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04.07.2009
Site magia rubro-negra  Agência Estado

A afirmação é de Júnior, craque do futebol brasileiro, ídolo eterno dos flamenguistas, líder do time rubro-negro em seu último título brasileiro e hoje comentarista da TV Globo, em entrevista concedida a este blog (os melhores momentos da conversa em breve por aqui).

Para o “Maestro”, a presença de dois jogadores abertos pelos lados do campo fazendo o papel de pontas com a bola e voltando com os laterais adversários na recomposição é a grande chave tática do time armado por Mano Menezes, o melhor treinador brasileiro (e não do Brasil) da atualidade na opinião de Júnior, assim como era a melhor estratégia para a equipe comandada por Carlinhos há dezessete anos.


O time-base de Carlinhos: pontas abertos e Júnior armando de trás.

Naquele Flamengo, o esquema foi ensaiado por Luxemburgo no Brasileiro de 1991 e ficou “redondo” no Estadual daquele ano. Para que Júnior não precisasse se cansar na marcação pelo meio, Paulo Nunes ou Nélio, dependendo do lado pelo qual o adversário atacasse, recuava e permitia que os laterais Charles Guerreiro e Piá fechassem mais a frente da área junto com Uidemar, dando tranqüilidade à dupla de zaga formada por Júnior Baiano e Gottardo.

Na frente, os pontas abriam o jogo do Fla e as jogadas pelos lados buscavam Gaúcho, exímio cabeceador e artilheiro da equipe. Na bola parada, os cruzamentos precisos de Júnior pela direita com o pé esquerdo e do lado oposto com o pé “bom” eram letais para os adversários.


A equipe de Mano Menezes: sem a bola, só Ronaldo não marca.

O Corinthians campeão paulista e da Copa do Brasil em 2009 não joga exatamente no 4-3-3. Mas a função de Jorge Henrique e Dentinho no 4-2-3-1 de Mano é a mesma dos jovens ponteiros rubro-negros. Sem a bola, o time fica compacto, só com Ronaldo à frente. Com os laterais do oponente marcados, Douglas fica mais liberado para criar e Cristian e Elias têm que se preocupar apenas com a marcação dos meias, assim como Alessandro e André Santos só se ocupam com seus setores.

Na final da Copa do Brasil contra o Internacional, André Santos pôde marcar D’Alessandro de perto pela garantia de que Jorge Henrique acompanharia Bolívar numa eventual descida do lateral-zagueiro colorado. O mesmo fez Alessandro pelo outro lado, vigiando Taison com a certeza de que Dentinho voltaria com Kléber.


Contra o Inter, marcação encaixada pela obediência tática.

Para Júnior, quando os pontas (ou meias abertos) viram atacantes com a posse de bola, o adversário precisa de quatro jogadores atrás para combatê-los garantindo a sobra e acaba abrindo o meio-campo. Por isso o capitão, ao lado de Uidemar, ditava o ritmo nas intermediárias em 1992. Pelo mesmo motivo, Cristian e Elias encontram tantos espaços para apoiar.

O “Capacete” ainda via uma outra semelhança entre as equipes: “O nosso Douglas era o Zinho, e não eu”, afirma. “Eu não tinha mais condições físicas de ficar de costas para a bola com um cara no meu ‘cangote’. Então recuava para armar de trás e o Zinho ficava mais à frente.” O camisa 11 que seria campeão mundial com a seleção dois anos depois nos Estados Unidos e ganharia mais três brasileiros com Palmeiras e Cruzeiro era o autêntico 10 daquele Flamengo campeão. Da mesma forma que Douglas hoje faz o Timão girar como o meia pelo centro que dá o toque de classe e trabalha como um facilitador para os companheiros.


Em um duelo hipotético, quem levaria vantagem no meio-campo?

É óbvio que quase duas décadas mudam muito a dinâmica do jogo e as próprias características dos jogadores das duas equipes são bastante diferentes – já partindo da premissa de que Gaúcho, por mais vezes que fosse às redes, não era sombra de Ronaldo e Elias, mesmo com grandes atuações, não passa nem perto de ser um Leovegildo Lins da Gama Júnior.

Mas vale demais a comparação tática. Assim como valeu o papo com um mestre que sabe ver e fazer o jogo como poucos. 

postado por André Rocha, às 03:06

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04.07.2009

Sábado, 18:30 h

Santos x Sport – O clima na Vila Belmiro não é dos melhores. Eller e Neymar foram barrados pelo técnico Vagner Mancini depois de trocarem críticas publicamente, embora o treinador afirme que os fatos não possuem nenhuma relação. Seja como for, Domingos e Robson herdam as vagas na zaga e no ataque. Roberto Brum fala em “X-9” e a pressão por vitória em casa é grande. Tentando se aproveitar da turbulência no adversário que conhece tão bem, Emerson Leão fortalece o sistema defensivo em um 3-4-2-1, com Ciro isolado para se impor na marcação e na velocidade. Palpite: Empate;

Santo André x Barueri – Pedrão, vendido ao Al Shabab, e Thiago Humberto, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, serão desfalques importantes para a equipe de Estevam Soares. O lateral-direito Marcos Pimentel também está suspenso. Explorar a velocidade de Fernandinho parece a melhor alternativa contra um adversário completo, com os retornos de Gustavo Nery, Chiquinho, Elvis e Nunes. Precisando da vitória, o Ramalhão será ofensivo no Bruno José Daniel e parece mais forte para o confronto. Palpite: Santo André;

Flamengo x Vitória – O Fla contará com os reforços de Angelim e Kléberson, mas terá o desfalque do Maracanã, reservado para o Rei (que não é o Zico, rubro-negros!). O Engenhão pode ser o palco da despedida de Ibson se a diretoria não se entender com o Porto. Outra preocupação de Cuca é com Adriano: sempre que ele faltou a algum treinamento, seu desempenho caiu no jogo do fim-de-semana. Problemas sérios para um duelo complicado. A equipe bem armada por Carpegiani vem ao Rio completa e, agora no 3-4-1-2 com a efetivação do jovem atacante Elkeson, promete ser ofensiva. Jogo duro. Palpite: Empate;

Domingo, 16:00 h

Coritiba x São Paulo – O Coxa teve sua recuperação na tabela interrompida pela derrota para os reservas do Internacional e terá um desfalque importante: Carlinhos Paraíba, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Pereira, com torção no joelho direito, também ficará de fora. Sem Richarlyson, contundido, Jorge Wágner é a opção de Ricardo Gomes para o lado esquerdo do meio-campo no 4-3-1-2 que o novo treinador tenta implantar. No retorno de Marlos ao Couto Pereira, o Tricolor parece mais preparado e sólido. Palpite: São Paulo;

Goiás x Cruzeiro – A partir de agora, só o time mineiro terá outra competição com que se preocupar. Com as contusões, o desgaste físico e psicológico e o compreensível foco na conquista do torneio continental, agora tão mais próximo, a equipe de Adilson Batista tende a se fragilizar no campeonato nacional. No Serra Dourada, nem o desfalque de Iarley, suspenso, pelo lado esmeraldino, e a promissora garotada cruzeirense tira o favoritismo dos comandados de Hélio dos Anjos, motivados pela goleada e a ótima atuação coletiva no Engenhão. Palpite: Goiás;

