

A verdade é que uma pessoa como eu, que apesar de trabalhar com internet e social media, nasceu analógico. E é difícil crer que uma criança prefira passar horas na frente de um computador a brincar de carrinhos e jogar bolinha de gude. Mas não é difícil imaginar que a campanha foi intensa e eu acabei pagando R$ 8,50 para que o Aragorn (identidade do pinguim do meu filho) finalmente pudesse ingressar na jornada de estudos das artes marciais.

Interessante perceber também quanto a realidade do relacionamento digital está no sangue dessa geração. Mais do que se divertir com um pinguim, meu filho conversava no chat com amigos (ele encontrou os primos, amigos da escola e quem mais pode), recebia e envia emails e interagia com as mais diferentes pessoas. Ele até mesmo adotou uns bichinhos, que agora nos obriga a entrar todos os dias para dar banho, comida e brincar para que eles não fujam do iglu do Aragorn.

O interessante aspecto estratégico da iniciativa, é que as empresas desenvolvedoras de jogo parecem ter encontrado um método interessante de gerar receitas com redes sociais, enquanto as próprias redes aumentam o tempo de retenção do usuário, aumentando assim a capacidade de colocar em prática outras estratégias.

Não resta dúvida, ao menos para mim, que o social game e a realidade aumentada serão as grandes sacadas para os próximos anos, criando novos mercados e uma capacidade quase infinita de soluções.

postado por Daniel Miura, às 09:33

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14.01.2010
Uma pesquisa realizada pelo Ibope, entre setembro e outubro, constatou que o número de brasileiros ingressados na web aumentou 10% nos últimos dois anos.

Cerca de 25 milhões de pessoas acessaram a internet em 2009, tanto para fins comerciais, educativos, informativos ou apenas para entretenimento.

A pesquisa apontou ainda que das 17 mil pessoas entrevistadas, que se conectavam através de meios portáteis (sem ser por computadores), 66% utilizavam o celular e 21% smartphones com conexão 3G. 

Dados que condizem tanto ao crescimento das mídias sociais como também ao da tecnologia investida nos aparelhos celulares, cada vez mais completos e modernos.

postado por Karina Peron, às 10:33

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12.01.2010
O que podemos esperar do mercado digital brasileiro para 2010? Alguns falam de consolidação, outros falam de inovação e muitos afirmam que será o período de consagração de tais estratégias. Levando-se em conta que nada disso é mais novidade (sim, o marketing digital já é uma realidade, queiram as companhias ou não), o principal efeito que o mercado sentirá nos próximos doze meses, está conectado diretamente à capacidade que as marcas terão de abrir mão do controle das campanhas.

Atualmente, poucos são os casos de sucesso genuinamente brasileiros. Temos a Tecnisa, a Dell Brasil, a Saraiva e algumas outras desempenhando um papel relevante, mas, na sua maioria, os resultados ainda são incipientes.

A única coisa certa é que isso está longe de ser um problema das agências e das equipes envolvidas na criação e operacionalização das campanhas, e sim no fato de existir um medo claro das empresas em abrir a guarda para o consumidor. São poucos os que estão dispostos a virar janela para que atirem pedras.

Independetemente disso, 2010 traz no calendário as Eleições para presidente e governador, além da Copa do Mundo de futebol. Só isso já é motivo suficiente para se acreditar num investimento crescente também para a área, especialmente em social media, já que todos querem ser o Obama tupiniquim.

Processos envolvendo mobile, email marketing, monitoramento de web e SEO devem tomar conta majoritariamente da verba dedicada aos processos digitais. E a necessidade de se criar regras de utilização e investimento ganharão processos de gestão mais maduros.

Outro setor que deve continuar nadando de braçada no oceano digital é o e-commerce. Dados da e-bit revelaram que somente no último natal, as compras online atingiram a impressionante marca de R$ 1,6 bilhão. Não é para menos que as estratégias mais matadoras envolvem o varejo online.

No mais, fica a expectativa que o serviço prestado pelas fornecedoras de acesso online permitam que cada vez mais brasileiros se conectem de maneira satisfatória para que todo o investimento realizado em marketing digital valha a pena. Bom ano a todos!

postado por Daniel Miura, às 14:43

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08.01.2010

Chega ao Brasil, dia 19 de janeiro, a nova versão do leitor portátil de livro eletrônico - Kindle, da Amazon, com tela de 9,7 polegadas.

O Kindle DX custará para os brasileiros cerca de R$ 1.700, o dobro do valor pelo qual será vendido nos Estados Unidos, devido o aumento da taxa de entrega e dos impostos, já pode ser pré-encomendado através do site www.amazon.com.

Esta nova versão possui uma área total de tela cerca de 2,5 vezes superior à do Kindle original, acelerômetro (que detecta se o aparelho está deitado ou de pé, colocando a tela na posição correta) e capacidade para conectividade Wi-Fi e 3G.

O aparelho sem fio inclui também um leitor para documentos em PDF e capacidade de armazenagem para até 3,5 mil livros, que podem ser comprados na Kindle Store, da Amazon, que disponibiliza mais de 275 mil títulos, além de revistas e jornais.

postado por Karina Peron, às 15:57

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07.01.2010

Tem início hoje, em Las Vegas, a Consumer Electronics Show (CES) 2010, maior feira de eletrônicos de consumo do mundo.

Nessa edição, o evento traz novidades em diversas áreas da tecnologia, e pela primeira vez terá um espaço dedicado exclusivamente aos leitores digitais, que ganharam força em 2009 com o Kindle, da Amazon.

Os vídeogames, televisores 3D e a área de tecnologia verde (Sustainable Planet) também ganham espaço esse ano.

