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08.07.2009

 “Antigamente, quando desejávamos enviar notícias para alguém, escrevíamos cartas. Namorávamos a distância por correspondências. Continuávamos com os laços de amizade, contando as fofocas, via cartas. Telefone, era uma coisa difícil e cara. Hoje não, é tudo mais fácil”. Em uma reunião de família, uma mãe de 55 anos, deu este depoimento. Acredito que todos nós já escutamos esta mesma história, que antes as dificuldades e o preço para comunicação eram maiores. Mas atualmente, além da facilidade e o custo, temos a agilidade.

Já existiu um tempo, em que o telefone fixo era mais utilizado. As pessoas ligavam marcando locais para se encontrarem. Hoje, elas enviam torpedo para o celular, dizendo a hora que estarão online no MSN, para conversar as mesmas coisas que fariam pessoalmente. Porém, enquanto conversam, escrevem no Blog, respondem os recados do Orkut, atualizam os álbuns de fotos, pensando o que irá escrever, em apenas 140 caracteres no Twitter. E se não conseguem fazer tudo isso, ficam de fora do novo mundo das comunicações. Afinal de contas, os Correios é a penas para receber contas.

Sem sair da frente do computador, uma fatia considerável dos jovens consegue administrar suas vidas do mundo Cibernético, e o mais importante, sem perder a noção da vida real. Mas, não é apenas a rapidez da comunicação que consegue levar uma pessoa, a passar horas ao computador. O fato de poderem se conectar com qualquer parte do mundo os leva a ter interesse por mais assuntos e conseqüentemente, a ser jovens mais informados.

Estamos vivendo em uma era, em que deixamos de receber tudo pronto, para também produzir; e para isso, existem jovens que estão dispostos a mostrar o que sabem fazer. Um exemplo são os Blogs, que surgiram como “diários”, mas hoje é uma importante ferramenta usada para desenvolvimento da escrita e comunicação pelos jovens. O mais novo sucesso da comunicação virtual é o Twitter. A idéia inicial era “comunicar rapidamente”, com respostas a uma pergunta simples: “What are you doing?” (O que você está fazendo?), mas o que presenciamos, são grandes notícias, como a morte de Michael Jackson, primeiro veículo onde sua morte foi noticiada.

Porém, além da informação, os jovens viraram seres tecnológicos. Não apenas eles, mas todo o mundo está abrindo as portas para esse novo jeito de ser. A diferença entre eles é que uns nasceram no processo dessas mudanças incalculáveis da tecnologia, e a outra já estava no mundo quando ela começou a mudar.  Os jovens dominam os meios de comunicação e as produções.

Vivemos num mundo que temos duas escolhas, acompanhar as rápidas mudanças ou “envelhecer”, mesmo que sejamos jovens em nossos Registros. Pois quem não estiver disposto a mudar e a entrar de cabeça nessa nova modalidade de comunicação estará sujeito a virar um “dinossauro”.

postado por Hortência Cecílio e Rodrigo Iumatti, às 16:14

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08.06.2009

   Primeiramente, estou de volta.

 

E por segundo, no meu post de volta a ativa, irei falar sobre presentes para o Dia dos Namorados, que está chegando e será na próxima sexta, dia 12 de junho.

Bom, se você é como eu, que até agora não comprou nada, está procurando na net dicas de presentes e não tem muito dinheiro, chegou ao local certo.

Pesquisando na enciclopédia digital, o google, achei sites SEM NOÇÃO. Uma pessoa, em um blog, teve a decência de escrever isso: “Presentes que fazem muito sucesso são as câmeras digitais, CD, Palm e Notbook compare preço no Buscapé”. A não ser que você tenha uma mesada gorda ou então um emprego bom e dinheiro sobrando, para você comprar uma câmera, Notebook...

Então vamos lá...

 

Se você só tem R$20,00 para gastar (acontece) aqui vão algumas dicas:

 

foto livro 1. Foto Livro- Este livro não é daqueles que você baixa o software e depois manda para impressão como o das Americanas. É mãos a obra. Eu já dei um para o meu namorado e ficou muito bonito. Selecionei várias fotos nossas, comprei um papel colorido reciclado e sair colando as fotos, com frases, músicas e isso vai variar com cada estilo. Isso pode ser dado pelos dois, não há distinção de sexo, apesar dos homens não fazer isso. Quem não quiser ter trabalho, pode mandar fazer no site das americanas.com. Mas na minha opinião, isso perde a pessoalidade do presente. 