Atlético-MG x Botafogo – Sem Thiago Feltri, que cumprirá o segundo jogo pela suspensão no jogo contra o Náutico, Celso Roth novamente terá que deslocar Júnior para a lateral, o que nunca parece a melhor solução, mesmo quando é o promissor Renan Oliveira quem entra no meio-campo. Menos mal para o Alvinegro carioca, que volta ao esquema com três zagueiros, com Juninho na sobra, mas Ney Franco provavelmente não terá Victor Simões, contundido. Jean Coral é a opção no ataque enquanto Reinaldo não volta à equipe. Palpite: Atlético-MG;

Grêmio x Atlético-PR – Hora da “ressaca” no Tricolor gaúcho. Difícil prever como a equipe vai se comportar. A reação no segundo tempo contra o Cruzeiro pode se transformar em estímulo para a seqüência da temporada. Autuori, que ficou satisfeito com o rendimento da equipe na Libertadores, manterá a formação da quarta-feira e espera que o ataque acerte a pontaria. Sem Rafael Santos, suspenso, Waldemar Lemos manda a campo o jovem zagueiro Manoel, de 19 anos. Rafael Moura, contundido, é dúvida no time paranaense, que pode crescer no “vácuo motivacional” da equipe mandante. Palpite: Empate;

Domingo, 18:30 h

Avaí x Palmeiras –
O time de Silas não tem feito maus jogos. No entanto, os resultados não vêm aparecendo. Para sair da zona de rebaixamento, vencer em casa é necessidade básica. Na Ressaca, diante de um Palmeiras ainda com Jorginho como técnico interino, é dever ser mais efetivo na frente com o quarteto Muriqui-Marquinhos-Luís Ricardo-Lima. Sem Wendel, suspenso, Fabinho Capixaba é a opção para a lateral-direita. Willams é alternativa interessante para acelerar o jogo e facilitar o trabalho de Obina na frente. Palpite: Empate;

Náutico x Internacional – O Colorado ainda lamenta e repercute o revés na Copa do Brasil e pouco se falou na partida de Recife. Mesmo assim, um Inter desfalcado apenas do volante Sandro é o favorito para a partida nos Aflitos. Sem Derley, Marcio Bittencourt aposta em uma equipe mais ousada, com Aílton e Carlinhos Bala na armação e Gilmar e Anderson Lessa na frente. Mesmo com o retorno da dupla Wágner e Asprilla na zaga, abrir a equipe contra Taison e Nilmar pode ser fatal para o time mandante. Palpite: Internacional;

Quarta-feira, 21:50 h

Corinthians x Fluminense – O Timão está em ritmo de festa e de “férias”. O grande desafio de Mano Menezes até Dezembro será manter o espírito competitivo no Brasileiro. Na primeira partida pós-título, o time campeão costuma ir no embalo da alegria e vencer. Mas o Flu está mordido pela eliminação na Copa do Brasil e Parreira conta com Leandro Amaral e Fred no ataque para buscar a primeira vitória fora de casa na competição e sair da “zona morta” da tabela. Palpite: Empate.

postado por André Rocha, às 00:48

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03.07.2009


- Mais um 2 a 2 fez a festa dos visitantes em Porto Alegre. No Olímpico, a torcida gremista procurou apoiar a equipe que lutou até o final, mas a tarefa era complicada pela qualidade técnica e o forte jogo coletivo do Cruzeiro, além da boa vantagem no confronto;

- Como joga o "Gladiador"! Azucrina a defesa adversária com raça, velocidade, talento, vigor e ainda é capaz de definir a classificação em um único lance. Kléber tirou sua equipe do sufoco com uma linda jogada pela direita em cima de Fábio Santos que Wellington Paulista concluiu com precisão. A assistência acabou valendo por dois gols porque, dois minutos depois, a desnorteada retaguarda do time gaúcho falhou na linha de impedimento e, depois do cruzamento perfeito de Jonathan, o camisa 9 cruzeirense cabeceou e deixou mais um nas redes adversárias;

- O Grêmio começou tenso, mas dos dez minutos do primeiro tempo até o gol do time celeste aos 34, pressionou, criou quatro chances de gol, a melhor na jogada de Tcheco pela esquerda para Fábio Santos bater por cima, e ainda teve um pênalti de Leonardo Silva em Herrera ignorado por Oscar Ruiz. Mas novamente faltou poder de fogo a uma equipe que vem pecando demais nas conclusões e acabou pagando caro por essa deficiência, especialmente no jogo de ida. Quando marcou, com Rever e em mais um golaço de Souza, já era tarde demais. Valeu pela honra na reação;

- O apoio da torcida sempre é salutar. Ainda mais daqueles que sofreram para entrar no estádio; nem tanto dos que provocaram Elicarlos de forma lamentável e indigna de nota. Mas é realmente necessário cantar a mesma música, de não mais que dois versos, durante mais de vinte minutos? E independente do placar? Mesmo na expulsão de Adilson em falta dura sobre Wágner? E com o mesmo tom, sem silêncios, sem ápices? Para este que escreve, soa estranho demais, quase um ato acéfalo. É como uma comédia no teatro em que a platéia ri de uma piada menor durante todo o tempo. Não há clímax. A impressão que passa é de que a intenção é apenas se orgulhar de dizer que a torcida canta o tempo todo. Esquisito...;

- Adilson Batista errou ao não fixar um volante como terceiro zagueiro e expôs sua retaguarda contra a dupla de ataque argentina do Grêmio; o time mineiro sentiu demais a pressão inicial do oponente e Ramires voltou da seleção totalmente fora de sintonia. São questões que precisam ser corrigidas para o confronto com os Estudiantes na decisão que não tem favoritos, mesmo com a disputa derradeira no Mineirão;

- Será que a rivalidade ferrenha permite que se diga que os gaúchos “morreram abraçados”?

postado por André Rocha, às 00:45

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02.07.2009


A vaga na Série A foi o retorno do inferno; a contratação de Ronaldo fez o clube voltar à boca do povo; vencer o São Paulo, tri/hexa brasileiro, e depois o Paulistão invicto foi uma demonstração de grandeza.

Mas agora, com a conquista da Copa do Brasil, que time e clube não estavam preparados para vencer no ano passado, o Corinthians, além de retornar à Libertadores, o grande objetivo desde sempre, ainda mais em seu centenário, consolida a volta definitiva ao grupo dos gigantes da bola no país.

O primeiro tempo da decisão em Porto Alegre foi o majestoso ato final de um semestre mágico: a natural cautela no início para segurar o ímpeto dos donos da casa sedentos por gols; o toque estudado que busca o ponto fraco do oponente e os golpes letais que o tombam e encaminham o triunfo. Tudo perfeito e sincronizado, como num filme gravado em primeiro take, sem edição.