A CES vai de 7 a 10 de janeiro e a abertura será realizada por Steve Ballmer, diretor-executivo da Microsoft, que em 2009 substituiu Bill Gates. Para saber mais acesse www.cesweb.org/

postado por Karina Peron, às 12:47

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07.01.2010

Apesar do sucesso do mini blog twitter,  a rede social mais acessada no Brasil, em 2009, foi o Orkut segundo uma pesquisa realizada pela Hitwise.

Em dezembro, 11,22% dos internautas checaram suas mensagens e desejaram votos de boas festas aos amigos através dessa mídia. Em segundo lugar ficou o Google.com.br, com 10,77% da audiência brasileira.

Nos Estados Unidos, o Facebook foi o site mais acessado durante o período de Natal. A rede é concorrente direto do Orkut aqui no Brasil e está ganhando seu espaço aos poucos entre os brasileiros.

O sucesso dessas redes está aumentando cada vez mais e a promessa de que a popularidade crescerá em 2010 é grande!

postado por Karina Peron, às 11:02

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21.12.2009

Para quem sai a noite e gostaria de saber como está a balada, o barzinho ou a casa de show antes de ir, a rede social Ubizu é uma ótima forma de descobrir se vale a pena ou não conferir o lugar.

As pessoas que já estão por lá enviam buzis, mensagens curtas com até 100 caracteres, para outras que as seguem na rede social com informações sobre o local e você decide se vale conhecer. 

O Ubizu funciona 24 horas por dia na internet e no celular, por enquanto apenas no Rio de Janeiro e em São Paulo, mas em breve também em outros estados.

Para fazer parte dessa rede social, basta se cadastrar no site www.ubizu.com.br/ e oferecer e aproveitar as dicas. Simples, prático e rápido.

postado por Karina Peron, às 11:37

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10.12.2009
Entre os dias 7 ae18 de dezembro, acontece em Copenhague, na Dinamarca, a COP-15: reunião que abrange 192 países a fim de discutir e traçar um acordo global para redução das emissões de gases de efeito estufa no planeta.

Como é um assunto de interesse público, o canal internacional CNN, juntamente com o YouTube, decidiram colocar a opinião de todos em pauta num debate ao vivo, dia 15 de dezembro, no qual líderes e ativistas da COP15 se reunirão para responder as perguntas mais votadas sobre a mudança climática.

Quer participar do debate? Então envie perguntas para o site www.youtube.com/user/Cop15 e vote também nas suas favoritas até 14 de dezembro. O evento terá uma hora de duração, apresentado pela jornalista Becky Anderson, e transmitido ao vivo pela CNN.com e YouTube.

Não perca a oportunidade de dar a sua opinião e contribuição em um assunto do qual você também faz parte.

postado por Karina Peron, às 11:11

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03.12.2009
As mídias sociais estão cada vez mais presentes, não só para trocas de informações, sobre o cotidiano, mas também pelo compartilhamento de notícias. A tendência da vez é a de que grandes empresas adotem a idéia da informação clara, curta e objetiva, exatamente como o microblog Twitter permite. São divulgações que abrangem promoções relâmpago, relacionamento com clientes, pesquisas e posicionamento de marcas.

A CVC, uma das agências de viagens mais tradicionais do mercado, por exemplo, já utiliza esse recurso e tem muitos resultados. Após twittar uma viagem para Buenos Aires, vendeu em duas horas, 18 pacotes. Nesse mês, a empresa pretende lançar ainda uma comunidade virtual e aumentar a sua visibilidade nas redes sociais.

Outro exemplo da eficiência do microblog está acontecendo nos Estados Unidos, com o primeiro Natal Twitter. Em todo o país, lojas e clientes passaram a usar seu site de redes sociais para conversar uns com os outros sobre ofertas, problemas, compras e estratégias para o consumo natalino.

O varejo dos Estados Unidos vem considerando o serviço cada vez mais como uma ferramenta de negócios e oferece aos clientes uma maneira prática de obter informações junto ao varejo, e de apresentar queixas e perguntas. Uma mensagem no Twitter pode em tese ser vista por milhões de pessoas, e por isso teoricamente tem mais efeito que um e-mail ou telefonema para uma loja.

Fique esperto nas promoções lançadas no Twitter e em todas as mídias sociais e se atualize também para as próximas compras e viagens!

postado por Karina Peron, às 10:33

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30.11.2009
Ocorre nesse sábado, dia 5 de dezembro, o tk1, um encontro entre os usuários do microblog Twitter que já colecionam mais de mil seguidores.

O evento pretende promover a troca de experiências e relacionamentos entre esses usuários, além de debates
entre os participantes e apresentações sobre mídias sociais.

Entre os debatedores estão Alexandre Inagaki (Pensar Enlouquece), Bob Wollheim (SixPix), Juliano Spyer (blog NãoZero), Marcelo Tripoli (iThink), Michel Lent Schwartzman (Ogilvy) e Rodrigo Mesquita (Peabirus).

Todas as discussões serão postadas em tempo real no Twitter enquanto o encontro estiver acontecendo.

Interessados que preenchem os requisitos de participação devem se cadastrar no site oficial do tk1 (www.t1k.com.br). O evento acontece no The Hub - Rua Bela Cintra, 409, das 16h às 22h e contará também com coquetel, open bar e música para os participantes.

postado por Karina Peron, às 10:54

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27.11.2009
Uma pesquisa realizada nos meses de agosto e setembro pela empresa E.Life, especializada em monitoramento e análise de mídias sociais, constatou que o Twitter é a rede social mais utilizada no Brasil, e principalmente pela classe A.

Cerca de 47% destes internautas passam mais de 41 horas semanais na internet e 42% acessam pelo celular. A função principal é a busca de informações.

Dos 1.227 brasileiros entrevistados 43% se cadastraram a pouco tempo na rede. O Facebook ficou em segundo lugar com 10% dos cadastros; o Linkedin em terceiro com 4,8%  e o Orkut ficou de fora da lista.

