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17.02.2010
 

Esse é um dos passeios mais legais que fiz em Londres. Sabadão de sol ou chuva (mais provavelmente), os londrinos e alguns pouco turistas se dirigem ao  Borought Market, um mercado "gastronômico" que fica abaixo da linha do trem.  E vão para almoçar delicias a preços bem razoáveis em uma das várias de barracas existentes. As mais concorridas são a grega, onde se come um incrível sanduíche de carneiro, com rúcula e queijo pheta, a suiça com suas deliciosas racletes e a alemã, que vende sandubas com linguiças deliciosas e queijo. Como sobremesa, nada no mercado é mais maravilhoso que o brownie de chocolate que se encontra na barraca dos doces.





Linha de trem e o interior do mercado

E para completar, café na bombada Monmouth, o melhor café de Londres. Delicioso, forte, alguns até com grãos brasileiros. Ao lado da cafeteria, fica uma magnífica loja de queijos de deixar  loja de queijos, chamada Neal's Yard Dairy que vale a visita e deixa com água na boca apaixonados por queijo, como eu, mesmo depois de um baita almoço.


Fila para o café


Loja de queijos
PS: O chuveiro ligado o tempo todo no interior da loja é para manter a umidade.

Se estiverem com libras sobrando, então a dica é o refinado Roast, com vista para o mercado, lindo e respeitadíssimo pelos entendidos de comida (vulgos foodies, não gosto dessa palavra, mas enfim..).

De qualquer modo, o Borought Market aos sábados é um programaço para todas as idades e bolsos. Não percam!

postado por Paula, às 14:59

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05.01.2010

 Picadilly Circus


Me lembro da excitação que senti ao ver Picadilly Circus em 1996. Eu mal havia saído da adolescência e aquilo foi um marco, a realização de que eu realmente estava em Londres. Foi mágica aquela primeira viagem a Europa, com meu pai e meus irmãos. Foi importante para moldar a minha personalidade e ampliar meus horizontes. E foi exatamente na época certa, quando minhas amigas só pensavam em vestidos e namoricos e eu queria ver o mundo. Aquilo foi como uma “amuse bouche” que me atiçou o apetite de conhecer o planeta (claro que na época eu não conhecia essa palavra).

Mas essa é uma outra história, e mostra como somos pessoas completamente diferentes em momentos diversos de nossas vidas, e o que cada lembrança e cada descoberta significa pra nós num determinado contexto. Voltei à Picadilly Circus numa tarde fria de outono, procurando um casaco mais impermeável do que eu havia levado, para uma Londres úmida e confesso que dessa vez a famosa praça, que é ponto de encontro de turistas e também bastante freqüentada por moradores, não me encantou. Mas me passou uma confortante sensação de reconhecimento, de lembrança daquela felicidade juvenil.

Enfim, vamos nos ater aos fatos, antes que esse blog vire um amontoado de pensamentos desconexos. Andei bastante por lá, achei o meu procurado casaco e achei uma incrível loja Gourmet chamada Fortnum & Mason, tradicionalíssima e elegante, que estava abarrotada de itens de Natal, todos deliciosos. Só ela já vale a visita, dá pra ficar com água na boca. E justamente esse contraste delicioso entre a tradição e a modernidade que fazem de Londres uma das cidades mais deliciosas do mundo.

Fortnum & Mason

Sai de lá e fui andando meio sem rumo quando me dei conta de que estava com fome, que já havia passado, e muito, a hora do almoço e dei de cara com um EAT, uma cadeia parecida com o Pret a Manger, porém ainda melhor, que vende deliciosos sandubas, sucos, cakes, sopas, etc, ideais para um lanchinho rápido. Comprei um sanduíche Thai de frango (divino, quem puder experimentar não perca), suco e lemon cake e continuei andando até chegar ao Soho. Lá, me deparei com uma pequena jóia escondida, uma pracinha charmossérrima ideal para almoço ao ar livre, chamada Golden Square. Me pareceu uma miniatura da Place des Vosges, e lá almocei tranqüilamente num banco, vendo a vida londrina passar.

EAT e a Golden Square

Depois flanei pelo Soho até as imediações da Old Compton St, que é a rua mais gay e portanto, mais cool de Londres. Várias lojas legais, de livros, discos, pequenas galerias, misturadas com o comércio do sexo (sex shops, casas de massagens e afins), mas sem agressividade nenhuma (ao contrário do Red Light de Amsterdan), super afinadas com o entorno. 

O Soho e a Old Compton St

Andei até a Soho Square e na volta, me deparei com as fronteiras de Chinatown, que é uma das Chinatowns mais organizadas, limpas e arrumadas do mundo, que também vale uma caminhada e quem sabe uma parada em um dos milhares de restaurantes suspeitos e possivelmente deliciosos, que eu, infelizmente não tive oportunidade de provar, devido almoço tardio.

Chinatown Londrina

Fica então, mais uma sugestão de passeio diferente por Londres, a cidade que pode ser tudo que você quiser.

postado por Paula, às 22:52

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22.12.2009

 

O por do sol no centro de Londres

  • Depois de visitar a linda St.Paul (11 pounds, vale a visita, dá direito a subir nas galerias e visitar as criptas), que fica ao lado do interessante Temple Bar e da moderna e diferente Pater Noster Square, fui almoçar no centro da cidade com minha prima que é advogada em Londres.
  • St. Paul' Catedral

 


Pater Noster Square



Temple Bar

  •  Ela me levou por um passeio inusitado pelos Inns of Court. Não sei se conhecem essas instituições mas cada Inn é uma associação profissional a qual cada advogado/juiz em Londres e no país de Gales deve ser membro. Os Inns fisicamente são um conjunto de edifícios antigos, que incluem gabinetes, salas de trabalho e renuniões, mas também bibliotecas, salas de jantar comunitárias e jardins maravilhosos, todos escondidos no centro da cidade, nas proximidades do Palácio da Justiça. São quatro Inns no centro de Londres, o Gray’s Inn, o Lincoln’s Inn, o Inner Temple (o maior e mais famoso) e o Middle Temple. Entrar em um deles (o pátio e os jardins são abertos para visitação) e como voltar no tempo e desfrutar de alguns minutos de paz num oásis escondido no meio do caos da zona central da cidade. É um passeio inusitado e vale a pena. Eu ainda, felizmente, pude entrar na Library de um deles e conhecer o belíssimo espaço onde estudam e fazem suas refeições formais os doutores da lei da Inglaterra. Foi incrível.