O gol de Jorge Henrique que começou a definir a competição teve origem em uma falta do atacante em Índio. No cruzamento de André Santos, o pequenino camisa 23 apareceu no espaço que deveria ter sido ocupado pelo zagueiro colorado, que tentou voltar para sua área mancando, se antecipou a Danny Morais e cabeceou no canto esquerdo de Lauro. O assustado árbitro mineiro Ricardo Marques Ribeiro não viu a infração e o gol irregular premiou o time mais constante em campo.

Muito porque Tite começou a perder o título quando desistiu de tentar algo novo colocando em campo sua equipe no habitual 4-3-1-2, com as mesmas virtudes e defeitos de sempre. Com Taison aberto pela esquerda, Nilmar ficou isolado e encaixotado entre Chicão e William; sem um meia pela direita, que seria Andrezinho, o time gaúcho expôs ao adversário seu setor mais frágil: o tenso Bolívar fica ainda mais insano com sua solidão tanto na marcação quanto no apoio. Magrão, que devia guardar mais sua posição, circulava pelo campo e perdia sua função.

Na esperança de confundir a marcação, D’Alessandro procurou o lado direito para tirar um dos volantes da frente da zaga corintiana. A estratégia caiu por terra quando aconteceu o óbvio: André Santos colou no meia e Cristian e Elias avançaram em Magrão e Guiñazu.

Quando percebeu que D’Alessandro voltava combatendo pelo centro e um imenso corredor se abria à sua frente quando atacava, André Santos se transformou no grande destaque da partida. Depois da assistência para Jorge Henrique, o lateral campeão da Copa das Confederações com a seleção recebeu passe de Ronaldo às costas de Bolívar, se aproveitou da lenta cobertura de Índio e bateu forte no canto direito. 2 a 0.

A decisão, na essência, terminou ali. O silêncio da massa vermelha no Beira-Rio foi a senha para a festa alvinegra, que poderia ter sido completa se Ronaldo não tivesse recuado para o goleiro após  lindo passe de Jorge Henrique.

Ainda que Tite tenha mexido corretamente depois do intervalo, mesmo com os gols de Alecsandro que empataram a partida, o segundo em preciso cruzamento de Andrezinho, a taça já tinha dono. Porque um time que depende de jogador tão talentoso quanto desequilibrado como D’Alessandro pode matar qualquer ensaio de reação com uma de suas muitas ações intempestivas. Depois de perder a cabeça com Cristian, o argentino protagonizou uma cena patética após receber o cartão vermelho correndo atrás de um esperto e sorridente William. Este sim, um autêntico líder. Um gelado capitão.

Felipe evitou a derrota que tornaria as comemorações menos efusivas com bela defesa em cabeçada de Magrão; Elias recebeu os amarelos que faltaram no Pacaembu e um merecido vermelho para tantas faltas em 180 minutos; Ronaldo perdeu a chance de fechar o torneio com um gol consagrador nos acréscimos ao mandar nas nuvens outro bom passe de Jorge Henrique. No apito final, um justo empate e campeões repletos de méritos. Na saída do Beira-Rio, aplausos merecidos ao Colorado e o melhor: nenhuma ocorrência. Bela resposta do torcedor à irresponsabilidade daqueles que criaram um clima de guerra.

Entre tantos heróis de uma equipe coesa, que pode prescindir do brilho de sua maior estrela numa partida decisiva, destaque para o grande comandante desta épica redenção: Mano Menezes, o técnico que conseguiu o que era quase impossível: transformar um ambiente naturalmente turbulento e “bipolar” em uma ilha praticamente imune a crises, na qual a serenidade e o trabalho ajudam a fazer os resultados, que colaboram para que a calma permaneça. Um esquema de jogo solidário e preparado para vencer no suor e na organização quando o craque fenomenal não está inspirado e que sabe jogar para ele quando o camisa nove faz luz.

O tricampeonato traz várias marcas: equilíbrio, fibra, inteligência, talento e sorte. Acima de todas, um “carimbo” que andava esquecido no fundo de alguma gaveta e que volta com tinta nova e força renovada: o da grandeza corintiana, que acorda de um longo pesadelo com vitórias, taças e ainda mais amor de sua fiel torcida.

E a ordem vem das arquibancadas: “Não para, não para, não para!”

postado por André Rocha, às 10:57

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01.07.2009

Palpites: A dupla Gre-nal vence, mas não leva.

Corinthians tricampeão da Copa do Brasil. Cruzeiro finalista da Libertadores.

Torcida: Que todos saiam vivos e inteiros do Beira-Rio e do Olímpico. A despeito do clima de guerra que toma conta de Porto Alegre pela tolice de alguns.


postado por André Rocha, às 14:21

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01.07.2009


Partindo do básico: Em cinco jogos, se um time vence dois e é derrotado em três, soma seis pontos. Se outro permanece invicto, mas empata os mesmos cinco, fica atrás daquele que mais perdeu do que ganhou.

E mais: se os dois terminarem juntos no final do campeonato, fica na frente aquele que mais venceu. E se aquele que empata muito sem marcar gols, pode ser superado pelos concorrentes no saldo. No caso de nova igualdade, fica para trás no número de tentos anotados.

Contas simples e até óbvias, mas que devem estar atormentando a todos no Vasco da Gama. Em nove jogos pela Série B, três vitórias, uma derrota e nada menos do que cinco empates. E quatro deles sem gols. A defesa só levou quatro, é a menos vazada do campeonato. No entanto, o ataque marcou apenas oito, sendo seis nas três primeiras partidas. Só Vila Nova, ABC e São Caetano marcaram menos, sendo que estes dois últimos estão na zona de rebaixamento.

Em campo, pelo menos na organização tática, os números não vêm jogando contra Dorival Jr. O treinador coloca em campo o que há de melhor disponível e a equipe vem sendo bem armada de acordo com o adversário. Se o oponente tem dois atacantes, Amaral é recuado para a zaga e libera os laterais Paulo Sérgio e Ramón para o ataque. Contra apenas um avante, o volante vascaíno vai para o meio-campo e o apoio pelos lados passa a ser alternado. Na retaguarda, tudo certo, seja no 4-3-1-2 ou na variação para o 3-4-1-2. E quando a coisa complica, Fernando Prass vem aparecendo bem com defesas importantes.

É na frente que o time vem errando os cálculos. Élton, Pimpão, Alan Kardec, Alex Teixeira, Robinho...Até o menino Phillipe Coutinho foi testado no setor ofensivo para tentar resolver a ausência de gols que parece cada vez mais crônica e vem consagrando os goleiros adversários, como Gilvan do Bragantino ontem em São Januário. No desespero, Dorival apela para o talento e o poder de decisão de Carlos Alberto. Jogando como atacante, o grande destaque individual do time cruzmaltino só conseguiu ir às redes contra o Figueirense. Para a infelicidade vascaína, Clodoaldo empatou para os catarinenses e manteve o time carioca em sua saga atrás da vitória redentora.