Novidade

Devido ao crescimento do Twitter, a consultora de relações públicas Edelman, lançou o TweetLevel
(tweetlevel.edelman.com), uma ferramenta que permite ao usuário saber como sua "imagem" está no microblog, seus níveis de confiança, importância e influência.

O TweetLevel é gratuito e está disponível online para quem quiser conferir!

postado por Karina Peron, às 13:31

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26.11.2009
Um site de relacionamento está atraindo somente os jovens e ricos das maiores cidades da China.

Chamado de P1.cn (www.p1.cn), o site de luxo só aceita membros que fazem parte da alta sociedade chinesa, que tenham até 40 anos e que gastem por mês em festas e compras cerca de US$ 600.

A rede já possui aproximadamente 550 mil membros em cidades como Pequim, Xangai, Shenzhen e Guangzu, sendo que cada pessoa pode convidar até outras três para também fazer parte do site.

A assinatura do P1 custa 400 yuanes (US$ 60) ao ano e oferece descontos em casas noturnas e shoppings. O site tem promotores que convidam potenciais “clientes” entre os afiliados para casas noturnas, lojas de departamento e eventos exclusivos de marcas de luxo, atraindo assim as grandes marcas, como Versace e Diesel.

A maioria dos membros do site é formada por mulheres, que esperam conhecer “pessoas interessantes” e do mesmo nível social.

postado por Karina Peron, às 12:56

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25.11.2009
Uma pesquisa realizada pela empresa de monitoramento na internet, E-life e pela agência de comunicação, In Press Porter Novelli, constataram que o Orkut pode não ser mais o queridinho dos internautas.

Isso porque a pesquisa comprovou que dos 1 300 usuários entrevistados, 87,2% disseram que acessam o Twitter de sete a cinco vezes por semana, contra 72,6% que acessam o Orkut no mesmo período.

Essa diferença pode estar ligada ao que cada internauta busca encontrar nas redes sociais, quer dizer, cada uma
delas oferece um tipo de informação e uma utilidade diferente.

O Twitter, de acordo com 70% dos entrevistados, é usado para leitura de notícias; o Orkut, para 86% das pessoas
ouvidas, serve para contato com os amigos e o YouTube para passatempo e diversão, segundo 89,6% dos
respondentes.

Mesmo assim, o Orkut por enquanto é a rede social com maior número de cadastros no Brasil, segundo respostas
dos entrevistados, cerca de 89,6%, enquanto o Twitter aparece com 80,1%.

O Facebook, concorrente direto do Orkut, ainda não entrou nessa briga por conter por enquanto apenas 57,6% dos entrevistados registrados.

De qualquer forma o Orkut não deixa de investir na melhora de sua imagem, buscando sempre atrair ainda mais adoradores de redes sociais.

postado por Karina Peron, às 14:19

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19.11.2009
A rede social argentina Sonico, um dos principais concorrentes do Facebook e do Orkut na região da América Latina, planeja ganhar força no Brasil e se tornar o canal de relacionamento mais acessado do país.

Hoje, a rede já soma mais de 9 milhões de usuários e deseja muito mais do que duplicar esse número! Para isso, a empresa aposta em um plano ambicioso de serviços diferenciados em relação às outras mídias sociais.

Com as recentes mudanças realizadas na política de perfis, a rede passa a se diferenciar pela moderação proativa de conteúdos e pela organização da vida online. Dessa forma, foram criados três perfis para o internauta: privado, público e profissional, para que o usuário tenha conforto em realizar suas ações em uma única rede, sem ter de 'logar' em diversas outras.

Até o fim do ano a empresa espera anunciar também as ferramentas e os aplicativos relacionados a futebol, já que a Copa do mundo está chegando.

Além de promoções e concursos, os usuários desfrutarão também de aplicativos e games que  prometem ser diferentes dos existentes hoje no mercado.

Como metas, o Sonico espera absorver gradativamente os usuários das redes adversárias, os mais de 1,3 milhões do Facebook e,principalmente, os 35 milhões do Orkut .

postado por Karina Peron, às 14:25

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19.11.2009
Quem estava procurando um programa interessante para o feriado, já pode marcar na agenda que até sábado, dia 21 de novembro, ocorre o Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital Brasileira, na Cinemateca.

O Seminário vai apresentar e discutir o acúmulo de debates abertos pela internet na rede social do Fórum da Cultura Digital, conhecida como culturadigital.br. O evento conta com a presença da escritora Jean Burgess, autora do livro "YouTube e a Revolução Digital", de Jaime King, do documentário "Steal This Film", entre outros importantes convidados.

Toda a discussão será estruturada em torno de cinco eixos, memória; comunicação; arte; infraestrutura e economia; a fim de debater sobre uma política pública de cultura digital para o Brasil.

Intervenções artísticas, ações auto-gestionadas, shows e apresentações culturais também compõem as atividades. Para participar, é necessário fazer o cadastramento no local das 9h às 17h.

Quem nao puder comparecer ao evento, pode conferir todas as paletras transmitidas ao vivo  via streaming, pelo culturadigital.br. Os interessados também podem seguir a hashtag #culturadigitalbr e o perfil no Twitter, deixar comentários e opiniões no blog do seminário ou em qualquer outro espaço da plataforma culturadigital.br.

Serviço: 

Cinemateca Brasileira - lgo. Senador Raul Cardoso, 207 - Vila Clementino - região sul. Tel: 3512-6111.
De 18 a 21 de novembro - Entrada gratuita - Confira a programação completa no site: culturadigital.br.

postado por Karina Peron, às 11:10

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17.11.2009
Quando se pensa em fazer uma pesquisa na internet o primeiro site de busca que vem à cabeça é o famoso Google. Uma das maneiras mais práticas e rápidas para encontrar informações sobre os mais diversos assuntos.