2. PARA ELAS: Necessaire Forrest Green, da Mercado Imaginario- é uma bolsinha linda e baratinha. RS 18,00.  




 carteira     



3. PARA ELES:
Carteira Masculina nas Americanas- preste atenção para ver se a carteira de seu amor está velhinha e der uma novinha para ele. RS 19,90

 






Se você está com a sorte e pode gastar mais, aqui vão outras dicas.

PARA OS DOIS: Porta retrato Correspondência Peace Love da Tok & Stok, por R$ 45,00.

Outra tendência da Tok & StoK, é a variedade de fronhas lindas que ela oferece. É outra dica bonita e barata. Os preços vão de R$11 até 22.  Tem estampas do Pequeno Principe e Peace Love.



Achei outras milhares de idéias legais, que podem ser encontradas, nas lojas Imaginarium e Tok & Stok.
 
Espero que tenha ajudado.

postado por Hortência Cecílio e Rodrigo Iumatti, às 18:10

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23.04.2009

        Desde fevereiro não estou postando nada e nem se quer entrei no blog. Acho que não tem ninguém interessado em saber o porque, mas mesmo assim irei falar.

Explicação 1: É a que NÃO TENHO COMPUTADOR. Não, eu não falei que estou sem computador. Não tenho mesmo. Essa máquina está fazendo muita falta para mim nesses últimos meses, não para atualizar o blog ou orkut, mas para fazer meu trabalho de conclusão de curso.

Explicação 2: Estou OCUPADA COM O TCC, ou seja Trabalho de Conclusão de Curso. Só para deixar claro, principalmente aos estudantes de direito, o curso de jornalismo tem TCC, e eu estou fazendo um livro.

Explicação 3: Estou OCUPADA PARA ESTUDAR PARA O CONCURSO do Ministério da Fazenda. É... Eu vou fazer o concurso e estou com vontade de matar o infeliz que inventou de colocar Direito alguma merda lá nessas provas.

            Enfim. Mas para quem estava com saudades de mim, acho que ninguém, a boa noticia é que irei tentar voltar a postar, ok?

postado por Hortência Cecílio e Rodrigo Iumatti, às 14:46

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27.02.2009

Quem acompanha o jc online já deve ter notado os inúmeros erros, principalmente de digitação. Como de costume, após ligar o computador, cliquei no Mozilla Firefox que abriu a página inicial do jc. Passeio o olho por toda a página e vi a chamada: CASO SERRAMBI Juíza decide hoje sobre kombeiros.

Pensei logo: Putz, mais uma vez esse caso.

            Mesmo pensando assim, não deixei de clicar para ler a matéria, para me informar sobre mais uma novidade (que nunca tem) sobre o caso.

 

Veja a matéria. 

            Indignada, escrevo aqui, para contestar e dizer que P.Q.P. Desde  2003 esses meninas morreram e ta danado que o p. do jornalista que escreveu a matéria ainda não decorou ou aprendeu que o nome é Tarcila e não Tracila. Até o Word acusa. E outra, a deixa podia ter sido melhor.

postado por Hortência Cecílio e Rodrigo Iumatti, às 10:54

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16.02.2009

Está sem dinheiro para comprar o seu número preferido da Mc Donald’s? Seus problemas acabaram. Ligue para o McFavela e peça o seu Big Mac Favela. Pagando um preço mais barato você come o sanduíche do famoso jingle - "dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola e picles num pão com gergelim”. Só não sei se o gosto é o mesmo.

            O McFavela começou com um quiosque no bairro dos Pimentas (Guarulhos) e se expandiu para essa unidade paulistana encravada na favela Pantanal e à beira do córrego Jacu.

            Mais informações sobre essa nova lanchonete no site do UOL.



postado por Hortência Cecílio e Rodrigo Iumatti, às 10:26

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04.12.2008


A educação (gentileza, respeito e introspecção) está realmente decadente (visto que nunca foi uma maravilha).

