Falando em renovação política, aliás, há que se destacar a
necessidade da juventude voltar a se interessar pela política partidária, ter
uma presença mais ativa, se envolver mais nas causas do país e, com isso, abrir
caminho para uma renovação maciça nas casas de leis nos quatro cantos do
Brasil, onde ainda à velha cepa ou os herdeiros dessa cepa dão as cartas.
Soa mal aos ouvidos – sem falar no bolso do contribuinte –
quando certos nomes manjados da política nacional ganham destaques na imprensa.
Se o destaque é negativo, automaticamente já se afirma: “esperar o que desse
aí? Quantos anos na política e na safadeza? O que ele fez de bom até hoje para
o povo?”, é o que se escuta. E quando a noticia é boa, é recebida com
dúvida: “Será? Não acredito nessa gente”.
Por isso, a necessidade premente de que a juventude, os
estudantes universitários – outro fator importante: universitários, participem
da vida política do país nas câmaras de vereadores, assembléias estaduais e
depois Brasília, Câmara e Senado.
Assim como vem acontecendo no Ministério Público de uns
anos para cá, em que a ala mais jovem vem fazendo um trabalho espetacular – sem
se tornar espetaculoso –, cumprindo os preceitos da lei, valorizando a
Constituição e fortalecendo a democracia.
Mas, um alerta: nada dos tais caras pintadas, aqueles que
serviram de massa de manobra da política dominante da época e depois sumiram.
Um ou outro entrou para a política, ganhou fama e mergulho na mesmice dos
demais tradicionais e oportunistas.
Também nada de caras pintadas mantidos com subsídios do
Estado, que é dinheiro do erário e que, na maioria das vezes, serve para
fomentar movimentos em que os mesmos se tornam massa de manobra de
conveniências da hora associados a grupos políticos de interesses dúbios.
Mas sim, um movimento jovem sem pintura na face, sem
máscaras, mas com um forte desejo de ajudar a mudar a cara do Brasil, essa cara
acanhada que representa o povo cansado de tantos desmandos, corrupção,
nepotismo e pouca vergonha.
Seria
pedir demais?