Pensando em ampliar ainda mais essa coleta de informações, o Google e representantes de escritores e editores americanos apresentaram à justiça, no fim da semana passada, um novo projeto de acordo sobre a difusão de milhões de livros na internet.

O sindicato de autores, o Google e a associação de editores americanos alcançaram o acordo em 2008 em Resposta a uma ação que estes haviam apresentado contra a companhia em 2005.

Mas as mudanças ocorreram e segundo esse último texto enviado para aprovação, o Google aceitou pagar US$ 125 milhões (cerca de R$ 215 milhões) para remunerar os autores cujas obras tenham sido digitalizadas sem autorização.

Além disso, se comprometeram também a criar um registro de direitos literários independentes que receberia parte da renda das vendas e da publicidade para os autores e editores que aceitarem digitalizar seus livros.

O departamento de justiça considerou que o projeto de escanear livros tem o potencial de devolver vida a milhares de obras que estão fora do alcance do público, mas previu ao mesmo tempo problemas de direito autoral e de monopólio.

postado por Karina Peron, às 14:13

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10.11.2009
No último sábado, aconteceu aqui em São Paulo a edição 2009 da Intercon, evento organizado pela I-Masters que contou com a participação de mais de mil pessoas, que se espalharam por quatro auditórios, para discutir os temas mais relevantes ligados ao marketing digital, criação, tecnologia, redes sociais e inovação. É claro que nós não poderiamos ficar de fora e pensamos em algumas coisas diferentes para a ocasião.

Não sei se todos sabem, mas o I-Group fez o monitoramento de buzz do evento. E, nos próximos dias, apresentará um relatório completo do que de mais importante se viu, mostrando que se pode obter relevância ao desenhar uma estratégia correta para redes sociais, tranformando uma iniciativa em sucesso.

Mas o I-Group e o I-Masters não se limitaram a somente monitorar. Um evento como este merecia uma ação ousada e conectada ao espírito de empreendedorismo e inovação que tanto foi abordado. Para isso, através do projeto Clube de Autores, lançamos um livro durante o próprio evento, que traz o que de mais importante se ouviu e se debateu, com textos de palestrantes, público e profissionais de mercado com muito a dizer.

Para conhecer o livro e adquirir uma cópia, basta clicar na imagem da capa que ilustra a abertura deste post. E não deixe de conferir nos próximos dias todos os detalhes deste monitoramento.

postado por Daniel Miura, às 12:18

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29.10.2009
Entre todos os temas abordados pelas estratégias em mídias sociais, é impossível negar que as que mais gosto são relacionadas a conteúdo (o tal webwriting) e SEO. Afinal, quem não quer desenvolver um texto que possa ser relevante para o leitor e ao mesmo tempo para os robôs de busca do Google?

É por esse motivo que quando tive a chance de acompanhar uma palestra do Marcio Okabe, da Konfide, para o I-Group e demais empresas do grupo, fiquei entusiasmado. Principalmente por reforçar a idéia de que um conteúdo relevante é aquele que é bem construído, tanto editorialmente quanto estruturalmente.

"Bonito é aparecer no Google". É dessa maneira que Okabe começou e, através de diversos exemplos, mostrou a necessidade de se utilizar ADWords, ferramentas que medem relevância de busca, entre outros dispositivos, para criar um texto diferenciado, que começa com a construção do título e termina com a preocupação até mesmo do nome do arquivo de imagem que será utilizado.

É lógico que o assunto é vasto (eu mesmo vou preferir abordar os detalhes em uma apresentação que em breve disponibilizarei aqui e no meu Slideshare), mas existem pontos que não podem passar sem serem citados, como é o caso de entender que o conteúdo é o rei da relevância e de que é necessário encontrar um nicho específico para poder atuar de maneira consistente.

Onde o conteúdo será mais relevante e converterá visitas em negócios? No meio de tubarões, onde a concorrência se degladia para ter dois segundos da atenção do consumidor (marketing de massa) ou onde a taxa de conversão é maior, mesmo que a visibilidade quantitativa seja menor (marketing de nicho)?

Para terminar por hora, vou colocar algumas indicações para transformar o conteúdo de internet mais interessante e acessível ao público de interesse:

1- O conteúdo é o senhor da busca. Tente recheá-lo de palavras-chave para o tema, links relevantes e idéias que se complementem parágrafo a parágrafo;

2- As palavras utilizadas no título são o principal chamariz para o conteúdo que vem a seguir. Construa chamadas relevantes e que sejam auto-explicativas;

3- Imagens podem contribuir mas atenção ao nome do arquivo. Tente utilizar a descrição da mesma para facilitar;

4- O Google classifica como spam e informação irrelevante blogs e sites que tentam burlar as regras, usando tags "falsas" e incoerentes;

5- Links são extremamente importantes e impactam diretamente sua posição na página de resultados de busca.

postado por Daniel Miura, às 14:50

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20.10.2009
Recentemente, aconteceu aqui em são Paulo o MaxiMídia, evento organizado pelo Grupo M&M. Como sempre muitas discussões e casos interessantes surgiram, mas, sem dúvida, uma das melhores discussões apareceu da palestra do ótimo Mike McGraw, profissional da agência americana Bigfuel, que abordou estratégias de construção de marcas nas mídias sociais.

Entre os pontos levantados, McGraw deixou claro - mais uma vez - a preocupação em não apostar o sucesso de uma estratégia no ato de "fantasiar" um produto de conteúdo espontâneo. Como afirmou, "o consumidor não é bobo" e responderá negativamente quando a tentativa for de enganá-lo.

Sem dúvida, isso traz ainda mais desafios não só para a ação em si nas redes sociais, mas também para a medição do sucesso ou não da mesma, já que a fixação de uma marca dentro de um ambiente como este requer um trabalho contínuo, e não apenas pontual como muitos imaginam.

E dentro desexercício de ouvir, é necessário estar atento às mensagens por trás das mensagens, ou seja, do subliminar.

