O São Paulo levou 34 rodadas para alcançar a liderança e chegou a perdê-la provisoriamente para o Palmeiras na quarta-feira. Mas o triunfo sobre o Vitória por 2 a 0 no Morumbi recoloca o atual tricampeão no topo da tabela e deixa uma péssima notícia para os concorrentes: o tricolor sabe como se comportar na dianteira.
Mesmo numa edição imprevisível, na qual virtuais campeões sucumbiram e times com rebaixamento decretado ressuscitaram, é possível observar a sensível mudança no astral e na moral são-paulina com o primeiro lugar.
Apesar da fragilidade e do claro desinteresse do time baiano, o tricolor paulista compensou os desfalques de Jean, Dagoberto, Borges e Richarlyson, que começou no banco e só entrou na segunda etapa, com muita fibra, personalidade e o talento de sua espinha dorsal, fazendo uma de suas melhores atuações no campeonato. Nem mesmo o desentendimento entre Hugo e André Dias no primeiro tempo ofuscou o brilho da exibição da equipe.
Rogério Ceni foi o líder seguro de sempre, Miranda cumpriu suas tarefas defensivas com correção e ainda fez linda jogada pela ponta-direita no primeiro tempo que quase terminou no gol de cabeça de Jorge Wágner, outro destaque com o tento que abriu o placar e ótima movimentação, fazendo uma dupla afinada de armadores com Hernanes, o autor do cruzamento para Hugo, improvisado no ataque, fechar o placar.
Estivesse Washington numa noite menos infeliz, a goleada teria sido construída até com naturalidade, tamanho o volume de jogo da equipe mandante, que empolgou os 53.204 pagantes. A torcida parece conhecer o roteiro e, com gritos de “É campeão!” já prevê a conquista que fica cada vez mais próxima. Nem a perda do mando de campo para a última rodada contra o Sport, pela invasão de campo de um idiota de plantão, se apresenta como um obstáculo considerável.
Com os tropeços de Palmeiras, Galo e Cruzeiro, a expectativa é pelo jogo do Flamengo nos Aflitos. Um simples empate já deixa tudo bem encaminhado para quem acerta a rota por errar menos que os rivais e sabe mais do que os outros a hora exata de crescer em busca da taça.