Ler é descobrir um mundo paralelo ao nosso, cheio de fantasia, cores e encantos.
Como é bom falar de leitura, literatura, livros... enfim, é agradável perceber como a leitura nos possibilita aprender e apreender novas teorias, conceitos, e nos permite fazermos sinapses do mundo irreal com o mundo real.
Assim, recebemos a proposta de postar sobre nossa história de leitura, como trabalho avaliativo no curso de Comunicação Social, e é com muita satisfação que recorro ao blog para postar minha experiência, talvez não seja a mais impressionante ou emotiva, mas não deixa de ser interessante e agradável.
Minha lembrança mais remota de leitura é a de quando eu ainda não havia entrado pra escola, me recordo que fui alfabetizada em casa, adorava ler em cima da cama, deitada ao lado do meu irmão ou mesmo da minha mãe, não me recordo qual era o livro, apenas o local e a satisfação que sentia em saber ler, afinal, era ainda muito nova, e a maioria das crianças da minha idade ainda não sabia ler.
Ainda nesta fase, eu tinha mania de ler todas as coisas que via, outdoors, etiquetas, muros, entre outros. Lembro-me de chegar na casa de uma vizinha com a minha mãe e começar a ler a etiqueta do sofá, era uma etiqueta redonda, não me lembro mais o que dizia, mas minha mãe disse na hora: "ela está aprendendo a ler, por isso lê tudo que vê pela frente..." , e elas caiam na risada, eu não entendia o porque dos risos, mas isso também não me importava.
Meus pais não tinham muito o hábito de ler, mas achavam importante que eu e meu irmão tivéssemos. Assim, quando fui para a escola, já tinha um certo domínio na leitura, o que facilitou bastante no meu aprendizado. E foi na escola que descobri que existia um GRANDE QUARTO que era recheado de livros, para todos os gostos e habilidades, esse quarto se chamava BIBLIOTECA, desde então minha melhor amiga.
Minhas professoras costumavam mandar livros para que pudéssemos ler em casa, e eu me divertia, pois a leitura sempre foi um prazer pra mim. Nesse início eu li muitos livros com os mais conhecidos contos de fadas, Cinderela, Chapeuzinho Vermelho, Os três porquinhos, Pinóquio, entre outros...
Depois comecei a ler as histórias da Bruxa Onilda, uma coleção encantadora e educativa (recomendo para todas as pessoas que tiverem crianças em casa), o mais divertido era perceber como eu me tornava íntima daquela Biblioteca, da bibliotecária, e dos livros. Os anos se passaram, e com eles as diversas fases literárias, passei a ler os livros da série Vagalume como:"Um cadáver ouve rádio”, “O escaravelho do diabo”,“Sozinha no mundo”,“Enigma na Televisão”, entre outros.
Já no final de minha infância li um livro que se chama O ESTUDANTE, são três volumes, da autora Adelaide Carraro, coleção perfeita, histórias reais e que faz um trabalho de conscientização, que ao meu ponto de vista, é maravilhoso. O livro conta a história de uma família de classe média que enfrenta problemas com as drogas, assim o livro aborda uma série de questões que possibilitam o jovem a reflexão quanto a problemática das drogas e do racismo. A história contada no livro é baseada em fatos reais, o que permite um envolvimento ainda maior, e mais prazeroso entre o leitor e a história.
Dos melhores livros que já li em toda minha vida estão: O ESTUDANTE I,II e III; O CAÇADOR DE PIPAS; A CIDADE DO SOL; AS AVENTURAS DO FANTASMA ZIG-ZAG; A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS; LAÇOS ETERNOS; A MINA DE OURO; todos da BRUXA ONILDA; PAIS BRILHANTES, PROFESSORES FASCINANTES, entre outros.
Até o momento só li um livro do qual não gostei, que se chama: Ensinar aprendendo, do Içami Tiba, não consigo gostar da linha de raciocínio do autor.
Ler é algo fascinante, possibilita que o indivíduo viaje na leitura, neste mundo irreal que a leitura proporciona, além de contribuir significativamente para o desenvolvimento cognitivo do sujeito.