Quando o consumidor fala, ele nunca deixa de emitir uma opinião, uma crítica, reclamação, um elogio (o sonho de consumo de toda companhia) ou uma dúvida. E se o monitoramento não puder registrar este sentimmento e trazer à tona um viés qualitativo, a chance de não aproveitar a brecha deixada para participar da conversa trará, um prejuízo certo.

Por isso, com receio ou não de levar paulada, a empresa precisa sim marcar presença na web colaborativa. Seja de maneira ativa, através de ações práticas, seja de maneira reativa, vindo para a mesa de debate quando chamada. A única postura inaceitável é a da omissão.

Ao estabelecer o diálogo, barreiras se quebram e a imagem positiva se constrói, portanto, entre logo na piscina das redes sociais, mesmo que neste momento tenha que ficar sentado na borda, somente com os pés dentro d´água, observando os outros se divertirem. Uma hora se perde o medo e o mergulho de cabeça será a consequência natural.

postado por Daniel Miura, às 10:00

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23.09.2009
O que você vai fazer no dia 07 de novembro? Se na sua agenda estiver escrito "casamento do meu melhor amigo" ou "viagem inadiável", vou soltar aqui um sonoro QUE PENA! Isso porque é exatamente nesta data que acontece a versão 2009 da Intercon, evento organizado pela iMasters e que vai reunir, em São Paulo, quase tudo de mais interessante que está rolando na área de tecnologia, mídias sociais, criação e desenvolvimento.

O formato do evento segue o mesmo de anos anteriores, com palestras e painéis ocorrendo simultaneamente, prontos para gerar grande interação entre público e palestrantes. Ao todo serão seis áreas de conteúdo: criação interativa, desenvolvimento & tecnologia, empreendedorismo digital, ERA Digital, mídia digital & negócios, além de mobilidade.

Estou particularmente interessado nos painéis da ERA Digital, que tem curadoria do competente Gil Giardelli, da Permission. O bate-papo começa em inovação coletiva na era das redes sociais e termina no jornalismo colaborativo, passando até mesmo pela palestra de Mauricio de Souza, o pai da Mônica.

Não tenha dúvida que não comparecer ao Hotel Renaissance - ali na região da Avenida Paulista - será uma tremenda bola fora. Portanto, se apresse, pois o número de vagas é limitada a 1200 e se a lista de inscritos bater o número, você dançou. Para garantir presença, clique aqui.

Em breve voltarei a falar sobre a Intercon. Não perca!

postado por Daniel Miura, às 15:01

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02.09.2009
Não sei se é só comigo, mas de umas semanas para cá tenho recebido, diariamente, seguidos convites de amigos que se cadastraram no Facebook. Por questões profissionais tenho um perfil lá, mas confesso que somente há pouco tempo me tornei usuário para valer. A verdade é que ao que tudo indica o FB resolveu dar as caras de vez no Brasil.

Num mercado onde o Orkut lidera com folga (dados do Ibope NetRatings indica que ele possui 71,2% de penetração) e o segundo lugar, até então, vinha sendo disputado palmo a palmo por Sonico e MySpace - com participações que mal superavam a casa dos 6% - tudo indica que o grande contender finalmente chegou. Não só por oferecer um sistema amplamente diferente do empregado pela rede social do Google, mas por demonstrar capacidade de manter os usuários conectados e interagindo por horas.

É bem verdade que a percepção genérica indica que o usuário brasileiro estava ávido por "descobrir" outra rede que oferecesse algo a mais que os fóruns e aplicativos bobinhos do Orkut, mas é inegável também que ninguém soube se posicionar de maneira tão efetiva quanto o FB parece querer fazer.  

O simples fato de Mark Zuckerberg ter estado em São Paulo recentemente já demonstra a intenção clara de investir no país que possui a maior penetração nas redes sociais no mundo (90%, segundo o mesmo Ibope NetRating).

E para os que trabalham com Social Media esta tendência é de extrema relevância, já que abre um novo canal estratégico, com cases muito mais estruturados e ações pipocando a todo momento (veja a mais recente, que é da Nokia, aqui). Não é à toa que o ComScore revelou recentemente que o FB, ao lado do MySpace, concentram 80% de todos os anúncios em fredes sociais nos Estados Unidos.

Cabe às empresas e agências estarem atentas ao crescimento da rede e saber quando o brasileiro efetivamente marcará presença naquela que considero a única rede realmente mundial. Dado o ímpeto com que gostamos de redes sociais, não duvido que isso seja rápido.

postado por Daniel Miura, às 13:22

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27.08.2009
Após ler o ótimo post de André de Abreu no Intermezzo, blog coletivo organizado pela Daniela Bertocchi, que diz respeito aos "charlatanismos" que aparecem também nas redes sociais, fiquei por um momento ruminando o assunto. Tema extremamente relevante, é interessante perceber como tudo que falamos desse ambiente é extremamente mutável.

Um dos aspectos mais importantes abordados é o fator de relevância de uma estratégia e o embasamento técnico que está por trás dela.Particularmente, defendo que um dos pontos mais falhos dos que atuam nesse nicho é o de não convencer o cliente a dar um passo atrás, e planejar de maneira clara as ações táticas que se seguirão. Ouvir, mapear, corrigir e resolver pontos de nós é essencial para o sucesso.

Como Abreu bem coloca, um método interessante de criar algo além do achismo é adotar indicadores de estudos sociológicos (SNA) para checar a real influência dos agentes ou receptores.

Mas, apesar de concordar com ele de que a sociologia - e também a antropologia - responde a quase tudo nesse mundo digital (sugiro sempre que todos conheçam o ótimo trabalho que Bronislaw Malinowski fez com as tribos do Pacífico), ainda discuto o fato de só aplicar o selo da relevância em pessoas que possam influenciar não só o primeiro nível, mas também o segundo e terceiro níveis das relações.