A cada dia que observo o comportamento individual das pessoas em locais públicos me decepciono com a falta de respeito que muitas delas demonstram. Um dia desses estava voltando do centro da cidade de ônibus e ao sentar me deparei com uma voz raivosa e agressiva vindo da parte traseira do veículo.

Percebi que era um homem de aparentemente uns trinta e cinco anos, que avaliei estar drogado, pois urrava violência e deboche à figuras do governo brasileiro, americano e históricas com um nexo pouco melhor dos encontrados num manicômio. Nesse momento o ignorei e tentei relaxar pelos próximos 40 minutos de viagem até meu refugio maternal.

Até ai tudo dentro dos previsto, eis que surge um sujeito bem humorado, cantante, cumprimentando a todos com um bom dia e se senta ao meu lado. Inicialmente penso que seria uma boa companhia durante o trajeto (triste engano). Quando senta ele começa a aumentar o volume de sua voz a níveis que o som do rádio do ônibus fosse abafado e que todos os passageiros notassem a cantoria (de natureza religiosa, testemunha de Jeová até onde percebi).

Esse cidadão gritava musicas num tom “maravilhoso” misto da voz de Reginaldo Rossi e agudos de Sergio Malandro (UIUIUI!), e mesclava suas músicas com sermões de algum pastor louco capaz de organizar suicídios coletivos (“Aqueles que zombam do meu Deus sentirão o peso da espada do senhor! Só meu Deus salva, quem não crê nele será punido e julgado por blasfêmia!”).

Ninguém estava falando nada contra o cidadão ou contra a religião dele em momento algum, ele tem direito de escolher a religião dele, assim como eu ou qualquer pessoa, mas eu não tento convencer às pessoas da minha desconfiança na entidade igreja (eufemizando), seja ela qual for. E não espero sermões em local público e de sem natureza oratória.

Outro exemplo foi hoje pela manhã, quando estava na faculdade (é, em um centro educacional), pior ainda, na biblioteca, quando um grupo de mulheres (seres naturalmente mais sensíveis e providas de melhor senso que homens) fazendo um trabalho, ou algo do tipo, decidiram resolver suas divergências sobre algumas cadeiras da faculdade, ódios de professores e pontos de vista feminino em altíssimo volume. Não bastasse o galinheiro que se tornou à biblioteca ainda tinha uma mais alterada que dava tapas e murros na mesa dizendo a todos que o motivo daquilo era seu nervosismo (não sei ao certo o motivo disso).

Um estudante que estava mais perto se dirigiu a ela dizendo que elas falassem mais baixo, que o estavam incomodando (e a todos dentro daquelas paredes) pois ele tentava estudar.
O que mais me chamou a atenção não foi o barulho inicial, visto que sabemos que as vezes perdemos o senso normal devido a bruscas mudanças de ânimos e hormônios (mulheres especialmente), que basta alguém nos chamar a atenção que nos “tocamos” e voltamos a normalidade. Mas essas mulheres mal educadas se entre olharam e começaram a recriminar o rapaz aos cochichos. Uma delas chegou ao ponto de xingá-lo de “fresco CDF”, dizendo que era essa a atitude de uma “bicha” quando vê muitas mulheres juntas.

Esse é o retrato da nova geração, que devido às mães passarem muito tempo fora de casa por conta do trabalho, deixam seus filhos a mercê das domesticas, esperando que elas eduquem seus filhos. Quando o que as domesticas querem é seu salário no final do mês como todo trabalhador no Brasil.

postado por Hortência Cecílio e Rodrigo Iumatti, às 14:51

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04.12.2008


Antes de ler o post um breve comentário: Sei das minhas limitações, não sou melhor que ninguém, e perante alguns sou pouco inteligente (que graças a Deus as estatísticas mostram que não são muitos).

Eu bati meu carro (Celta Super 2004, baptizado de Iumóvel, e cujo o maior valor está entre o volante e o banco do motorista - Modeste a parte: eu dirijo pra caralho) devido a um dos males mais comuns do mundo moderno, a pressa. Além ainda do ódio mortal dos engarrafamentos.

Esse foi o começo do meu problema (que é maior ainda dos proprietários das idéias), a falta de capacidade de associação de idéias da massa brasileira.