 


Lincoln's Inn



Inner Temple

 

  • Terminado o Circuito da Lei, me despedi de minha prima e resolvi voltar pro hotel a pé, passando pela linda igreja St. Mary Le Strand, que estava especialmente fotogênica nesse dia e não é que, alguns metros a frente, eu dou de cara com a incrível Somerset House, que estava sendo preparada para um desfile da London Fashion Week?

 

St. Mary Le Strand



Let's go to fashion week?



The Somerset House

  •  Para quem não conhece, essa é mais uma atração imperdível da cidade, um centro cultural de exposições sobre moda, filmes e arte, onde no inverno é montado um maravilhoso ringue de patinação, que esse ano tem a marca Tyffany & Co, com direito a loja, DJ e bar anexo. Um luxo só. Vejam o filminho:

postado por Paula, às 23:38

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22.12.2009

 
Interior do Spitafields Market

 

Nas minhas breves pesquisas pré viagem, eu tinha achado no VNV do Ricardo Freire o link pro blog do Lucio Caramori, onde ele contava a experiência de ter passado 10 dia em East London, e como a região estava vibrante e bacana. Fiquei curiosa.
Numa certa manhã gelada de outono fui conferir. O meu itinerário começou nas imediações da City, descendo da Estação Liverpool, onde mais por instinto e menos por direção, fui seguido a simpática e escondida Brushfield St até Old Spitafieldsmarket.


Imediações da Estação Liverpool: City

É claro que o mercado não tem a agitção dos finais de semana, mas mesmo cedo num dia de semana deu pra sentir a vibe do lugar. Sentei pra tomar meu café com ovos mexidos no elegante The Luxe e assisti sem pressa a montagem das barracas, principalmente de roupas e acessórios.

Fachada do The Old Spitafields Market


Interior do Mercado


Fiquei com vontade de voltar mais tarde para almoçar no meu amado Cateen, cuja matriz é lá dentro do mercado, mas infelizmente eu tinha outros planos para o almoço. Depois de dar um giro pelo interior do mercado, fui passear pelas redondezas e descobri dezenas de lojinhas bacanas e descoladas nas quais eu gostaria de ter entrado e comprado tudo.


Canteen


Lojitas bacanas


As flores


Que meda dessa loja de bruxas e fadas!

Resisti bravamente e me dirigi a famosa Brick Lane. Não passava das 10:30h da manhã e ao chegar na famosa rua, me deparei com o mais delicioso cheiro de curry e especiarias que me lembro ter sentido na vida. Fui flanando por ela, meio maravilhada com os homens e mulheres da comunidade indiana/bangladeshiana, com suas roupas e feições típicas, tão felizes em seus afazeres diários, comprando e vendendo em seus pequenos comércios que são verdadeiras fábricas de delícias.


Brick Lane


Mercadinho de Bangladesh

Meu olfato me levou a uma pequena loja de samossas, e por menos de 2 pounds comi três samossas das quais nunca vou me esquecer. Quem mandou eu tomar café da manhã? Eu simplesmente não consegui experimentar outros sabores porque já estava empanturrada e nem mesmo pude provar os deliciosos e vistosos doces bengali expostos em outras vitrines. Entrei nos mercadinhos, comprei água para poder bater papo com os simpáticos senhores bangladeshianos e só fui embora daquela rua, com dor no coração, porque tinha um compromisso em seguida.


E as deliciosas samossas

E me lembro com detalhes de cada aroma e sabor daquela ensolarada, fria e maravilhosa manhã.

 Agora entendo porque o Lúcio não conseguiu sair de East London. E fica um conselho para quem vai a Londres: Go East!

Fotos: Paula Bicudo

postado por Paula, às 21:45

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07.12.2009



 

Eu visitei inúmeros museus em Londres. Acho que uma das melhores coisas de se viajar sozinha é poder visitar os museus que quiser (de menos ou demais) e ficar o tempo que quiser apenas onde tem interesse, selecionando única e exclusivamente o que você quer ver. Por exemplo, fui ao British Museum e fiquei alucinada com a cúpula modernérrima e depois fiz um tour rápido pelos principais “leres”(pedra da Roseta, múmias, etc) para poder gastar um pouco mais de tempo na Idade Média. Se eu estivesse com o maridão, minha visita teria sido bem mais longa do que foi. Isso não é necessariamente ruim, mas dessa vez, fiz tudo ao meu tempo. Quanto tempo nós temos para chamar única e exclusivamente de “nosso” nessa vida?


Pátio externo

Bom, voltando ao assunto museus, escolhi um deles para dedicar um post inteiro. O meu predileto: Victória & Albert.

Primeiramente conto a história da jovem princesa Alexandrina Victória de Kent que casou por amor com o primo, o príncipe Albert De Saxe-Coburg e Gotha, e logo virou rainha Victória dando início a Era Vitoriana. Dizem as más línguas que ela era bastante feia e ele, belíssimo e um marido bastante dedicado. Então, a Rainha achou por bem homenagear e agradar o seu esposo de diversas outras formas, entre elas transformar o então The South Kensington Museum. no Victória & Albert, ou V&A para os íntimos. Eu achei uma história de amo super diferente e bonita.