O exemplo citado é o de Marcelo Tas, que tem mais de 280 mil seguidores no Twitter. Pela lógica, de certo modo ele não é tão relevante, já que sua mensagem perderia força já na segunda camada, já que seus followers diretos, na sua maioria, não possuem mais do que cinquenta seguidores.

Acredito que seja um erro descartar o poder de penetração desse, já que mesmo que estejamos falando de um público basicamente passivo, que ainda segue aspectos tradicionais da comunicação, não podemos descartar o fator de exemplo que o Tas desperta, assim como tantas outras "celebridades".

É claro que tudo vai depender dos objetivos da empresa que contrata o "especialista", entretanto, fica aqui clara a necessidade de que as agências que atuam como consultoras tenham claro metodologias que possam demonstrar de maneira científica e prática o sucesso das estratégias. Você que lê, tem?

postado por Daniel Miura, às 10:30

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12.08.2009
Como o tema de monitoramento de presença em mídias sociais e internet é um assunto bem amplo, resolvi voltar a ele nesse post. Antes, porém, recomendo que você leia a introdução ao assunto que fiz no texto intitulado "Monitoramento para ter real relevância", que está aqui, caso você ainda não tenha feito isso anteriormente.

O fato é que quando iniciei a conversa sobre a necessidade de se utilizar uma metodologia coerente por trás da análise de buzz, algumas pessoas me procuraram para terem mais detalhes sobre o que exatamente eu estava falando. Portanto, para sanar essas e outras dúvidas que possam ter ficado, decidi que era o momento de abordar mais uma vez o assunto.

Quando se faz uma busca no Google, ele gera inúmeros resultados. Empilhando um link sobre o outro, tudo que se tem ali é uma ordenação de relevância, baseada a partir de uma construção de métrica de SEO. Quanto melhor o conteúdo está otimizado nela, melhor serão os resultados colhidos pelos bots do buscador.

Entretanto, quando transportamos a mesma lógica para as ferramentas de buzz, percebe-se que elas não funcionam com a mesma satisfação. Isso porque se desconsidera dados importantes, que vão do conteúdo da mensagem à relevância e repercussão que a mesma teve nos diferentes ambientes monitorados, já que para o bot, aquilo tudo é apenas um algoritmo.

Mesmo que o monitoramento robotizado funcione como ponto de partida, será necessário uma avaliação posterior para identificar, de imediato, uma categorização para ela, seja para dizer se foi positiva ou negativa, seja para avaliar o grau de repercussão do emissor (fator de evangelização) ou para classificar a mesma dentro de um mapa de temas.

É claro que até esse ponto estou falando de commodities de mercado. Portanto, vamos apimentar mais o tema e entrar numa parte dos processos de metodologia que me agradam mais: os índices de saudabilidade.

Ao falar deles, muitos de vocês podem acreditar que tudo não passa de uma fórmula tirada da cartola, mas a verdade é que existe muita teoria análitica empregada. Aqui no I-Group, por exemplo, o índice que trabalhamos leva em consideração preceitos estratégicos, como penetração na rede, capacidade de evangelização, viralização, ranqueamento entre outros aspectos que tornam o número final preciso e relevante.

Mais interessante do que avaliar corriqueiramente tais índices, é a possibilidade que as ferramentas baseadas nesse tipo de índice lhe permite ao poder comparar os resultados específicos da marca com aqueles gerados de maneira abrnagente pelo mercado onde ela está inserida ou por concorrentes.

Metodologia é um tema realmente amplo. Com certeza vou voltar mais vezes ao assunto!

postado por Daniel Miura, às 15:15

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03.08.2009
Dentro das metodologias aplicadas para estratégias voltadas para o ambiente digital social, um aspecto vem ganhando notoriedade: a pesquisa de monitoramento de buzz. De maneira retro-alimentar, os dados colhidos vão corrigindo rotas e contribuem de maneira decisiva para a construção de ROI de cada ação.

Tal crescimento explica-se pelo fato de que é justamente esse monitoramento que faz com que gestores (sejam eles da área de marketing, tecnologia ou comunicação) sintam-se a vontade para manter investimentos nas iniciativas. Em uma rápida análise, não é segredo perceber que o mercado que consome estratégias em social media tem idéia superficial quanto ao real valor da mesma.

É na esteira dessa expansão que surgem cotidianamente inúmeras plataformas e iniciativas que prometem entregar ao cliente uma varredura completa das diferentes plataformas (estas cada vez mais segmentadas e específicas) que surgem na mesma velocidade.

Utilizando-se de buscas automatizadas, através da varredura de robôs, e um complemento de análise humana, a maioria delas entrega relatórios que disponibilizam fotografias superficiais, e até certo ponto interessantes, do que acontece no meio.

Entretanto, para se ter real eficácia nos dados colhidos e nas métricas utilizadas, é preciso se levar em conta alguns aspectos importantes na contratação e utilização dos mesmos. E a maioria deles passa pelo processo de metodologia aplicada e dados cruzados.

Somente através de um processo construído de maneira coerente, se poderá medir o real impacto que uma opinião negativa emitida por um usuário de uma rede como o twitter, por exemplo. Qual a relevância e capacidade de viralização desse? Qual a real proporção que essa avaliação negativa tará para outros grupos ou redes?

A análise crítica e baseada em metodologias coerentes ganham ainda mais peso quando se fala num aspecto que tem se tornado cada vez mais comuns no ambiente social: os "fakes" (usuários falsos). Somente através de um controle rígido se pode minimizar os efeitos que eles têm sobre a marca e defender, sobretudo, que os investimentos realizados não acabem por conta de uma avaliação equivocada.

Muitos especialistas, inclusive, utilizam o fato da pouca credibilidade que a maioria das fontes digitais possuem para criticar o crescimento dos investimentos e defender que as verbas continuem sendo empregadas em meios onde o controle sobre a repercussão seja maior.