O fato é: Andando mais de ônibus, tennis e havaianas estou mais sujeito a mais idéias de desconhecidos do que enfurnado dentro de um carro. E devida essa maior fluidez de pensamentos alheios pontuei duas algumas idéias errôneas de senso comum. Pontuarei-as e comentarei rapidamente cada uma (tentarei ser breve).

1- A culpa de tudo é do" governo" - Esse é um comentário geral das pessoas, cuja frustração por qualquer motivo desencadeia uma ira contra o estado.

Sei que o estado é um grande responsável pelo retardamento (que também pode ser lido como adjetivo dos nossos governantes) do desenvolvimento econômico, educacional e cultural do brasileiro. Devido o excesso de burocracia, de corrupção e de vantagens politicas e econômicas dos deputados, juizes e todos os que nos causam "Dores" (vereaDORES, senaDORES, desembargaDORES e forçando até os promotORES) que ganham horrores (nem discuto salários, mas sim aos benefícios) e fazem temores a nossa "democracia" e ambições.

Mas a culpa do aumento da violência, do preço da passagem de ônibus e das chuvas em Santa Catarina (acredite se puder) não são culpa (pelo menos inteiramente) do estado.

2- O Obama não é um Ghandi moderno. Não acredite que o mundo vai ser um lugar melhor (não como você espera) por que o Obama assumirá a Casa Branca.

O cargo de presidente dos EUA é o mais importante do mundo sim, mas não é mais importante do que a vontade da economia mais poderosa (temporariamente) do mundo , quem dita essa regra são os CEOs das maiores empresas do mundo. O Iraque (e Saddan) não era uma ameaça ao mundo maior que o aquecimento global, que a fome na África ( e em lugares bem mais perto). O diferente é que o Iraque tem uma das maiores reservas de petróleo do mundo e o fato de um ditador louco estar no controle desse país atrapalha os interesses de grandes empresas Energéticas mundiais.

As ações de Obama (e o fato dele ser negro) podem melhorar a imagem dos "erros" de George W. Bush, mas seguramente serão retrato das vontades do mercado e interesse das grandes empresas (que geram desenvolvimento e riqueza para o país e seu povo).

Só um PS: No comentário de Obama ser negro, quis dizer apenas que é um paradigma quebrado ao eleger um negro para presidência dos EUA (que sou totalmente de acordo), e que o fato dele ser negro é importante para que o racismo (estúpido e pré conceituoso) seja, ao menos, diluído. E declaro que não sou pré conceituoso com qualquer etnia. (Apenas com descendentes de cruzamento de "asnos" ou "burras" com seres humanos).

postado por Hortência Cecílio e Rodrigo Iumatti, às 10:48

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03.12.2008


"Me desculpem a vergonha, mas eu tenho que pedir a vocês"
NÃO DÊEM ESMOLA AOS PEDINTES DE ÔNIBUS, VOCÊ O ESTÁ INCENTIVANDO.

Pode-se dizer que tenho coração duro, mas eu posso vos dizer que todos contribuem para isso!
Qualquer pessoa que (infelizmente) precisa andar de ônibus conhece dezenas de frases que os "necessitados" costumam falar para ganhar o "leite das crianças" ou o "remédio da esposa".

É triste, sei que é, sei que sou um privilegiado por poder sentir pena ao invés de sentir a necessidade, mas é que aprendi em qualquer circunstancia da vida, mesmo dos meus singelos 23 anos, dar não resolve nada, o fato de dar até nos faz pensar que estamos ajudando, dando o pouco que "não nos faz falta" a alguém realmente necessitado.

Eu sou contra assistencialismo sem educação e comprometimento! E não adianta vir me dizer que é fácil falar quando não se tem fome ou vê seus filhos passando por isso, pois eu lhe direi o mesmo.

Minha namorada costuma dizer que ela "ajuda" na esperança que a pessoa beneficiada faça bom uso do dinheiro que ela doa. Ora, você doa pra dar esperança ou pra ter esperança? Eu não dou dinheiro a ninguém, a não ser que ameace a minha integridade.