Fachada do pátio

Mas bonito mesmo é o museu: se você entra pela entrada do metrô na estação South Kensington, cai num incrível saguão de esculturas, a maioria do Rodin, algumas de chorar. E a galeria de maxi-pinturas (digo, painéis) do Raphael é tão linda que perdi a conta do tempo que fiquei por lá, absurdada.


Jardim de Esculturas


Rodin



Tem ainda uma exposição sobre fotografias, muito legal e o ponto alto do Museu, para mim, foi uma exposição super bem montada sobre a história da moda, desde os tempos vitorianos, da corte, até  (quase) a atualidade ( a peça mais recente é um vestido Chloé verão de 2005) nos principais polos da moda, passando por Dior, Balenciaga, Issey Miyake, Donna Karan, Miuccia Prada e etc. É fascinante para os estudiosos de moda, que andam aos montes pela exposição, fazendo croquis em seus caderninhos e também para os curiosos da moda como nós, pobres mortais.


Exposição sobre moda 1


Exposição sobre moda 2

E as delícias desse pequeno museu não param por aí:  ele tem uma bonita área externa onde são realizados eventos (inclusive de moda) E um dos melhores cafés de museus EVER, com comidinhas lindas e fantáticas. Ideal para almoçar ou mesmo para o chá das cinco. Fica a dica, programem-se para comer por lá.


Área externa



Café do Museu


Comidinhas inglesas!

Fotos: Paula Bicudo

postado por Paula, às 18:12

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17.11.2009

 
The Southbank
Foto: Paula Bicudo

 

Essa foi a área que mais me surpreendeu em Londres. Para quem não sabe, é a margem sul do Tamisa que foi revitalizada: começa no London Eye e vai (teoricamente) até o Tate Modern. Claro que ainda existem alguns pequenos pedaços em reforma então, até a data de hoje, não se pode caminhar sempre pela margem do rio Tamisa, mas dentro em breve, se poderá.

De frente para o Rio, nessa localização, encontra-se o mais novo complexo de entretenimento da cidade: O National Theater, o BFI, The Hayward Gallery,  e o The Royal Festival Hall (para óperas), que são lindos e modernos, todos com excelentes cafés e restaurantes.




National Theatre
Foto: Paula Bicudo



Destaco o BIF, que exibe clássicos e mostras de cinema e tem dois bares bem legais, um na frente (The Riverfront @ BFI Southbank) e outro bem nos fundos, mais intimista e difícil de encontrar, chamado Benugo. Em frente ao BIF, bem embaixo da Waterloo Bridge acontece a feira de livros antigos em algumas tardes de semana e também aos finais de semana onde é possível se comprar todo o tipo de literatura.


BFI
Foto: Paula Bicudo



Feira de Livros: Waterloo Bridge
Foto: Paula Bicudo

Atrás desse complexo de entretenimento ficam os restaurantes, alguns dos mais badalados da cidade, como o Ping Pong, o Le Pain Quotidien, o Canteen que eu amei e falo num próximo post e outros mais.

Caminhando um pouco mais, incia-se um  jardim onde atualmente há uma linda decoração de Natal, que num entardecer frio, me pareceu saída de um conto de fadas, além de uma pista de skate super civilizada com lindos grafites.


Southbank
Foto: Paula Bicudo


South Bank
Foto: Paula Bicudo

Ainda prosseguindo pela margem do rio, começam a aparecer pequenas galerias, como a divertida OXO Tower Wharf,  complexos de escritórios com uma privilegiadíssima vista do Rio e alguns poucos prédios residencias modernos, cujos apartamentos são meu maior sonho de consumo atual (ah, tá).


Oxo Tower
Foto: Paula Bicudo

E o melhor de tudo, numa noite de lua-cheia: a vista da Cúpula da St Paul, que vai se descortinando a medida que caminhamos. Confesso que jamais esquecerei essas tardes frias de outono a beira do Tâmisa.



St.Paul
Foto: Paula Bicudo

postado por Paula, às 16:03

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11.11.2009

 

 

Bem, eu sei que eu nem terminei de blogar a viagem para os EUA (faltam Boston, Washington e Philadelphia), mas preciso escrever sobre a minha recente viagem a Londres (eu não conseguir blogar minhas viagens significa que viajei bastante esse ano, o que me faz feliz).

Acabei de chegar de Londres: foi uma viagem meio não programada, diferente do meu estilo. Meio na louca, mas deu super certo. Fui visitar um amigão meu que mora lá e aproveitar para rever a cidade, pois estive em Londres em 1996 (treze anos atrás).

Eu nem estava de férias. Apenas consegui umas coberturas/folgas no trabalho, arranjei uma passagem barata da Swiss e me mandei. A passagem saiu por volta de U$ 850,00 dólares, já com taxas incluídas no site Decolar.com, o qual achei um preço excelente MAS não era um vôo direto, fazia  conexão em Zurique. E uma conexão curta, de cerca de 1:00h na ida e 1:20h na volta. Apertada mesmo. Resolvi encarar e deu tudo certo, apesar de isso ter me causado um certo stress. Agora, se você tem que fazer uma conexão curta, que seja na Suíça; tudo é azeitado e sempre funciona. Ao comentar que estava um pouco preocupada  com a conexão curta no vôo de Londres para  Zurique com uma inglesa companheira de acento ela me respondeu muito animadoramente: “Não se preocupe, você estará na Suíça”. E olha que ela tinha razão. O vôo tanto na da quanto na volta foi bom, apenas um pouco apertado como toda classe econômica, a tripulação é OK e o plus são os chocolatinhos/queijinhos suíços oferecidos. Um bom custo-benefício.

