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26.01.2010
Ontem, enfim, fui buscar com a Ana Tereza os livros que tinha encomendado de Moscou. Marcamos num shopping aqui do RJ e aproveitamos para colocar o papo em dia, escutar e contar histórias e se divertir com causos, bizarrices e coisas legais da Rússia e de brasileiros lá.

Bom, voltando aos livros, pedi para ela trazer Gramatika Russkogo Yazyka, da Glazunova, e Russkaya Gazeta k Utrennemu kofe, da Begeneva. Dois métodos bem diferentes de ensino, prática e aprendizado de língua russa. Enquanto o primeiro é direcionado para estudantes de níveis altos e avançados, o primeiro é para básicos e médios.

Escolhi a Glazunova depois que uma outra conhecida, também professora, me recomendou o livro, falando que os exercícios eram ótimos e que a autora é extremamente objetiva em sua didática, coisa rara por lá. Costumeiramente, eles ensinam sem explicar ou então se perdem nas explicações.

  

Glazunova é uma especialista em morfologia de São Petersburgo, onde, habitualmente, estão os professores mais didáticos e ela realmente dá um show. Aborda todos o espectro do ensino da língua, indo das classes de palavras até macetar os verbos de movimento e numerais. Gosto muito das dicas objetivas - os famosos 'bizús' - que ela coloca a cada novo tópico. É daquela coisa "caramba, é isso, como não pensei nisso antes?". Uma coisa que me irrita, porém, é tudo estar acentuado. Acostuma mal o aluno, já que russo, obviamente, não usa acentos. Irrita mesmo.

 

Ah, e antes que os novatos se empolguem, um aviso: não é livro para recrutas. Está mais para oficiais...

Já o segundo livro, Russkaya Gazeta k Utrennemu Kofe, da Begeneva, é mais uma tentativa de metodologia interativa, amarrada com um excelente conteúdo online, mas meio cheia de buracos. Segue a linha do "fala assim, que você vai falar bem", ou "se eu te explicar, vai te complicar mais do que ajudar". Lembra aqueles livrinhos dos CCAAs da vida, com textinho, exercício prático, diálogo, complemento e tal.

 

O diferencial está no aspecto cultural. Por ser uma metodologia contemporânea, é dinâmica e traz consigo o cosmopolitismo da língua e da cultura russa. Traz muitos estrangeirismos, exercícios complementares e tal, mas fica faltando algo mais profundo. O site também é bem legal (www.lclass.org), mas acaba soando como uma isca, para o estrangeiro abrir o cofre e pagar um curso em S-Pb...

Enfim, fiquei muito satisfeito com meus dois novos livros. Métodos diferentes, textos novos, didática fresquinha e um bocado de trabalho pela frente, para destrinchar, resolver os exercícios e dominar os tópicos. Depois, quem sabe o que virá!

postado por Fabyuri, às 21:24

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18.01.2010
No final do ano passado, mas no finzinho mesmo, fui pego de surpresa pela chegada da amiga Alevtina, que já planejava vir ao Rio para escrever seu livro. Eis que ela decide que chegaria no dia 1º de janeiro. Depois de resolver as pendências relacionadas à carta-convite - necessária para que russos visitem o Brasil - e ao visto, ela fez as malas e chegou à Cidade Maravilhosa.

Hoje, após quase 20 dias se ambientando em terras cariocas, Alya teve alguns contratempos, mas consegue se virar normalmente pela cidade e vai montando, dia após dia, os pedacinhos do quebra-cabeças que é o Rio de Janeiro, o Brasil, a língua portuguesa e a complexa mentalidade dos brasileiros. Ela, que além de escritora e produtora cultural, é também fotógrafa, e tenta não perder os cliques do que vê por aí.

Suas impressões - escritas e visuais - estão entrando no blog que ela mantém no Livejournal. Lógico que está tudo em um russo beeeem divertido. Entre as praias e Santa Teresa, seus comentários tentam não poupar nada. Então, se você estiver com vontade de conhecer o Rio de Janeiro visto pelos olhos de uma russa, dá um pulinho lá. E, se estiver passeando por aqui, pela Cidade Maravilhosa, periga esbarrar com Alya por aí e acabar virando alvo de suas lentes e seus cliques.

postado por Fabyuri, às 08:57

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06.01.2010
Como ando meio enrolado - o que não justifica a ausência aqui - hoje vou 'kibar' ipsis litteris uma notícia da agência EFE que me deixou muito feliz. A de que São Petersburgo já superou Veneza como destino turístico na Europa e caminha a passos largos para ultrapassar Moscou e entrar no Top 10 de cidades mais visitadas no Velho Continente. Para quem não foi, olha, vou dizer, é absolutamente linda a cidade. E os jardins de Pedro, Peterhof, são muito, mas muito mais bonitos e encantadores que qualquer outro palácio - como Versailles.

Bom, vamos ao texto:

São Petersburgo supera Veneza e cresce como destino turístico


Aleksandr Karpov.

São Petersburgo (Rússia), 6 jan (EFE).- São Petersburgo, a antiga capital imperial russa, entrou definitivamente na lista das grandes cidades turísticas europeias ao superar Veneza, na Itália, em número de visitantes estrangeiros.

"São Petersburgo está cada vez mais na moda e já se encontra no mesmo grupo de outras cidades com melhores conexões como Praga, Viena e Amsterdã", assegurou à Agência Efe Serguei Kornéev, vice-presidente da União da Indústria Turística da Rússia (UITR).