Outro dia eu vinha em um ônibus com um trajeto de mais ou menos 8 km, e tive a "felicidade" de encontrar 3 desesperados. Um pai de família desempregado, com 4 filhos, o mais velho tinha 8 anos, a mulher domestica; Um garoto que aparentava uns 12 anos, pedindo pela família, e os 2 irmãos menores e com fome, que o pai o abandonou e a mãe não sabia nem escrever pra poder conseguir um emprego; E um esposo com a mulher doente sem condições de comprar o remédio que custava, segundo ele, R$ 76,20 para 2 semanas de tratamento.

Se você nunca anda de ônibus se choca e da o que tiver na carteira, mas se tem costume, sabe que todos os dias tem centenas como eles que perambulam de linha em linha, subindo e descendo paradas pedindo dinheiro.

Sei que alguns realmente precisam, mas, como saber quem? Como diferenciar o necessitado do ator? Que usa seu sentimentos, sua misericórdia para tirar seu dinheiro e fazer disso uma profissão (mentalize a palavra que mais lhe cai bem).

Sei que emprego não é uma coisa fácil, até pode ser de conseguir (se for disposto e obstinado), mas é difícil de manter, pois são tantos contratempos que enfrentamos, baixa qualidade dos transportes públicos, dificuldade de acesso, baixos salários (em parte culpa da enorme tributação, que não deixa o empresário, mesmo que quisesse, aumentar os salários um pouco.).

Uma certa vez estava vendo o programa "Altas Horas" e nesse momento estavam entrevistando uma ex pedinte de rua (que o nome me foge no momento) , que tinha mudado de carreira, deixou de pedir para ser cantora de hip-hop (ou funk). E o que mais me marcou foi o comentário dela de porque permanecia na rua: "Ficava na ria porque as pessoas me davam, e o que eu ganhava era melhor que um emprego de doméstica... Para as pessoas pararem de pedir só tem uma solução: As pessoas pararem de dar esmola".

Sei que cada um tem seu bom senso, só não vale dar pra tentar enobrecer o próprio ego e se enganar dizendo que ajuda as pessoas ou "eu faço a minha parte". Ajude com consciência do que está fazendo. É melhor gastar 5 reais a mais no mercado e doar um Kilo de Feijão e arroz a um pedinte do que dar 50 centavos que podem ser usados pra tomar uma dose de cachaça ou para comprar 2 cigarros na venda da esquina.

postado por Hortência Cecílio e Rodrigo Iumatti, às 20:45

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03.12.2008


Como disse nosso molúsculo e cefalópode favorito, o Lula, é hora do brasileiro começar a aprender como fazer "economia": "quem está endividado, vamos pagar suas contas e não fazer mais dívidas. Mas quem está com dinheiro, pode gastar tranquilo".

Simplificar é uma das características mais hilárias (se não fosse trágico) que o presidente tem. Pois é fácil dizer pra quem tem dinheiro (e que não precisa dos bilhões de reais em crédito com juro mais alto que os bancos, ou pior, as lojas de crediários) para fazer suas compras de fim de ano.

A receita do bolo é simples... Com a alta do dolar os importados aumentam de preço. Com o aumento dos juros, sobem os preços dos parcelados (ai de quem tiver pretenções de comprar importados parcelados). Se o bolo é assim imagina a ceia inteira!!!

Pobre da maioria dos brasileiros, que não tem educação economica, que infelismente não aprendeu a poupar um pouco mais e comprar a vista, que sai de uma geladeira de R$ 500,00 a vista para 20 vezes de R$ 45,00 no crediário das casas Bahia, insinuante, ou qualquer grande varejista. Infelismente o brasileiro se parece mais com um bombeiro, vive de apagar incendios. Não sabe o valor do poupar, do juntar dinheiro numa simples, pouco rentável e segura poupança.

Ora por mais que lhe renda míseros 0,58 % ao mês se eu juntar todo mês 45 reais (a parcela da geladeira) no fim de 10 meses eu terei apróximadamente R$ 465,00. Onde numa boa loja eu compraria a mesma geladeira com o desconto de 7% a vista (em dinheiro). Mas infelismente o prazer de ter uma geladeira nova quando precisa vale o pagamento das 20 parcelas de R$ 45,00. Mesmo o comprador sabendo que com esse dinheiro "na mão" (R$ 900,00) ele compraria a geladeira, uma tv de 14 polegadas e um dvd player.