A questão do hotel foi um pouco mais complicada, mas deu tão certo que eu até me surpreendi: eu havia reservado um hotel barato mas honesto recomendado pelo Time Out (que eu já falei, é meu guia urbano predileto) em Earl’s Court, no oeste de Londres, no final da chamada zona 1 do Tube (a zona mais central da cidade) chamado Mayflower, que no site parecia moderninho/arrumadinho mas cujas críticas no TripAdvisor não eram muito animadoras e quando eu contei para a minha prima e o meu amigo que moram em Londres eles meio que torceram o nariz para a localização. Fiquei com a pulga atrás da orelha, sabem? Eu vou deixar o conforto da minha casa, minha filhotinha, meu maridinho para ficar num hotelzinho meio mal localizado e aparentemente não limpo? Putz, já passei da idade para isso. Definitivamente não é o meu estilo, mas um hotel central e bacana em Londres é caro a beça. Fiquei naquele dilema e resolvi arriscar o site Hotwire.com, que havia sido recomendado pelo Ernesto no blog VNV do Ricardo Freire. O site funciona assim: você escolhe a localização e o número de estrelas do local e reserva “no escuro” sem saber qual é o hotel. Assim que você conclui a reserva, eles tem mandam a confirmação com o nome do hotel. Escolhi um quatros estrelas na Trafalgar Square por U$146,00 dólares a diária (acrescido de US$130,00 de taxas) saiu por um total de U$964.75 (6 noites) ou seja GBP 96 (libras) por noite contra as GBP 80 que eu pagaria no Mayflower. E por um hotel muito superior, chamado The Grand At Trafalgar Square, bastante confortável e literalmente “na cara do gol”, mais central impossível. Certamente fiz um super bom negócio e recomendo. Mas para usar o Hotwire você tem que se informar sobre as melhores localizações na cidade, senão pode ser uma grande roubada.

E foi assim que eu iniciei minha semaninha em Londres, que vou contar nos próximos posts.

Ah, e só mais algumas informações que eu considero importantes, antes de terminar o post: quase todos os vôos que chegam do Brasil chegam em no aeroporto de Heathrow. A partir dele, você tem algumas formas de chegar ao centro de Londres:

- De black cab: se for um black cab, o famoso e charmoso táxi preto inglês, ele custará mais ou menos 100 libras e a corrida é paga pelo valor que aparece no taxímetro. Mas atenção, existe uma regra de conduta que pede que você antes de entrar num black cab se aproxime da janela do lado oposto ao motorista e informe onde gostaria de ser levado para que ele aceite  (ou não) te levar. Eu sei que parece bastante pedante e antipático, mas é assim que funciona. Os motoristas de black cab são super bem treinados, sabem de cór todas as ruas do centro de Londres e prestam um serviço de qualidade para quem puder pagar por isso.

- De mini-cab: essas são táxis informais, que não apresentam taxímetros e não são os famosos carros pretos. Funcionam por empresas e o preço da corrida deve ser combinado antes. É um método seguro se você tiver uma indicação de uma empresa de confiança, porque aconteceram alguns roubos provavelmente associados a taxistas clandestinos e os ingleses já ficaram apavorados.

- De Heathrow Express: Esse é um trem super confortável que faz a viagem direta entre o aeroporto e a estação Paddington, que é bem central e também conectada ao metro. A vantagem do trem é não fazer paradas e ter mais conforto e mais local para bagagem. Usei essa forma na ida, com menos bagagem e adorei. O bilhete para uma viagem custa 16,50 libras e comprando a ida e a volta, sai mais barato (30 libras, bilhete Return, válido por 1 mês). E dá pra comprar pela net, no balcão ou nas maquininhas.

- De Metrô: a Picadilly Line do Tube é uma linha que passa por vários postos centrais de Londres e vai (e volta) até o aeroporto, com estações nos terminais 5 (onde chegam os vôos da British Airlines) ; 1, 2 e 3 (onde chegam os vôos internacionais de outras cias), e 4 (atualmente em reformas). Mas lembre-se de comprar o bilhete do Tube zona 6 (4 libras) OU um Oyster card e "carregá-lo" com pelo menos 3.8 libras no horário de pico ou 2.2 libras nos outros horários (eu explico melhor o Oyster e o Tube num próximo post). O metrô é bem prático pra quem está com pouca bagagem, mas tem várias paradas, demora 50 minutos a viagem e tem o perrengue de subir algumas escadas carregando as malas. E sempre se lembrem: Mind The Gap, Please!

postado por Paula, às 17:37

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27.08.2009

Hotel On The Ave - Foto: divulgação 

É claro que eu, ficando na ida e na volta em NY, resolvi ficar em dois hotéis diferentes, para testar.

 Na primeira passada em NY, ficamos no hotel On The Ave, que fica Upper West Side, na 77th W com a Broadway.

Considerando a localização, existem vantagens e desvantagens para ela:  é longe do burburinho e sempre é necessário pegar condução (ônibus, metrô ou táxi) para voltar ao hotel, a não ser que você vá visitar o Museu de História Natural que fica na 79th com o Central Park.


Museu de História Natural

Mas por ser uma área menos turística, é um bairro mais típico de NY, com predinhos pequenos com escadinhas na entrada, que poderiam ilustrar tranquilamente um episódio de Sex And The City. As farmácias e os cafés tem um preço mais em conta, existem mercadinhos locais bem bacanas, com um pertinho do hotel na Broadway com a 75th chamado Fairway, com produtos orgânicos e excelentes queijos, pães e iogurtes; bem adequados para um lanchinho no Central Park, que aliás, fica ali bem pertinho. O hotel em si é legal, mas obviamente menos "luxuoso" do que o site nos faz acreditar, mas alguns quartos são espaçosos, com bons banheiros e uma vista bem legal do Roof Top.


Upper West Side



Mercadinho Fairway

Da segunda vez, ficamos no no hotel The Empire, um clássico de NY, que passou por uma reforma para modernizá-lo e foi decorado de uma forma que eu considero meio cafona-moderno-kitsch.

