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26.04.2009

 

O chinês solitário que foi clicado quando tentava impedir um massacre, que se posicionou na frente de uma fila de tanques, nunca foi identificado, nunca ninguém teve a curiosidade em saber o porquê daquele ato, mesmo a foto ter sido premiada e ficado famosa.


Talvez se tivesse tirado a roupa, ou entrado em uma universidade atirando em outros jovens, as pessoas teriam se interessado mais por ele...


Triste isto.

postado por casmurro, às 16:19

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24.04.2009
Talvez isto já tenha acontecido com você: ao chegar para apanhar o carro, outro veículo está estacionado bem grudado ao seu, impedindo você de abrir a porta. O que fazer? Xingar, brigar? Essas talvez sejam as atitudes mais comuns... mas, será que resolvem o problema?
As reações violentas são as que brotam mais facilmente. No entanto, é importante pensar nas soluções possíveis em vez de piorar a situação. Há uma porta do outro lado do carro - que tal entrar por ela? Pode dar um pouco de trabalho, mas funciona!

Em todas as situações da vida, há sempre outra porta. Basta querer encontrar as saídas, não os culpados. Por isso, pensemos antes de despejar ofensas e xingamentos. Pensemos bem antes de remoer a raiva, porque isso nos embrutece. Além do mais, a gente também erra e, um dia, podemos precisar da compreensão do outro. Como se diz, a vida dá voltas e, de repente, nos prega uma peça.

Então, ajamos com inteligência e não reajamos no calor da situação. Acalmemo-nos. Tornar as coisas mais difíceis ou facilitá-las é uma decisão nossa. Se a vida impede a gente de entrar por uma porta, abramos outra! (Karla Precioso)
Passei por isto, certa vez, quando comprei um apartamento e fui lá pra dar uma olhada nele. Coloquei o carro na vaga que me pertencia. Era a minha primeira visita ao prédio... Limpamos o apartamento e quando saímos, demos de cara com um bilhete no pára-brisas do carro que dizia para da próxima vez encostar mais o carro na parede, pois tinha ficado um espaço pequeno para a pessoa que me repreendia. Na hora, achei graça, depois achei triste, pois tentei me colocar no lugar dela e percebi que ela devia ser muito infeliz, pois tinha, provavelmente, estragado o seu dia o fato de tê-la "espremido" em sua vaga de garagem. Não foi por mal, é claro, afinal, eu não sabia que estaria causando um mal tão grande a alguém... Depois, fiquei com raiva, pois, que besteira, ter deixado uma advertência em meu carro... poderia ter falado simplesmente, ou tentado me conhecer, mas aquele bilhete deixou claro que ela queria distância dos novos proprietários, como se dissesse que não éramos bem vindos. Pensei, num lance de raiva, em deixar uma nota de 50 reais no pára-brisas do carro dela juntamente com um bilhete dizendo estar ressarcindo-a por seus prejuízos e por ter estragado o seu dia por permanecer ali por menos de uma hora, mas, seria muita arrogância da minha parte fazer isto e estaria mantendo o nível da conversa. Aí, deixei pra lá e percebi o quanto sou feliz por não precisar morar naquele lugar, com pessoas tão azedas como aquela. Não a conheci, não sei seu nome, só sei que deve ser minha vizinha pela vaga na garagem. Este foi nosso primeiro e último contato, afinal, nunca mais voltamos lá. Nunca comentei este fato, mas fiquei imaginando como seria aquela mulher, se era casada, se amava seu marido, se tinha filhos, se os amava também, se tinha amigos, pais, enfim... se era uma pessoa normal e feliz ou se tinha tido algum trauma na infãncia ou se simplesmente era chata mesmo... Não sei. Talvez estivesse num mau dia, nada mais!
Beijos e um ótimo final de semana a todos.

postado por casmurro, às 19:44

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23.04.2009
Médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de atuação profissional, com toda vivência e experiência que o exercício da medicina nos traz, posso afirmar que cresci e me modifiquei com os dramas vivenciados pelos meus pacientes.
Dizem que a dor é quem ensina a gemer.
Não conhecemos nossa verdadeira dimensão, até que, pegos pela adversidade, descobrimos que somos capazes de ir muito mais além.
Descobrimos uma força mágica que nos ergue, nos anima, e não raro, nos descobrimos confortando aqueles que vieram para nos confortar.

Um dia, um anjo passou por mim...

Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada, porém por 2 longos anos de tratamentos os mais diversos, hospitais, exames, manipulações, injeções, e todos os desconfortos trazidos pelos programas de quimioterapias e radioterapia.

Um dia, cheguei ao hospital de manhã cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. E comecei a ouvir uma resposta que ainda hoje não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.