A conclusão que se chega é que vivemos o momento de avançar na discussão de metodologias para ROI e relevância, a fim de que se possa efetivamente construir dispositivos capazes de mensurar o real retorno das ações no campo do mídias sociais.

postado por Daniel Miura, às 13:47

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09.06.2009
Todos aqui certamente já ouviram falar ou acessaram o tal Fatos e Dados, o blog que a Petrobras criou para, segundo ela, apresentar informações pertinentes à empresa e informar acerca de posicionamentos sobre questões relativas à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga irregularidades na administração da estatal.

Muito mais do que discutir a questão ética que envolve a publicação de perguntas de jornalistas, criando assim um fato até então inédito no mercado editorial brasileiro, quero aqui fomentar a discussão de como a sociedade será impactada e responderá à questão.

É bem verdade que 95% da população está alheia ao debate, já que somente uma ínfima porcentagem de brasileiros tem efetivo acesso à internet, sendo que desses, o número que acessa algo que vai além dos grandes portais e orkut é menor ainda. Portanto, o diz que me diz, até ser abordado pelo Jornal Nacional, estará represado nos bancos acadêmicos e nos nichos da comunicação.

Entretanto, não se deve desprezar o fato de que a estratégia coloca todos num mar inexplorado, e dá ao público em geral a real chance de tirar as próprias conclusões após "ouvir os dois lados", já que até mesmo o presidente Lula sempre mostrou disposição a colocar a Imprensa em uma posição de antagonismo ao Governo.

Mas será que o brasileiro está preparado para interpretar a gama de informações e tirar conclusões independentes? É difícil estabelecer relacionamento quando um dos lados simplesmente não está preparado para tal, e isso é um dos princípios básicos da comunicação dita 2.0.

É a primeira vez que a Petrobras escolhe um campo de confronto tão aberto quanto a blogosfera, mas demonstra o quanto sua área estratégica de comunicação está atenta às novas mídias. A questão aqui sai do formato "guerra fria" e passa ao corpo a corpo. E para quem atua na área, é incrível ver um gigante empresarial enveredar para essa área.

Até o momento o que se viu é um debate ético da ação e de como os meios responderão. Vale a pena conferir e aguardar para ver como as pessoas reverberarão: se apenas escolhendo o lado ou tirando conclusões. Pois, não se enganem, nessa briga não existe lado certo, existe versões da mesma informação.

postado por Daniel Miura, às 09:58

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29.05.2009
Hoje é um dia histórico para o mercado do jornalismo. Um dos mais respeitados veículos de comunicação da história do país publicou sua última edição. A Gazeta Mercantil foi referência por anos de informação com credibilidade, de jornalismo independente e de equipe de primeira.

Ainda que um pouco diferente nos últimos tempos, a Gazeta (como os profissionais do segmento a chamam) sempre foi um espaço nobre para notícias do mundo dos negócios. Mas, com a interrupção da circulação, fica a questão: onde deu errado?

Apesar dos fortes atributos, a Gazeta Mercantil não estava na mesma velocidade das mudanças dos canais de informação. Não tinha um portal forte de notícias, não interagiu com as novas mídias sociais, não buscou novos leitores e limitou-se a manter a (excelente) cobertura do mundo business.

A Gazeta estava atolada em dívidas e é geralmente essa situação que pede a busca por novas fontes de receitas. As mídias sociais já apresentam eficientes maneiras de monetizar e arregimentar seguidores. Não existe caminho de volta, só de ida, não é tendência, é fato. Talvez seja um alerta para os meios de comunicação que ainda não acompanham o pique das novas mídias.

Uma pena, mas dessa situação, fica a lição: companhias com ótimo conteúdo precisam atingir novos consumidores pelos canais que ELES preferem!

postado por Bruno Pinheiro, às 13:16

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20.05.2009
Muito positivo saber (via IDGNow) que o Twitter está pensando em fórmulas para viabilizar financeiramente o "negócio". Não só por garantir que dezenas de milhares de usuários possam continuar utilizando o serviço de maneira gratuita, mas também por criar um novo formato de fazer dinheiro em redes sociais.

Monetização da web 2.0 sempre foi um dos principais obstáculos para se definir a perpetuação do meio, já que muitos apostavam que elas não teriam futuro por não se sustentarem financeiramente. Eu mesmo tinha receio de ver meu perfil invadido por "posts pagos" como Não perca a promoção de notebooks no @lojãodo140caracteres.

Ao definir a comercialização de ferramentas e espaço para que empresas atuem dentro do Twitter, será possível a interação clara entre consumidor e empresa sem qualquer ônus da ética.

Se comparada com outras redes e negócios 2.0, o Twitter sempre pareceu o menos atraente, muito por conta da simplicidade de só permitir textos com 140 caracteres e todo aquele blábláblá. Mas é exatamente a facilidade e simplicidade que a transforma numa opção tão desejada.

Fica agora a lição de casa para as outras redes, como o tão chato Orkut, que passou anos tentando encontrar a fórmula mágica e acabou caindo nas fórmulas tradicionais. Como diria aquele personagem de um certo filme de ficção: "A sobrevivência da espécie depende de vocês".

postado por Daniel Miura, às 09:25

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15.05.2009
A estratégia desenvolvida pelas agências da Nissan, que envolve a divulgação do Livina a partir de um "reality blog" e um bocado de ferramentas 2.0 foi extremamente feliz. Não só por permitir que o consumidor estabeleça uma relação direta com o produto e a marca, mas por ter escolhido (de maneira cirúrgica) como protagonista da campanha, o blogueiro Cristiano Dias.

Eu não conheço o Cris, vi ele uma só vez na minha vida, mas sou leitor do blog e acompanho o cara no Twitter. De carisma alto, tenho para mim que só o fato de ser ele, deve fazer com que a audiência do "Dias de Livina" ganhe alguns pontinhos extras.