O hotel é übber bem localizado, perto do Licoln Center. Tem muita coisa legal nas redondezas como uma Barnes & Noble enorme e uma Bed, Bath and Beyond, além de uma imensa farmácia Duane Reader e o PJ'Clarker, aquele dos hamburguers ao lado do hotel.

Fora a baladinha. O hotel tem um bar super hypado que toda noite rola uma agitação e um roof top bar com piscina onde acontecem várias festas (a maioria delas fechadas). Mas o clima é jovem e festivo.

Os quartos são pequenos, mas confortáveis, com amenities L'Occitane, cama gostosa, bom chuveiro e pouco espaço para as sacolas de compras. Mas recomendo. É um bom custo-benefício.


Hotel The Empire foto: divulgação


Baladinha no bar do Hotel Empire

obs: A hostess não curtiu muito eu tirando foto da galera e me pediu que guardasse a câmera.

postado por Paula, às 19:58

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19.08.2009

Falar isso é chover no molhado e olha que eu nem sou uma foodie e entendo bem pouco de gastronomia, mas de lugares descolados com boa comida, disso eu posso dizer que entendo um pouquinho.
Tenho 4 sugestões para se comer bem e de forma muito agradável em NY.

 

A primeira sugestão é o Restaurante Aldea, um português moderninho e recém inalgurado que vale a vista. Já falei sobre ele nesse post do Blog Boa Vida da jornalista Alexandra Forbes e repito aqui  uma parte do meu relato:

 

“Era uma noite quente em NY, e chegamos apressados as 9:10h mas nossa mesa ainda nos esperava (ainda bem). A fachada do restaurante não impressiona e quase passamos por ele. 
O interior é pequeno, simpático e um pouco escuro, com pequenas e poucas mesas de madeira e um bar na entrada, num ambiente informal/descolado. A decoração é simples e confortável.
Começamos os “trabalhos” com pães maravilhosos (destaco um pão de 7 grãos inacreditável) e com um potinho do mais puro azeite português. Simples e delicioso.
Meu pai preferiu pedir um jamon serrano a uma entrada formal e eu optei pelo mackerel com soja crocante, leite de amêndoas e limão Meyer. O jamon estava muito bom e o mackerel era macio e delicioso.
Como pratos principais, meu pai optou pelo bacalhau com feijões, caldo de mariscos e cranberry e eu felizmente escolhi as vieiras com pepino, laranjas e risoto de farro. O bacalhau bom, apenas desalgado demais, mas as vieiras estavam divinas. Foram as melhores que já provei na vida.
A sobremesa, que dividimos, também foi memorável: chama-se “chocolate in textures” e é literalmentee isso: diferentes texturas de chocolates de várias formas. Uma loucura!
Resumindo, o Aldea serve pratos muito diversos da culinária portuguesa tradicional, a qual apreciamos; mas as receitas me parecem fundamentadas em ingredientes tradicionais e são muito bem executadas. Foi realmente um jantar muito especial. Vale a visita!”












Fotos: Aldea interior, mackerel, vieiras e sobremesa texturas de chcolate

 

A segunda sugestão é o já e conhecidíssimo  e badalado Balthazar no Soho. O restaurante é delicioso, agradabilíssimo, com serviço exemplar e grande lotação, mas a dica é fazer um “late-lunch” as 3:00h da tarde OU fazer reserva com antecedência OU ainda fazer um brunch aos domingos como fazem os locais. Conseguimos uma mesa sem problemas neste horário, mas o menu da “tarde” é um pouco diferente do menu do almoço, com menos opções. Comi um spaghetti com camarões e alcachofras de largar a família, mas o Balthazar Bar Steak e o Steak Tartare estavam divinos, assim como o bar de ostras. E ao lado do restaurante fica a Balthazar Bakery que produz os maravilhosos pães servidos no restaurante e galletes alucinantes.

 

Balthazar: interior

 

Como terceira dica, sugiro experimentar a Hamburgueria PJ Clarke’s. Existem quatro endereços em NY. Nós comemos na que fica próxima ao Lincoln Center. Nunca fui na filial aqui de SP, mas posso dizer que lá comi o melhor hambúrguer da minha vida, com cogumelos. E o hambuguer de caranguejo do marido era dos deuses, assim como a batata-frita servida num copinho prateado. Ambiente bacana, agradável, serviço gentil e muita gente descolada nas mesinhas (quase) na calçada, curtindo o verão nova-iorquino. Delícia!



PJ Clarke's: interior 

 

E por fim, fui jantar maravilhosamente bem no Upper East Side com a minha amiga Marcie na minha última noite para fechar com chave de ouro a viagem. A Marcie sugeriu um restaurante italiano, do qual já é habitué, chamado Brio. E dessa vez a gente foi jantar no horário dos nova-iorquinos, as 19:30h da noite. É claro que estava lotado, mas a Marcie solicitou uma mesa em italiano ao dono do restô e foi prontamente atendida. Chiquérrima minha amiga, não acham? Comemos massas maravilhosas e terminei minha última refeição em NY com um tiramissu tão maravilhoso que vai ficar na minha memória gustativa para sempre. Foi um jantar delicioso com um papo melhor ainda e eu super agradeço minha anfitriã pela agradabilíssima noite. Infelizmente não tiramos uma fotinho sequer!



Brio
Foto: site usmenus

 

E só como informação: como os nova-iorquinos jantam cedo e lotam os restaurantes das 19:00h ás 20:30h. Como nós raramente jantamos antes das 21 horas aqui em Sampa, chegávamos aos restaurante nesse horário e raramente tínhamos problemas em conseguir mesas.  Mas para quem não quer deixar de experimentar um restaurante específico na cidade, eu recomendo fortemente que faça reserva. Recomendo inclusive o site www.opentable.com que funciona super bem para isso e te manda por e-mail atualizações de suas reservas antes do jantar e depois dele, perguntando sua opinião sobre o restaurante. Super eficiente. Quem precisa de concierge hoje em dia?