Meu anjo respondeu:
- Tio, disse-me ela, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores. Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade de mim. Mas eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!


Pensando no que a morte representava para crianças, que assistem seus heróis morrerem e ressuscitarem nos seriados e filmes, indaguei:
- E o que morte representa para você, minha querida?

- Olha tio, quando agente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e no outro dia acordamos no nosso quarto, em nossa própria cama não é?

(Lembrei minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, costumavam dormir no meu quarto e após dormirem eu procedia exatamente assim.)
- É isso mesmo, e então?

- Vou explicar o que acontece, continuou ela: Quando nós dormimos, nosso pai vem e nos leva nos braços para o nosso quarto, para nossa cama, não é?

- É isso mesmo querida, você é muito esperta!

- Olha tio, eu não nasci para esta vida! Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!

Fiquei boquiaberto, não sabia o que dizer. Chocado com o pensamento deste anjinho, com a maturidade que o sofrimento acelerou, com a visão e grande espiritualidade desta criança, fiquei parado, sem ação.

- E minha mãe vai ficar com muitas saudades minha, emendou ela.

Emocionado, travado na garganta, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei ao meu anjo: - E o que saudade significa para você, minha querida?

- Não sabe não tio? **Saudade é o amor que fica**!

Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um dar uma definição melhor, mais direta e mais simples para a palavra **saudade: é o amor que fica!**
(Artigo do Dr. Rogério Brandão - Médico oncologista clínico)

Não nos esqueçamos nunca que somos espíritos eternos e que....a vida continua!
essa história é o melhor exemplo que podríamos ter.
Beijos a todos que não desistem de me fazer uma visita mesmo sabendo que nem sempre tem novidades.

postado por casmurro, às 21:42

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19.03.2009
Estive lendo uma reportagem sobre o caso da menina que vinha sendo estuprada pelo padrasto desde os seis anos de idade.

Como não poderia deixar de ser, sempre escrevo quando fico indignada com alguma coisa e, como a única forma de desabafar é através deste meu blog, aí vai mais uma...

Não entendi bem a posição do Sr. Bispo, achei exagerada a leitura que ele faz dos próprios dogmas, das próprias crenças, até que, vendo uma reportagem na TV, estando em férias e, portanto, junto da família, mais especificamente meu pai, que já disse aqui ser Católico Apostólico Romano, ouvi dele que o Bispo estava certíssimo, que a excomunhão das pessoas envolvidas no aborto estava correta. Que ninguém tem o direito de tirar a vida de outra pessoa.

Eu concordo plenamente com isso (que ninguém tem o direito de tirar a vida de outra pessoa), pois também sou contra o aborto. Mas, acontece, que o caso é diferente de tudo o que já foi visto. Trata-se de uma menina de nove anos, que ainda não está formada e não tem condições de gerar um filho, muito menos dois. Foi dito pelos médicos, que ela não suportaria esta gravidez e, portanto, o aborto deveria ser realizado.

Eu acho que pensaria diferente se ela tivesse mais idade e em condições de ser mãe, não sei... Não é fácil falar sobre algo que não nos atinge diretamente.

Mas, excomungar o médico, a mãe e todos que estivessem de acordo com o aborto foi muito longe, mesmo para um representante de Deus.

Eu acredito num Deus misericordioso, justo, bom... Será que este meu Deus excomungaria as pessoas assim?!

O pior é que o padrasto da menina, o asqueroso, o monstro que cometeu os estupros por tanto tempo, nada recebeu como punição divina... O Sr. Bispo disse que era só ele se arrepender e fazer uma oração e seria perdoado...

Eu, se estivesse no lugar do médico, faria sim o aborto, afinal, ele se comprometeu quando fez o juramento diante dos colegas e professores no dia da sua formatura que trabalharia sempre para salvas vidas. Deixar que isto fosse adiante, seria a continuação da crueldade sofrida pela garota até então. Ela que já sofreu pelos abusos, teria que esperar a morte por mais alguns meses. Se ela não viesse, teria de ser mãe de duas crianças, tendo apenas nove anos. Quem cuidaria da situação?

O Sr. Bispo?

Com certeza não, pois este nem mesmo soube dizer o nome da menina...

Ela teria condições psicológicas para ser mãe e carregar esta responsabilidade para sempre?

Ok.

Digamos que o Bispo esteja certo e Deus espere isto mesmo de seus representantes...

Será que Ele, Deus, esperava a morte de tantas pessoas em seu nome, como ocorreu na Inquisição, nas chamadas guerras santas promovidas por papas? A pedofilia tão praticada hoje em dia e, na grande maioria das vezes, por representantes Seus???