De volta aos números: o Vasco hoje ocupa a sexta colocação com quatorze pontos. Mas pode ser ultrapassado por Bahia e América-RN, que têm doze e um jogo a menos. Ao mesmo tempo, se reencontras as vitórias, pode voltar ao G-4 com facilidade, já que a Ponte Preta, quarta colocada, tem o mesmo número de pontos do Gigante da Colina, mas com um jogo a menos. Nada complicado.

Mas sem vitórias, as cobranças começam a ganhar volume. Assim como os problemas: a iminente saída de Carlos Alberto, que, mesmo a contragosto, terá que voltar para o Werder Bremen; a contusão no ombro do bom lateral-esquerdo Ramón, que se junta a Fernando, Gian, Jéferson e Pimpão no departamento médico; a ameaça de perder Dorival Jr., “plano B” do Palmeiras se não tiver Muricy; a impaciência da torcida; a estreia de Aloísio Chulapa que nunca chega, assim como o fim do imbróglio com a Eletrobrás para que o patrocínio reforce os combalidos cofres do clube.

Problemas dentro e fora de campo. Falta gol, faltam três pontos, falta dinheiro...

É a conta que não fecha em São Januário.

postado por André Rocha, às 13:09

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30.06.2009


É tempo de se adaptar a uma nova era da Comunicação Social

A decisão do STF que derrubou a exigência de diploma para jornalistas causou uma imensa celeuma entre profissionais e estudantes do curso. Até passeatas ocorreram em grandes cidades, manifestações contra a decisão do Supremo que valida o que já é prática legitimada pelos próprios meios de comunicação: qualquer um pode informar.

O Futebol & Arte tem três estudantes de jornalismo no seu cast, além dos colaboradores esporádicos. Esperei que alguém do time fosse se manifestar a respeito. No silêncio, falo eu.

É isso mesmo. Talvez possa até haver algum pudor e quem sabe, até um argumento convincente da parte de quem se prepara (estudantes) ou de quem tanto estudou e se especializou para exercer a nobre profissão, mas nós, amantes da informação e do conhecimento, não podemos em momento algum tapar o sol com a peneira: tirando a imprensa escrita e aqui me refiro aos jornais, hoje todo mundo, é um jornalista em potencial.

Saiamos das discussões óbvias, que incluem entres vários termos, vocação, ética, preparo, bom senso e todas estas coisas que sabemos serem necessárias à vida e não somente à profissão. Há quem ainda tenha a prática de espreguiçar os pés no tapete, se acomodar entre as almofadas e como quem degusta um charuto cubano (menos doloso é claro) abrir seu jornal, com dedicada concentração, ler por horas. Hoje, estes que seguem tal ritual são minoria. A internet é o campo midiático mais abastado de informações em tempo real. É o rádio com imagem e som 5.1 (dependendo do seu home theater). E lá estão contidas todo o tipo de mensagens e dados que você precisa saber ou não. A árvore do bem e do mal.

E quem é que faz a internet hoje em dia? Blogueiros, editores de tv e moda, torcedores esportivos, artistas de alto, médio e baixo escalão, economistas, agoureiros, tarados (de todo tipo de tara, até a sexual), leitores e toda a sorte de gente. E não dá para acusar este ou aquele de falso jornalismo, porque precisaríamos recriar a concepção de falso e principalmente de jornalismo.

Não há como ser panfletário do ortodoxismo, mesmo sabendo que parte do que citei é enredo de uma tragédia que não alimenta uma vírgula da nossa vida, dependendo do nosso alvo de leitura. Mas sempre não foi assim?

Pouca gente sabe, por exemplo, que Marília Gabriela, não é jornalista. Que Zeca Camargo, ex-VJ, também não. Existe alguém que possa, num primeiro momento, tacar alguma pedra? Ambos executam suas funções, dada as devidas proporções e estilo, com elegância e eficiência, em meios de comunicação de massa e voltados para uma classe intermediária. Entre o popular e o "classudo, entre banalidades e urgências.

Então o que pode, ao menos, diminuir o grito da turba, dos puristas e futuros críticos?

Talvez uma ação mais seletiva do empregador, a saber, quem paga. Ora, se os patrões exigem um curriculum vitae mais envolvido com a força da mensagem do que propriamente com o conteúdo da mensagem, ele que sofra os impactos de um mal recrutamento. E cá entre nós, eu e você sabemos, que qualidade é um ponto de vista bastante diverso, num século onde os 15 minutos de fama de Andy Warhol se tornaram o mote e a filosofia de vida de tanta gente. Boa ou ruim.

De forma que a tradição hoje pouco importa e isso é uma constatação, não uma aceitação por parte de quem escreve. Vários modelos de organização da sociedade caíram nos últimos 50 anos. Vale também realçar que o curso (jornalismo), por assim dizer, institucionalizado e organizado para ensino, é recente, o que denuncia um pouco do nosso "jeitinho" na hora de lidar com um questão que para alguns sempre foi problema e para outros, mais uma solução.

Que fique para o leitor o apontamento do que lhe interessa. Aos estudantes, assumir um universo na qual o "seu" melhor não se baste, mas exceda e se distingua entre tantas frutas deste pomar.

postado por Daniel Jr, às 21:33

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29.06.2009


Depois de Muricy, agora é a vez de Vanderlei Luxemburgo ficar desempregado.

O tal custo/benefício certamente pesou mais do que as críticas a Keirrison e à parceria Palmeiras/Traffic. As declarações para a imprensa e o que o treinador escreveu em seu blog e no Twitter foram apenas o pretexto que a diretoria alviverde queria para dispensar o caro treinador. E no caso de Luxa, não é preciso esperar muito para que ele se exponha com palavras nem sempre bem colocadas.

Agora é aguardar os movimentos do mercado. Muricy recebeu proposta do Palmeiras e de vários clubes, mas disse que quer descansar e não pretende ocupar um lugar ainda "quente" com o calor de outro profissional. Mas há quem garanta que ele prefere esperar pelo resultado do Internacional na final da Copa do Brasil. Nos bastidores, Marcelo Teixeira pode estar trabalhando para substituir Vagner Mancini por um nome de peso. E até Cuca tem motivos para se sentir ameaçado pela “sombra” de Luxemburgo em um clube tão imediatista e ávido pelas atenções da mídia como o Flamengo. O problema pode ser o salário, mas no clube rubro-negro o dinheiro sempre parece um “detalhe”.

Jornalisticamente, por ora não há nenhum fato concreto. É preciso apurar. E esperar. Mas onde há fumaça...

Seja como for, não deixa de ser curioso observar o efeito do tempo também no meio futebolístico. Há menos de um ano, Dunga estava por um fio na seleção e “Adeus, Dunga!” já tinha se tornado até ringtone de celular. Para substituí-lo, os nomes da vez eram os de Muricy e Luxemburgo, ambos na crista da onda com as boas performances de São Paulo e Palmeiras.

Hoje, o único profissional em atividade é o “caçula”, o menos experiente. E o “novato” parece cada vez mais maduro na profissão. Ao invés de bater de frente com Kaká, como no início de sua trajetória, trouxe o craque para o seu lado e o camisa 10 é o grande destaque individual da seleção brasileira. Com a imprensa, no lugar das respostas grosseiras, declarações mais ponderadas e sutis até nas “alfinetadas”.

