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19.01.2010

O que fazer quando uma ação se desdobra em dor para alguém que você ama?

Pedir desculpa? Simples assim: me perdoa.

Infelizmente pra mim não funciona. Um pedido de desculpa não me livra da culpa, não faz com que me sinta menos responsável.

Eu que tenho um traço um tanto obsessivo fico as voltas com aquele pensamento, estilo “chicotinho nas costa”:se eu não tivesse feito isso, aquilo não teria acontecido. Um tanto onipotente, eu sei, pensar que poderia ter o controle dos acontecimentos.

 

Tenho consciência que pra cada ato meu há uma série de conseqüências e  terei que lidar com cada uma delas. Mas por uma fração de segundos, há um deslize, uma falta de atenção, e pronto: a merda tá feita!

Quando a conseqüência vem pra mim, Ok! Posso lidar bem com isso. Mas quando afeta a vida de outras pessoas... Nossa, é muito ruim!

Foi assim quando minha filha abriu um talho na perna, bem na minha frente e agora quando meu cachorro matou o cãozinho da minha irmã.

Fico sempre com a sensação de que eu poderia ter evitado isso.

Ah máquina do tempo! Por não te criaram ainda? Assim dava pra remendar tanta coisa.

 

Gosto de substituir a palavra culpa por responsabilidade e aí não cabe se desculpar pois fica difícil se “ desresponsabilizar” por algo que de fato foi minha responsabilidade.

 

Então, alguém tem algum elixir pra lidar bem com a culpa?

 

 

 

 

postado por monica guinle, às 23:59

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29.11.2009

Tenho um casal de amigos, queridos.

Queridos por toda uma trajetória que construímos juntos. Anos de convivência, viagens, fins de semana, chopinhos e jantares. Porém, cada vez que estamos juntos, sinto como se uma película nos separasse. Como se faltasse algo, como se o contato fosse um pouco estéril.

Não sou de muitos amigos. Mas quando faço um vínculo é pra valer. Minha costura tem entrega, amor, vida.

Não preciso estar com meus amigos para amá-los. Aliás, essa é uma reclamação comum: minha distância física. Saio pouco. Atendo menos ainda o telefone. Mas quando estou com alguém querido, estou lá: de corpo alma e o que mais houver. Talvez até por isso precise da minha solidão. Do meu silêncio.

Se o amigo sofre, sofro junto. Se está feliz, vibro com suas conquistas.

Por essas e outras, sinto algo estranho quando a natureza do contato é fraca. Quando as fronteiras são duras e enrijecidas.

 Se o outro entra na relação e não aprofunda, a sensação que eu tenho é de falta de confiança. A imagem que me vem é daqueles acrobatas circenses se balançando loucamente, contando com a capacidade de o outro, segurá-lo. A relação fica sendo nossa rede de proteção.

Como é prazerosa a relação com quem se arrisca! Se relacionar é correr risco. Risco de se machucar, de se sentir menor, de ser criticado. Risco de se perceber falho, impotente! Risco também de ser feliz e ter medo que acabe, passe rápido. Risco de se apaixonar!

Quando não há confiança de um lado, o outro não se joga. O medo contagia. Não há entrega. Fica no vazio. A relação empobrece. Dá menos vontade de ligar, de ver, de trocar.

Que pena!

 

postado por monica guinle, às 23:03

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21.10.2009
Nossa, que saudade de escrever!!!
Estava com constipação mental por excesso de pensamentos. Desde que me vi grávida não sobrou tempo/energia pra escrever.
Bebê nasceu, lindo, enorme, e saudável. E agora a energia pode percorrer novos horizontes...
Bem, que os valores mudam depois de uma gravidez todo mundo sabe, mas que seus sonhos passam a ser quase pueris, ninguém nos conta.
Ontem estava lendo jornal quando me deparei com uma folha cheia de anúncio. Jóias, roupas, restaurantes badalados e o que mais me chamou atenção foi uma loja de colchões. Era um desses colchões de mola, importado, bem bacanão.
Eu me vi namorando aquele colchão como quem olha pro Rodrigo Santoro, ou para uma Nha Benta da Kopenhagem. Meu primeiro pensamento foi: nossa que cama deliciosa! É, meu maior objeto de desejo hoje é dormir pelo menos 6 horas consecutivas, de preferência num colchaozão daqueles.
Essa é minha deixa pra falar que minha energia voltou a circular por aqui, porém anda desputadíssima com uma boa soneca.
bjs

postado por monica guinle, às 21:57

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01.02.2009

Inventei de dar um curso sobre Padrão Afetivo. Pra minha surpresa teve tanta demanda que precisei dividir em duas turmas. Minha primeira intenção era fazer cada participante se apropriar de seu repertório emocional com as ferramentas que já possui e que muitas vezes não se dá conta.

Parece moleza, mas não é.

Isso ficou claro quando lancei algumas perguntas  que se mostraram verdadeiros labirintos.

Difícil responder qual é o lugar do outro na sua vida? Qual é o espaço que você está dando para suas relações afetivas?Pareceu que Sim.

Recorri então a uma visualização. Fomos percorrendo esse espaço juntos. Começando pela a entrada, passando a sua construção, até a sensação que cada um teve ao entrar.

As respostas daqueles que conseguiram partilhar foram fantásticas e surpreendentes.

Foram dois dias intensos. Valeu muito a pena. Pra mim só afirmou o prazer de trabalhar em grupo.

Esse é meu projeto para os próximos anos. Formar grupos de trabalho. Terapêutico, estudo, aprofundamento....

Saudades de sentar aqui e partilhar um pouco da vida com vocês.

Boa semana a todos.

Beijos.

 

 

postado por monica guinle, às 22:04

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