Entrar:
 Salvar
06.01.2009

"Já tentou acender um fósforo como faziam os cowboys, esfregando o palito de fósforo em alguma superfície áspera?"

Ciência: Química
Nível: básico

Se você já tentou fazer isso, deve ter notado que não funcionou. Por quê? A resposta é bem simples: o que compramos hoje é o que se chama "fósforo de segurança", já que as substâncias necessárias para a combustão estão divididas entre o palito e a caixa de fósforo. O fósforo de verdade está, inclusive, na caixa e não no palito, o que nos faz pensar em por que ele se chama palito de fósforo. Nela encontramos o fósforo vermelho, sulfeto de antimônio, trióxido de ferro e goma arábica.

A história do fósforo

O palito de fósforo foi inventado apenas no século XIX, mas a história do produto que revolucionou a forma de se fazer fogo começou muito antes, em 1669, com a descoberta do elemento químico fósforo (P).

O alquimista alemão Hennig Brand, em uma de suas tentativas de transformar metais em ouro, descobriu o elemento acidentalmente ao manipular amostras de urina. O material que ele obteve brilhava no escuro e, por isso, Brand resolveu batizar a substância de Phosphoros, que significa “aquele que traz a luz, que ilumina”.

Em 1680, o cientista britânico Robert Boyle, um dos fundadores da química moderna, viu que uma chama era formada ao esfregar um pedaço de papel coberto com fósforo em um pedaço de madeira coberto com enxofre.

Boyle acreditava que o fogo não era provocado apenas pela fricção, mas por algo próprio àquelas substâncias. E estava certo, tinha encontrado o princípio que conduziria à invenção do fósforo.

Depois dessa descoberta, vários dispositivos químicos para ativar fogo foram desenvolvidos na Europa. Alguns usavam a combinação fósforo-enxofre de Boyle, outros, gás hidrogênio, porém todos eram complicados e muito perigosos. Em 1805, um químico francês chamado K. Chancel inventou um palito revestido de clorato de potássio e açúcar. Mas, como era preciso mergulhá-lo em ácido sulfúrico para que pegasse fogo, ele não fez muito sucesso.

Em 1827, o farmacêutico inglês John Walker descobriu que se colocasse, na ponta de um palito de madeira, sulfeto de antimônio, clorato de potássio, cola e amido, ele poderia ser aceso por atrito em qualquer superfície áspera. Walker chamou os seus palitos de congreves, numa referência aos foguetes de guerra inventados por William Congreve em 1808.

Apesar do incentivo de amigos, Walker decidiu não patentear sua invenção, registro que garante direitos exclusivos ao autor, pois desejava que ela fosse um bem público. Por isso, várias pessoas a copiaram, inclusive Samuel Jones, que passou a vender os palitos com o nome de Lucifers (um dos nomes dados ao diabo).

Embora exalassem um mau cheiro e fossem perigosos (eram explosivos e às vezes acendiam sozinhos dentro da própria embalagem), os Lucifers se tornaram muito populares entre fumantes. Para evitar incêndios, os primeiros palitos eram carregados em estojos de metais ou de porcelana. Os mais refinados eram feitos de ouro e prata e eram trabalhados como uma jóia.


Texto retirado do site vocesabia.net, conforme lista de fontes


Fontes:


- http://www.vocesabia.net/ciencia/o-fosforo/
- www.invivo.fiocruz.br

 

postado por Artur, às 09:20

Compartilhe:
 Rating
Comentários
Envie seu comentário:
Restam: 1500 caracteres
Nome:
E-mail:
Seu e-mail será visto apenas pelo dono do blog.
CAPTCHA

Quais destes caracteres são NÚMEROS?

 
Busca no Blog
Meu Perfil
 
Sobre o blog
» Avaliação

» Visitas (123984)

» Posts (79)

» Comentários (145)

» Fãs (16)

» Colaboradores (0)

» Criar widget deste blog

Patrocínio
Assine nosso RSS
RSS
Arquivo de posts
JUL
AGO
SET
OUT
NOV
DEZ
Links parceiros
Obrigado pela visita
Termos e Condições | Política de privacidade | Fale conosco

Copyright © 2008, Abril Digital - Todos os direitos reservados