Já os vividos Muricy e Luxemburgo andaram se perdendo com as palavras e a empáfia de currículos mais recheados de conquistas. Tiveram dificuldades de administrar seus vestiários e foram desastrosos em algumas entrevistas coletivas. Apesar de ainda se manterem no topo e justificarem a cobiça de vários clubes, passam a impressão de estarem estagnados em suas carreiras. Dentro e fora do campo.

Nada como o passar dos dias...

postado por André Rocha, às 22:22

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29.06.2009
Agência VIPCOMM   Site oficial do Barueri

O jogo: Barueri 4X2 Atlético-MG – Mais um jogo emocionante e polêmico do atual líder do campeonato. Seis gols, falha grotesca de Aranha no segundo gol dos donos da casa, um pênalti no mínimo duvidoso para o Galo (o segundo) e uma expulsão discutível de Werley esquentaram a partida e transformaram o árbitro carioca Pericles Bassols no “vilão” em Barueri. Os destaques positivos estiveram todos do lado paulista, que derrubou mais um mineiro, pelo mesmo placar. Fernandinho, Thiago Humberto e Márcio Careca compensaram a atuação discreta de Pedrão, com a cabeça na transferência para o Al Shabab, e fizeram do lado esquerdo da equipe de Estevam Soares o melhor caminho para a grande vitória que tirou a invencibilidade do adversário. Roth precisa fixar Júnior no meio-campo e deixar Evandro na reserva para se manter na ponta;

Pior partida: Atlético-PR 1X0 Corinthians – Um time ainda buscando se afirmar na competição e ainda sem vencer em seus domínios contra um visitante com seu time reserva e concentrado na Copa do Brasil. Não podia mesmo dar bom jogo na Arena da Baixada. Com exceção da bela cobrança de falta de Paulo Baier que deu a vitória ao Furacão e algumas boas jogadas em velocidade da equipe de Waldemar Lemos, a partida ficou devendo;

O gol: Victor Simões, na goleada do Goiás sobre o Botafogo por 4 a 1 – O resultado vexatório que colocou o Bota na lanterna não tira o mérito da linda conclusão do camisa 9 alvinegro, que acertou  belíssima virada no canto de Harley;

Destaque individual: Fernandinho, do Barueri – Partidaça do rápido atacante. Infernizou Carlos Alberto pela esquerda sempre buscando o fundo do campo para criar jogadas para seus companheiros. E ainda marcou um gol de oportunismo. Com Pedrão de saída, Fernandinho deve ganhar maior atenção de imprensa e torcida pelo ótimo futebol;

Destaque tático: O 4-3-1-2 de Ricardo Gomes no São Paulo – Na estreia, o novo treinador viu sua equipe manter a dinâmica de jogo da época de Muricy, o que era até natural, pelo longo período do antecessor no comando técnico. Os gols de Jean Rolt e Hernanes saíram em jogadas de bola parada, mas taticamente o desenho já mudou. Com Eduardo Costa plantado, Hernanes pela direita, Richarlyson do outro lado e Marlos solto, encostando na dupla de ataque, o Tricolor indica uma proposta interessante de mudança no desenho do meio-campo que tende a alterar a maneira do atual tricampeão jogar;

Melhor atuação coletiva: Goiás, na goleada sobre o Botafogo – O Alvinegro facilitou o trabalho esmeraldino ao escalar apenas dois zagueiros de área, sendo um deles o lento Juninho e depois o infeliz Leandro Guerreiro. No entanto, a equipe de Hélio dos Anjos mostrou mais uma vez a velocidade e o toque envolvente na frente. E foi cirúrgico nas conclusões: quatro gols em cinco oportunidades claras. Destaque novamente para os alas Vítor e Júlio César, além do trio ofensivo Felipe Menezes-Felipe-Iarley, que praticamente definiu a ótima vitória no Engenhão. O promissor zagueiro Rafael Tolói marcou o outro na goleada que aproxima o Goiás da zona de classificação na Libertadores;

A surpresa: Os 3 a 0 do Internacional sobre o Coritiba – Ainda que o jogo tenha sido disputado no Beira-Rio, era difícil imaginar um placar tão contundente a favor de um time repleto de reservas e com a confiança abalada pelos últimos reveses. O Coxa, que vinha se recuperando na competição, até deu trabalho ao goleiro Lauro, mas os gols de Bolaños pulverizaram qualquer chance de reabilitação e mantiveram o Inter na vice-liderança do Brasileiro;

A decepção: O Fla-Flu sem gols – Com Adriano e Fred em campo e Thiago Neves querendo se despedir do Flu com dignidade, era difícil imaginar um clássico com placar em branco até o final. Os treinadores contribuíram para a partida sem muitos atrativos, embora não tenha sido exatamente uma “pelada”: Cuca colocou Everton pela esquerda e recuou Ibson, fazendo com que o time rubro-negro perdesse fluência ofensiva, especialmente no primeiro tempo; Parreira plantou Wellington Monteiro e Fabinho à frente da zaga e, embora tenha dominado os primeiros 45 minutos, o Flu parecia com menos gente na frente. Assim como faltou uma pontaria mais calibrada de Fred. No final do jogo, o Imperador, impedido, perdeu gol inacreditável. Definitivamente, ninguém mereceu a vitória;

A curiosidade: Os artilheiros que homenagearam Michael Jackson nas comemorações dos gols acabaram não se dando bem. Diego Tardelli e Victor Simões imitaram o jeito de dançar do finado superastro, mas saíram de campo derrotados. Melhor fez Bolaños, que apenas depois da partida lembrou de Jackson ao pedir uma música do cantor ao “Fantástico”, por ter ido às redes três vezes.
 
Seleção da rodada

Andrey (Cruzeiro)

Vítor (Goiás)
Rafael Tolói (Goiás)
Jean Rolt (São Paulo)
Júnior César (São Paulo)

Souza (Palmeiras)
Uelliton (Vitória)
Hernanes (São Paulo)
Thiago Humberto (Barueri)

Bolaños (Internacional)
Fernandinho (Barueri)

Técnico: Hélio dos Anjos (Goiás)

postado por André Rocha, às 13:39

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28.06.2009

Vencer sempre é bom. De virada e na fibra é ainda mais saboroso. Valendo taça então...

Mas o melhor do tricampeonato da Copa das Confederações para a seleção brasileira, que valeu a hegemonia no torneio, é que a vitória no sufoco sobre a África do Sul e a sofrida virada em cima dos heróicos americanos na final escancararam os problemas do time de Dunga e, por isso, praticamente garantem que  a euforia e o “oba-oba” que surgiriam com vitórias convincentes sobre adversários mais poderosos, como aconteceu em 2005, não atrapalharão desta vez.

A maior virtude brasileira ao longo da competição foi a maturidade e a segurança adquiridas pelo caminho com reveses, críticas e reabilitações. Na estreia contra o Egito e nas partidas eliminatórias, mais que qualquer questão técnica ou tática, foi a tranqüilidade e a exata noção de suas virtudes e deficiências que fizeram com que o time não se perdesse diante das adversidades.