Eu sei que o salário de um trabalhador de classe baixa não é o ideal, mas contenha-se por 6 meses, evite excessos, seus 512 Mbs no pente de memória do celular podem esperar um pouco mais. Seu guarda roupa não está desesperadamente precisando de uma mudança, poupe um pouco a sua chapinha... até porque as chuvas estão chegando.

Enfim. Encontrem maneiras de poupar uma prestação do que quiser comprar, vai fazer diferênça pra você. Não é crime deixar um dinheirinho guardado, pois quando precisar trocar a sua tv, ou seu sofá, vai ter mais facilidade nos meses da sua parcela.

E faça um teste, olhe para sua ultima aquisição, a sua última compra parcelada. Da um orgulho enorme não é? Mas será que nas últimas parcelas ainda te darão essa satisfação de pagar?

Afinal os economistas estudam tanto macroeconomia, microeconomia, estudo da realidade brasileira, matemática financeira, econometria e toda aquela grade maravilhosa de palavrões úteis, para no fim de seus cursos irem à mídia darem essa mesma "dica mágica" toda época de fim de ano

postado por Hortência Cecílio e Rodrigo Iumatti, às 19:41

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18.11.2008

            Minha querida Mainha já me contou coisas que outras mães não contam para suas filhas. Uma dessas, foi a incrível história do primeiro carro, um Fusca amarelo. Quando ela falou logo disse “Mas mãe, Fusca não é carro. É Fusca”. Ela me olhou com uma cara de que não entendeu a brincadeira, ou de que não gostou.

            Após guardar o dinheiro que sobrava com o emprego no banco, Mainha comprou finalmente um “carro” novo e que era a sensação da época. Trazendo para os dias atuais, é como se fosse uma amiga que comprasse um Golf, e eu diria “Ae boyzinha”.

            Neste Fusca, ela viajava todos os dias por quase cem quilômetros para trabalhar. Uma parte da estrada era boa, a outra não tinha encostamento, a outra parte o motorista teria de ser ferra em desviar de animais e buracos, mas uma boa parte da estrada era terra pura.

            Vale frisar que quando ela foi buscar o “carro”, chamou um primo para dirigir, pois ela nunca havia dirigido e obviamente não tinha carteira. No dia em que o Fusca parou na porta de casa, levado pelo primo, ela sentou no banco do motorista e foi sozinha dar uma volta pela cidade. Se eu tivesse feito isso, hoje estaria sem uma orelha.

            Em um dos milhares dos dias em que voltava para casa, na estrada de terra, ou melhor, na lama, pois chovia, o incrível Fusca escorregou na lama e entrou dentro do mato. Por sorte dela, nada aconteceu e logo apareceu alguém ajuda-la. O homem que ajudou para fazer gracinha, comentou: “Onde a senhora tirou a carteira? No Paraguai?”. Ela deu um risinho e respondeu: “Eu não tirei”. Quando chegou em casa, ficou sabendo que o homem muito cavalheiro era o juiz da cidade.

            Minha mãe contou que mais ou menos um ano após, aconteceu quase a mesma coisa, mais com estragos maiores. E por sorte dela, o mesmo moço cavalheiro perguntou E a carteira, é do Paraguai mesmo?”. E ela? “Ainda não tirei”.

            Pensando agora sobre essa história, lembro do dia em que peguei o carro dela (que não é um Fusca) e pedir a meu primo para ensinar a dirigir. Ele é um pouco mais novo do que eu, mas sabe dirigir. Quando cheguei em casa, a noticia já tinha chegado aos ouvidos dela, de que eu estava badernando pelas as ruas calmas da pacata Serritinha, dirigindo o Gol parecendo que tava andando de cavalo. Coisas de cidade pequena. Ela deu um baile. Gritos e mais gritos...

            Daí ei penso, que se fizesse o que ela (com todo o respeito) já fez, eu, Hortência, estaria enterrada viva, para ficar quieta. É... "faça o que eu digo, mas não faça o que faço".

            Quando fui dormir, dei um beijo em Mainha, viramos bunda com bunda (eu só durmo com ela quando estou no Interior) e ela perguntou: “Mas porque Fusca não é carro?”. É, ela não entendeu.





postado por Hortência Cecílio e Rodrigo Iumatti, às 20:09

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