 

 


postado por Paula, às 09:00

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18.08.2009

A Marcie já falou sobre o nosso encontro no abrindoobico mas eu tinha que comentar aqui no blog também, e mostrar meu upgrade fotográfico.

Fiquei em dúvida sobre fazer ou não um cruzeiro ao redor de Manhattan, mas a Marcie me convenceu de que valia a pena fazê-lo ao entardecer. No Circle Line não havia esse passeio. Mas é claro que a Marcie encontrou: fizémos esse Sunset Cruise aqui, da Cia. Water Taxi.

O passeio custa 25 dólares por pessoa, dá para comprar pela internet com antecedência e é marcado para a hora do por-do-sol . Sai do Pier 17, que aliás é um lugar bem turístico, mas super bacana e divertido. No verão, o nosso passeio saiu as 19:30h, aproximadamente.

Marcamos de encontrar a Marcie e o Ciro no próprio Pier 17 para partirmos pro além-mar. Bem, não exatamente além-mar, mas rios Hudson e East.

O passeio dura cerca de 1 hora e meia e não faz a circunvolução na ilha, mas a luz do entardecer nos proporcionou o skyline mais lindo de NY. Foi incrível!

Eu super recomendo esse cruzeiro para quem vai a NY no verão. Acredito que no inverno não seja tão agradável assim por causa do frio.

E como vocês, as imagens da nossa aventura aquática. Enjoy!














 














Fotos: Paula Bicudo

 

postado por Paula, às 18:05

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13.08.2009
 

Eu tenho um pai “beattlemaníaco” e ficarmos hospedados bem próximo ao Central Park (esperem posts sobre os hotéis) no Upper West Side no proporcionou algumas visitas não programadas a ele, que é a menina dos olhos da cidade no verão.

Nem preciso falar que o Parque fica todo verdinho, com um astral incrível. E por pura coincidência, é ali mesmo no lado Oeste do Parque (mais ou menos na altura da 72nd w) que fica o Strawberry Fields, um pedacinho do parque dedicado a memória do John Lennon. Ele morreu assassinado em 1980 ali perto, na porta do Edifício Dakota, onde morava (que fica na 72nd mesmo), por um maluco que se dizia fã. Pode parecer brega, mas visitar esse lugar com o meu pai,  foi muito bacana pois nasci e cresci ouvindo Beattles e tudo que se refere a história deles. É claro que esse é um lugar super mega ultra turístico e tinha milhares de pessoas que terão as mesmas fotos que eu, porém foi o meu primeiro passeio em NY, na manhã seguinte a minha chegada e esse local sempre terá um significado especial na minha vida. Como vocês, o Central Park:












postado por Paula, às 09:00

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12.08.2009



Claro que ficar falando dos “must-see” (ou lerês) de NY é chover no molhado, mas tem duas atrações em Midtown que eu adorei e não acho que sejam tão visitadas assim.

A primeira é a Grand Central Station, que fica na 42nd com a Park Ave. A estação é linda, a construção é do começo do século 19, foi cenário de muitos filmes e tem várias lojas e restaurantes legais, incluindo o Michael Jordan’s The Steak House N.Y.C entre outros. Mas o mais legal fica em baixo, no piso inferior e é o Grand Central Market, um mercado gourmet com produtos orgânicos, queijos, peixes, pães e chocolates completamente alucinantes. Se você é do tipo que curte um piquenique no parque vai ficar maluco por ali.Vale acrescentar que o Bryant Park fica ali pertinho.


Grand Central Market

 

Bem próximo dali, fica a New York Public Library, na 5ªAve com a 42nd, que é realmente linda e foi cenário de vários filmes incluindo o Homem Aranha, O Dia Depois de Amanhã, o Mágico de Oz e vários outros. A biblioteca tem uma sessão de livros raros expostos, entre eles uma cópia incompleta do primeiro livro impresso, a Bíblia de Gutenberg. E, além de conhecer mais uma das atrações imperdíveis de NY, você ainda consegue dar um tempo na agitação da 5ª Avenida e entrar num local sereno de paz e tranqüilidade, com aquele cheiro de livro e madeira tão agradável aos que os apreciam. E a ainda tem o plus de ter free wi-fi, um dos únicos locais de Manhattan onde eu o encontrei.



Public Library



Public Library

postado por Paula, às 09:00

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11.08.2009



Resolvi não contar a viagem em ordem cronológica, mas em ordem fotográfica. As fotos que eu conseguisse organizar antes seriam os primeiros posts. Eu realmente não sou uma pessoa que se atem muito a métodos, então, para mim está excelente assim.

Um dos passeios mais legais que fizemos em NY foi subir no Rockefeller Center. Na verdade, em umas das torres do complexo Rockefeller que tem 19 edifícios e você sobe no observatório de uma das torres, chamado TOP OF THE ROCK. Dá pra comprar os tickets com antecedência pela Internet no site, marcando a hora da subida.A partir da hora marcada, você tem 15 minutos para entrar. Nós marcamos para as 7:30h da noite, para ver  Manhattan acendendo numa noite de verão. E olha que foi incrível!

Nem era um dia tão aberto, tinha uma certa névoa, mas a vista é inacreditável.

Antes de comprar os tickets, eu fiquei na dúvida se subiríamos no Rockefeller ou no Empire State, que é o edifício mais alto de NY atualmente, mas do Empire State não da para se ter uma vista tão linda do Central Park, pela localização e do Top Of the Rock dá para ser ter uma linda visão do próprio Empire (aquela velha história da Torre Eiffel x Torre de Montparnasse).

O Complexo Rockfeller fica entre a 5ªAve e a 6ªave, mas a entrada pro observatório é pela 50th street. Você entra com seu ticket, a fila da segurança é tranqüila, só revistam mochilas e então você sobe no elevador ultra-rápido até o 66º andar. Mas atenção: o observatório se constitui dos andares 66 a 70 e dá para ter vistas lindas de todos eles, basta subir de escadas ou num pequeno elevador, dessa vez não ultra-rápido. Muita gente acha que é só o 66º andar e não sobe ao andar mais alto.