Mas de volta ao foco principal, a primeira pergunta que surge na mente daqueles que acompanham de maneira mais técnica a ação, envolve o retorno de marca que a Nissan terá com tudo isso. Qual o poder efetivo de exposição e qual credibilidade que a personagem - até certo ponto "anônima" aos olhos de boa parte do público-alvo - trará à fábrica de automóveis?

A resposta é: muita credibilidade. Isso porque como o próprio Cristiano fala em seu blog, o objetivo ali não é falar como o carro é "tchop-tchuras", mas sim mostrar o carango dentro da rotina da família Dias.

Gilber Machado publicou um post em que faz uma análise de ROI do início da campanha. Segundo ele, "em menos de 4 horas após escrever no Twitter, @criasdias conseguiu gerar mais de 1.400 visitas ao blog do produto". Na sequência, Machado explica que numa conta rápida, se acontecer de 20 a 30 tuitadas indicando novidades na campanha, isso representaria um retorno de R$ 100 mil só no primeiro mês.

Uau! Resultado para ninguém botar defeito e mais uma prova para o ról das evidências de que as midias sociais, pouco a pouco, substituirão os formatos tradicionais de propaganda, relacionamento e propagação da marca.

Enquanto isso não acontece, visite a página da campanha: http://www.diasdelivina.com.br/

postado por Daniel Miura, às 09:40

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29.04.2009
Interessantes as discussões e debates que muitos têm tido sobre o fenômeno Twitter. É bem verdade que não se fala de outra coisa. A rede de microblogging é pauta de dez entre dez veículos e tem recheado blogs e sites sobre sua real relevância e fôlego para se manter como a modinha do momento.

De tudo que li e acompanhei até o momento, o ponto de vista mais interessante é o defendido por Kristina Knight, jornalista que escreve para o Biz Report. Segundo ela, a relevância do Twitter está no fato de que os usuários acessam o serviço não pelo relacionamento pessoal, mas sim pela informação relevante.

Tal conclusão leva a crer que a ferramenta pode sim quebrar as barreiras do tempo e se perpetuar entre aquelas que formarão o seleto grupo das soluções digitais essenciais (junto do blog, fotolog e serviço de buscas).

Mas, ao avaliar os perfis de maior amplitude e relevância do Twitter (utilizando como base o ranking definido pelo Twitter Grader) percebemos que a postagem de informações não é tão grande assim. O líder da chamada Twitter Elite é o "antropólogo digital" Jeff Pulver. Dos seus últimos 20 posts, nada menos do que 18 eram simples replys para outros usuários.

Mas nem tudo é só "bate-papo" nessa lista. Pete Cashmore, que possui mais de 540 mil seguidores, e é o quarto colocado da lista do Grader, dispara uma metralhadora giratória de informações, postando links atrás de links interessantes e de grande relevância para os que querem acompanhar notícias sobre midias sociais.

Já para nós, twitteiros de lingua portuguesa, a realidade que se apresenta é um pouco mais positiva, já que percebe-se a tendência de bate-papo entre usuários, mas com a posibilidade de obter e tomar conhecimento de muita informação relevante. Entretanto, vale ressaltar que os perfis mais seguidos não são necessariamente aqueles com melhor conteúdo, e sim aqueles com os autores mais "famosos".

A verdade é que debater relevância de um twitteiro é extremamente difícil e complexo, já que um assunto de suma importância para mim, pode ser nulo para a pessoa que senta ao meu lado aqui no escritório. Mas vamos combinar: o poder que se tem de "excluir" alguém do seu ról de informação com um simples unfollow é inigualável. Ou não é?

postado por Daniel Miura, às 12:27

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16.04.2009
O vídeo onde dois funcionários da rede de fast food Domino´s, aparecem "sujando" alimentos antes de colocá-los nos pratos dos clientes, é a polêmica do momento. Não se fala de outra coisa na rede, com comentários que vão da simples repercussão, ao gerenciamento da crise que a empresa teve que disseminar para evitar prejuízos ainda maiores ao negócio.

Em meio à discussão, surge também a necessidade de se refletir sobre os aspectos que fazem empregados tomarem atitudes como essa (onde fica claro a intenção de prejudicar a empresa onde eles trabalham) e tirar disso uma lição positiva.

O fato é que na era das midias sociais, muito se fala do relacionamento entre marcas e seus públicos. A troca de experiências, a informação, a prestação de serviço, são fontes de inúmeras estratégias que consomem tempo e dinheiro de equipes enormes.

Mas do que vale todo esse investimento, se tudo pode ser destruído com uma câmera de celular? É possível impedir que isso ocorra? Será que a saída poderia ser um "código de conduta", conforme discute Eduardo Vasques em seu blog?

Perguntas não faltam, mas o fato é que as companhias de uma maneira geral esquecem do relacionamento com um público de relevância estratégica primária: seus funcionários e colaboradores. Sim, pois são eles os primeiros defensores ou críticos de uma empresa.

Ao não manter um relacionamento estreito com esse público, a marca está sujeita a ataques vindos do seu próprio quintal, pois quando alguém critica o chefe no Orkut ou no Twitter, não está fazendo nada mais do que um desabafo num local onde ele supostamente tem "voz ativa". E redes sociais não são nada mais do que isso: plataformas onde eu, você e ele somos todos iguais e temos - supostamente - a mesma força de penetração.

Evitar que um funcionário fale negativamente da empresa onde ela trabalha deve ser uma ação da própria companhia, mas sem atitudes de censura ou controle. Deve vir a partir do relacionamento construtivo, do trato positivo e da interação entre as partes. Escutar o que se fala nas salas de café pode economizar muito tempo e dinheiro.

postado por Daniel Miura, às 10:37

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