Ele, o Sr Bispo disse que existem nove pecados que levam à excomunhão automática e dentre eles, “a absolvição por um sacerdote do cúmplice de um pecado da carne”. O que se entende por pedofilia praticada por alguns sacerdotes??? O que pensar quando estes sacerdotes, geralmente, ao invés de serem excomungados, são apenas transferidos de paróquia???

Vou transcrever as palavras de Juliana Linhares (
jornalista que entrevistou o Sr. Bispo para a revista Veja ) : “Ao longo de 2000 anos de história, duas forças, ora conflitantes, ora complementares, moldaram a Igreja Católica: a doutrina do amor e o amor pela doutrina. Dom José Cardoso Sobrinho, arcebispo de Olinda e Recife, é sem dúvida um homem da segunda força.”

Eu ainda sigo e acredito na primeira força...

Eu ainda, acredito mais no amor d
o que nas leis. Quer sejam religiosas ou não.

Um beijo a todos que se compadeceram do drama sofrido pela menina e por sua mãe.

Que Deus ignore tanta ignorância e não compartilhe da radicalismo do Sr. Bispo e, lance seu olhar de compaixão e amor sobre o médico, a mãe e a garota que já suportou tanta desgraça.

Quanto ao pai... Ele terá tempo de rever suas atitudes. Se não nesta vida, em outra que lhe será concedida para quitação de seus débitos e que pela bondade suprema do criador terá a oportunidade de evoluir e se tornar um espírito melhor.

postado por casmurro, às 20:32

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09.02.2009
Todos sabem que sou do interior do Paraná (uma cidadezinha chamada Sabáudia) e que, criada para valorizar as coisas simples, aprendi que a ter uma verdadeira paixão pelo singelo, pelas palavras claras, pela ausência de luxo, mas também pela essência, pelo conteúdo das belas mensagens. Penso assim e tentei passar esta lição a meu filho, que hoje já tem 24 anos (nossa!), e agora tento, ainda que instintivamente, fazer o mesmo com o meu sobrinho nos momentos em que ele está comigo. Pedrinho, este garotão da foto abaixo (e nestas outras), é uma alegria e uma feliz companhia... Uma alma especial que voltou para nos fazer companhia nesta viagem que chamamos vida.

Ele tem apenas nove meses e já passou muitos dias em casa. Por causa dele, voltei a assistir programas infantis e descobri, com satisfação, a TV Rá tim bum (nascido da programação da TV Cultura de São Paulo). É uma alegria ver que a impressão que tinha de programas como Cocoricó e Vila Sésamo continuam e que a magia que exerceram sobre mim permanece e, ainda hoje, cativa e ensina as crianças. Mas foi o Pedrinho, que agitado pela música de abertura, me chamou a atenção para um programa novo e inovador na sua simplicidade, o Baú de Histórias (foto acima). Como o próprio nome diz, é um momento de contar histórias de todos os tempos, quase do jeito que nossas avós gostavam de narrar, com risos, vozes trocadas e palhaçadas.

O programa é feito pela Cia. Ópera na Mala, composta pelo casal Sergio Serrano e Cris Miguel. E eles completam agora dez anos de trabalho e para comemorar estão apresentando no Sesc Paulista, na Avenida Paulista, em São Paulo, o espetáculo "Baú de Histórias". A peça, criada a partir de algumas histórias contadas no programa da TV Rá-Tim-Bum, conta a história de um rei déspota que tem orelhas de burro. Como recompensa por um ato de bondade, o rei recebeu orelhas normais, mas elas são ávidas por ouvir histórias. Então ele cria um concurso de histórias para ver se alguém consegue contar algo que o satisfaça.

Como consta no Guia da Folha, "utilizando bonecos de várias técnicas, teatro de sombras e músicas tocadas com variados instrumentos (como acordeão, gaita de fole e balalaica russa), os contadores reinventam alguns clássicos e contos da tradição oral. Entram no repertório da dupla histórias como "Dom Quixote e Sancho Pança", "O Contador de Histórias", "A Princesa e o Lelo do Castelo", "Senhor Andino" e "O Professor Nicolau Nicolaievski", entre outros. Além do espetáculo, o público poderá visitar a exposição de bonecos e a cenografia "10 Anos de Cia. Ópera na Mala!", além de participar de oficinas de teatro de animação para crianças e adultos".

Sesc Avenida Paulista - av. Paulista, 119, Bela Vista, região central, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx11/3179-3700. Ingr.: R$ 12 (inteira). R$ 6 (usuário matriculado no Sesc e dependentes, acima de 60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 3 (trabalhador no comércio de bens e serviços matriculado no Sesc e dependentes). Dur.:50 min. Livre. 

postado por casmurro, às 01:13

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