Bem, eu sei que eu nem terminei de blogar a viagem para os EUA (faltam Boston, Washington e Philadelphia), mas preciso escrever sobre a minha recente viagem a Londres (eu não conseguir blogar minhas viagens significa que viajei bastante esse ano, o que me faz feliz).
Acabei de chegar de Londres: foi uma viagem meio não programada, diferente do meu estilo. Meio na louca, mas deu super certo. Fui visitar um amigão meu que mora lá e aproveitar para rever a cidade, pois estive em Londres em 1996 (treze anos atrás).
Eu nem estava de férias. Apenas consegui umas coberturas/folgas no trabalho, arranjei uma passagem barata da Swiss e me mandei. A passagem saiu por volta de U$ 850,00 dólares, já com taxas incluídas no site Decolar.com, o qual achei um preço excelente MAS não era um vôo direto, fazia conexão em Zurique. E uma conexão curta, de cerca de 1:00h na ida e 1:20h na volta. Apertada mesmo. Resolvi encarar e deu tudo certo, apesar de isso ter me causado um certo stress. Agora, se você tem que fazer uma conexão curta, que seja na Suíça; tudo é azeitado e sempre funciona. Ao comentar que estava um pouco preocupada com a conexão curta no vôo de Londres para Zurique com uma inglesa companheira de acento ela me respondeu muito animadoramente: “Não se preocupe, você estará na Suíça”. E olha que ela tinha razão. O vôo tanto na da quanto na volta foi bom, apenas um pouco apertado como toda classe econômica, a tripulação é OK e o plus são os chocolatinhos/queijinhos suíços oferecidos. Um bom custo-benefício.
A questão do hotel foi um pouco mais complicada, mas deu tão certo que eu até me surpreendi: eu havia reservado um hotel barato mas honesto recomendado pelo Time Out (que eu já falei, é meu guia urbano predileto) em Earl’s Court, no oeste de Londres, no final da chamada zona 1 do Tube (a zona mais central da cidade) chamado Mayflower, que no site parecia moderninho/arrumadinho mas cujas críticas no TripAdvisor não eram muito animadoras e quando eu contei para a minha prima e o meu amigo que moram em Londres eles meio que torceram o nariz para a localização. Fiquei com a pulga atrás da orelha, sabem? Eu vou deixar o conforto da minha casa, minha filhotinha, meu maridinho para ficar num hotelzinho meio mal localizado e aparentemente não limpo? Putz, já passei da idade para isso. Definitivamente não é o meu estilo, mas um hotel central e bacana em Londres é caro a beça. Fiquei naquele dilema e resolvi arriscar o site Hotwire.com, que havia sido recomendado pelo Ernesto no blog VNV do Ricardo Freire. O site funciona assim: você escolhe a localização e o número de estrelas do local e reserva “no escuro” sem saber qual é o hotel. Assim que você conclui a reserva, eles tem mandam a confirmação com o nome do hotel. Escolhi um quatros estrelas na Trafalgar Square por U$146,00 dólares a diária (acrescido de US$130,00 de taxas) saiu por um total de U$964.75 (6 noites) ou seja GBP 96 (libras) por noite contra as GBP 80 que eu pagaria no Mayflower. E por um hotel muito superior, chamado The Grand At Trafalgar Square, bastante confortável e literalmente “na cara do gol”, mais central impossível. Certamente fiz um super bom negócio e recomendo. Mas para usar o Hotwire você tem que se informar sobre as melhores localizações na cidade, senão pode ser uma grande roubada.
E foi assim que eu iniciei minha semaninha em Londres, que vou contar nos próximos posts.
Ah, e só mais algumas informações que eu considero importantes, antes de terminar o post: quase todos os vôos que chegam do Brasil chegam em no aeroporto de Heathrow. A partir dele, você tem algumas formas de chegar ao centro de Londres:
- De black cab: se for um black cab, o famoso e charmoso táxi preto inglês, ele custará mais ou menos 100 libras e a corrida é paga pelo valor que aparece no taxímetro. Mas atenção, existe uma regra de conduta que pede que você antes de entrar num black cab se aproxime da janela do lado oposto ao motorista e informe onde gostaria de ser levado para que ele aceite (ou não) te levar. Eu sei que parece bastante pedante e antipático, mas é assim que funciona. Os motoristas de black cab são super bem treinados, sabem de cór todas as ruas do centro de Londres e prestam um serviço de qualidade para quem puder pagar por isso.
- De mini-cab: essas são táxis informais, que não apresentam taxímetros e não são os famosos carros pretos. Funcionam por empresas e o preço da corrida deve ser combinado antes. É um método seguro se você tiver uma indicação de uma empresa de confiança, porque aconteceram alguns roubos provavelmente associados a taxistas clandestinos e os ingleses já ficaram apavorados.
- De Heathrow Express: Esse é um trem super confortável que faz a viagem direta entre o aeroporto e a estação Paddington, que é bem central e também conectada ao metro. A vantagem do trem é não fazer paradas e ter mais conforto e mais local para bagagem. Usei essa forma na ida, com menos bagagem e adorei. O bilhete para uma viagem custa 16,50 libras e comprando a ida e a volta, sai mais barato (30 libras, bilhete Return, válido por 1 mês). E dá pra comprar pela net, no balcão ou nas maquininhas.
- De Metrô: a Picadilly Line do Tube é uma linha que passa por vários postos centrais de Londres e vai (e volta) até o aeroporto, com estações nos terminais 5 (onde chegam os vôos da British Airlines) ; 1, 2 e 3 (onde chegam os vôos internacionais de outras cias), e 4 (atualmente em reformas). Mas lembre-se de comprar o bilhete do Tube zona 6 (4 libras) OU um Oyster card e "carregá-lo" com pelo menos 3.8 libras no horário de pico ou 2.2 libras nos outros horários (eu explico melhor o Oyster e o Tube num próximo post). O metrô é bem prático pra quem está com pouca bagagem, mas tem várias paradas, demora 50 minutos a viagem e tem o perrengue de subir algumas escadas carregando as malas. E sempre se lembrem: Mind The Gap, Please!