Na decisão, os americanos souberam fazer o jogo durante o primeiro tempo. Fechando os laterais adversários com os meias Dempsey e Donovan, grudando Feilhaber em Kaká, marcando mais à frente e forçando as jogadas em cima do frágil lado esquerdo brasileiro, a equipe de Bob Bradley desestabilizou o oponente com o gol de Dempsey, logo aos nove minutos, após cruzamento de Spector.

O Brasil se lançou à frente, deu trabalho ao bom goleiro Howard em chutes de André Santos e Felipe Melo, mas, após falha de Maicon em cobrança de escanteio, parecida com a de Beasley na partida da primeira fase, o ataque americano armou contragolpe letal e certeiro que terminou na conclusão precisa de Donovan. Em 29 minutos, os Estados Unidos pareciam sólidos, confiantes e iluminados para fazer história.

Mas o gol de Luís Fabiano, concluindo boa jogada de Maicon e Ramires pela direita logo no primeiro minuto da segunda etapa, deu a moral que a seleção brasileira precisava e empurrou os americanos para trás. Aos 14, Kaká, que cresceu demais depois do intervalo, marcou de cabeça em cruzamento de A. Santos, mas nem o árbitro sueco Martin Hansson, nem seu auxiliar viram que a bola cruzou a linha.

Aos 20, Dunga trocou André Santos e Ramires por Daniel Alves e Elano. A troca na lateral não fez o time melhorar porque a jogada de fundo pela esquerda foi perdida, já que Daniel e Robinho são destros; mas do lado oposto, a entrada de Elano jogando bem aberto espaçou a marcação do oponente e fez o time verde e amarelo aumentar a pressão. Oito minutos depois, mais um gol de Luís Fabiano, artilheiro e segundo melhor jogador da Copa, em rebote do gol incrivelmente perdido por Robinho depois de linda jogada de Kaká, eleito craque do torneio, pela esquerda.

E aí a moral de seleção pentacampeã mundial e a personalidade dos brasileiros pesaram demais. Os EUA rezavam pela prorrogação quando Elano bateu escanteio pela direita e Lúcio, o capitão guerreiro e melhor e mais regular zagueiro brasileiro dos últimos anos, cabeceou com raça e firmeza e decretou a épica virada que deu início à festa mais tocante e menos “debochada” do que a de quatro anos atrás.

Este blog havia alertado, dias antes do início da competição disputada na África do Sul, que o título poderia ser perigoso para a preparação brasileira visando o Mundial do ano que vem. No entanto, da maneira como os triunfos e a taça vieram, a empolgação que tomou conta dos profissionais e fez os torcedores vibrarem com a seleção como há tempos não se via em vários cantos do país, desta vez não deve carregar a soberba de outrora.

Mesmo com o inevitável e até natural favoritismo, Dunga e seus comandados sabem que até o ano que vem as deficiências precisam ser sanadas ou atenuadas e ainda não há time titular definido, muito menos uma lista de 23 praticamente confirmada, o que mantém todos alertas.

Com trabalho e humildade, as incertezas e o aprendizado de hoje podem terminar no tão sonhado hexa.

postado por André Rocha, às 21:01

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26.06.2009

Sábado, 16:10h

Barueri x Atlético-MG – O jogo promete. O time paulista, embalado pela goleada sobre o rival do Galo na última rodada no Mineirão e o ótimo momento de Pedrão, Márcio Careca e Thiago Humberto, vai buscar a afirmação no campeonato em cima do líder, que é ainda mais forte fora de casa e, com Júnior de volta à equipe, terá nos contragolpes puxados por Éder Luís e Tardelli sua arma mais letal para novamente surpreender como visitante. Palpite: Empate;

Atlético-PR x Corinthians – O Timão respira e transpira Copa do Brasil. Vai ser difícil se concentrar em outra competição até quarta-feira, até pela obsessão de todos no clube de chegar à Libertadores no ano de seu centenário. Por isso, Mano Menezes deve mandar time reserva contra o Furacão que vai ganhando corpo com Waldemar Lemos. Apesar da atuação pouco inspirada contra o Palmeiras e a ausência de Marcinho, suspenso, é favorito pelo natural desinteresse do oponente. Palpite: Atlético-PR;

São Paulo x Náutico – Ricardo Gomes não poderia ter melhor adversário em sua estreia. O Náutico ainda está tateando em busca de um caminho após a troca de treinador. Márcio Bittencourt vai tentando achar um padrão para time limitado e que saiu do prumo depois da mudança no comando técnico. Para complicar ainda mais, não terá Carlinhos Bala, suspenso. Boa oportunidade para o Tricolor, com Richarlyson no meio-campo, voltar a vencer e começar a ganhar uma nova cara. Palpite: São Paulo;

Sábado, 18:30 h

Cruzeiro x Avaí – Adilson Batista tem exatos 13 desfalques para esta partida, entre suspensos, lesionados e Ramires, com a seleção. O time novamente irá para o Mineirão repleto de mudanças e nove jogadores oriundos da base, o que dificulta qualquer análise. Chance do Avaí alcançar o primeiro triunfo fora de seus domínios, depois da suada vitória sobre o Flu na Ressacada. No 4-2-2-2 de Silas, o quarteto ofensivo parece cada vez mais entrosado. Falta agora acertar a retaguarda para que Eduardo Martini não tenha que ser herói novamente. Palpite: Avaí;

Botafogo x Goiás – O técnico Ney Franco anuncia a manutenção do 4-3-1-2, apesar das seguidas falhas de posicionamento de sua zaga no Barradão. Na prática, no entanto, o treinador deve recuar Leandro Guerreiro para garantir a sobra de Juninho, já que o time esmeraldino tem na dupla de ataque Iarley e Felipe, com a chegada de Felipe Menezes e dos alas, o seu ponto forte. Ainda sem Reinaldo, o técnico alvinegro aposta em Laio para superar a defesa adversária, que provavelmente não terá o promissor Rafael Tolói. Palpite: Empate

Domingo, 18:30 h

Vitória x Santo André – Com a confirmação do volante Uélinton, suspenso no julgamento do TJD por apenas uma partida, já cumprida, Carpegiani definiu o time baiano que tentará se manter no G-4 com um triunfo em casa. Sem Neto Baiano, ainda suspenso, a esperança de gols é Roger. O Ramalhão não contará com o artilheiro Nunes, mas confia no bom retrospecto fora de seus domínios para tentar somar mais três pontos, que aproximaria o clube da zona de Libertadores. Pablo Escobar, que deve permanecer no clube do ABC, é certeza de velocidade nos contra-ataques. Palpite: Vitória;

Palmeiras x Santos – Será o primeiro confronto entre os rivais paulistas depois de toda a confusão na segunda semifinal do Estadual. Diego Souza e Domingos estarão em campo. Mas a grande novidade será a ausência de Keirrison, praticamente negociado com o Barcelona. Vágner Mancini ainda tem uma dúvida: Neymar ou o zagueiro Paulo  Henrique Rodrigues. O treinador deve mandar a campo o jovem atacante, considerando o importante desfalque no setor ofensivo do adversário. Palpite: Santos;