Segundo os últimos dados da Organização Mundial de Turismo (OMT), a antiga capital dos czares recebeu mais de três milhões de turistas estrangeiros em 2009, números parecidos com os da UITR.

"Superamos Veneza em número de visitantes procedentes do exterior", celebra Kornéev.

Dessa forma, São Petersburgo é a 12ª cidade europeia mais visitada, cada vez mais perto de Viena, Praga e Amsterdã, que receberam no ano passado entre três e quatro milhões de visitantes.

Caso a tendência seja mantida, a segunda maior cidade russa poderá superar em poucos anos a capital. Moscou carece do encantamento de São Petersburgo, mas possui a Praça Vermelha e o Kremlin, coração político, histórico e cultural do país.

Tradicionalmente, São Petersburgo foi, desde sua fundação em 1703 por Pedro, "o Grande", a cidade mais europeia da Rússia, mas teve graves problemas, como falta de segurança, fraca infraestrutura hoteleira, pobres sistema de transporte e excesso de burocracia.

Apesar do dramático impacto da crise na economia russa, os problemas foram em grande medida minimizados durante os últimos dois anos através de grandes investimentos dos Governos local e central.

"O número de crimes cometidos contra turistas é menor que no resto de cidades turísticas europeias, incluindo Paris. A segurança já não é um problema", apontou Kornéev sobre a cidade que já foi conhecida como a "capital criminal" da Rússia.

Quanto aos hotéis, em 2009 foram habilitados mais de dois mil novos quartos, embora seu preço continue sendo quase inacessível para o turista com renda média.

"Como os hotéis são tão caros, os turistas cortaram sua estadia de três dias e meio a menos de três dias", apontou Kornéev, que diz que isso não afetou o aumento no número de visitantes.

Também melhoraram significativamente as facilidades que a cidade oferece ao turista em forma de quiosques de informação no centro da cidade com mais empregados que falam inglês, além de um maior número de indicadores em alfabeto latino.

Contudo, o que deixou de afugentar os turistas é o fato de que os trâmites burocráticos que quase não tinham sido modificados desde a época soviética tenham sido simplificados nos consulados russos de todo o mundo.

"Os turistas já não só vêm para visitar os museus e palácios dos czares, mas agora viajam para São Petersburgo expressamente para percorrer seus canais e dar passeios românticos", indicou.

O rio Neva, que divide a cidade em várias partes com seus diversos canais, que aproximam São Petersburgo de Veneza e Amsterdã, impediram os planejadores de São Petersburgo de fazer muitas linhas de metrô, o que não deixa outra opção ao turista senão andar.

"Cada vez temos mais turistas sozinhos, que viajam após fazerem suas reservas pela internet", comentou Kornéev, que frisou que a UITR mantém atualmente conversas com grandes portais para que ofereçam mais informação sobre São Petersburgo.

Em uma decisão sem precedentes, o museu do Hermitage, um dos mais visitados do mundo, adotará em breve um preço comum para visitantes russos e estrangeiros a pedido da indústria turística nacional.

Kornéev explicou que os estrangeiros que visitam o museu sempre reclamara da discriminação em relação aos russos diante da exigência de que paguem muito mais por uma entrada no Hermitage.

"Em nenhum outro lugar existe essa prática", acrescentou Kornéev, e cifrou em 200 mil o aumento no número de visitas registrado no museu em 2009.

Entre as principais atrações turísticas de São Petersburgo estão seus museus, os palácios de descanso dos czares, seus canais, o cruzeiro Aurora, cujo tiro de canhão deu começo ao assalto ao Palácio Real em 1917 e seus teatros musicais e de balé.

Em todo caso, São Petersburgo, que foi a capital russa entre 1713 e 1918, ainda está longe de outras cidades europeias como Paris e Londres, que lideram a lista com mais de 15 milhões de visitantes anuais. EFE

postado por Fabyuri, às 07:18

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02.01.2010
E ainda sobre o ano novo, aqui tem alguns videozinhos, para quem quiser saber como é a grande festa de reveillon por lá:









postado por Fabyuri, às 10:49

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31.12.2009
Ainda são 20h no Rio e já é 2010 em mais de meio mundo. Acabo de ver a humilde queima de fogos por lá, via live cam. Mesmo com um friozinho de -5 graus e quase nenhuma neve, cerca de 120 mil corajosos foram receber 2010 na Praça Vermelha, ao lado do Kremlin e de frente para a catedral de São Basílio. Diga-se de passagem, um dos lugares mais impressionantes e bonitos do mundo.

Segundo as agências de notícias, tudo transcorreu tranquilamente, contando com o apoio de 4 mil policiais. E nem precisava tanto. Em sua maioria turistas - em sua maioria russos -, o povo que curtiu os fogos da virada por ali sempre desfruta de um clima de paz.

Em 2009, o 'Falando Russo' me deu muitas alegrias, me fez conhecer muita gente legal e foi um grande incentivo para que eu continuasse a estudar essa língua bacana e conhecer um pouquinho mais a fundo essa cultura e esse país tão ricos. Claro, sem deixar de lado o nosso olhar bem brasileiro. Quem 2010 traga novos amigos, aprofunde as velhas amizades e que possamos fazer muitas e muitas viagens. Reais ou imaginárias.

Grande abraço e udachnogo novogo goda vsem!












postado por Fabyuri, às 20:20

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