Holanda e Espanha.
Se meses antes do mundial fosse feita uma pesquisa sobre uma possível final, certamente essa seria uma das mais votadas.
As duas seleções que, repetidas vezes, aplicaram impiedosas goleadas em seus adversários nos últimos jogos antes da Copa. Mas que no próprio mundial, apresentaram futebol abaixo do esperado.
A Holanda venceu todos os jogos, é verdade, mas não convenceu em quase nenhum deles.
Passou, sem brilho, por Dinamarca, Japão e Camarões. Nas oitavas, venceu com sufoco a Eslováquia em um jogo fraco.
Nas quartas-de-final teve o seu maior desafio. O Brasil.
Jogou pior, mas foi mais frio, mais maduro. E o time europeu mandou para casa os pentacampeões.
Na semifinal, um jogo sem brilho mas com consistência. Melhor que o Uruguai, a Holanda venceu novamente sem show.
E chegou, sóbria, a final. Não é o melhor time da Copa.
A Espanha veio subindo degraus rodada á rodada. Estreou com derrota para o paredão suiço, mas emplacou vitórias magras e sem sustos sobre Honduras e Chile.
E aí, no início das partidas eliminatórias, privilegiou a defesa. Venceu Portugal, Paraguai e Alemanha sem sofrer um gol sequer.
Marcou um em cada, mas a retaguarda composta por Casillas, Sérgio Ramos, Puyol, Piqué e Capdevilla saiu zerada.
Isso pode fazer a diferença.
Mas assim como a Holanda, a Espanha não é a melhor da Copa.
Talvez mereça um pouco mais pela evolução defensiva.
A Alemanha foi a melhor da Copa e não está na final.
Futebol e justiça não caminham lado á lado.
Teremos uma grande final.
Com poucos gols, aposto.
Aliás, cravo na Espanha.