Vou parar por aqui, já que as imagens valem mais que mil palavras e reitero que a visita é imperdível para quem vai visitar (ou re-visitar) NY.



















postado por Paula, às 20:59

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10.08.2009



Eu acabei de voltar de viagem e tenho um monte de coisa pra contar. Prometo blogar tudo, tim-tim por tim-tim, mas por enquanto vou deixar minhas impressões iniciais.
O roteiro da viagem foi o seguinte:

- 4 noites em NY (3 dias inteiros)
Depois pegamos um carro e fomos à Filadelfia (2h e 30min de viagem)
- 1 noite na Filadelfia
Continuando de carro, fomos à Washington
- 2 noites em Washington D.C
Dia seguinte de manhã fomos para Boston de avião
- 2 noites em Boston
E por fim, voltamos a NY de trem, e ficamos mais 2 noites.


Impressões gerais sobre os EUA:

- No geral, a população é super educada e cumpridora das leis e regras, o que, na maioria das vezes é uma super vantagem, mas por vezes pode esbarrar em uma certa falta de flexibilidade.
- Os americanos comem demais, excetuando-se em NY. Todos os pratos individuais em todos os restaurantes americanos que comemos seriam suficientes para duas pessoas.
- Se não saímos de NY, não conhecemos os americanos: seu modo de vida e seus costumes. O nova-iorquino realmente é muito atípico.
- Meu pai fala de NY é uma grande loja. Tem sua razão, mas acho que esse conceito pode ser ampliado: NY pode ser uma grande loja, um grande museu, um grande teatro, um grande centro gastronômico e por aí vai. Pode ser o que você quiser. É a cidade onde tudo é possível, basta poder pagar por isso.

Impressões sobre o meu roteiro:

- Boston é uma cidade linda e vibrante, principalmente no verão. Eu a considero imperdível.
- Washington é a versão organizada e (um pouco) menos corrupta de Brasília. Tudo é feito em escala sobre humana: as avenidas, os quarteirões,  os museus, monumentos, etc. Não tem isso de andar a pé, passear, sentar num café. Para mim dois dias foi de bom tamanho. Não me apaixonei.
- A Filadélfia é bem simpática mas poderia ter ficado para uma próxima. Mas foi a cidade americana mais típica que visitei.
- Andar de carro pelos EUA é uma forma bem bacana de conhecê-lo. Claro que não existem vilinhas charmosas e caminhos rurais alternativos, como na Europa, pelo menos nesse trecho que fizémos, mas é rápido, as estradas são incríveis e os pedágios relativamente baratos. Considere se estiver viajando em um grupo de 3 pessoas ou mais. Além de tudo, é como os americanos gostam de viajar. Os postos de serviço das estradas são um show a parte e hiper típicos.
- Se for fazer um trecho aéreo interno nos EUA, programe chegar aos aeroportos com 3 horas de antecedência. A inspeção da seguranaça nos fez perder um vôo. Ainda bem que conseguimos remanejamento para o vôo imediatamente seguinte.
- Na volta fica fácil olhar com crítica a viagem, e mesmo que ela tenha sido aproveitada ao máximo, eu gostaria de ter feito menos deslocamentos, feito e desfeito menos malas, enfim, viajado menos e curtido mais cada lugar. Como diz o Riq, o legal é viajar mais Slow. Resumindo, foi tudo super bacana e eu prometo blogar, ainda que de forma slow, todos os detalhes da minha american trip.

postado por Paula, às 16:41

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15.06.2009

Esse blog vai passar por Washington, Philadelphia e Boston, embora eu mesma só tenha olhos para a grande maçã, me obrigo a estudar a fundo as demais cidades para aproveitá-las um pouco melhor. Esse post será dedicado aos meus amigos virtuais que me auxiliaram nesse processo de preparação para a viagem.



Foto: Arnaldo Interata

Começo o post com uma frase de Abrahan Lincoln que eu peguei emprestada no excelente blog fotográfico do Arnaldo Interata, o Fatos e Fotos, do qual também emprestei a foto do post: ""Que Deus me dê a serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para mudar as que posso e sabedoria para distingüir umas e outras".
O Arnaldo, que além de blogueiro é um fotógrafo de "mão cheia" escreveu  vários posts recheados de fotos maravilhosas e riquíssimo de informações bacanas sobre a cidade, começando com este aqui.
Lá tem várias dicas bacanas: como funcionam os táxis (as tarifas são baseadas nas zonas de circulação, não no tempo e os preços são "fixos" por zona percorrida. Em resumo, as corridas saem entre US$ 6 a 13); que o passeio de trolley tour é bem bacana porque vc pode dar uma boa geral da cidade antes de escolher onde pretende se aprofundar;  que a maioria das atrações são gratuítas; e que há mapas e quiosques de informação aos montes e super disponíveis. Ele define a cidade como "tourist friendly".

E tem mais:

A Pati Figueiredo que eu conheci pelo Twitter, me mandou chegou a pouco de Washington e me mandou um super e-mail bacana:

" Estive nos EUA com minha mãe e minha irmã ano passado e passamos 4 noites em Washington. Visitamos também NYC e Orlando mas Washington foi com certeza a maior surpresa.

 

A cidade estava vazia, talvez pela proximidade do inverno e aproveitamos os dois dias que curtimos lá. A primeira dica, que aposto que você já deve ter ouvida, é usar e abusar do metrô que é super abrangente e muito mais limpo e simples que o de NYC. A passagem é paga de acordo com o trecho que você vai percorrer e você compra os bilhetes numa máquina que só aceita cartão de crédito ou dinheiro trocado, então, be prepared! Li que você vai de carro mas eu não recomendaria usar ele na cidade não. É super difícil de estacionar perto das atrações e o parquímetro é complicado até pra minha tia que mora lá!