Internacional x Coritiba – O declínio técnico, tático e psicológico no Colorado é claro e preocupante. Só uma vitória no Beira-Rio reanimará o time gaúcho para a decisão da Copa do Brasil. Mas Tite considera seriamente a hipótese de poupar titulares para o duelo contra o Coxa, que apresentou o atacante Thiago Gentil, quer vingança da eliminação na Copa do Brasil e deve contar com o atacante Marcos Aurélio, destaque da vitória sobre o Náutico nos Aflitos, desta vez desde o início. Jogo complicado para o Inter. Palpite: Empate;

Sport x Grêmio – O time gremista irá a Recife com a cabeça no Cruzeiro e em todo a polêmica Elicarlos x Maxi López. Sem Tcheco, suspenso, será ainda mais difícil manter o foco no Brasileirão com uma decisão que equivocadamente ganhou ares de guerra. Melhor para os Leões, o clube e o treinador, que terão mais chances de se reabilitarem da injusta derrota no Bruno José Daniel com o gol irregular no último minuto. Igor e Durval serão desfalques importantes na defesa, mas o time pernambucano parece mais forte. Palpite: Sport;

Fluminense x Flamengo – Na última partida de Thiago Neves pelo Tricolor, o meia novamente será atacante, fazendo dupla com Fred. Parreira conta com a vontade do camisa 10 de se despedir em grande estilo para tentar explorar as deficiências defensivas do time rubro-negro sem Angelim. A dupla Ibson e Adriano espera repetir a fantástica performance da goleada sobre o Inter para levar o Fla ao triunfo que pode colocá-lo no G-4. Deve ser jogo duro, mas o time de Cuca parece mais encorpado. Palpite: Flamengo.

postado por André Rocha, às 20:15

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26.06.2009


Que momento da temporada para o centenário Internacional entrar em má fase!

Por priorizar a Copa do Brasil, o time gaúcho caiu de produção no Brasileiro e perdeu a liderança para o Atlético-MG; os desfalques para a seleção e por contusão servem como uma atenuante para a derrota na primeira partida contra o Corinthians pela competição que é prioridade no primeiro semestre, mas complicaram demais a vida do Inter para o jogo de volta. E por conta de tudo isso, veio o terrível revés por 1 a 0 para uma LDU desfigurada em relação à equipe campeã da Libertadores 2008, pela Recopa Sul-Americana, acabando com a invencibilidade de 22 partidas na temporada dentro do Beira-Rio.

Mas, afinal, o que há com o Colorado?

Fica difícil encontrar as razões, mas o fato não é novo. Desde o mágico 2006, o Inter tem formado bons times mas, com exceção das conquistas da Recopa em 2007 e da Sul-Americana do ano passado, e tirando os fracos estaduais da análise, sempre tem faltado algo para que o clube alcance os títulos que realmente deseja. 


O time base do Inter, no habitual 4-3-1-2.

Talvez sejam os famosos “problemas de vestiário” que não saem das fronteiras do clube e ficam dentro daqueles “90% do cotidiano que a imprensa não fica sabendo”, como diz Muricy Ramalho. O destempero de alguns jogadores, especialmente Bolívar, que vem abusando da violência em algumas partidas e acabou expulso na partida pela Recopa, é um indício. Se for o caso, é hora de detectar o problema e resolver da forma mais racional e profissional possível.

Olhando para o campo, é possível perceber alguns problemas técnicos, como a natural oscilação dos jovens Sandro e Taison, o fraco desempenho dos suplentes, que sinaliza a necessidade de reforços, e as limitações dos laterais. No entanto, quando o talento não consegue decidir, o jogo coletivo precisa fazer a diferença. E nisso o treinador Tite vem pecando em alguns aspectos:

O time que marcava mais à frente no início da temporada agora compacta suas linhas na própria intermediária; a equipe que antes descia com um dos laterais, os volantes/meias Magrão e Guiñazu e o trio da frente nos últimos jogos vem atacando timidamente, mesmo com variações táticas, como o 4-2-3-1 contra o Flamengo e o 4-2-2-2 na derrota para a LDU. Não à toa não marca um gol há quatro partidas;


Taison: "engessado" pela esquerda, o atacante decide menos.

Taison, que jogava solto como um atacante, fazendo dupla com o homem de área, tem ficado “engessado” pelo lado esquerdo, muito preso às funções táticas; e os laterais, que apoiavam alternadamente, mas chegavam com vigor buscando o fundo do campo, agora cruzam da intermediária e poucas vezes aparecem como elemento surpresa à frente. Pelo lado direito a indigência ofensiva é ainda maior, com Bolívar ou Danilo Silva muito solitário, com pouco ou nenhum apoio do meio-campo e do ataque.


Pela direita, Bolívar fica isolado e desce pouco.

Os ajustes são muitos, mas todos viáveis e que passam por uma mudança na visão tática da equipe. O fim da Copa das Confederações e os retornos de Nilmar e Kléber da seleção, mesmo com déficit no ritmo de jogo, poderão ajudar o treinador na remontagem da forte equipe do início da temporada. A volta de D'Alessandro ontem no Beira-Rio já melhorou a produção do meio-campo. Mas ainda é pouco.

São seis jogos sem vitória e a recuperação colorada precisa ser urgente para que os desafios vindouros não se transformem em decepções em um ano histórico para o clube. 

postado por André Rocha, às 12:42

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25.06.2009


Um dia estranho no coração de quem ama música

Sentimento muito confuso o que tomou meu coração e meus sentidos no meio desta noite. As percepções aviltadas pelas dezenas de notícias (iguais) em diversos canais. A morte de Michael Jackson finaliza um livro de recordações felizes, de tempos difíceis e de quando a música, embora sempre associada a imagem, tinha uma importância sonora além da comum.

Podería falar sobre os milhões de discos vendidos com Thriller, dos clipes sensacionais, da voz de DNA inconfundível, dos escandâlos, nas quais batemos o martelo, ora inocentando-o, ora condenando-o. Verdade é, que em cada acusação o mesmo coração confuso se negava acreditar, que "Billie Jean" seria capaz de maltratar uma mosca.

A música pop, a coreografia de dança contemporânea, os paparazzis, os sites de fofoca, os jornais de todo mundo, seus filhos, irmãos, a Mtv, as vítimas, os culpados e o planeta Terra nesta manhã/noite de 26 junho verão o trono de um reino vazio, sem qualquer prognóstico de uma nova ocupação ou cabeça que mereça coroa.

Que fique apenas o registro: o trono está vazio.

postado por Daniel Jr, às 22:36

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25.06.2009


Joel Santana chegou a tangenciar o tão sonhado "milagre" ao travar o jogo brasileiro com um time saturado de limitações. Mas Dunga, embora tenha mexido errado, tirou o “coelho” certo da “cartola” e sua estrela brilhou: Daniel Alves entrou na lateral-esquerda na vaga de André Santos, quando a saída de Maicon ou até de Ramires era a mais indicada, e, aos 43 minutos do segundo tempo, marcou, em tiro certeiro na cobrança de falta, o gol único e salvador que colocou a seleção brasileira na final da Copa das Confederações.