 

A maioria das atrações se concentra ao redor no National Mall mesmo, então se você tem pouco tempo na cidade acredito que lá seja o melhor lugar para ficar mesmo. Tem alguns B&B super charmosos em Dupont Circle mas eles são um pouco fora de mão e implicantes com quartos com mais de 3 pessoas, por isso acabamos ficando em um hotelão da rede Holiday Inn logo ao lado do Capitolio. A localização era ótimo, o hotel em si é executivo e correto mas não tem nada de muito especial. Íamos a pé (mesmo naquele friooo) até a estação Federal Center  ou até a Capitol South, já que o hotel ficava bem entre essas duas. Fomos a pé até o Capitólio e foi bem tranquilo, é realmente super próximo e o caminho é bem bonito, com o jardim botânico no meio do caminho.

 

Outra coisa que nós curtimos muito foram os museus, que são em sua maior parte gratuitos e pertencem à rede Smithsonian. Visitamos o Sculpture Garden que tem esculturas bem legais e durante o inverno uma pista de patinação bem bonita no centro. Fica ali no National Mall também, bem perto do Natural Museum of Natural History, outro ótimo. As crianças sempre adoram aqueles dinossauros enormes e toda a setorização do museu é muito legal. Ali do lado tem também o Air and Space Museum que é, na minha opinião, o mais legal. Dá pra perder um bom tempo lá e de quebra tem uma lojinha super interessante com ursinhos astronautas e globos de neve que servem muito bem de lembrancinha. O único museu pago que visitamos foi o Madame Tussauds, que estava com uma promoção de 50% de desconto na entrada. Estava absolutamente VAZIO, éramos praticamente as únicas pessoas dentro do museu naquela tarde. Foi divertido mas com certeza não chega aos pés dos grandes museus da Smithsonian.

 

Outro lugar legal e característico de visitar é a Union Station, a estação central do metrô. Além de ter uma arquitetura lindíssima é enorme e parece mais com um shopping, com lojas da Victoria's Secret e chocolates Godiva. Mesmo com esse lado meio comerical é um lugar bem interessante sim, e valeu a pena só pelas bugigangas com o rosto estampado do Obama. Vimos desde camisetas até barras de chocolate! Ah, outro ponto extremamente turístico e 'must see' é a Casa Branca, claro. Admito que ela não foi o que mais nos surpreendeu. Ao vivo ela não é tão grande e imponente quanto parece e não se pode chegar muito perto"
 

Bem bacana o relato dela, não acharam. Bem resumido e focado no que parece importante da cidade. Acho que vou convidá-la para escrever no blog, hahaha.

E, at least, but not last, a minha amiga Natalie acabou de voltar de um roteiro bem parecido com o meu para a Costa Leste dos EUA e me manda o seu roteiro e várias dicas bacanas de Washington. Tive que selecionar as melhores para postar aqui:

” Ouvimos o conselho da Marcie e fizemos todos os passeios por Washington usando o sistema de metro da cidade. Nós deixamos o carro no estacionamento da estação de metro de College Park (5 dólares por dia + 5 dólares para comprar o cartão) e todo dia comprávamos o passa diário ilimitado do metro ($7.40 ou 7.80 não me lembro ao certo). (Mas ele tem uma pegadinha: só é aceito depois das 09.30 da manhã) Se você tem algo programado muito cedo, precisa comprar um passe único do metro. As máquinas de venda de bilhetes são auto-explicativas, assim como todo o sistema de metro de Washington. Super simples de usar, poucas linhas e muito bem sinalizado”


 “ CAPITÓLIO: Dá para agendar sua visita através do site. Esse passeio é super interessante, você conhece um pouco mais sobre a história dos EUA e um pouco mais sobre sua organização política. Se você se dirigir ao balcão de informação, logo depois de passar pelo sistema de segurança, (aliás, isso é uma das coisas que você mais vai fazer, mas faz parte do pacote “viagem pelos EUA”. Com o tempo a gente até se acostuma) e falar que é brasileira e que gostaria de visitar a galeria do congresso, eles te dão um ticket que libera a sua visita. Assim, você consegue entrar na sala onde muitos projetos são votados. Conseguimos tudo de graça”.

 

Washington National Cathedral: a catedral é maravilhosa, inspirada no estilo das igrejas européias. Nela foi realizada a missa de posse do Obama, entre outros eventos políticos-religiosos. O metro fica um pouco longe da igreja. É preciso andar um pouco até ela. Esse foi o ponto turístico mais distante que visitamos. Tem um estacionamento próximo, mas não sei se ele é pago.”

 

“Museu do Crime: pagamos por volta de $18 por pessoa para visitar esse museu. Ele é dispensável, meio bobinho. Não é tão interativo e divertido como as revistas de turismo divulgaram aqui no Brasil. Se pudesse, aproveitaria outros museus ou passaria a tarde num café vendo a vida passar”

 

“National Gallery of Art e Museus Smithsonianos: Adorei o Nacional Gallery of Art: vários clássicos que nós estudamos nos cursos de história da arte estão lá. O Space museum é legal e bem interativo, mas tem muitas reproduções de peças ao invés de ter as peças originais. E o Museu de História Natural foi uma boa surpresa. Ele é enorme e tem várias salas bacanas, sem falar nos dinossauros e nas salas das pedras preciosas. Dá pra se perder facilmente lá dentro. Selecione os temas que mais te chamam a atenção na hora de escolher qual museu visitar.”

 

Obrigada a todos, prometo conferir e blogar as minhas impressões sobre todos esses lugares. Com certeza essas dicas serão muito preciosas. Quem tiver mais dicas de Washington para mim, é só deixar na caixa de comentários.  


postado por Paula, às 22:30

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