Mais uma vez, o Brasil parou diante de um esquema bem fechado, que negou espaços a Kaká e Robinho e fechou os lados do campo com meias bem abertos. Tshabalala bloqueou Maicon, que mais uma vez mostrou suas limitações no confronto direto com seu marcador, sem espaços para usar sua velocidade na busca da linha de fundo. Assim como faltou qualidade nos passes a Felipe Melo e Ramires, embora a dupla tenha mostrado personalidade e louvável espírito de luta.

Os grandes favoritos viveram de esporádicos contragolpes puxados por Kaká e de um ou outro lampejo, com a bela conclusão de André Santos que o bom goleiro Khune se esforçou para defender. O lateral corintiano mostrou mais desenvoltura no ataque, mas os velhos problemas defensivos que permitiram as combinações de Gaxa e Modise no seu setor. Além de não ajudar André pela esquerda, Robinho pouco produziu e, a rigor, só apareceu em bonito voleio na segunda etapa após jogada de Luis Fabiano pela direita. Nem quando virou atacante no 4-2-2-2 do Brasil o camisa 11 conseguiu render.

Os Bafana Bafana, no mesmo 4-2-3-1 do oponente, ameaçou em progressões em velocidade, nas bolas paradas e em chutes de longa distância. Júlio César teve que trabalhar em cobrança de falta de Tshabalala no primeiro tempo e o chute de Modise que desviou em Luisão. E ainda teve o susto em cabeçada do zagueiro Mokoena após falha da defesa. A sorte brasileira foi que Parker jogou claramente no sacrifício e Pienaar se preocupou mais em fechar a saída de bola dos volantes do que armar as jogadas sul-africanas.

Quando a prorrogação parecia cada vez mais provável, Daniel Alves entrou em campo aos 36 e sete minutos depois definiu a parada que foi muito mais dura do que se esperava. Joel merece todos os elogios pela estratégia ardilosa que poderia ter funcionado se seu time fosse um pouco mais qualificado, como é a equipe americana, a outra finalista do torneio.

Mais um motivo para o Brasil assumir seu favoritismo, mas com atenção redobrada e humildade. É hora de encarar de frente a dificuldade crônica de enfrentar equipes fechadas e trabalhar para encontrar alternativas para que Dunga, que afirmou que colocou o lateral em campo só pensando na bola parada, não precise de sua estrela para que a seleção imponha sua clara superioridade.

postado por André Rocha, às 20:22

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25.06.2009


Este que escreve pensou em fazer um texto acerca do imbróglio entre Elicarlos e Máxi Lopez, com acusações de xenofobia e racismo.

Mas MAURO BETING já registrou com propriedade e competência seu pensamento, que coincide totalmente com o meu, neste caso.

Escreve o Mauro:

"Injúria qualificada é a sua genitora!

Narigudo! Baixinho! Banguela! Pirulão! Careca! Peruqueiro! Balofo! Filé de borboleta! Orelhudo! Zoiudo! Quatro olhos! E.T.! Chaminé do avesso! Branquelo! Retardado! Burro! Múmia paralítica! Cego! Surdo!

Mas, mudo, ninguém é. Xinga-se tudo e a todos. No calor da hora, sai tudo que está escondido, como pústula. Se não sair o pedido de desculpa depois da erupção, a irresponsabilidade deve ser punida. Não dá mais para achar que sempre foi assim e assim será. Que é coisa de jogo… Que jogo, cara-pálida que nem fica rubra? É compreensível imaginar um cutucão moral em um rival para desestabilizá-lo durante um jogo. É praxe deplorável, mas um código aceito. Daí a achar que todos devam aceitar o que se fala nas desalinhadas quatro linhas é atalho ao desfiladeiro. Especialmente no momento de intolerância e ignorância que vivemos.

Não pode mais. Quem quer deixar passar tudo em branco (sem o perdão do trocadilho) é quem não vê, não lê e não ouve o mundo à volta. Mazelas precisam ser combatidas na raiz. Passou da hora de passar a mão na cabeça e não frear a língua.

É do jogo se falar bobagem e é uma estratégia usual desestabilizar o adversário? Claro que é, até o cardeal carmelengo sabe disso. Mas era normal escravizar alguém e até o papa achava um negócio natural – mais negócio que natural.

Claro (com trocadilho e sem perdão) que tem gente que ganha com tudo isso. Mas é dando um basta e um pontapé no primeiro réu que os próximos vão ter de pensar antes de ver um futuro negro. (E agora? Que termo eu uso?)

A questão vai muito além de Máxi López x Elicarlos, de Grêmio x Cruzeiro, de Argentina x Brasil. Até porque não é por aí. E será menos ainda ali no Olímpico. Foi deplorável, foi lamentável – ou deve ter sido, porque não estava lá, e apenas imagino que foi tudo isso, pela reação de Wágner ao ouvir o que deve realmente ter dito Máxio López a Elicarlos. Deve ter sido realmente quase tudo isso. Como também é detestável dizer que isso é coisa de “argentino”. É coisa do ser humano, hermano. Ou das coisas que nos tornamos muitas vezes quando falamos sem pensar. Ou, ainda pior, falamos o que realmente pensamos.

Não é Brasil x Argentina, não é branco x negro. Paradoxalmente, é questão sem pátria, nem cor. Argentinos não podem se sentir ultrajados. Nem os brasileiros podem discriminar os hermanos. Wellington Paulo, brasileiríssimo zagueiro do América Mineiro, um mês antes do episódio Desábato-Grafite, em 2005, chamou o zagueiro atleticano André Luís de “macaco”. Punido por 30 dias pelo TJD estadual, não ganhou um zilionésimo do espaço (devidamente) dado à história corajosa que escreveu Grafite no Morumbi, naquela Libertadores.

O termo técnico para o que Máxi deve ter falado é “injúria qualificada”. Uma das ações mais desqualificadas que alguém pode cometer. Até a Justiça é paradoxal na questão.

O que não pode é levar apenas ao campinho de jogo a questão. O que não vale é espetacularizar o que aconteceu, como nós, da mídia colorida (sem alusão) tanto gostamos. Não faria mal algum ao planeta tentar enxergar o mundo com suas várias cores, com suas nuances e matizes. Sobretudo, com seus vários tons de cinza.

Nem tudo é escuro, nem tudo é claro. Sobretudo em uma vida tão turva, com cada vez menor utilização de massa. Cinzenta.

P.S. - Sim, é muito provável que Elicarlos também tenha atazanado de forma xenófoba Máxi López. Também não é legal, também não é respeitoso, também é lamentável. Mas as nuances são mais que conhecidas. As diferenças dos casos também. Até porque somos todos iguais. Ou deveríamos ser."

Link do texto no Blag do Mauro Beting: http://blogs.lancenet.com.br/maurobeting/2009/06/25/injuria-qualificada-e-a-sua-genitora

Como disse, nada a acrescentar.

postado por André Rocha, às 19:13

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